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Compass com sete lugares e Jeep menor, segundo jornalista

Compass com sete lugares e Jeep menor, segundo jornalista

De acordo com o jornalista Fernando Calmon, da coluna Alta Roda, a FCA confirmou em Balocco, Itália, dois dos sete lançamentos que a Jeep fará no mercado brasileiro até 2022. Segundo ele, que estava presente no evento, a marca americana terá uma variante do Compass com sete lugares e também o irmão menor do Renegade, que na apresentação oficial feita por Sérgio Marchionne, teria sido direcionado prioritariamente para a Índia.


Pela informação, divulgada por Calmon nas redes sociais, o Jeep Compass de sete lugares será feito em Goiana-PE, planta que já produz o modelo junto com Renegade e a picape Fiat Toro. O local não poderia ser melhor, pois tem espaço de sobra para fazer vários modelos novos. Além disso, o produto ocupa a posição de líder de mercado e uma variante longa pode surfar na onda do sucesso deste utilitário esportivo, que somou 4.606 unidades em abril e emplacou 17.584 exemplares no primeiro quadrimestre de 2018. No ano passado, ele vendeu 49.187 unidades.

Compass com sete lugares e Jeep menor, segundo jornalista

Como será? Provavelmente o Jeep Compass de sete lugares ganhará uma releitura da traseira, adicionando elementos para que tenha um pouco mais de identidade. A plataforma BSUW deve ser alongada para permitir o aumento de tamanho necessário para duas coisas: abrir espaço no porta-malas atual e facilitar o acesso à terceira fileira através de portas traseiras maiores. O SUV mede 4,42 m de comprimento, 1,82 m de largura e 1,65 m de altura, com base medindo 2,64 m de entre eixos.


Então, se ganhar entre 10 cm e 15 cm, acabará entre 2,74 e 2,79 m de entre-eixos, o que ajuda muito na habitabilidade do Compass de sete assentos. O comprimento deve ir um pouco além, ficando entre 4,60 m e 4,80 m. Em realidade, ele terá de ser menor que o Grand Commander chinês (foto acima), que tem plataforma de porte superior, que é a CSUW, a mesma do Cherokee. Este SUV, por exemplo, mede 4,87 m de comprimento e 2,80 m de entre-eixos. Motor? No caso de ter opção Flex, provavelmente a escolha será o Tigershark 2.4 de até 186 cavalos. No diesel, o 2.0 de 170 cavalos pode cumprir a missão.

Compass com sete lugares e Jeep menor, segundo jornalista

E o chamado “mini Jeep”? O modelo menor será feito em Betim-MG, conforme rumores já havia falado. O modelo não deverá ter plataforma B/CSUW dos modelos maiores da Jeep, mas comenta-se na Europa que sua base será a do Fiat Panda 4×4, que é o único desse tipo dentro da gama da FCA capaz de sustentar um SUV de até 3,99 m de comprimento. Esse tamanho é vital para que ele seja vendido com custo baixo na Índia, devido às regras fiscais locais.

Então, com uma carroceria bem compacta e visual característico da marca, esse pequenino deve resgatar um nome antigo da marca e de quebra manter o DNA “Trail Rated” da Jeep. Motor? Podemos imagina-lo com o Firefly 1.3 com até 109 cavalos na versão 4×2 e E.torQ Evo 1.8 com até 139 cavalos na 4×4. O custo de um diesel seria elevado por aqui, tirando a vantagem do produto. Câmbio automático de seis marchas ou manual de cinco completariam as opções.

[Fonte: Fernando Calmon/Alta Roda]

 

Compass com sete lugares e Jeep menor, segundo jornalista
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30 Comentários

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  • Ué, mas matéria anterior, com slides da FCA, mostrava que a América Latina teria três produtos como marca Fiat e seriam o SUV/crossover de sete lugares(D segment), subcompacto(A segment) e compacto (B segment)?

    Aí, esse Sr. Calmon diz que o de sete lugares será o Jeep, um Compass alongado, e o A segment, o mini SUV, também da Jeep, que em outro slide não consta como oferta na América Latina.

    A FCA estaria pregando pegadinhas, pois os slides indicam uma coisa e a mídia outra, ou já mudaram de ontem para hoje o planejamento? Mudanças foram feitos no planejamento anterior que previa aqui na América Latina sucessores para Punto, Palio, Grand Siena e Siena. Produtos independentes, só que na prática, o Argo substituiu Punto e Palio, o Siena caiu fora sendo parcialmente assumido pela manutenção do Grand Siena em versão de acesso. O Cronos veio para vaga das versões caras do Grand Siena e, em parte, preço do Linea de entrada.

    • Convenhamos que é uma piada total a FIAT dizer que fará um crossover do segmento D (Egde, SantaFe etc). O Compass, de segmento C, já é meio que um embuste porque não tem atributos completos de um carro dessa categoria pela limitação da plataforma feita para carros pequenos, um carro segmento D em cima dessas bases de Punto/Corsa seria terrível e desastroso.

      • O SUV D seria substituto do Freemont/Journey, não tem nada de piada nisso. Piada é a Fiat anunciar um plano inteiro num dia, e menos de 24h depois um jornalista falar algo totalmente diferente do divulgado. O SUV de 7 lugares será Fiat e o mini SUV seria algo como um WR-V baseado no Argo. Acima dele, um SUV compacto abaixo do Renegade. A Fiat vai preencher nichos que a Jeep não explora.

        • É piada pois a FIAT não tem mais plataforma para criar um carro dessa categoria aqui na “LATAM”. Só usam aquela velha base do Palio 178 reformada várias vezes e a base do Punto/Corsa europeus para os Jeep e Toro. Lá fora até possuem uma plataforma C, que tem uma variação alongada “D-Evo”, mas eu acho muito improvável investirem nisso por aqui, porque será um carro órfão no portfólio da plataforma e sendo assim não há viabilidade.

          • Não seria órfão porque aparentemente a Jeep também terá esse SUV D de 7 lugares na linha. A plataforma deve ser a do Cherokee, que só é usada nele e no Commander exclusivo da China. Colocar mais carros nessa plataforma faz mais sentido do que deixar só o Cherokee usando na gama global.

      • O Cherokee é do segmento D e é pouca coisa maior que o Compass. O planejamento fala em Low D, ou seja, não é exatamente D, mas não é C como é o Compass. É como vemos atualmente produtos nos compactos metidos a médio vide Logan, Cobalt, Versa, que tem algumas medidas que são similares a veículos médios, mas não são totalmente médios por conta de outras como a largura.

        O que você quer dizer com limitação da plataforma? O Toro, feito na mesma base do Renegade, 500X, Compass, Tipo, Doblo NG curto e alongado, tem 2,99m de E.E. A largura é de 1,84m conta 1,81m do Compass. A matéria diz que o possível Compass alongado não poderá ter entre-eixos e tamanho similar ao Grand Commander.

        Para efeito de comparação, o Discovery Sport tem versão para sete lugares, terceira fileira para pessoas abaixo de 1,74m, num veículo com 2,74m de E.E, L= 1,88m e C= 4,599m. O Freemont em entre-eixos menor que o Toro, mas comprimento igual. Contudo, largura maior.

        Não há problema em criar um Compass alongado vendo as medidas do Toro, pois se tiver as medidas de E.E e comprimento do Discovery Sport seria suficiente para criar a terceira fileira, embora o espaço nesta fosse limitado. Não teria um veículo com largura nem o espaço da terceira fileira da classe D, mas teria a opção de sete passageiros. Quem ver o Discovery Sport com sete assentos, fica difícil acreditar que cabe dois no espaço para bagagens, mas se criaram tal configuração no Land como há no Qashqai, etc, não é será no Compass.

      • Caro, antes, o grupo disse que aqui não quer concorrente direto para os Jeep. O planejamento apresentado ontem fala de três veículos para a América Latina como Fiat, que podem ser sucessor do Uno, talvez nova geração do Panda com a opção de 4×4, abaixo do versão aventureira do Argo estando estes dois abaixo do Renegade. O veículo de sete lugares poderia ser um Toro SUV, mas este conflitaria com o Compass.

        É aceitável só ter um subcompacto, seja Fiat ou Jeep, como apenas um do comapcto e para não ser concorrente do Renegade, o Argo aventureiro aos moldes do Sandero Stepway/Fiat Avventura seria um crossover contra um SUV compacto, Renegade. O de sete lugares ser Jeep, Compass alongado, factível. Mesmo mudando de marca os produtos, diferente do mostrado em slides, para o nosso mercado, Brasil, Ok.

        Se houver produtos no mesmo segmento para as duas marcas, então querem vender mesmo que possa ocorrer perdas por canibalismo. Ou, como ocorre nos países vizinhos, estes teriam ofertas Fiat e Jeep no mesmo segmento, enquanto nós só teríamos ou Fiat ou Jeep a depender do segmento.

        • O presidente anterior Stefan Ketter disse que não queria concorrência interna, sim. Mas o plano mudou porque o novo presidente Antonio Filosa quer a FCA líder esse ano e a marca Fiat líder em 2019. Pra chegar nisso, só lançando SUVs com emblema Fiat. Só Mobi, Argo e Cronos não dão conta de nada, Uno então nem se fala, e pra ser sincero, a estratégia deveria ser revista para esses carros também.

          Se você ler matérias de outros sites, até mesmo o G1, mostram que o plano do Antonio Filosa é ter Fiat e Jeep lado-a-lado, com produtos (SUVs) no mesmo segmento, porém propostas bem diferentes para somar vendas e não dividir.

        • O Argo aventureiro seria o A SUV SEGMENT, e não o B SUV segment. E estaria nos parãmetros indianos, abaixo de 4 metros

          Geralmente um SUV é maior que um hatch, de modo que a equivalência em tamanho se dê entre categorias distintas.

          Para o Argo dar um SUV do segmento B, esse não seria apenas um Argo e sim um novo carro sobre sua plataforma, com, pelo menos o tamanho de um Kia Soul

          Nesse ponto, não concordo com o desenvolvimento de 3 SUVs diferentes apenas para a América Latina

      • É o unica caminho, além dos comerciais, que resta para a marca Fiat, pois carros pequenos que era sua sera praticamente já não tem nenhum com vendas significativas.

    • Os D-SUV da Fiat e da Jeep repetirão a dobradinha Journey/Freemont em alguns mercados. Provavelmente terão as mesmas dimensões que a Toro.

      O Jeep Sub-B será a versão Jeep do próximo Panda e deverá chegar aos mercados onde o FIAT Panda não é vendido, como o Brasil.

      Os SUVs pequenos no Brasil serão, na prática versões “aventureiras” do Argo e do Novo Uno – aliás acho que este novo Uno contará apenas com a versão “aventureira” e terá um novo nome.

    • Os slide da Jeep não dizem em qual mercado os novos carros serão ofertados. O slide da Fiat deixa claro que os SUVs da marca serão destinados a América Latina.

      Provavelmente serão os mesmos carros, aqui vendidos como Fiat e em outros mercados como Jeep. Talvez uma forma de fortalecer a marca italiana aqui (lembram do presidente falando que querem liderança da Fiat até 2020?).

      Não faz sentido ter produtos iguais em duas marcas diferentes no mesmo mercado.

  • Compass de 7 lugares até faz sentido, mas esse “mini jeep” não vai passar de um Argo cheio de plástico e suspensão elevada, já que qualquer gambiarra assim hoje já chamam de “SUV” ou “CUV” vide Ka e WRV e tem a audácia de cobrar R$ 70k

  • Os caraa viram uma apresentação e nao interpretam nada

    O suv barato será Fiat. Nao faz sentido Jeep pequeno a nao ser q tenha aptidao de Jimny.

    Os americanos que compram Jeep pequeno compram o renegade. Nao é

    • O Jimny mal vende sendo um veículo rústico por aqui. Ter um similar Jeep seria explorar um nicho de mercado. Agora, se tivesse o Panda por aqui, que pode ter tração 4×4, seria como o Uno vendendo como compacto nas opções 4×2 e SUV subcompacto para quem precisa com a tração 4×4.

      Os americanos, que tem dinheiro, mal compram os compactos. Imaginem Jeep subcompacto, menor que o Renegade. Se comprasse, a Fiat já deveria vender nos EUA o Panda 4×4 para ver a reação. Bem, não deve ofertar porque é Fiat e o Panda não é sofisticado como é o 500X.

    • No portfólio da Jeep divulgado na apresentsção os futuros produtos foram da Jeep foram divididos em três categorias:
      -Off-Road, com alto desempenho no fora de estrada
      -SUV, com bom desempenho no fora de estrada mas com melhor dirigibilidade e versatilidade
      -UV, de Urban Vehícle, sem pretenções off-road, mas com grade versatilidade e dirigibilidade.

      Assim com esta nova categoria poderemos esperar que a Jeep invista em meros crossovers sem compromisso com bom desempenho no fora de estrada – este seria papel dos SUV e dos Off-Road.

  • Pq ñ traz o Panda no lugar do Uno?E se aumentar do jeito q estão falando nem ao segmento médio pertencerá mais.E o pior nem é isto,imagina só o valor!

  • o Fiat Panda 4×4 é uma senhora base para um “mini-jeep”. O carrinho sempre foi elogiado por suas virtudes no fora-de-estrada (principalmente a primeira geração).

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