Citroen Elétricos Europa Hatches

Próximo C4 terá três carrocerias e elétrico pode chegar a 400 km

Próximo C4 terá três carrocerias e elétrico pode chegar a 400 km

O próximo Citroën C4 vai mesmo ter uma versão totalmente elétrica na Europa. Depois dos rumores de uma reafirmação da marca parisiense no segmento de hatches médios, agora vem a confirmação por parte da montadora francesa.


Gilles Le Borgne, vice-presidente de engenharia da PSA, confirmou que o próximo Citroën C4 terá uma versão 100% elétrica, sendo feito sobre a plataforma modular CMP, desenvolvida em parceira com a Dongfeng, e não sobre a EMP2.

Nesse caso, a base é chamada de e-CMP, que já sustenta os modelos Peugeot e-208, Opel Corsa-e e DS 3 Crossback E-Tense. O conjunto é formato basicamente por um motor elétrico de 136 cavalos e 26,5 kgfm.

Além disso, a plataforma oferece ainda baterias de lítio de 50 kWh. Porém, o Novo Citroën C4 terá um diferencial em relação aos demais para voltar a brilhar no mercado europeu: 60 kWh.


Com essa densidade maior nas baterias, o Novo C4 terá autonomia em torno de 400 km no ciclo WLTP, mais que os 350 km do e-208 e 340 km do Corsa-e.

Próximo C4 terá três carrocerias e elétrico pode chegar a 400 km

Na Europa, o Cactus é oferecido como um hatch médio – embora sua plataforma seja a compacta PF1 do C3 – mas aqui é vendido como crossover e com relativo sucesso.

No entanto, o Novo Citroën C4 não será disruptivo ao ponto de cortar qualquer laço com os combustíveis sólidos. Le Borgne revelou que versões movidas por gasolina e diesel continuarão a ser oferecidas.

O objetivo é brigar com versões mais baratas de VW Golf, Seat Leon, Ford Focus e outros do segmento. Entretanto, os planos da Citroën não param apenas na carroceria hatchback de quatro portas.

Le Borgne indicou ainda o lançamento de um Novo C4 em formato sedã para substituir o C-Elysée e sua versão eletrificada na China. E, o que deve interessar a nós, uma opção SUV surgirá como a designação C4 Aircross.

[Fonte: Foro Coches Eléctricos]

Próximo C4 terá três carrocerias e elétrico pode chegar a 400 km
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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • th!nk.t4nk

    Será que o C4 irá renascer? Porque a tentativa de transformá-lo em crossover micou. Na Europa o C4 vendia 207 mil unidades/ano em 2005, e o atual C4 Cactus vende somente 57 mil. Enquanto isso o Golf manteve praticamente o mesmo nível de vendas de lá pra cá. Ou seja, a Peugeot pisou na bola legal ao decidir abandonar o hatch e entrar pra modinha dos crossovers. Deveriam ter mantido os 2 produtos em linha, no mínimo.

    • Acho que o diagnóstico é outro: problema da Citroen com o Cactus foi de imagem. Ela saiu do nome de um hatch consagrado para fazer o que seria um SUV, mas acabou fazendo um hatch aventureiro. Aí fica complicado de dar certo.
      A marca acabou fazendo um modelo que não se encaixa nem como concorrente do Golf ou do Focus, nem como concorrente dos SUV’s compactos da concorrência.

    • FocusdaBahia

      O problema do C4 Cactus é ele ser feito na plataforma do C3. Padece do mesmo efeito visual do Captur Brasileiro.

  • Hodney Fortuna

    Os europeus estão muito avançados nessa questão de carros elétricos. Creio que dentro de uns cinco anos não vão mais existir carros a combustão a venda por lá! É uma agenda totalitária que vai forçar muitas pessoas a trocar seus modelos atuais por esses elétricos, isso traduz que as pessoas não terão liberdade de usarem seus carros a combustão a curto espaço de tempo, um prazo de uns dez anos no máximo na Europa. Isso pode ter um bom lado e outro muito ruim que descompense o lado bom! O totalitarismo de imposição sobre os meios de transporte através da obrigatoriedade da eletrificação da frota. Os carros elétricos atualmente custam em dobro ou triplo de um mesmo modelo a combustão e isso vai forçar as pessoas que não tem condições de trocar seus carros a gasolina por elétrico a usarem somente o transporte coletivo em cidades europeias que não tem ainda um eficiente sistema de transporte público.

    • CAVALO

      A população europeia já está reagindo a essa agenda ecofascista. Veja na França, há alguns anos atrás o pau já comeu quando da imposição das chamadas ecotaxas, o que levou até mesmo um caminhoneiro a descarregar uma carreta de estrume no parlamento francês. E esse ano a revolta do pessoal do colete amarelo teve como estopim uma nova tentativa, agora capitaneada por Macron, de impor uma ecotaxa para financiar a “transição energética” da França. Nas duas revoltas populares o governo teve que ceder do plano de colocar as ecotaxas, deixando os ambientalistas de beicinho.
      Ainda, é bom lembrar a ascensão de nacionalistas e populistas na política europeia, que vão servir como um contrapeso na discussão de políticas ambientais na Europa.

      • Paulo_Mathias32

        Não consigo ver, em curto prazo, nenhuma vantagem ambiental nos elétricos, pois trocar combustível poluente por energia poluente não é nenhum avanço. Incentivá-los soa como colocar a carroça na frente dos bois visando mascarar o problema real: a necessidade de uma transição da matriz energética mundial, ainda muito poluente, para soluções mais ecológicas. Me surpreende ver alguém criticar tal transição ainda hoje. Não defender ferrenhamente os elétricos não deveria significar automaticamente ser contra políticas ambientais, até porque isso é tão inconsistente que beira o inacreditável. Imagino que se estes críticos fossem ursos polares, defenderiam o fim das geleiras.

        • th!nk.t4nk

          Como assim? Carros a combustao têm aproveitamento energético de meros ~20%, enquanto motores elétricos aproveitam até 90%. Isso significa que mesmo utilizando energia elétrica de fontes sujas, o carro elétrico ainda roda muito mais por kg de CO2 emitido. Isso porque na usina termoelétrica a eficiência térmica é muito maior do que num minúsculo ICE, além de ter um controle bem mais eficaz de emissoes. Tem MUITA vantagem em rodar 100% elétrico pro meio-ambiente sim, nem se compara. Além disso, as baterias são 100% recicláveis. Já tem usinas destinadas exclusivamente a isso na Holanda, Alemanha e estao previstas outras tantas, à medida em que a demanda cresce. Por fim, a matriz energética mundial está mudando muito rápido em favor de fontes limpas. Leia sobre o trabalho da própria China nessa área. Na Europa idem, estão matando o carvão rapidamente. Informe-se melhor, porque a coisa está acontecendo sim.

          • FrankTesl

            Daqui a pouco alguém lança (se já não lançaram) a carta manjada do carro elétrico movido a energia gerada por carvão, sendo que na Europa a energia vem das termoelétricas a gás ou de usinas nucleares (hidreletricas também, mas em escala menor)…

          • Paulo_Mathias32

            Aparentemente a matriz energética renovável e/ou “não-suja” está em estágios bem mais avançados do que eu pensava. Dormi no ponto. Longe de defender o status quo, imaginei que havia ainda uma etapa a mais para ser superada antes de viabilizar o carro elétrico. Se não há, maravilhoso, melhor para o mundo. Saber admitir o erro faz parte do engrandecimento, grato pela correção camarada.

    • Thiago

      no brasil a fiat vai investir em carro a alcool turdo para melhorar relacao de consumo, quem sabe um alcool fazendo 25km/l

    • FocusdaBahia

      Eu duvido muito. Vários CEOs dando declarações evasivas sobre eletrificação no momento….

      Estou só observando.

  • DanielGT

    Parece bem acertado mas na verdade era o que se esperava que seria feito já na atual geração do C4…bom que venham e espero que deem um passo grande agora nessa nova geração.

  • Alexandre Aleixo Santos

    O mínimo pra mim é 450km de autonomia e a PSA já está bem próxima disso.

    • Flávio Ba

      A questão dos elétricos, na maior parte do mundo, esbarra na questão da autonomia. Em países grandes, uma carga de bateria deveria equivaler, em autonomia, a um tanque de gasolina. Em média 450 a 500km!!!
      E ainda tem a questão da durabilidade onde, países que têm altas temperaturas, as baterias perdem seu poder de recarga com o tempo.
      Neste aspecto o híbrido com motor/gerador faria mais sentido.

      • th!nk.t4nk

        Eu diria “na menor parte do mundo”. Países com distâncias tão grandes como o Brasil e os EUA são poucos. Na realidade o que impede a maior parte das pessoas de adquirirem um elétrico é o custo do carro em si, e a falta de uma rede de recarga mais disseminada. Mas tudo isso tá sendo resolvido aos poucos.

        • FocusdaBahia

          Mas na Europa é comum o cara dirigir da Alemanha para a Espanha. Tenho vários conhecidos que fazem isso no verão, por que gostam de dirigir. Esse para mim é o maior problema atual do carro elétrico. Por mais que hoje tenham carros com autonomia de até 500 km (Até, porque em velocidade constante na estrada por volta dos 120 km/h, Até baixa para as auto estradas na Europa, essa autonomia cai bastante. E o tempo de recarga ainda é muito demorado.

    • FocusdaBahia

      O problema não é a Autonomia. É o tempo de recarga.

      Na Europa muita gente viaja de carro e dirige 800 – 1000 km num dia só. A Autonomia divulgada pelas fabricas sempre é em velocidade muito mais baixa que as praticadas pelas pessoas nas estradas (O Europeu costuma andar as vezes mais rápido do que o permitido). Enquanto não houver baterias para ao menos 1000 km de autonomia ou tempo de recarga similar ao abastacimento numa bomba de combustível, não vejo a eletrificação atingir 100% dos carros.

      Com certeza irá tomar o lugar dos carros que andam somente na cidade, por vantagens óbvias, mas o mercado não é feito apenas de jovens cosmopolitas que vivem no centro de Londres, Amsterdan, Berlim, Paris…

  • Danilo

    No Brasil não vejo vantagem ainda de um carro 100% elétrico, na verdade é pedir pra ficar na mão. Agora um híbrido já é uma realidade mais próxima. Gosto muito da Citroen e espero que esse posicionamento possa trazer bons frutos ao Brasil.

    • FocusdaBahia

      Já gostei muito, hoje em dia é só mais uma marca de carros comuns…..

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