Etc Longform

Conheça os carros e as ruas de Roma, Veneza, Florença e Pisa

Conheça os carros e as ruas de Roma, Veneza, Florença e Pisa

No ano passado descrevi um pouco a respeito dos carros de Aruba, e agora faço o mesmo com as cidades de Roma e Florença. Também passei alguns dias em Veneza, mas lá o que se tem para descrever não é muito relacionado a carros, obviamente. Não consegui fazer uma análise super completa de cada cidade, mas tirei algum tempo para fazer observações e também mostrar os carros que circulam por lá.


Roma

Se trata, obviamente, de uma cidade muito grande, super movimentada, e com pessoas muito apressadas pelas ruas. Chegando no aeroporto da cidade, a missão é procurar um transporte mais em conta até o hotel, pois o aeroporto em que desembarquei fica a 30 quilômetros do centro da cidade. Procurei por algo que não fosse demorado e pouco prático como trens e ônibus.

Saímos dos taxis, que pedem em torno de 60 euros para te levar até o hotel. É um valor altíssimo, mesmo para quem já tenha visto os preços de taxi em São Paulo. Aliás, tudo é muito caro em Roma, se você andar pelas regiões turísticas da cidade, que te muitas vezes te cobram 6 euros em uma Coca-Cola de 300 ml por exemplo. Fora as lanchonetes e restaurantes, onde o preço é caro para levar a comida e ainda mais caro se você quiser comer sentado à mesa.


Conheça os carros e as ruas de Roma, Veneza, Florença e Pisa

Com isso chegamos nas vans, que te levam rapidamente, mas que ainda são salgadas. Pago 40 euros para duas pessoas. A van era uma da Opel, não me lembro do modelo, mas estava bem surrada e rangia por todos os lados. Estava calor, e o ar-condicionado só começou a gelar a cabine quando eu já estava chegando no hotel, localizado no bairro de Trastevere, que é um bairro tradicional com prédios antigos e cheio de restaurantes, relativamente perto do centro histórico.

O motorista da van acelerava como um doido, mais ou menos como fazem os cidadãos de mesma profissão lá no Aeroporto de Guarulhos, só que com um agravante: conversava no celular o tempo todo, e por falta de um GPS, ficava consultando um mapa da cidade.

Conheça os carros e as ruas de Roma, Veneza, Florença e Pisa

Não sei qual era a velocidade da via que levava até a cidade de Roma, mas qualquer que fosse, ele andava acima. Em certos momentos estava a 120 km/h numa boa. Chegando em Roma, ele cortava carros, invadia faixas vizinhas e ainda avançava em pedestres que tentavam entrar na faixa, para atravessar a rua. Aliás, o uso da buzina por motoristas italianos é bem mais frequente do que vemos no Brasil, eles a apertam sem dó.

No dia seguinte, fui até os Museus do Vaticano, em um passeio que incluía a Capela Sistina e a Basílica de São Pedro. Pedi um taxi, veio uma perua Megane. Confortável, com motor diesel, mas com motorista igualmente maluco.

Andava meio que sem preocupação pelas ruas tortuosas do bairro acima citado, e fazia curvas usando aquelas aproximações doidas como se fosse piloto de F1. Pelo trajeto de uns 3 a 4 quilômetros, a corrida ficou em 10 euros.

Conheça os carros e as ruas de Roma, Veneza, Florença e Pisa

Nos dias seguintes, andei pelo Vaticano e também por algumas outras partes de Roma analisando quais são os carros que circulam em maior quantidade. Tentei pegar esta informação com alguns motoristas de taxi, mas o inglês deles era tão ruim que não entendiam minha pergunta. Aliás, os italianos se mostraram muito mal-educados e com pouca vontade de te dar informações ou explicações. Quando ficamos 15 dias na Itália e voltamos para o Brasil achamos maravilhosa a cordialidade dos brasileiros.

Apenas um motorista conversou um pouco, e me falou que Fiat não prestava, que seus modelos eram muito caros. Exemplificou falando que um Fiat 500 custava mais na Itália do que sua perua Cruze de trabalho com motor diesel.

Conheça os carros e as ruas de Roma, Veneza, Florença e Pisa

Peguei outros taxis durante meus dias na Itália, e que me lembre, foram os seguintes modelos: Fiat Multipla, Fiat Stilo perua, Chevrolet Cruze perua, Ford C-Max, Renault Megane perua e Alfa Romeo 159. Sempre diesel, com exceção do Alfa. Quando você circula por áreas mais turísticas da cidade, pensa que existem ali mais taxis do que carros particulares. Muitos modelos da Fiat entre os taxis, com destaque para peruas Stilo e também Multiplas, tanto da versão mais antiga com faróis redondos quanto da versão mais recente, que parece um Idea. Modelo bem espaçoso, a propósito.

Mas também temos vários taxi Mercedes-Benz, especialmente do Classe E mais antigo, com faróis redondos. Esse aparece toda hora, tanto em versão sedã quanto perua. A gente tenta pegar um Mercedes, mas sempre tem que aceitar o primeiro taxi da fila, no local onde você está. Aí vem aquele Multipla velho de guerra.

Conheça os carros e as ruas de Roma, Veneza, Florença e Pisa

A maioria dos motoristas não liga o ar-condicionado, mesmo em dias quentes, para economizar um pouco no diesel, que estava na faixa de 1,55 euro o litro nas regiões onde andei, o que dá mais de 4,60 reais, bem caro pelo menos para o brasileiro.

Não vi nenhum taxi com câmbio automático em todos esses que peguei, sempre câmbio manual e motor diesel. Dentre os carros particulares, você verá pelas fotos o que encontrar em Roma, mas uma coisa me chamou muito a atenção: existem muitos, mas muitos Smart ForTwo na capital italiana.

E dá para entender porque: pelo menos em bairros históricos e mais tradicionais como o citado Trastevere, as ruas são super estreitas e tortuosas, e com isso um carrinho pequeno é ideal. E nestes locais, os motoristas também não são misericordiosos com os pedestres… caso você esteja andando no meio da rua e um carro venha por trás, é buzinada nas costas, sem dúvidas.

Conheça os carros e as ruas de Roma, Veneza, Florença e Pisa

Os carros estacionam em cima das faixas, estacionam nas esquinas (como você pode ver na foto acima), é uma falta de educação sem tamanho. E os carros de polícia passam por ali e nem ligam. Isso aliás, é pra quem pensa que trânsito no Brasil é uma zona. Tem lugar por aí em país chamado de “país de primeiro mundo” onde a falta de educação é ainda maior.

Nas grandes e principais avenidas da Roma, os Smart ForTwo citados também se dão bem: seus donos os estacionam como se fosse uma moto, e o comprimento total do veículo acaba sendo a largura de um carro maior que esteja do lado.

Ao contrário de Munique, por onde dei uma passada rápida antes de vir para Roma, modelos alemães são poucos. Vimos apenas alguns Audi A4 e BMW Série 3, a grande maioria de carros era mais simples e mais barata, carros menores, o que poderíamos chamar de carros populares na Itália, aqueles modelos que estão um pouco acima dos nossos populares, como Punto, New Fiesta, etc.

Conheça os carros e as ruas de Roma, Veneza, Florença e Pisa

O trânsito de Roma pode mesmo ser definido como caótico, embora eu não tenha visto congestionamentos. O que impressiona é como os motoristas aceleram forte, mesmo com vários pedestres por perto. Nem pense em atravessar enquanto o semáforo estiver aberto para o carro, pois ninguém diminui a velocidade para que você passe.

Embora São Paulo tenha um trânsito muitas vezes mais pesado do que Roma, achei que lá os motoristas aceleram mais forte do que aqui, eles não tem dó de atingir a faixa vermelha de rotação do conta-giros. Mas é claro que quando o semáforo fecha, todos param e ninguém passa farol vermelho.

Conheça os carros e as ruas de Roma, Veneza, Florença e Pisa

Duas coisas que incomodam muito, mesmo que você não esteja no trânsito, são as ambulâncias (que tem um som muito irritante) e o uso frequente de buzina por parte dos motoristas.

OBS.: Mas apesar disso é maravilhoso andar pelas ruas de uma cidade grande e não ouvir o som daquelas motos de motor 125 que temos no Brasil. As vespas e scooters soam bem melhor. E são mais bonitos (embora o aluguel não seja barato, de uns 30 euros por dia). Mas infelizmente os motoqueiros romanos são ainda mais apressados e mal educados que os brasileiros.

Conheça os carros e as ruas de Roma, Veneza, Florença e Pisa

Veneza

Veneza é uma cidade que tem sua maior parte construída sobre pequenas ilhas, então carros e ônibus não são usados. As ruas são pequenos espaços em água, onde barcos trabalham como taxi, e cobram igualmente caro por corridas, talvez até mais do que em Roma. Um barco-taxi te cobra 60 ou 80 euros por uma corrida que não leva mais do que 10 minutos, então usar taxi é algo fora de questão, principalmente em uma viagem longa de vários dias.

Conheça os carros e as ruas de Roma, Veneza, Florença e Pisa

Fiquei em um hotel que tinha “shuttle” grátis, ou seja, um barco que te leva até uma região mais central da cidade, então isso foi de grande ajuda. Nos principais canais, mais largos, passam barcos maiores, alguns que são o transporte público do povo e outros que são de companhias que fazem pequenos trajetos ou percursos turísticos. A passagem de “circular” custa 7 euros, e te dá o direito de andar por 60 minutos quantas vezes quiser. Mas alguém com más intenções poderia burlar isso se quisesse, pois nesses barcos, nenhum funcionário te pede que você mostre o bilhete.

Aliás, quem não está acostumado com viver na beira da água não se sente muito bem ao ficar vários dias em Veneza. Quando você deita na cama à noite, sente o balançar dos barcos que pegou durante o dia. O trânsito de barcos é organizado, mas muitas vezes um barco está no lugar onde outro quer desembarcar seu pessoal, então os pilotos começam a discutir e gesticular, naquele jeito delicado de ser dos italianos.

Florença/Pisa

Conheça os carros e as ruas de Roma, Veneza, Florença e Pisa

Meu trânsito entre as cidades da Itália foi feito através de trens da Trenitalia. Você pode escolher entre três categorias de trens, com a melhor delas te levando a mais de 250 km/h pelos trilhos. Quando o trem é mais novo, o conforto é melhor. Viajei sempre de primeira classe, que proporcionalmente não é tão cara quanto primeira classe de aviões, e o conforto é bem superior.

Florença é uma cidade bem menor do que Roma, tem pouco mais de 300.000 habitantes, mas isso sem os turistas. Se trata de um destino principal dentre os locais onde as pessoas passeiam na Itália, então tem muito movimento e bagunça pra todo lado.

Conheça os carros e as ruas de Roma, Veneza, Florença e Pisa

Chegando na estação de trem (que, assim como todas as outras estações, não tem um banco sequer para você sentar enquanto espera um trem, tem de esperar sentado no chão, mesmo que tenha bilhetes de primeira classe) você tem que se desvencilhar da multidão de turistas para conseguir chegar no ponto dos taxis.

Conseguindo isso, paga caro pelo taxi, mas o valor acaba sendo menor, pois a distância até os hotéis é pequena. Paguei 8 euros para chegar até meu hotel. Depois, ao andar pela cidade, percebi que se trata de um trânsito um pouco mais tranquilo, mas com motoristas igualmente doidos aos de Roma.

Conheça os carros e as ruas de Roma, Veneza, Florença e Pisa

Pegar um taxi na rua é bem difícil, o melhor é pedir para seu hotel chamar um ou encontrar um taxi disponível em um ponto de taxis. O problema de quando você pede para seu hotel chamar um taxi é que no final da corrida ele te cobra 5 euros adicionais, e o motorista explica que é porque você chamou ele no hotel. E depois tem gente achando que o taxi do Brasil é o mais caro do mundo, hein?

Já em Pisa, a cidade daquela famosa torre torta, o trânsito é mais tranquilo, pois se trata de uma cidade ainda menor. Mas a aglomeração de turistas é enorme, e isso no mês de junho que não é tão cheio de visitantes quanto julho e agosto.

Conheça os carros e as ruas de Roma, Veneza, Florença e Pisa
Nota média 5 de 1 votos

Quem somos

O Notícias Automotivas é um dos maiores sites automotivos do Brasil, trazendo todas as novidades sobre carros para mais de 450 milhões de pessoas, por mais de 12 anos. Saiba mais.

Notícias por email