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Conheça seis carros usados que custam até US$ 1.000 nos EUA

Conheça seis carros usados que custam até US$ 1.000 nos EUA

 


No mercado brasileiro, os carros usados muitas vezes se valorizam por causa do alto preço dos novos e não há uma política para renovação da frota, apenas incentivos para que as pessoas possam ter veículos muito velhos nas mãos. Taxas de juros elevadas dificultam a aquisição do novo, incentivando a compra do usado.

Nos EUA, a situação é bem diferente. Lá os carros com 20 anos de idade custam muito menos que os novos, visto que o mercado já está consolidado há décadas e existe a cultura da reciclagem, bem como uma renovação anual da frota. Milhares de carros usados cruzam a fronteira com o México ou vão parar em mercados em desenvolvimento ou subdesenvolvidos. Assim, o que resta custa muito pouco, principalmente se for um carro usado de luxo, que tem custos de manutenção muito altos.

Abaixo temos uma relação de seis modelos que custam até US$ 1.000 (pouco mais de R$ 3.000) e ainda estão em condições de uso. Esse valor no Brasil em geral é atribuído para veículos em péssimo estado de conservação ou sucata.


Conheça seis carros usados que custam até US$ 1.000 nos EUA

Subaru Justy 1994

Comparado aos compactos vendidos no Brasil, o Subaru Justy 1994 – derivado do Suzuki Swift – pode ser encontrado no mercado de usados nos EUA por cerca de US$ 595. É um valor muito pequeno e pode ser a saída para quem realmente tem pouco para gastar com carro. As condições podem variar muito e como todo veículo de segunda mão, é necessário verificar com cuidado sua manutenção.

Mas como é o Subaru Justy? O pequeno japonês surgiu em 1984 como um irmão maior do Subaru Rex, que foi o primeiro kei car moderno da marca japonesa. Um pouco maior que este, o modelo utilizava motor 1.0 litro para deixar o Rex no segmento kei e assim buscar clientes que queriam um desempenho maior e pudesse fugir das restrições impostas ao segmento.

O Subaru Justy foi um dos primeiros carros de produção em massa com câmbio CVT, em realidade chamado ECVT devido ao gerenciamento eletrônico. O sistema era importado da Holanda e por conta da limitação da produção deste, a fabricação do carro ficou ameaçada e reduzida, visto que era preferência de muitos clientes. Apenas 500 podiam ser feitos mensalmente.

Rapidamente o Subaru Justy ganhou outros mercados, em especial a Europa, embora tenha chegado ao mercado americano como uma opção frugal. O motor foi ampliado para 1.2 litro e chegou a ter 80 cv. Assim como o 1.0, este também tinha três cilindros. Apesar de ser um hatch, o modelo ganhou uma versão sedã em Taiwan.

Nos EUA, o Subaru Justy foi vendido entre 1987 e 1994, sendo este ano o último da oferta acima. O interessante é que o consumidor americano pôde optar pela versão 4WD a partir de 1988 e teve também injeção eletrônica multiponto em 1991. A carroceria com quatro portas surgiu também nessa época.

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Chevrolet C/K 1994

Para quem precisa de uma picape, uma opção que surge no mercado americano e por até US$ 1.000 é a Chevrolet C/K 1994. Essa série de picape – conhecida no Brasil como Silverado e herdeira das antigas feitas pela GMB – pode ter exemplares na faixa de US$ 699, mas com esse preço geralmente estão bem desgastadas e com várias partes enferrujadas. Não dá para precisar o tempo de uso que ainda podem oferecer ao novo dono.

Como já mencionado acima, essa linha de picapes da General Motors deu origem a diversos modelos e originalmente surgiu em 1960. Com designações conhecidas do brasileiro, como C10, por exemplo, a primeira geração tinha linhas compactas e elegantes, sendo feita até 1966. Essa geração não foi feita no Brasil, mas teve produção na Argentina.

A segunda geração foi feita até 1972 e também continuou com os hermanos, tendo estilo mais quadrado. Como na primeira, a linha C/K nesta época também contava com caminhões. Algumas versões tinham quatro faróis. Já na terceira, a partir de 1973, a linha começou a ser identificada com nomes, o que se intensificou mais nos anos 80. Com produção até 1987, dela nasceram de fato a Silverado e a GMC Sierra.

Com corpo mais musculoso, a linha C/K de terceira geração chegou a ter o enorme V8 7.4 litros Big Block, sendo o menor um singelo seis em linha 4.1, que era o mesmo do nosso Opala, por exemplo. Essa picape foi produzida em diversos países, incluindo Venezuela e Argentina, neste último até 1991. Ela teve também várias opções de câmbio automático com três ou quatro marchas, por exemplo.

Finalmente, na quarta e última geração é que a linha C/K veio a ser feita no Brasil, substituindo as antigas C/D 10 e A/C/D 20. Essa é a mesma da oferta acima. Entre 1997 e 2001, a Chevrolet Silverado foi feita tanto aqui quanto no país vizinho. Se o V8 7.4 Big Block parece ser grande, então o V8 8.1 diesel era um monstro, entregando de 340 cv a 550 cv.

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Mazda 626 1996

O sedã conhecido também como Capella e Cronos é outra opção no mercado de usados, podendo ser encontrado por US$ 895. O Mazda 626 1996 é um sedã de porte médio-grande, garantindo conforto e espaço. Pode ter teto solar e bancos em couro, embora os estofamentos possam estar com acabamento bastante desgastado pelo uso e tempo.

No Japão pode ser Capella, mas no mercado mundial, o sedã médio da Mazda era conhecido como 626. Ele chegou a ser vendido no Brasil e hoje é raro de se ver nas ruas. O projeto surgiu no começo dos anos 70 e apareceu como uma opção intermediária entre o Family e o Luce. Com motores 1.5 ou 1.6 inicialmente, ele chegou a ter motor 1.8 nos EUA, fato que o fez ser vendido como Mazda 618.

Na Europa, essa geração era chamada 616. Mas, o mais interessante do 626 no passado era o fato de ter usado duas versões do motor rotativo alemão Wankel, com 1.1 litro. Ele foi feito também na África do Sul e teve opção automática de três marchas. Na segunda geração, de 1978 a 1982, ele apareceu com linhas dos anos 80, ficou mais comportado e teve apenas motores 1.6, 1.8 e 2.0.

Na terceira geração, o Mazda 626 ganhou variantes hatch e cupê para os mercados da Europa e EUA. O modelo chegou a ser feito na Colômbia, além da Nova Zelândia como no anterior. A geração GC chegou a ser vendida como Ford Telstar e Kia Concord. Também ganhou um motor diesel 2.0 e transmissão automática de quatro velocidades.

Na quarta geração, a produção foi ampliada para os EUA, onde foi feito em Flat Rock, hoje fábrica do Mustang. Foi vendido também como Mazda Persona e Ford Probe. Teve também versões cupê e perua. A quinta geração geralmente é a mais bonita, tendo linha atraentes e envolventes, sendo vendido também como Cronos e Autozam Clef. É o modelo da oferta. A sexta foi feita até 2002.

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Dodge Caravan 2000

Para famílias de orçamento muito apertado e sem condições alguma de ter algo melhor, a minivan Dodge Caravan 2000 pode ser a saída. O veículo é espaçoso e oferece bom nível de conforto. Por US$ 950, é possível pegar uma versão V6 3.0 com câmbio automático de 4 marchas. Com um salário mínimo nos EUA, pode-se ter uma dessa na garagem em duas semanas.

Um dos veículos mais importantes e icônicos dos EUA, a Dodge Caravan surgiu como uma ideia de Lee Iacocca, chefe da Ford em 1974. O projeto de um veículo mais versátil que uma perua foi rejeitado por Henry Ford II. Com Hal Sperlich, Iacocca saiu da Ford e foi para a Chrysler, onde o projeto se desenvolveu e dez anos depois, originou uma dupla que revolucionou o mercado americano.

Diferente de tudo visto antes, a Dodge Caravan era um veículo menor e mais alto que as peruas, mas impressionantemente mais espaçoso que estas e realmente pensado para as famílias, pois privilegiava o habitáculo ao invés do porta-malas. Junto com ela surgiu a Chrysler Voyager, que mais tarde teria uma irmã mais luxuosa, a Town & Country.

Com motor e tração dianteiros, a Dodge Caravan teve motores de 2.2 a 3.3 V6, inclusive Mitsubishi, na primeira geração. Ela tinha versões curta e longa, esta última para sete ou oito pessoas. A segunda geração durou de 1990 a 1995, mantendo ainda parte das linhas bem retas do modelo original e originou o Plymouth Voyager.

Na terceira, esta da oferta, o estilo ficou mais elegante com linhas arredondadas e aerodinâmicas. Foi a partir desta que o modelo chegou ao Brasil. Sem o nome Plymouth, o Voyager foi vendido como Caravan e pela Chrysler. A quarta geração manteve parte das linhas e a quinta chegou em 2008, sendo produzida até recentemente, inclusive tendo gerado o Volkswagen Routan.

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Ford Taurus Wagon 2001

Se a família não for tão grande assim, mas os recursos continuarem escassos para ter um veículo de menor tempo de uso, pode-se optar por uma perua. O mercado de usados nos EUA tem muitas opções e uma delas, por até US$ 1.000, é a Ford Taurus Wagon 2001. Um exemplar em estado razoável custa exatamente isso e ainda vem com câmbio automático e um generoso porta-malas.

O Ford Taurus surgiu em 1986 como fruto de um projeto para substituir o clássico LTD na linha de sedãs médios da Ford. O desenvolvimento secreto da marca americana foi um tiro no escuro, pois mesmo dentro da empresa, muitos acreditavam que ele seria um fracasso e que a montadora entraria no Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA.

Porém, o Ford Taurus foi um sucesso. A primeira geração chegou junto com o Mercury Sable, tendo ainda uma variante perua, a Wagon. Equipado com motores 2.5 e V6 3.0 ou 3.8, o sedã logo caiu nas graças do consumidor americano, tendo vendido um milhão de unidades já na primeira geração, cuja produção durou até 1991. A segunda geração chegou a ser vendida no Brasil.

Esse modelo ficou famoso por participar do seriado Arquivo X e mesmo aqui, agradou muita gente. Com linhas bem harmônicas, foi vendido como Ford Windstar em outros mercados, bem como Lincoln Continental, sendo equipado apenas com motores V6 3.0 e V6 3.8, das linhas Vulcan e Essex. A variante perua continuou firme na gama do Taurus e entregava um enorme espaço para bagagem.

A terceira geração também foi vendida no Brasil e é esta da oferta, embora nunca tenha sido comercializada por aqui. Com linhas influenciadas pela onda new age, o Ford Taurus ficou irreconhecível para muita gente. A famosa versão SHO surgiu com um dos raros V8 transversais e dianteiros da história, sendo um 3.4 feito em parceria com a Yamaha e 238 cv. A quinta geração surgiu em 2009 e já saiu de linha. O futuro do Taurus foi transferido para a China.

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Dodge Durango 2001

Por fim, se o desejo de ter um SUV for maior do que a conta bancária, uma saída é ter um Dodge Durango 2001. O utilitário esportivo de porte médio é derivado da picape Dakota, que foi fabricada no Brasil. É difícil, mas pode-se encontrar ofertas de US$ 1.000 para a versão Sport.

O motor geralmente é o V8 4.7 Power Tech, que substituiu o antigo Magnum 5.2 (também feito no Brasil). Tração 4×4 e câmbio automático são oferecidos no modelo. Essa geração foi substituída por uma ligada à Daimler e por sua vez, a atual é de 2007, tendo passado por facelift e aguardando um futuro ainda desconhecido.

[Imagens ilustrativas]

Agradecimentos ao Leandro Souza pela colaboração.

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