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Controle de estabilidade ficou para 2024 e a culpa é da Covid-19

Controle de estabilidade ficou para 2024 e a culpa é da Covid-19

O controle eletrônico de estabilidade é um item importante para os automóveis, mas não é obrigatório no Brasil. Bom, seria em 2022, mas a Anfavea – entidade que reúne a maioria das montadoras – pediu ao governo, através do Contran, que adiasse sua imposição.


Então, o Conselho Nacional de Trânsito prorrogou a obrigatoriedade do controle de estabilidade para 1 de janeiro de 2024, atrasando em dois anos a implementação do dispositivo, que auxilia o condutor em situações de baixa aderência.

A obrigatoriedade se aplica aos modelos que já estão no mercado, aguardando assim apenas alteração de ano/modelo ou atualização de produto. As montadoras alegaram o impacto da Covid-19 em suas operações.

Também ficou para 2024 a imposição de luzes diurnas, item que pode ser com lâmpadas comuns (como no caso do Jeep Compass, por exemplo) ou LEDs, vide o VW Nivus. Ele seria obrigatório em 2021.

Luzes repetidoras nas laterais e aquelas de modo de emergência também vão para 2024, assim como a regulagem elétrica de altura dos faróis, um item que o Chery Face, por exemplo, já tinha de série há 10 anos…

Por fim, o alerta de cinto não afivelado também migra para 2024, sendo que este seria obrigatório em 2023, diferente dos anteriores citados, que já seriam implementados em 2021. Devido a proximidade do ano, muitos carros já possuem tais itens.

Ainda assim, a Resolução 799 do Contran, de 22 de outubro de 2020, garante a sobrevivência de alguns modelos de carros que não contemplam o uso do controle de estabilidade, como Fiat Mobi, Renault Kwid, Honda City, Nissan V-Drive e algumas versões de modelos como Creta, ix35, X60, entre outros.

Recentemente, o Latin NCAP divulgou o desastroso resultado do Kia Picanto e voltou a reafirmar que não recomenda a compra de carros sem controle de estabilidade.

Pela força da obrigatoriedade próxima e da concorrência, principalmente, várias marcas decidiram adotar o chamado ESC, tornando seus produtos mais atraentes ao consumidor que, agora sim, cobra este e outros itens de segurança. Alguém aí, ainda prefere apenas o “kit visibilidade”?

 

 

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Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

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