Cruze 2015: fotos, motor, preços, consumo, desempenho, revisão

Cruze 2015: fotos, motor, preços, consumo, desempenho, revisão

O Cruze 2015 ganhou atualização visual, mudanças no conteúdo e ajustes na mecânica, que não mudou completamente, mantendo o motor 1.8 aspirado. O sedã médio da GM continuou com a oferta das versões LT e LTZ na ocasião.


Com lançamento em Montevidéu, no Uruguai, o Cruze renovado apostou em linhas mais equilibradas que foram compartilhadas com o Chevrolet Tracker 2017. Com o Chevrolet Cruze Sport6, o sedã avançou.

Entre as novidades, a frente com luzes diurnas em LED, grade renovada, para-choques redesenhados, novas rodas de liga leve aro 17 polegadas e adição das cores Branco Vintage e Cinza Aztec.

Além disso, o Cruze 2015 ganhou ainda fechamento automático dos vidros ao travar o carro e acionamento dos mesmos pela chave-canivete. Por dentro, a versão LTZ passou a ter dois tons de Brownstone e Jet Black.

Um dispositivo novo era a partida remota, acionada pela chave e que ativava também o ar condicionado, só podendo o mesmo sair do modo de circulação com vento forte ao pressionar o botão de partida, que ligava o carro por completo.

No Cruze, a transmissão automática GF6 ganhou uma segunda geração, chamada GF6-2, que tinha uma nova calibração, que permitiu reduzir o tempo de resposta nas trocas em 50% e com redução duplas ou triplas.

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Isso melhorou a aceleração de 0 a 100 km/h em 1,2 segundos, além de garantir uma redução no consumo. O Cruze continuou com suas características gerais inalteradas, incluindo os números de seu conjunto propulsor.

Lançado em 2006 na Coreia do Sul, ainda como Daewoo Lacetti, o Chevrolet Cruze foi um projeto liderado pelos sul-coreanos e que acabou sendo internacionalizado, sendo vendido até como Holden na Austrália.

Usando a plataforma Delta II da GM, o modelo teve alguns produtos como “irmãos” de plataforma ou estilo, como Chevrolet Orlando e o Tracker. Sua estrutura centrada na redução de custo o fez usar eixo traseiro de torção.

Aqui, sua missão foi substituir o Chevrolet Vectra, que em sua versão nacional, era baseado na plataforma da Chevrolet Zafira e usando o estilo do Opel Astra. Com o envelhecimento do sedã brasileiro, o Cruze chegou para modernizar.

Nisso, a GM trocou o motor GM Família II 2.0 por um Ecotec 1.8 mais potente e econômico. O velho câmbio automático de 4 marchas da Zafira foi trocado por uma caixa moderna, de seis marchas, a chamada GF6.

Até hoje ela é a espinha dorsal dos produtos da GM no Brasil, seja com os velhos motores Família ou com os novos três cilindros que dominam o ambiente. Em sua terceira geração, a GF6 é muito eficiente nos compactos da Chevrolet.

Com o possível fim de linha do Cruze, dado que não há sucessor, a vaga do mesmo pode acabar de duas formas. A primeira seria com o Onix Plus Premier 1.2 Turbo de até 133 cavalos e mais requintado.

A segunda seria com o Monza chinês, com o mesmo motor 1.2 turbo nacional, mas com preços entre Onix Plus e Cruze, matando este. Como o novo sedã usa a plataforma K, variação simples da D2XX, poderia ser feito na Argentina.

De qualquer forma, o Cruze 2015 ainda fazia sentido na escala global do produto, que ganhou pouco depois uma nova geração na China, porém, exclusiva para aquele país. A global passou a ser feita na Argentina, finalizando o brasileiro.

O atual Cruze tem a plataforma D2XX, evolução da Delta II e usando motor LE2 1.4 Turbo no lugar do anterior A18XER, mas ambos foram usados na primeira geração do Cruze fora do Brasil.

Com 4,60 m de comprimento, 1,79 m de largura, 1,47 m de altura e 2,68 m de entre-eixos, o Cruze 2015 foi um sedã com bom espaço interno e porta-malas generoso, tendo 450 litros.

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Cruze 2015 – detalhes

O Cruze 2015 tinha um visual atualizado, mas manteve os faróis de lente única com piscas integrados, mas sem as lanternas, visto que o novo para-choque adicionou luzes diurnas em LED.

Elas ficavam em apliques cromados, que envolviam molduras laterais com faróis de neblina, enquanto a grade passou a ser mais dividida com a barra na cor do carro e o logotipo da Chevrolet apoiado nela.

As linhas inferiores do protetor também foram modificadas e o Cruze adicionou novas rodas de liga leve aro 17 polegadas, bem como pneus 215/55 R17, tendo ainda repetidores de direção nos para-lamas e retrovisores com rebatimento elétrico.

Também havia maçanetas na cor do carro ou cromadas, assim como antena no teto e colunas B pretas. Na traseira, a GM economizou e não mexeu em nada, mantendo as lanternas grandes e o aplique cromado sobre a placa.

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O para-choque traseiro tinha ainda sensores de estacionamento, enquanto a tampa empregava a câmera de ré. Por dentro, o Cruze 2015 manteve o dual cockpit, diferente do Tracker 2017, que substituiu o painel completamente.

Na versão LT, o predomínio era da cor Jet Black, enquanto a LTZ vinha em tons dessa cor e da Brownstone. Em ambos, o acabamento do volante e console prateados realçavam a proposta premium do modelo.

O cluster analógico tinha iluminação Ice Blue e contava com computador de bordo, bem como velocímetro e conta-giros, com os menores sendo nível de combustível e temperatura da água.

O ar condicionado automático tinha botões convencionais e detector de partículas no ar, indicando a qualidade do ar na cabine. Com console bem estiloso, em formato de “Y” com detalhes em preto brilhante, o Cruze 2015 tinha bom visual.

No LT, os bancos eram em tecido preto, enquanto no Cruze LTZ, eram revestidos em couro marrom e preto com costuras pespontadas, tendo o banco do motorista ajuste em altura e todos os assentos com cintos de 3 pontos retráteis.

Atrás, apoio de braço com porta-copos e três apoios de cabeça, além de encosto bipartido. O Cruze tinha ainda sistema Isofix para cadeiras infantis. O painel tinha acabamento marrom em material soft touch, que se unia às portas.

Com difusores de ar circulares nas extremidades e verticais ao centro, o Cruze dispunha ainda de volante de três raios com acabamento em couro e comandos de mídia/telefonia/computador de bordo e piloto automático.

Tendo assistência elétrica, tinha ainda coluna de direção ajustável em altura e profundidade. Já a multimídia MyLink com tela de 7 polegadas sensível ao toque era de série, tendo projeção para Apple CarPlay e Google Android Auto.

Tinha ainda câmera de ré e navegador GPS (LTZ), bem como entradas USB e conexão Bluetooth. Bem completo, o sedã médio da General Motors vinha com sensor de chuva, sensor crepuscular, retrovisor interno eletrocrômico, entre outros.

Com bom espaço interno, atrás tinha ainda acabamento semelhante ao frontal, enquanto o porta-malas levava 450 litros, tendo iluminação e abertura elétrica da tampa. O Cruze 2015 tinha partida remota na chave com acionamento do ar.

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Cruze 2015 – versões

O Cruze 2015 era oferecido apenas em duas versões no mercado nacional até nova geração, onde a LTZ foi substituída pela Premier, que passou a ser a topo de linha do sedã médio da Chevrolet.

Ainda na primeria geração, o Cruze tinha opção de transmissão automática na versão LT, que era a opção de entrada, ficando essa e a LTZ com transmissão automática também.

A composição das versões do Cruze era diferente daquelas do Cruze Sport6, por exemplo, que tinha opção de transmissão manual de seis marchas até na LTZ, visto que a proposta era de esportividade.

Nos mercados latinos, o Cruze chegou a ter versões mais simples que a LT, como L e LS, geralmente associadas com motor 1.6 16V de 115 cavalos, como o usado no Sonic vendido aqui e com transmissão manual de cinco marchas.

  • Chevrolet Cruze LT 1.8 MT
  • Chevrolet Cruze LT 1.8 AT
  • Chevrolet Cruze LTZ 1.8 AT

Equipamentos

Chevrolet Cruze LT 1.8 MT – Motor 1.8 e transmissão manual de seis marchas, mais ar condicionado com sensor de qualidade do ar, direção elétrica, coluna de direção ajustável em altura e profundidade, faróis de neblina, detalhes cromados, luzes diurnas em LED, sensor de estacionamento, rodas de liga leve aro 17 polegadas, pneus 215/55 R17, retrovisores e maçanetas na cor do carro, antena no teto, para-brisa degradê, vidros verdes, vidros elétricos nas quatro portas com one touch, travamento central elétrico com função de descompressão dos vidros, retrovisores elétricos, multimídia MyLink com tela de 7 polegadas sensível ao toque, sistemas Apple CarPlay e Google Android Auto, Bluetooth, USB, volante multifuncional em couro, piloto automático, retrovisor interno eletrocrômico, espelhos iluminados nos para-sois, luzes de leitura, bancos em tecido, banco do motorista com ajuste em altura, cintos de 3 pontos, apoios de cabeça para todos, fonte 12V, porta-luvas iluminado e refrigerado, alças no teto, banco traseiro bipartido, apoio de braço traseiro com porta-copos, Isofix, abertura elétrica do porta-malas, iluminação no bagageiro, desembaçador traseiro, alarme, chave-canivete com telecomando, apoio de braço frontal com porta-objetos, sistema de som com seis alto-falantes, airbag duplo, airbags laterais, controle de tração, controle de estabilidade, assistente de partida em rampa, luz de frenagem de emergência, freios ABS, entre outros.

Chevrolet Cruze LT 1.8 AT – Itens acima, mais transmissão automática de seis marchas com trocas manuais na alavanca.

Chevrolet Cruze LTZ 1.8 AT – Itens acima, mais sensor de chuva, sensor crepuscular, acabamento interno em dois tons, bancos/painel/portas em couro, navegador GPS, câmera de ré, partida remota com ativação do ar condicionado, rebatimento elétrico dos retrovisores, entrada presencial com partida por botão, airbags de cortina, entre outros.

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Preços

O Cruze 2015 tinha preços competitivos em sua época. O motivo é que a GM queria competir melhor contra os japoneses Honda Civic e Toyota Corolla, sendo que até hoje ele tem preços em média mais baratos que os nipônicos.

Com valores já fora da zona de clientes PCD, o Cruze partia de confortáveis R$ 73.500 e tinha sua opção LT automática por R$ 3.600 a mais, saindo assim por R$ 77.100.

Por mais R$ 10.000, o cliente levava o mais completo, o Cruze LTZ, que vinha com mais recursos e luxo, embora não tivesse teto solar elétrico, como o Chevrolet Cruze Sport6 LTZ.

  • Chevrolet Cruze LT 1.8 MT – R$ 73.500
  • Chevrolet Cruze LT 1.8 AT – R$ 77.100
  • Chevrolet Cruze LTZ 1.8 AT – R$ 87.300

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Cruze 2015 – motor

O motor do Cruze 2015 é o A18XER que faz parte da Geração III de propulsores da Família I, embora não tenha quase nada em relação ao motor que era usado no Corsa. Com quatro cilindros, tinha bloco e cabeçote em alumínio.

Nascido em 2005 pelas mãos da engenharia da Opel, o A18XER é uma das variações desse propulsor na Gen III e tem duplo comando de válvulas com dois variadores na frente do cabeçote, acionados por correia dentada.

Usando quatro válvulas por cilindro, o 1.8 Ecotec tem ainda coletor de admissão variável e escape com sistema EGR de recirculação de gases de escape para reduzir as emissões de poluentes.

O A18XER tem injeção eletrônica multiponto com sistema flex, porém, com pré-aquecimento do combustível na partida a frio, tornando o processo mais rápido e eficiente, gastando menos combustível.

Tendo bobinas individuais e injetores externos, esse motor tem 1.796 cm3 e taxa de compressão de 11,4:1, entregando 140 cavalos na gasolina e 144 cavalos no etanol, ambos a 6.300 rpm.

Já o torque era de 17,8 kgfm na gasolina e 18,9 kgfm no etanol, ambos a 3.800 rpm. Esse torque um pouco mais em baixa era devido ao duplo comando variável, que permitia dispor de mais força em baixas rotações.

Era um motor de funcionamento suave e com boa resposta ao acelerador, embora fosse aspirado. Ele atendia bem a proposta do Cruze 2015, que ainda não havia apostado no downsizing, buscando os rivais japoneses.

Inicialmente essa geração do Cruze teve problemas com a caixa automática GF6, mas a segunda geração desta “casou” melhor com o motor, que teve até a curva de aceleração alterada para ter uma resposta melhor.

As alterações feitas pela GM permitira que o 1.8 Ecotec tivesse um desempenho melhor e maior economia de combustível, deixando o Cruze um carro mais aceitável nesses termos.

Com seis velocidades, a GF6-2 podia fazer dupla ou tripla redução, garantindo respostas rápidas nas retomadas ou ultrapassagens. Foi o conjunto adequado para a época, o que deu ao sedã uma boa aceitação.

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Desempenho

O Cruze 2015 tinha um desempenho razoável para sua proposta, que era conforto e economia, especialmente no último caso, visto que o Vectra tinha mais aptidão por desempenho. Seu motor 1.8 aspirado dava conta do recado.

No manual, que tinha melhor resposta, o Cruze ia de 0 a 100 km/h em quase 11 segundos, alcançando mais de 200 km/h. O sedã também bem como o câmbio automático, fazendo o mesmo em quase 11,5 segundos e com pouco menos de 200.

No mercado internacional, o Cruze teve o motor LUV 1.4 Turbo Ecotec com injeção direta, que entregava 140 cavalos e 20,4 kgfm. Ele nunca foi oferecido no Brasil, onde a GM apostou em algo mais barato e tradicional.

Certamente com o LUV no lugar do A18XER, o Cruze andaria muito mais e seria igualmente econômico. O turbo com injeção direta só chegou na segunda geração do modelo, já feito na Argentina com o LE2 1.4 Turbo sob o capô.

  • Chevrolet Cruze 1.8 MT – 10,7 segundos e 204 km/h
  • Chevrolet Cruze 1.8 AT – 11,4 segundos e 197 km/h

Cruze 2015: fotos, motor, preços, consumo, desempenho, revisão

Consumo

O Cruze 2015 não tinha um consumo bom, dada sua proposta com motor aspirado. Sem turbo e injeção direta, era necessário imprimir mais força no pedal e ver o giro subir alto.

Isso refletia diretamente no consumo, onde o Cruze com álcool, fazia menos de 7 km/l na cidade e entre 9 e 10 km/l na estrada, o que não era ruim para seu porte e peso. Na gasolina, ele fazia 9 km/l na cidade e até 13 km/l na estrada.

Com a caixa GF6-2, a GM conseguiu torná-lo mais econômico, mesmo andando mais que o anterior, num ganho em resposta de 1,2 segundos na aceleração e melhor na economia.

Assim, no etanol, o Cruze podia rodar até quase 600 km na estrada, enquanto na gasolina, podia chegar a mais de 770 km, dado o tamanho de seu tanque, com 60 litros.

  • Chevrolet Cruze 1.8 MT – 6,9/9,9 km/l e 9,0/12,9 km/l
  • Chevrolet Cruze 1.8 AT – 6,6/9,1 km/l e 9,1/11,8 km/l

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Cruze 2015 – manutenção e revisão

O serviço de pós-venda da GM contempla revisões a cada 10.000 km ou 12 meses, sendo que o Cruze 2015 tinha como itens de substituição, filtro de óleo, óleo do motor, velas, filtro de combustível, filtro de ar do motor e correia em V.

Também eram trocados o fluído de refrigeração, fluído de freio, filtro de ar da cabine, que tinha o sistema de purificação com detector de partículas, correia dentada e outros itens menores.

Eram inspecionados diversos itens, como suspensão, direção, freios, motor e transmissão, parte elétrica, sistemas de segurança veicular, entre outros. Indicados, podiam ser feitos rapidamente.

A rede Chevrolet pode executar diversos serviços mecânicos, como alinhamento e balanceamento, troca de peças de todo o veículo, incluindo motor e câmbio, bem como funilaria, pintura, higienização e limpeza oxi-sanitária.

Revisão10.000 km20.000 km30.000 km40.000 km50.000 km60.000 kmTotal
1.8R$ 380,00R$ 708,00R$ 680,00R$ 804,00R$ 816,00R$ 816,00R$ 4.204,00

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Cruze 2015 – ficha técnica

Motor1.8 Ecotec
Tipo
Número de cilindros4 em linha
Cilindrada em cm31796
Válvulas16
Taxa de compressão10,5:1
Injeção eletrônicaIndireta Flex
Potência máxima140/144 cv a 6.300 rpm (gasolina/etanol)
Torque máximo17,8/18,9 kgfm a 3.800 rpm (gasolina/etanol)
Transmissão
TipoManual de 6 marchas ou automática de 6 marchas
Tração
TipoDianteira
Direção
TipoElétrica
Freios
TipoDiscos dianteiros e traseiros
Suspensão
DianteiraMcPherson
TraseiraEixo de torção
Rodas e Pneus
RodasLiga leve aro 17 polegadas
Pneus215/50 R17
Dimensões
Comprimento (mm)4.600
Largura (mm)1.790
Altura (mm)1.475
Entre eixos (mm)2.685
Capacidades
Porta-malas (L)450
Tanque de combustível (L)60
Carga (Kg)468
Peso em ordem de marcha (Kg)1.424
Coeficiente aerodinâmico (cx)0,29

Cruze 2015 – fotos

Ricardo de Oliveira
Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 25 anos. Há 14 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.