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Cruze, Civic, C4 Lounge e Jetta travam batalha dos sedãs médios turbo

Cruze, Civic, C4 Lounge e Jetta travam batalha dos sedãs médios turbo

O segmento de sedãs médios é, sem dúvidas, um dos mais importantes e disputados do mercado brasileiro. Devido a isso, as montadoras investem constantemente para aperfeiçoar seus modelos para a categoria. Neste ano, praticamente todos os representantes do segmento passaram por mudanças, sendo que alguns deles sofreram alterações radicais. Todavia, o destaque fica por conta dos modelos turbo, o que inclui o Chevrolet Cruze, Honda Civic, Citroën C4 Lounge e Volkswagen Jetta. Qual deles se sai melhor?


Cruze, Civic, C4 Lounge e Jetta travam batalha dos sedãs médios turbo

Chevrolet Cruze

A segunda geração do Cruze chamou a atenção do público pelo visual mais moderno, seguindo os padrões atuais da Chevrolet, além do acabamento interno mais esmerado, lista de equipamentos de série mais recheada e, principalmente, do novo conjunto mecânico. O sedã abandonou o antigo 1.8 litro aspirado para passar a usar um 1.4 litro turbo flex, entrando para a era do downsizing. Com isso, além de melhorias estruturais para diminuir o peso, o carro ficou mais esperto.

Sob o capô, o Chevrolet Cruze 2017 esconde um propulsor quatro cilindros com injeção direta de combustível, capaz de desenvolver 150 cavalos de potência com gasolina e 153 cv com etanol, a 5.600 e 5.200 rpm, respectivamente, e torque de 24 e 24,5 kgfm, a 2.100 e 2.000 giros, e está associado a uma transmissão automática de seis velocidades. Segundo dados da marca, o carro vai de 0 a 100 km/h em 9 segundos e alcança velocidade máxima de 214 km/h.


Quanto ao consumo, de acordo com o Inmetro, o Cruze entrega 7,6 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada com etanol e 11,2 km/l e 14 km/l, respectivamente, com gasolina, com nota “A” na comparação relativa na categoria e “B” na comparação absoluta geração, com selo Conpet de eficiência energética.

Cruze, Civic, C4 Lounge e Jetta travam batalha dos sedãs médios turbo

Nas revisões do novo Cruze, a Chevrolet cobra R$ 256 na de 10.000 km, R$ 600 na de 20.000 km, R$ 256 na de 30.000 km, R$ 664 na de 40.000 km, R$ 256 na de 50.000 km e R$ 1.016 na de 60.000 km.

O Cruze está disponível na versão LT, que custa R$ 89.990, e dispõe de airbags frontais e laterais, freios ABS com EBD, alerta de pressão dos pneus, controle de estabilidade e tração, faróis de neblina, luzes de condução diurna, sensor de estacionamento traseiro, Isofix, assistente de partida em rampas, rodas aro 17, ar-condicionado automático, câmera de ré, computador de bordo, controle de cruzeiro, trio elétrico, retrovisores externos aquecidos, sistema start/stop, bancos e volante em couro, sistema multimídia MyLink com Apple CarPlay e Android Auto, entre outros.

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Há ainda o modelo LTZ, por R$ 96.990, que agrega airbags de cortina, luzes diurnas de LED, regulagem de altura dos faróis, sensor de estacionamento dianteiro, maçanetas cromadas, faróis com acendimento automático, destravamento das portas e partida do motor sem chave, computador de bordo colorido com cinco modos, retrovisores externos com rebatimento elétrico, retrovisor interno eletrocrômico, MyLink com tela sensível ao toque de oito polegadas e GPS, sensor de chuva, partida remota, entre outros.

Como opcional para a configuração LTZ, a Chevrolet oferece um pacote com alerta de colisão frontal e de ponto cego, assistente de permanência de faixa, farol alto adaptativo, carregador wireless para smartphone e banco do motorista com regulagens elétricas. Com esses itens, o preço salta para R$ 107.450.

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Honda Civic

O Civic é o modelo mais recente deste comparativo. A décima geração do sedã da Honda sofreu mudanças radicais e se destacou logo de cara pelo visual diferenciado, com formas de fastback, como receita para tentar repetir o mesmo sucesso da oitava geração, vendida por aqui como “New Civic”. Além do design, o carro oferece um inédito motor 1.5 litro turbo a gasolina, no entanto, restrito a versão topo de linha Touring, vendida por salgados R$ 124,9 mil, o mesmo preço cobrado por carros de categorias superiores.

O motor 1.5 turbinado do Honda Civic consegue gerar 173 cv, a 5.500 rpm, e 22,4 kgfm, entre 1.700 e 5.500 rpm. Ele trabalha juntamente com um câmbio automático do tipo CVT, que simula sete marchas e oferece trocas por borboletas atrás do volante. De acordo com o fabricante, o veículo alcança os 100 km/h em 8,6 s e a velocidade máxima é de 221 km/h.

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O consumo do carro, também de acordo com o Inmetro, é de 12 km/l na cidade e 14,6 km/l na estrada, com selo “A” na comparação relativa na categoria e também na comparação absoluta geral, com selo Conpet de eficiência energética.

Nas revisões, a versão Touring tem preço de R$ 172,50 na de 10.000 km, R$ 269,98 na de 20.000 km e R$ 599,08 na de 30.000 km.

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Entre os equipamentos, o Honda Civic Touring conta com seis airbags, controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, alerta de ponto cego com câmera e visualização na multimídia (LaneWatch), freio de estacionamento eletrônico com função auto-hold, controle de cruzeiro, faróis Full LED (inclusive os de neblina), bancos dianteiros com ajustes elétricos, sensor de chuva, teto solar elétrico, retrovisor interno eletrocrômico, destravamento das portas e partida do motor sem chave, partida remota, sistema multimídia com tela sensível ao toque de sete polegadas, Apple CarPlay, Android Auto, entrada HDMI e GPS, bancos de couro, ar-condicionado automático de duas zonas, painel de instrumentos com tela TFT de alta definição,  retrovisores com rebatimento elétrico, entre outros.

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Citroën C4 Lounge

Até alguns meses atrás, o C4 Lounge oferecia o propulsor 1.6 litro THP Flex apenas nas versões mais caras. No entanto, na linha 2017, o sedã abandonou o 2.0 litros aspirado para dispor do bloco turbo em todas as variantes. Ou seja, agora com R$ 72.590 o consumidor pode estacionar na garagem um sedã turbo da Citroën.

O propulsor do Citroën C4 Lounge é um quatro cilindros, com injeção direta, que desenvolve 166 cv com gasolina e 173 cv com etanol, a 6.000 rpm, e torque de 24,5 kgfm, entre 1.400 e 4.000 giros, acoplado a uma transmissão manual de seis velocidades ou automática, também de seis marchas. O carro acelera de 0 a 100 km/h em 9,1 segundos e tem velocidade limitada eletronicamente a 215 km/h.

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No consumo, a versão automática entrega 7,1 km/l na cidade e 9 km/l na estrada com etanol e 10,5 km/l e 13,2 km/l com gasolina, com notas “A” e selo Conpet nos testes do Inmetro.

Nas revisões, a Citroën já oferece o plano de manutenção a R$ 1 por dia, com revisões de 10.000, 20.000 e 30.000 km a preços fixos de R$ 365.

Cruze, Civic, C4 Lounge e Jetta travam batalha dos sedãs médios turbo

A versão de entrada Origine do C4 Lounge, a única com câmbio manual, é equipada com airbags frontais, freios ABS com EBD, assistente de partida em rampas, rodas de liga-leve aro 16, faróis e lanternas de neblina, controle de cruzeiro, trio elétrico, volante multifuncional, assistente de partida em rampas, controle de estabilidade e de tração, ar-condicionado com saída para os bancos traseiros, sistema de som com Bluetooth, entre outros. Há ainda a Origine AT, por R$ 80.990.

Por R$ 83.990, a linha do Citroën oferece a variante Tendance, que agrega sistema multimídia com tela sensível ao toque e Apple CarPlay, ar-condicionado automático de duas zonas, bancos com revestimento em couro, computador de bordo, luzes de LED e rodas aro 17. Por fim, a Exclusive, por R$ 94.990, conta com teto solar, destravamento das portas sem chave, seis airbags, computador de bordo com opções de cores de iluminação, sensor de estacionamento traseiro, partida do motor sem chave e rodas diamantadas.

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Volkswagen Jetta

O Jetta é o modelo mais velho da turma. A atual geração do sedã médio da Volkswagen chegou ao Brasil em 2011 e sofreu suas primeiras mudanças visuais no ano passado, sendo que no segundo semestre passou a ser fabricado no Brasil. E em janeiro deste ano o carro ganhou um “upgrade” ao abandonar o antiquado 2.0 litros aspirado de oito válvulas. No lugar dele entrou o moderno 1.4 TSI a gasolina, o mesmo já usado no Golf, que consegue entregar 150 cv de potência, a 5.000 rpm, e 25,5 kgfm, a 1.500 rpm, com câmbio manual ou automático Tiptronic, ambos de seis marchas.

De acordo com dados da Volkswagen, o carro acelera de 0 a 100 km/h em 8,6 segundos e tem velocidade limitada a 203 km/h. Quanto ao consumo, o sedã entrega 11,3 km/l na cidade e 13,9 km/l na estrada com gasolina na versão manual e 10,4 km/l e 13,8 km/l, respectivamente, no modelo automático, com notas “A” e “B” e selo Conpet nos testes do Inmetro.

Cruze, Civic, C4 Lounge e Jetta travam batalha dos sedãs médios turbo

Nas revisões, a VW cobra R$ 260 na de 10.000 km e na de 20.000 km, R$ 788,64 na de 30.000 km, R$ 346 na de 40.000 e na de 50.000 km e R$ 788,64 na de 60.000.

A versão de entrada Trendline custa R$ 81.990 no modelo manual e R$ 87.390 no automático e oferece airbags frontais, freios ABS com EBD, controle de estabilidade e de tração, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, faróis e lanternas de neblina, ar-condicionado manual, direção elétrica, computador de bordo, retrovisores externos aquecíveis, trio elétrico, Isofix e rodas de liga-leve aro 16.

Cruze, Civic, C4 Lounge e Jetta travam batalha dos sedãs médios turbo

A variante Comfortline por R$ 93.990 agrega assistente de partida em rampas, bloqueio eletrônico do diferencial, volante multifuncional com revestimento em couro e paddle shifts e sistema multimídia com tela sensível ao toque de 6,3 polegadas e App-Connect. Como opcional, há teto solar elétrico, ar-condicionado de duas zonas, retrovisor interno eletrocrômico, retrovisores externos com rebatimento elétrico e função “tilt down”, faróis com acendimento automático, bancos em couro, rodas aro 17, sensores de chuva e crepuscular, destravamento das portas e partida do motor sem chave e sistema Discover Media com navegador GPS, pulando para R$ 105.096.

Veredicto

Como deu para reparar, os quatro modelos estão muito bem servidos quando o assunto é motorização. No entanto, além do visual e equipamentos, por exemplos, eles se diferem pela relação custo benefício.

O Honda Civic, apesar de todas as boas mudanças oferecidas pela nova geração, peca por cobrar preço de modelo premium em um carro de marca convencional. Por outro lado, o Citroën C4 Lounge tem um bom custo benefício, em especial na versão topo de linha, que custa quase o mesmo das versões de entradas do japonês e do Cruze, mas tem um baixo valor de revenda.

Já o Chevrolet Cruze, embora também não seja barato, consegue entregar uma boa lista de equipamentos de série em todas as versões, motorização capaz de entregar desempenho dentro do esperado entre os sedãs turbo e consumo considerável. Além disso, o modelo tem preços de revisão aceitáveis.

Por fim, o Jetta peca pelo custo benefício. O carro cobra quase R$ 82 mil por uma versão com câmbio manual e sem diversos itens, como volante multifuncional revestido em couro. Se o consumidor quiser o modelo mais completo, já beira ou até ultrapassa a casa dos R$ 100 mil (algo semelhante entre os rivais). No entanto, a Volkswagen acertou ao oferecer o novo 1.4 TSI.

Portanto, o Chevrolet Cruze acaba sendo a melhor opção. Todavia, se você não se preocupa com a desvalorização, o Citroën C4 Lounge também pode ser uma ótima compra. E aí, qual seria sua opção?

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