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Cruze LT: história, detalhes e equipamentos da versão de entrada

Cruze LT: história, detalhes e equipamentos da versão de entrada

A Chevrolet sempre teve um certo prestígio no segmento de sedãs no mercado brasileiro. Seu primeiro carro produzido localmente foi o Opala, um sedã de quatro portas que estreou em 1968. Hoje o representante da marca entre os sedãs médios é o Chevrolet Cruze, que tem o modelo Cruze LT como a configuração de acesso e a mais vendida da linha.


O Chevrolet Cruze foi lançado no mercado brasileiro no ano de 2011 para ocupar o lugar do Vectra. E está presente na gama da Chevrolet até hoje. A primeira geração do carro durou até meados de 2016, quando foi substituída pela segunda geração, agora dona de um motor turbo e diversas outras tecnologias para acirrar a briga com Toyota Corolla e Honda Civic, os líderes da categoria.

A atual gama do Cruze é composta pelas variantes Cruze LT, Cruze Premier I e Cruze Premier II. O modelo de entrada consegue entregar uma boa relação custo-benefício e sai de fábrica com bons itens de segurança, conforto e tecnologia. Seu preço inicial é de R$ 101.190.

Abaixo, você pode conferir todos os principais detalhes e a história do Chevrolet Cruze no Brasil:

Cruze LT: história, detalhes e equipamentos da versão de entrada

Cruze LT – primeira geração (2011 a 2016)

Lançamento do novo Cruze em 2011

Em setembro de 2011, a Chevrolet trouxe ao Brasil o inédito sedã médio Cruze. Ele já era comercializado lá fora desde meados de 2009, chegando com um certo atraso em terras tupiniquins para ocupar o lugar do Vectra.

O novo modelo nada tinha a ver com a dupla Vectra e Astra Sedan, que até então eram os representantes da Chevrolet no segmento de sedãs médios no Brasil. Ele chegou sendo fabricado em São Caetano do Sul e como um carro global, comercializado em 70 países.

Um dos destaques do carro era o visual, com um misto de agressividade e refinamento. A dianteira é marcada pela nova grade bipartida com o logotipo da Chevrolet ao centro e os faróis com recorte moderno, invadindo as laterais.

As laterais, inclusive, ostentam vincos marcantes na lataria, linha de cintura elevada e curvatura do teto em forma de “C”. Já a traseira usa lanternas com duas formas circulares, que invadem a tampa do porta-malas.

Pulando para o interior, o Cruze LT 2012 também surpreendia pelo painel com conceito de dual cockpit, ou seja, o motorista e o passageiro dianteiro contavam com espaços individuais. O volante multifuncional de três raios logo seria usado pelo restante da linha Chevrolet. O painel tem mostradores analógicos e uma tela digital azul no centro.

Ele mede 4,6 metros de comprimento, 2 m de largura e 1,47 m de altura, com distância entre-eixos de 2,68 m. O porta-malas tem capacidade para 450 litros de bagagens.

Cruze LT: história, detalhes e equipamentos da versão de entrada

O modelo LT saía de fábrica com quatro airbags, sendo dois frontais e dois laterais, algo inédito na versão de entrada de um sedã médio no Brasil. Tinha também controle eletrônico de estabilidade e controle de tração, recursos indisponíveis na maioria dos sedãs médios daquela época.

Também contava com direção elétrica, vidros, travas e retrovisores elétricos, volante multifuncional, sistema de som com entrada USB, conexão Bluetooth e seis alto-falantes, ar-condicionado, freios ABS com EBD, rodas de alumínio de 17 polegadas, faróis de neblina, ajuste de altura dos faróis, retrovisores externos com desembaçador, retrovisor interno eletrocrômico, piloto automático e sistema Isofix para fixação de cadeirinhas infantis.

O motor é um 1.8 Ecotec flex de quatro cilindros e 16 válvulas, com duplo comando de válvulas variável e cabeçote e cárter de alumínio. Ele rende 140 cv com gasolina e 144 cv com etanol, enquanto o torque é de 17,8 kgfm e 18,9 kgfm, nesta ordem. Junto a ele está um câmbio manual ou automático, ambos de seis velocidades.

Como opcional, ele podia receber câmbio automático por R$ 2 mil adicionais e também bancos revestidos em couro, por mais R$ 2 mil.

Seu preço era de R$ 67,9 mil para o Cruze LT manual, R$ 69,9 mil para o Cruze LT automático e R$ 71,9 mil para o modelo automático com bancos em couro.

A Chevrolet oferecia também o Cruze LTZ por R$ 78,9 mil. Ele se diferenciava por recursos como seis airbags, central multimídia com tela de sete polegadas e navegador GPS, retrovisores externos com rebatimento elétrico, chave presencial, partida do motor por botão, rodas exclusivas e bancos em couro cinza.

Cruze LT: história, detalhes e equipamentos da versão de entrada

Novo Cruze Sport6 LT em 2012

Meses depois, mais precisamente em abril de 2012, chegou ao mercado brasileiro a versão hatch do Cruze. O inédito Chevrolet Cruze Sport6 foi anunciado para ocupar o lugar do Vectra GT e também do Astra hatch e para fazer frente a uma leva de novos hatches médios, o que incluía modelos como Hyundai i30, Fiat Bravo e Peugeot 308, além do Citroën C4 Hatch.

O novo hatch médio da Chevrolet chegou sendo o modelo mais caro da categoria. Podia ser encontrado com preços de R$ 64,9 mil no modelo Cruze Sport6 LT manual e R$ 69,9 mil no Cruze Sport6 LT automático, além de R$ 79,4 mil no topo de linha LTZ automático. Ou seja, seus preços estavam bem próximos aos do sedã.

Sua lista de equipamentos também seguia o mesmo padrão do então novo Cruze sedã. O Cruze Sport6 LT tem quatro airbags, controles de estabilidade e tração, direção elétrica, ar-condicionado automático digital, volante multifuncional, sistema de som com CD e Bluetooth, faróis e lanterna de neblina, piloto automático, retrovisor interno eletrocrômico, retrovisores externos com desembaçador, entre outros.

Um dos diferenciais ficava para o Cruze Sport6 LTZ, que trazia os mesmos itens do modelo sedã, mais teto solar elétrico. Fora isso, o topo de linha LTZ também podia ser encomendado com transmissão manual – o sedã LTZ, só automático.

Cruze LT: história, detalhes e equipamentos da versão de entrada

Ainda em comparação com o sedã, o Sport6 é 9 centímetros mais curto e apenas 26 kg mais leve. Seu porta-malas tem capacidade para 402 litros, ou 48 l a menos que o Cruze Sedan.

No visual, o Chevrolet Cruze Sport6 seguia os mesmos traços do sedã, com direito a apenas um para-choque frontal redesenhado. As principais mudanças, obviamente, surgem na traseira. Ela tem lanternas niveladas com a superfície da carroceria e duas formas circulares, mas sem invadir a tampa do porta-malas como no sedã.

O interior também mantinha o mesmo padrão do Cruze sedã. O painel destacava o conceito dual cockpit, além do acabamento com materiais em plástico, plástico emborrachado e apliques em couro ou tecido (dependendo da configuração) no painel e laterais de porta.

Na motorização, também oferecia o 1.8 Ecotec flex de até 144 cv e 18,9 kgfm, com câmbio manual ou automático, ambos de seis marchas.

Cruze LT: história, detalhes e equipamentos da versão de entrada

Cruze LT recebe novo visual em 2014

Pulando para novembro de 2014, a Chevrolet anunciou as primeiras grandes mudanças para a família Cruze no Brasil. Na ocasião, tanto o hatch Sport6 como o sedã ganhavam retoques pontuais no visual, além de pequenas novidades no acabamento interno, novos equipamentos e melhorias na mecânica.

A começar pelo visual, o então novo Chevrolet Cruze 2015 passava a ostentar uma nova grade bipartida com recorte mais pontiagudo. Outra novidade foi a adoção de para-choques redesenhados, agora com luzes de condução diurna em LED posicionadas sobre os novos faróis auxiliares.

Além disso, ele recebeu novas rodas de alumínio de 17 polegadas nas versões LT e LTZ. Por fim, ganhou duas novas opções de cores: Branco Vintage e Cinza Aztec, que se juntam às Azul Macaw, Branco Summit, Bege Desert, Preto Carbon Flash, Prata Switchblade, Cinza Mond e Vermelho Pepper, essa última uma exclusividade do o Sport6.

Entre os equipamentos, o Cruze LT ganhou fechamento automático dos vidros elétricos pela chave. No modelo manual, o carro passou a contar com uma luz de alerta no painel de instrumentos para indicar o momento ideal para a troca das marchas.

Já na mecânica, o 1.8 Ecotec foi recalibrado, enquanto a transmissão automática de seis marchas ganhou uma nova geração, chamada de GF6-2. Ela passou a entregar trocas de marcha mais ágeis e suaves – segundo a marca, as trocas passaram a ser efetuadas num espaço de tempo 50% menor, sendo capaz de realizar reduções duplas e triplas.

Os preços do carro passaram a ser os seguintes: R$ 735 mil para o Cruze Sedan LT manual, R$ 77.100 para o Cruze Sedan LT automático, R$ 70,4 mil para o Cruze Sport6 LT manual e R$ 77,1 mil para o Cruze Sport6 LT automático.

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Cruze LTZ

Cruze LT – segunda geração (2016, até o momento)

Chegada da 2ª geração do Cruze LT em 2016

Para se equiparar aos novos sedãs médios, o Chevrolet Cruze estreou sua segunda geração em maio de 2016. Ele foi anunciado como o “carro de passeio mais surpreendente já comercializado pela marca no Brasil”. Foi totalmente renovado, com direito a um visual mais agressivo, estrutura reforçada, interior mais aprimorado, novos equipamentos e um novo motor turbo.

A começar pelo visual, muitos diziam que o novo Cruze 2017 tinha perdido sua identidade. De fato, o “rostinho” do carro se assemelhava ao dos japoneses Civic e Corolla, por conta dos faróis afilados interligados com a grade.

Um dos destaques, porém, era a carroceria do tipo “cupê de quatro portas”, devido ao caimento suave do teto e a traseira com formato mais avantajado. Além disso, passou a ostentar vincos mais marcantes na dianteira, laterais e traseira.

Por dentro, o acabamento ficou mais primoroso. Porém, passou a deixar mais em evidência os recursos de conforto e tecnologia, como a central multimídia MyLink com tela sensível ao toque que até então era uma exclusividade do Cruze LTZ.

Tudo isso, porém, perdia brilho perto da principal novidade do novo Cruze: o motor turbo. Foi a primeira vez que a Chevrolet usou o novo motor 1.4 Ecotec turbo flex no Brasil. Este propulsor tem injeção direta de combustível, cabeçote com coletor de escape integrado, comando de válvulas variável, bloco e cárter em alumínio e sistema start/stop que desliga o motor momentaneamente em paradas curtas, como num semáforo.

Cruze LT: história, detalhes e equipamentos da versão de entrada

Ele pode gerar 150 cavalos de potência com gasolina, a 5.600 rpm, e 153 cv com etanol, a 5.200 rpm. Já o torque é de 24 kgfm com gasolina, a 2.100 rpm, e 24,5 kgfm com etanol, a 2.000 rpm. Junto ao 1.4 turbo está sempre uma transmissão automática de seis marchas, agora em sua terceira geração, com trocas de marcha mais suaves. Ou seja, o carro perdia aí a opção de câmbio manual.

Com isso, o Cruze ficou bem mais ágil e econômico. De acordo com a marca, ele passou a entregar números de consumo simulares aos de carros 1.0. Pode fazer até 11,2 km/l na cidade e 14 km/l na estrada com gasolina.

Nas dimensões, o sedã ficou 6,2 cm mais comprido, 1 cm mais alto e ganhou 1,5 cm na distância entre-eixos.

Entre os equipamentos, o Cruze LT de entrada era equipado com quatro airbags, freios ABS com EBD, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, Isofix, sistema OnStar (com mais de 20 serviços de emergência, segurança, navegação, concierge e conectividade), luzes diurnas, piloto automático, trio elétrico, bancos em couro, sistema de monitoramento da pressão dos pneus, central MyLink com câmera de ré, sensor de estacionamento, ar-condicionado digital, entre outros.

Seu preço era de R$ 89.990. O carro não tinha opcionais.

Cruze LT: história, detalhes e equipamentos da versão de entrada

Novo Cruze Sport6 LT em 2016

Como de costume, o hatch Sport6 chegou depois do sedã. A nova geração do Chevrolet Cruze Sport6 LT foi anunciada em dezembro de 2016. O novo modelo incorporou as mesmas evoluções do irmão maior, com direito a um visual mais agressivo e comportamento dinâmico mais esportivo.

Em comparação com o sedã, o novo Cruze Sport6 contava com para-choques mais imponentes inspirados nos da versão “RS” americana. A traseira adotou um visual mais discreto que o do antigo, mas também com linhas marcantes, destacando o aerofólio na parte superior da tampa do porta-malas.

O interior também seguia o mesmo padrão do Cruze sedã de nova geração, bem como a lista de equipamentos. O motor também é o mesmo 1.4 Ecotec Turbo Flex de 153 cv e 24,5 kgfm, sempre com câmbio automático de seis marchas.

Na parte estrutural, a exemplo do três-volumes, o novo Cruze ganhou materiais mais nobres em sua construção, como ligas de aço mais resistente. Com isso, o carro ficou 114 kg mais leve.

O então novo Cruze Sport6 2017 chegou ao Brasil com preço de R$ 89.990, o mesmo do sedã.

Cruze LT: história, detalhes e equipamentos da versão de entrada

Chevrolet Cruze tem visual reestilizado em 2019

Mais recentemente, em agosto de 2019, o Chevrolet Cruze de segunda geração passou por suas primeiras mudanças visuais. O modelo LT, todavia, foi anunciado somente em dezembro do mesmo ano.

Entre as novidades, tanto o hatch como o sedã incorporaram uma enorme grade frontal, seguindo a nova identidade visual da Chevrolet. Recebeu ainda para-choques mais agressivos, novos faróis auxiliares, rodas de 17 polegadas com novo desenho (as mesmas do antigo Sport6 LTZ, mas com acabamento prateado), entre outros.

A lista de equipamentos também ficou mais recheada. Ele passou a sair de fábrica com seis airbags (frontais, laterais e de cortina), piloto automático com limitador de velocidade e sistema de conexão WiFi nativo, que permite o uso da internet em até sete aparelhos e com um sinal até 12 vezes mais estável.

Outra mudança foi a introdução de duas novas cores para a carroceria: Marrom Cappuccino e Azul Eclipse, ambas metálicas.

Hoje tanto o Chevrolet Cruze Sedan LT como o Chevrolet Cruze Sport6 LT partem de R$ 101.190.

Leonardo Andrade

Leonardo Andrade

Leonardo atua no segmento automotivo há quase nove anos. Tem experiência/formação em administração de empresas, marketing digital e inbound marketing. Já foi colaborador em mais de sete portais do Brasil. Fissurado por carros, em especial pelo mercado e por essa transformação que o mundo automotivo está vivendo.

  • Verdades sobre o mercado

    A primeira geração tinha um desenho mais marcante, com mais “personalidade”, já a atual é muito genérica, não foi uma evolução em termos de design.

  • Verdades sobre o mercado

    Algo muito sem sentido era na primeira geração a versão LT não ter sensores de estacionamento nem como opcional, enquanto o Prisma LT tinha os itens de série, algo difícil de explicar.

  • Daniel

    Aquela história de que a primeira geração tinha um câmbio AT problemático é verdadeira?

  • Antonio_Brust

    Muitos proprietários reclamavam do alto consumo.

  • Mateus Barbosa

    Tive um primeira geração. Carro tinha desempenho de palio 1.4 e bebia feito v6.

  • Leonardo

    Carro bom, bem montado, porém só bebe menos que o Lula cachaceiro.

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