Cruze x Vectra – As diferenças entre os dois sedãs

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O Chevrolet Vectra encontrou seu fim por volta de abril de 2011, quando a produção do modelo foi encerrada e a Série Collection estava no mercado para vender as últimas unidades.

Em seu lugar, surgiu o Cruze, que apresentava uma proposta mais global e distante da filosofia Opel, da qual a GMB tinha mergulhado com sucesso nos anos 90 e abandonado aos poucos na década seguinte.

Ainda hoje muitos reclamam do fim do Vectra e outros gostaram da chegada do Cruze. Mas afinal, qual dos dois era o melhor? Essa é uma questão que envolve muitas coisas, especialmente a preferência pessoal de cada um.

Olhando em termos técnicos, um modelo substituiu o outro e só isso já indica uma aparente evolução tecnológica, embora isso também seja controverso, afinal temos dentro da própria GM o caso da Montana, por exemplo.

Cada um agrada seus donos à sua maneira e oferece vantagens e desvantagens dentro de seu pacote de equipamentos, acabamento e motorização. O Vectra Elite era a última opção topo de linha do sedã antes da chegada da série de despedida Collection. O modelo também teve a versão intermediária Vectra Elegance.

Quase ao mesmo tempo, muda-se a nomenclatura com o Cruze LTZ.

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Concepção

O Vectra nacional era uma evolução da segunda geração do modelo, produzida também no país.

Como na Opel o modelo evoluiu para substituir o Omega, aqui a GMB fez uma adaptação que mais tarde foi vendida no leste europeu.

Com 4,58 m de comprimento, 1,72 de largura, 1,45 de altura e 2,70 de entre-eixos, o Chevrolet Vectra (veja aqui Vectra – defeitos e problemas) em sua versão sedã (havia o hatch GT) pesava 1.383 kg na versão Elite e tinha 526 litros de porta-malas, além de 58 litros no tanque.

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O Cruze surgiu em 2009 em nível global, sendo o primeiro sedã médio e principal produto internacional da GM.

Fabricado sobre a plataforma Delta II, o modelo de origem sul-coreana tinha como ênfase sinergia das diversas praças onde a empresa estava presente para criar um carro para todos os mercados.

Medindo 4,60 m de comprimento, 1,79 de largura, 1,47 de altura e 2,68 de entre-eixos, o Chevrolet Cruze LTZ chegou com porta-malas de 450 litros e tanque de 60 litros, porém, pesando 1.424 kg.

Nesses pontos, podemos notar que o Vectra Elite era mais leve e apresentava maior porta-malas que o Cruze LTZ. Porém, o novo sedã tem mais espaço interno.

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Motorização e performance

O Chevrolet Vectra Elite em 2011 já havia perdido há algum tempo o grande motor 2.4 e estava equipado apenas com o longevo 2.0 8V FlexPower, que entregava 133/140 cv a 5.600 rpm e 18,9/19,7 kgfm a 2.600 rpm, respectivamente com gasolina e etanol.

A transmissão automática tinha apenas 4 marchas.

Já o Chevrolet Cruze chegou com motor 1.8 Ecotec 16V com 140/144 cv a 6.300 rpm e 17,8/18,9 kgfm a 3.800 rpm (gasolina/etanol), tendo ainda transmissão automática de 6 marchas.

Nesse caso, dá para notar um conjunto mais moderno e eficiente do sedã mais novo em relação ao anterior, que tinha no torque em baixa seu ponto alto.

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Em desempenho, o Chevrolet Vectra Elite ia de 0 a 100 km/h em 11,8 segundos e tinha máxima de 189 km/h, mas com consumos urbanos de 5,4/7,6 km/litro e rodoviários de 7,0/10,0 km/litro, respectivamente com etanol e gasolina.

No caso do Chevrolet Cruze LTZ, a máxima era de 197 km/h com aceleração de 0 a 100 km/h em 11,4 segundos.

Os consumos de cidade e estrada com etanol e gasolina eram de 6,6/8,6 km/litro e 9,1/11,8 km/litro, respectivamente. Nota-se que tanto em desempenho quanto em economia, o Cruze apresentava resultados melhores.

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Preço e conteúdo

O Chevrolet Vectra Elite 2.0 AT custava completo R$ 75.414 em meados de julho de 2010.

O sedã executivo da GM vinha equipado com ar condicionado automático, direção hidráulica, airbag duplo, ABS, computador de bordo, sensor de chuva, rodas de liga leve aro 17 com pneus 215/45 R17, trio elétrico, banco do motorista com regulagem elétrica, teto solar, CD/MP3/USB, Bluetooth, retrovisor eletrocrômico, faróis de neblina, faróis com sensor crepuscular e regulagem de altura, sensor de estacionamento, piloto automático, volante multifuncional, bancos de couro, entre outros.

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Já o Chevrolet Cruze LTZ 1.8 AT6 chegou em 2012 custando R$ 78.900.

O sedã global da GM em sua versão topo de linha oferecia ar condicionado, direção elétrica, multimídia MyLink com CD/MP3/USB/Bluetooth/GPS, retrovisor eletrocrômico, ABS, ESP, seis airbags, TCS, faróis de neblina, sensor de estacionamento, sensores de chuva e crepuscular, volante multifuncional, controle de cruzeiro, trio elétrico, bancos em couro, teto solar elétrico, rodas de liga leve aro 17 com pneus 225/50 R17, retrovisores com rebatimento elétrico, entre outros.

Os preços eram próximos e os conteúdos eram quase equivalentes, destacando-se multimídia MyLink, navegador GPS, rebatimento dos retrovisores e um pacote de segurança bem superior como vantagens do Cruze LTZ sobre o Vectra Elite. Este último tinha banco do motorista elétrico e ar condicionado digital, por exemplo.

Diante dos principais elementos apresentados por Chevrolet Vectra Elite 2011 e Chevrolet Cruze LTZ 2012, qual deles era o melhor?

A resposta é você quem dirá.

Mais diferenças

Abaixo, segue algumas diferenças acrescentadas sobre os dois modelos, nos enviada pelo leitor Renato Andrade:

Revestimento do painel (acima do nível da tampa do porta Luvas) do Vectra era acolchoado, macio, é um outro tipo de material mais nobre (herdado do Astra). O do Cruze é aquele plástico rígido.

A abertura do Porta malas do Vectra é com dobradiças pantográficas e amortecedores, o que não ocupa lugar no porta malas. O do Cruzo regrediu e voltou a ser através de ganchos e molas internas, que pressionam as malas.

O Capo do Vectra tinha o suporte de um amortecedor, onde bastava você destravar e levantar, sem sujar as mãos. O Cruze retrocedeu e voltou a usar a velha vareta, onde você tem que erguer o capô e travar a vareta, procedimento menos moderno que o anterior, para um nível de carro desse preço.

As palhetas do para brisa do Vectra eram do modelo aerotwin, para gerar menor arrasto e ser mais silenciosa. Do Cruze voltaram a ser aquelas antigas e simples de ferro.

Os retrovisores externos do Vectra ( modelo 2009 em diante) tem a seta integrada, perdendo a luz no para lama, trazendo um ar de modernidade. O Cruze perdeu a seta no Retrovisor e voltou a ser integrada no para lama

Existe uma luz abaixo do retrovisor que acende ao destravar as portas via controle no Vectra, para iluminação do local, por alguns segundos. Não sei afirmar se no Cruze também existe essa função ou se também perdeu

As Portas do Vectra tinha um acabamento superior e com maior área de tecido ou couro, e não existia o Pino das portas. Era abertas ou fechadas através do botão central ou puxando a maçaneta com maior força. O Cruze voltou a ter os pinos nas Portas e o revestimento é menos generoso que o do Vectra

O Vectra vinha de fabrica com os Borrachões para evitar pequenas avarias nas Portas, de série. O Cruze só vem como acessório e é cobrado um valor muito elevado.

A antena do som do Chevrolet Vectra Elite era com desenho de tubarão, muito mais bonita e moderna. Do Cruze LTZ voltou a ser a velha convencional.

10º Todo Vectra com transmissão automática (modelo 2009 em diante) não necessitava segurar a chave para ligar o carro. Você dava um toque na chave e o motor carro fazia a partida automaticamente, sem precisar ficar segurando a chave até ligar.

Agradecimentos ao Carlos Henrique Franco Silveira pela dica e ao Renato Andrade pela colaboração.

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Autor: Ricardo de Oliveira

Com experiência de 27 anos, há 16 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz testes e avaliações. Suas redes sociais: Instagram, Facebook, X