
Um impasse entre empresas ameaça limitar ainda mais a disponibilidade de uma picape que permanece distante das projeções de procura e vendas anunciadas inicialmente por Elon Musk.
A Tesla afirma que um fornecedor do Texas impede a retirada de equipamentos essenciais à fabricação do Cybertruck e exige pagamentos semanais para liberá-los.
Documentos judiciais consultados pela Bloomberg Law identificam a empresa como Angstrom Automotive Group LLC, responsável por uma unidade instalada na cidade texana de Troy.
Representantes da Angstrom informaram à Tesla, em 13 de julho, que pretendiam encerrar as atividades da instalação onde ficam ferramentas importantes para a produção.
Diante do fechamento previsto, a fabricante de EVs tentou retirar os equipamentos antes da interrupção das operações, mas diz ter encontrado resistência do fornecedor.

Segundo a Tesla, a Angstrom passou a exigir US$ 250.000 (R$ 1,27 milhão) por semana, além dos valores ainda pendentes em pedidos existentes.
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A disputa chegou à Justiça federal em 23 de julho, por meio de uma ação apresentada na Divisão de Waco do Distrito Oeste do Texas.
A montadora relata que seus representantes compareceram à unidade da Angstrom em 21 de julho para recolher os equipamentos, porém não receberam autorização para levá-los.
As ferramentas mantidas no local seriam utilizadas exclusivamente na fabricação de componentes destinados ao Cybertruck, conforme a versão apresentada pela Tesla no processo.
Cada uma dessas peças de produção exige entre cinco e seis meses para ser construída, tornando uma substituição imediata pouco viável para a empresa.

A demora teria impacto direto sobre milhares de unidades que já estão sendo montadas ou fazem parte do planejamento industrial dos próximos meses.
A Tesla acrescenta que a maioria desses Cybertrucks, possivelmente todos, já possui compromisso de entrega assumido com clientes que aguardam seus veículos.
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A falta dos componentes correspondentes poderia interromper parte da linha e ampliar as dificuldades comerciais de uma picape que ainda busca alcançar maior volume de compradores.
Além das entregas, a companhia argumenta que o problema afetaria sua relação com outros fornecedores e reduziria a confiança construída junto aos consumidores.
A Tesla também afirma que a Angstrom nunca foi proprietária das ferramentas e não contribuiu financeiramente para o projeto, fabricação ou aquisição dos equipamentos.
Essa alegação sustenta o pedido para que a Justiça permita a recuperação imediata dos itens, por meio de uma medida temporária ou definitiva.
A montadora defende ainda que a retirada deve ocorrer sem exigência de caução e sem necessidade adicional de demonstrar perdas antes da decisão judicial.
O conflito surge em um momento delicado para o Cybertruck, cujas vendas e procura continuam abaixo das metas divulgadas por Musk antes do lançamento.
Mesmo com pedidos ainda ativos, a Tesla precisa evitar uma limitação industrial prolongada que torne o modelo menos disponível e complique seu cronograma de entregas.
A solução dependerá agora da análise das alegações apresentadas pelas duas empresas e da definição sobre quem pode controlar o acesso às ferramentas disputadas.
