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Dacia: 15 anos de sucesso com baixo custo e influência na Renault

Dacia: 15 anos de sucesso com baixo custo e influência na Renault

Ela não nasceu em 2005, mas podemos dizer que ela renasceu neste ano em específico. Fundada em 1966 na Romênia, a Automobili Dacia é uma das poucas marcas do antigo Pacto de Varsóvia que sobreviveram após o fim da URSS.


Em 1998, a Dacia foi comprada pela Renault, então capitaneada por Carlos Ghosn. Nos cinco anos seguintes, a romena só apresenta carros simplórios e ultrapassados como SuperNova e Solenza.

A Dacia ainda era uma mera nota de rodapé no continente europeu, até que a Renault contribuiu para o projeto do Logan, um sedã compacto e simples, que prometia um preço imbatível até para o mercado da Europa Ocidental.

Dacia: 15 anos de sucesso com baixo custo e influência na Renault

Com um projeto de baixo custo focado no preço final, o Dacia Logan não era um produto que estaria nas lojas dos principais mercados europeus.

O sedã compacto com enorme entre eixos, tinha um bom espaço interno e porta-malas que lembravam o Fiat Prêmio. O aproveitamento do volume era máximo. Chamado X90 na Renault, o projeto do Logan foi considerado para motorizar o Leste Europeu, mas logo a marca francesa viu que ele poderia ter resultado no outro lado do continente.

Dacia: 15 anos de sucesso com baixo custo e influência na Renault

Assim, com preços a partir de € 5.900, o Logan começou a vender muito diante dos carros da Renault em 2005, ano em que cruzou as fonteiras da Romênia. Assim, a Dacia começou a ficar em evidência nos mercados consolidados do Oeste.

A ideia de um carro barato, espaçoso e confiável fez com que a marca romena se convertesse em uma bandeira de baixo custo eficiente.

Dacia: 15 anos de sucesso com baixo custo e influência na Renault

Logo, a Dacia emplacaria o Sandero e também o Duster, além de derivados do primeiro, incluindo minivan, furgão e até uma picape de trabalho.Não demorou para surgir novos derivados numa segunda geração (Dokker e Lodgy).

Nessa altura, a Dacia já havia influenciado a Renault de tal forma, que assumiu seu portfólio em diversos lugares, entre eles o Brasil. A fórmula romena deu certo por aqui, onde a gama francesa (criticada por muitos) deu lugar aos compactos que fizeram a marca decolar.

Dacia: 15 anos de sucesso com baixo custo e influência na Renault

A Renault acabou usando sua marca em produtos que originalmente ela nem imagina emplacar com o losango. A influência da Dacia fez até com que surgissem produtos exclusivos da francesa, como a picape Oroch e o crossover-cupê Arkana, todos derivados da plataforma do Duster.

Com custos aumentando na Romênia, a Dacia – através da Renault – expandiu-se até para o Magreb (Norte da África) para manter seu portfólio de produto de baixo preço na Europa.

Dacia: 15 anos de sucesso com baixo custo e influência na Renault

Também fez sucesso na Rússia, emprestando alguns modelos para a Lada, que também é parte da aliança Renault-Nissan. Sim, a japonesa teve e ainda tem produtos com base Dacia, como o Kicks indiano.

Considerada a galinha dos ovos de ouro da Renault, a Dacia tem sua margem de lucro oculta sob sete chaves. A fórmula do baixo custo lucrativo ainda é um mistério, mas sabe-se que é real.

Agora, o desafio da Dacia é manter esse custo com a eletrificação para não pagar multas. Será a primeira vez em 15 anos que a montadora de origem eslava terá de mudar seu conceito de simplicidade.

 

 

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Marcus Vinicius

    O Kwid vai ser vendido na Europa como elétrico com a marca Dacia.

    • Rogério R.

      No Youtube já tem vídeo mostrando o conceito, o Kwid elétrico europeu vai se chamar Dacia Spring.

  • Rogério R.

    Serão os carros de baixo custo que vão salvar as montadoras da astronômica crise causada por essa triste pandemia.

    E se no passado recente as multinacionais da área apelaram às matrizes para socorrer prejuízos, desta vez o buraco será mais embaixo. Isto porque as próprias matrizes vêm enfrentando dificuldades para retomar vendas e receitas em mercados como China, Europa e EUA.
    Para garantir a sobrevivência das operações em médio e longo prazo, sacrifícios terão de ser feitos. Um deles será o atraso ou o cancelamento de novos modelos cujos investimentos ainda não foram provisionados. Outro será a tentativa de adiar o investimento em novas tecnologias de segurança e eficiência energética.
    No caso específico de nosso país, uma das alternativas aventadas pelo setor será pedir a revisão de metas do programa Rota 2030, que estabelece prazos para o endurecimento dos parâmetros de consumo/eficiência energética e a obrigatoriedade de novos itens de segurança.

    Fonte: QR/Como o coronavírus vai afetar a segurança do seu carro daqui a 10 anos

    Creio que por causa dessa crise, Sandero 3 e Logan 3 também vão atrasar e só chegarão aqui na metade de 2024 ou no início de 2025(sendo otimista), mas pelo que anda mostrando o AS, pelo menos o motor 1.3 TCe já está em praticamente pronto para ser produzido aqui, então com certeza ele aos poucos vai substituir o velho motor 2.0 F4R na gama, e acho que até o atual Sandero RS ganhe esse motor daqui um ano e meio para não desvalorizar já de cara o atual com motor 2.0. Antes eu duvidava disso, agora não duvido mais.
    Li hoje no El Carro Colombiano que o Captur russo com motor 1.3 TCe vai se lançado de maneira virtual dia 21 deste mês. Na Rússia esse motor vai ter 150 cv assim como no Duster europeu, acho que aqui esse motor vai ter potência variando entre 150 e 160 cv, pelo jeito a Renault está padronizando essa potência no carros de baixo custo. Aqui o AS já divulgou flagras do Captur turbo e do Duster turbo em testes. Acho que o ambos já estão praticamente prontos e não terão atrasos. Eu espero!

  • delvane sousa

    Por aqui só vendem Dacia há um bom tempo!! Último Renault vendido foi o Fluence.

    • Tibúrcio

      Nem o Fluence era Renault.
      Era Samsung!

      • Piston head

        Ao menos a base era do Megane…

      • Vinicius LMS

        Era Renault sim, inclusive foi vendido na Europa e ele é só um Megane Sedan com outra frente.
        O caso da Samsung é o mesmo da Chevrolet vendendo Opel aqui.

      • Paulo Lustosa

        Fluence era um Megane Sedan com outra frente, tanto que ele foi vendido na Europa, e no resto da américa latina continuou como Megane.

        • Dudu Pimentel

          Fluence era como era chamado o Megane III Sedan na Argentina e aqui no Brasil que não tivemos nem o coupe (que é quase um HB 2p), o HB 4p, a perua e o CC, que estavam disponíveis para os europeus. Mas por algum motivo que desconheço, o Megane III não teve versão sedan na Europa, mas no Megane IV, que é a atual, voltou a ter.

          • Paulo Lustosa

            Por incrivel que pareça tinha na Europa, porém era chamado de Fluence mesmo.

    • Gorfo

      Não, tem o Captur e que está em linha.

      • marc west

        O Captur brazuca é, como o Kaptur russo, feito sobre a base do Duster. O europeu é que sempre foi feito na base do Clio.

    • Dudu Pimentel

      Me corrija se estiver errado…mas o Clio na realidade foi último projeto de fato Renault aqui no Brasil.

  • Rick Wakeman

    Só tinham que lançar o kwid aqui com câmbio automático. Os consumidores estão preferindo casa vez mais esse câmbio, e hj nenhuma montadora oferece esse câmbio nos seus modelos de entrada, com exceção da Toyota apenas (com o Etios). Parece que aqui há um “acerto” entre as montadores pra que isso não ocorra, só pode ser isso. Eu não imagino por que uma empresa como a Fiat, ou GM, por ex, não queria oferecer um Mobi like ou Onix Joy com a opção de um cambio automático, sabendo que o consumidor está preferindo casa vez mais esse câmbio.

    • Paulo Lustosa

      Pra que câmbio automático no Kwid se o concorrente dele também não tem? O lógico foi o câmbio CVT no Logan e Sandero, que na categoria deles, os concorrentes também possui.

      • Rick Wakeman

        Justamente o que eu disse. Nenhum tem. Será que se a Renault colocasse um cvt no kwid zen não faria sucesso? Ou no Onix Joy? Deve ficar uns 4 mil a mais. Um zen automático por 45 mil ficaria bem atraente. Hj o carro automático mais barato está na faixa de 56 mil.

        • Paulo Lustosa

          Não compensaria, pois o motor é muito fraco pra isso, e quem pegaria pra usar como carro de familia ia passar aperreio em rodovia.

          • Rick Wakeman

            Já ouvi dizer que o cvt não força muito o motor, ou então usar o câmbio automatizado. As empresas deixaram de fornecer esse câmbio pois não faz sentido usá-lo num carro de quase 60 mil. Mas num de 45 mil, correio que poderia agradar muita gente, que prefere um automatizado do que ter que passar marcha.

            Hoje, pelo preço cobrado, um carro automático zero fica inviável pra muita gente. Os modelos mais vendidos são os de entrada, HB20, Onix, argo, Ka, etc.

            Nunca houve a possibilidade de adicionar apenas um câmbio automático (ou automatizado) num carro de entrada. Tenho minhas dúvidas se isso é por falta de procura , ou se é uma combinacao entre as montadoras. Pelo que sei, o kwid em alguns países tem a opção de câmbio automatizado.

            • Paulo Lustosa

              É mais a falta de procura… aqui tivemos Mobi Drive com câmbio GSR (Dualogic) e saiu de linha devido a falta de procura

              • Rick Wakeman

                O Mobi GSR era o modelo mais caro do Mobi. Não tem nada a ver com o que eu falei. Deveria existir o Mobi like com câmbio, aí ficaria muito mais em conta. Não teve procura possivelmente por causa do preço.

                • Fernando Piston

                  Talvez a procura menor seja porque ele chega perto do valor de um modelo maior. Sejamos francos, equipar em demasia um veículo como Kwid ou Mobi, além de aumentar os preços, faz com que percamos justamente a opção melhor no degrau acima. Kwid e Mobi foram criados justamente para oferecer o básico a quem busca somente se locomover pagando menos. Se quer ter um veículo mais equipado, o natural é um degrau acima. Eu falo com propriedade, pois trabalho ha meses com um Kwid e posso afirmar, o carrinho é muito bom para o trabalho, altura do solo, consumo, espaço do porta malas, 4 Air Bags de série, show. Mas, tenho que reconhecer que por mais equipado que seja, não tem o mesmo conforto que um Ka ou Onix, por exemplo, que estão no próximo degrau.É aquela história que já debatemos muito aqui, sobre o Virtus e o Jetta. Em algumas versões, o Virtus vem mais equipado e mais caro que o Jetta. Mas sabemos que são veículos diferentes e o preço real que se paga, por andar em um veículo inferior, somente por acessórios, eu, não pagaria.

                  • Rick Wakeman

                    Pois é…é mais ou menos o que eu falei…a Fiat lançou o modelo automatizado do Mobi partindo do modelo mais caro do Mobi. Aí ficou sem sentido, pois com pouco mais vc compra um Etios automático , que é um carro bem melhor.

                    Tanto kwid quanto o mobi poderiam oferecer um câmbio CVT ou automatizado na versão mais básica. Aí acho que poderia vender bem. Um kwid zen auto poderia sair por uns 45 mil. Hoje o carro automático mais barato não custa me os que 56. Essa diferença mata a possibilidade de muita gente comprar um carro que não seja manual.

    • Dudu Pimentel

      Os consumidores dos modelos de entrada não exigem tanto a ponto de justificar a mudança (ao menos por enquanto, mas a tendência é realmente esse cenário mudar), ou seja atualmente colocar câmbio automático em um carro 1.0 de entrada faria o carro ficar tão caro, que não comprariam. Sem falar que o consumo é bem alto e quem compra carro 1.0 de entrada não quer gastar muito na aquisição do veículo e quer um carro econômico e o Kia Picanto (que poderia vir com um câmbio automático de 4 marchas) ia na contra-mão, por isso foi um fracasso de vendas (hj, o preço dele seria o mesmo de um Rio, que inclusive tem câmbio automático de 6 marchas, além do motor 1.6 16V flex, com 130 cv e uns 16 kgfm no etanol, contra um 1.0 12V flex, com 80 cv e uns 10 kgfm).

      • Paulo Lustosa

        Fora que o Picanto automático não andava nada e bebia como um 1.4

      • Rick Wakeman

        Colocar um cvt no kwid zen Faria ele ficar uns 4 mil mais caro, e o cvt não prejudica assim o consumo. Ou então colocar um automatizado.

        O Picanto tinha outros problemas. Quando o motor não era flex, era bem econômico. Depois que virou flex o consumo pioru. Regras de importação e o dólar fizeram ele ficar caro. Além disso, o preço das revisões era muito mais caro que os concorrentes. Teve uma época que queria um Picanto pra mim. Mas desisti. Enquanto as concorrentes tabelavam os preços das revisões, o picanto não era tabelado . Moro numa grande cidade, e só tinha uma css perto, aí eu teria que me sujeitar ao preço dela. Depois de muitas reclamações, a Kia resolveu tabelar, mas só até a de 30 mil km. A de 40 mil era a mais cara. Picaretagem e falta de respeito com o cliente.

  • DevXav

    Eu entendo que tem mercado, que o valor é “competitivo” para o “mercado” (loucura) local, etc, etc..

    Mas, enquanto eu tiver outras opções melhores e sanidade mental, na minha garagem não entra.

    Não estou falando mal nem nada disso, mas cortar dedo em acabamento e mecânica de bicicleta é simplesmente é demais pra mim.

    • Paulo Lustosa

      Logan e Sandero mecânica de bicicleta?

      • DevXav

        Esses tiveram tempo de “evoluir”, mas o Kwid certamente tem.
        E o acabamento de todos ainda continua sofrível, 1 ano depois o carro já parece uma lata velha.

        • Paulo Lustosa

          Acabamento interno não tem nada a ver com a mecânica, e a mecânica tanto do Sandero quanto Logan e Kwid são as mais recentes que a Renault tem atualmente no mundo na sua classe, tanto que o Logan e Sandero possuem fama de serem robustos.

          • DevXav

            Logan e Sandero atuais podem até ser, mas Kwid robusto te garanto que não é.

            E se for pensar em robustez (fora outras superioridades), existem opções bem melhores como Toyota Etios e Nissan March.

    • Samluzbr

      Você lembra do Fox que arrancava dedos?

      • Alexandre Aleixo Santos

        Touché!

      • DevXav

        Sim, verdade! Projeto brasileiro né… Gol é outra sofrência..

  • zekinha71

    Quinze anos fazendo a cabeça dos brazucas.

  • oscar.fr

    Continuo achando engraçado quem vem aqui reclamar do caráter “low-cost” da dupla Logan e Sandero no Brasil e se esquece que todos os seus concorrentes também são modelos “low-cost” com a diferença que não são vendidos no mercado europeu e apenas por esta razão, este desconhecimento do consumidor ocidental, não são tratados de “low-cost”. Sandero, Ká, Argo, Onix, HB20, Gol, são todos carros de baixo custo. O erro da Renault pode ter sido não deixar vivos no nosso mercado carros como Clio e Mégane numa faixa de preço superior, mas a vinda de Sandero e Logan foi apenas uma adequação ao mercado de compactos que parara no tempo naquela época (2007/2008), não haveria como um Clio III ser competitivo face a um Gol G4 (que é basicamente um GOL G3) ou o Palio (que foi sempre o mesmo carro dos anos 90 com diferentes reestilizações)

    • Dudu Pimentel

      Megane, Clio, Twingo, 19 e Scenic eram projetos da Renault européia, por isso eram mais custosos para o Renault brasileira e como a Renault era uma marca pequena tinham que vender muito prá ganhar terreno e esses carros não tiveram tanto sucesso assim, e ai deu mais prejuízo do que lucro. A Renault queria trazer modelos europeus pq achava que venderia, já eram projetos bons, mas nessa época ainda não tinha percebido que o vende aqui, infelizmente são projetos mais simples…quando ela percebeu, ela mudou seus produtos e foi ai que os projetos da Dacia entraram em cena (Duster, Sandero, Logan, vendido com logo Renault) e venderam bem e ajudaram a marca francesa a lucrar horrores e de tornar uma marca mais conhecida por.
      Hj, o mais ‘Renault’ que temos é o Captur (que usa plataforma do Duster, que vem do Sandero e equivale, se não me engano, ao Captur russo, o Kaptur) e tem somente a carroceria (alongada) do Captur europeu, diferente do Captur europeu (que usa a plataforma do Clio, o modelo do qual é derivado).

    • Fernando Piston

      Destes, discordo sobre o Ka ser projeto de baixo custo, já que ele deriva do New Fiesta, que também empresta sua plataforma a Ecosport. Mas concordo que os demais sejam, porém a intenção é ser mesmo, pois isso melhora o preço de compra e a manutenção, os Renault Dacia são simples, mas são espaçosos e muito guerreiros.

  • Dudu Pimentel

    Não sou fã de peruas, mas até eu gostei do visual da perua Logan.

  • A Romênia não é eslava, é latina.

  • Julio

    ¨A fórmula do baixo custo lucrativo ainda é um mistério, mas sabe-se que é real¨.

    Isto se resume em produtos de baixa qualidade a valores altos que os brasileiros não se importam de pagar.

    A Renault viu isso e esta colhendo os lucros altos.

  • Apenas uma pequena correcao. A Romenia eh latina, logo a Dacia nao eh uma montadora de origem eslava.

  • Fernando Piston

    A Renault acertou em manter no Brasil a origem da Dacia, pois apesar de serem carros simplórios, aguentam nosso solo lunar tranquilamente. Se ela insistisse com a Linha Francesa, estaria no mesmo limbo que a Peugeot, ou talvez pior, já que os PUGs tem design excelente. Infelizmente aqui no Brasil quando algo pega na cabeça do povo, martelam isso até a morte, seja que Gol, Sandero e Logan são tanques de guerra, seja que carro Frances apresenta muito problema.

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