Coréia História

Daewoo: Coreana teve apoio da GM, mas acabou engolida pela americana

Daewoo: Coreana teve apoio da GM, mas acabou engolida pela americana

Daewoo Royale Diesel


Apesar de já não existir como uma montadora estabelecida na Coréia do Sul, a Daewoo Motors ainda não desapareceu como marca, sendo comercializada em alguns países ex-URSS, tais como Ucrânia e Uzbequistão, por exemplo.

A história da Daewoo como empresa é até recente, mas sua origem remonta à 1937. De lá para cá, uma sucessão de companhias surgiu na Coréia do Sul até o estabelecimento da marca do qual estamos falando.

Em 1937, é fundada a National Motors em Incheon, a primeira montadora estabelecida no país, sendo sempre baseada na cidade de Incheon. Em 1962, a empresa passou a ser denominada Saenara Motors, fabricando e distribuindo carros da japonesa Datsun através de joint-venture.


Daewoo: Coreana teve apoio da GM, mas acabou engolida pela americana

Daewoo Le Mans Racer

No entanto, em 1965, a empresa faz uma parceria com a Toyota e muda o nome para Shinjin Motors. No ano de 1972, a japonesa saiu do negócio e a americana General Motors (Korea) assume a produção local. Ainda assim, não dura muito, pois em 1976, a Shinjin volta ao negócio junto com a GM e então surge a Saehan Motors.

Da Saenara até a Saehan, a montadora de Incheon produziu vários modelos, tais como o Datsun Bluebird, GMK Rekord (Opel Rekord) e Holden Torana (Chevrolet 1700), entre outros. Somente em 1982, o Grupo Daewoo decide formar uma nova joint-venture com a fabricante de veículos local, rebatizando-a de Daewoo Motors.

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Daewoo Imperial

Daewoo Motors

Até 1996, os carros da Daewoo foram derivados de modelos da GM. Foi nessa fase que a marca sul-coreana desembarcou no Brasil. Na década de 80 surgiu a série Royal, destacando-se os XQ e Duke (1982), Prince (1983), Super Saloon (1986) e Imperial (1989), sendo que este último se inspirava nos rivais da GM: Chrysler Imperial e New Yorker.

Outro modelo dessa época que chamou bastante atenção foi o Daewoo Le Mans, baseado no Opel Kadett E. Ele chegou a ser vendido em vários países do mundo como Pontiac Le Mans, Asüna GT/SE e Passport Optima. A van Nissan Vanette também foi feita localmente.

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Daewoo Tico

Já nos anos 90, o Kadett da Daewoo passou a ser chamado Cielo. No entanto, em 1990, a Daewoo lançou o famoso Espero, um sedã com mecânica Chevrolet. Outra novidade era o kei car Tico, que foi lançado no ano seguinte. A empresa também produziu alguns utilitários de origem Suzuki. Por fim, a GM deixa a joint-venture em 1992.

Independente, a Daewoo Motors lançou o Arcadia em 1994, uma versão local do Honda Legend, sendo seguido depois pelo primeiro produto 100% próprio, o famoso Lanos. O compacto surgiu em 1996 e oferecia carrocerias hatch e sedã. Um ano depois, a empresa apresenta o Nubira, um modelo maior e oferecido nas versões sedã e perua. Um mês depois, surgiu o sedã grande Leganza.

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Daewoo Espero

No ano de 1998, a Daewoo Motors apresenta o ainda mais famoso Matiz, fruto do conceito Giugiaro Lucciola de 1992. O projeto foi feito para a Fiat como um substituto do envelhecido Cinquecento. A empresa também adquire a SsangYong nesse ano, pois a mesma não tinha condições de se manter depois da crise asiática e foi vendida dois anos depois. Por fim, a década de 90 terminou com o Magnus (que já foi vendido como Chery), um novo sedã feito a partir do Leganza.

O ciclo dos anos 90 terminara bem para a Daewoo, que em pouco mais de três anos renovou a gama de produtos quase que completamente. No ano 2000, surge a minivan Rezzo e as ações da SsangYong são vendidos no seguinte, os modelos Lanos, Nubira e Matiz receberam facelift. Desde 1999, as ações da montadora tinham voltado para as mãos de GM (GM-Daewoo) e em 2002, a divisão de veículos comerciais foi separada e vendida para a Tata Motors em 2004.

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Daewoo Lanos

Após esse período, a Daewoo Motors ficou como mais uma das marcas da GM. Modelos como Tosca (Chevrolet Epica), Winstorm (Chevrolet Captiva), Lacetti (Chevrolet Cruze), o Novo Matiz e o Aveo foram alguns dos produtos originados pela filial sul-coreana.

Em 2011, a GM encerra a marca Daewoo no mercado local após 29 anos de existência. Os desenvolvimentos mais recentes do grupo americano na Ásia têm em grande parte base Daewoo, especialmente o Lacetti anterior ao Cruze (Chevrolet Optra), que deu origem ao Buick Excelle, ainda vendido junto com os “alemães” Excelle XT e GT (Opel Astra) na China.

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Daewoo Rezzo

Exterior

A Daewoo Motors teve boa presença no mercado internacional. Nos anos 90 ela se estabeleceu com fábricas e parcerias no Uzbequistão, Ucrânia, Rússia, Polônia (Daewoo-FSO), Romênia, República Tcheca (Daewoo-Avia) e Egito. No Vietnã, a operação era controlada pela GM-Daewoo e encerrou junto com a matriz em 2011. A última filial administrada pelo Grupo Daewoo terminou em 2012 (Egito).

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Daewoo Nubira

Brasil

A Daewoo chegou nos anos 90 ao Brasil, aproveitando a “abertura dos portos às nações amigas” e vendendo inicialmente os modelos Super Saloon e Prince, bem como o Espero e Tico. Depois chegaram Lanos, Nubira e Leganza.

A importação durou apenas até o começo dos anos 2000. Ainda assim, o legado da marca no Brasil aparece hoje em dia na forma do Chery QQ (similar ao primeiro Matiz) e Chevrolet Cruze. Os demais modelos da GM surgiram após o fim da marca na Coréia do Sul.

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