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Daimler: defesa do diesel vai muito além dos carros da Mercedes-Benz

mb-actros-pcc-1 Daimler: defesa do diesel vai muito além dos carros da Mercedes-Benz

Dieter Zetsche, CEO da Daimler, foi enfático ao afirmar que “ainda vale a pena lutar pelo diesel”. Como se sabe, não só a montadora de Stuttgart enfrenta problemas com a emissão excessiva de NOx e restrições para circulação de carros diesel que podem ser impostas por cidades do país. Volkswagen, BMW, Audi, Porsche e outras também possuem grandes parcelas das vendas de veículos com esse combustível.



A Alemanha está apertando o cerco contra o diesel de forma indireta, forçando atualizações dos carros mais antigos e mesmo de alguns bem recentes, por conta das emissões de óxido de nitrogênio. No entanto, não há dinheiro suficiente para promover uma “modernização” da frota para combustíveis mais limpos. Mesmo no caso dos carros elétricos, o subsídios teriam que seria da ordem de bilhões de euros.

Mas, o diesel é um mal necessário para o mercado alemão. Em algumas regiões do país, as vendas de carros diesel atingem 60%. Restringir a circulação de veículos nessas áreas seria catastrófico para as vendas e naturalmente para as empresas. Então, de um lado ficam as cidades e a redução da poluição, enquanto do outro os fabricantes e os milhares de empregos gerados. No meio disso, o governo alemão tem que “bater e assoprar”.

Proibir o diesel acarretará grandes problemas para os fabricantes germânicos, mas destes, o que mais sairia prejudicado seria a Daimler. No ano passado, a empresa anunciou um megainvestimento de 2,6 bilhões de euros em novos motores diesel para automóveis. Esse ano, gastará mais 220 milhões de euros para atualizar 3 milhões de carros, embora alguns digam que a conta será bem maior.

Assim como as outras marcas, a Mercedes-Benz tem quase que praticamente todos os seus modelos com opções diesel, mas a conta não para apenas nos carros. O grupo possui ainda a divisão Daimler Trucks com cinco marcas, sendo elas as americanas Freightliner e Western Star, a japonesa Fuso, a indiana Bharat-Benz e a própria Mercedes-Benz. No âmbito mais global no caso do diesel, para a Daimler é essencial lutar pelo diesel. Até agora fala-se muito na emissão de NOx para os carros de passeio, mas quando o assunto chegará aos veículos comerciais?

Para a Daimler, o impacto de mudanças no panorama dos combustíveis será enorme. Com estas marcas citadas acima, o grupo teve 36% da faturamento global de 2016 (sem contar as operações financeiras) e teve 29% de seus lucros com estas divisões de veículos comerciais. Todas dependem exclusivamente da tecnologia aplicada aos motores diesel. A Volkswagen, por exemplo, tem sob seu controle Scania e MAN (com a VWCO), mas a representatividade destas não é tão grande no grupo como na Daimler, que assim depende mais desse óleo combustível.

[Fonte: Diário Motor]

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