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Daimler: quase 10% de suas ações agora são da chinesa Geely

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A oferta inicial era para uma aquisição amigável de ações com desconto, mas o fabricante alemão se recusou e indicou o mercado financeiro como o único meio para que o negócio fosse feito, comprando-as de acordo com a cotação na bolsa de valores. Diante da negativa na primeira tentativa, ele não desistiu e buscou a aquisição como indicado e deu certo.


Li Shufu, presidente da Geely, conseguiu o que tanto queria, fazer da sua empresa a maior acionista da Daimler, um gigante europeu que já foi a maior empresa privada da Alemanha. A recente conquista da montadora de Hangzhou, capital da província chinesa de Zhejiang, impressiona. Após várias aquisições importantes, a montadora agora dá mais um passo em direção à posição de principal grupo automotivo da China fora de seu país.

A busca pela internacionalização é a palavra de ordem dentro da Geely e isso culminou com a compra de 9,69% da Daimler, o que significou um investimento de US$ 9 bilhões. Além de obter uma importante participação na empresa germânica, que hoje é uma das companhias que mais investem em tecnologia, Li Shufu estaria construindo uma empresa nos moldes da Volkswagen, de acordo com pessoas próximas.

geely 1 - Daimler: quase 10% de suas ações agora são da chinesa Geely


A ideia é ter diversas empresas ou participações em setores diversos, assim como a montadora de Wolfsburg. Isso, evidentemente, começou ao surpreender o mundo com a compra da Volvo, a renomada fabricante sueca de automóveis, que é conhecida mundialmente por sua segurança e tecnologia. Daí, a Geely partiu para os táxis londrinos com a Manganese Bronze e seguiu para a malaia Proton, cuja participação minoritária garantiu o controle acionário da Lotus, outro alvo de Shufu.

A própria Geely criou a Lynk & Co, uma nova marca aparentada com a Volvo, mas com foco em conectividade e compartilhamento, que já está dando resultados bons na China e que tem pretensão de entrar na Europa e EUA. Até a preparadora Polestar da Suécia, ligada à Volvo, virou marca com foco em esportivos híbridos e elétricos. Como se vê, o grupo chinês está calçando seu caminho com empresas atuando em regiões e segmentos bem distintos.

volvo s90 fabrica 4 - Daimler: quase 10% de suas ações agora são da chinesa Geely

No caso da Daimler, a aquisição não é apenas por prestígio e busca de imagem fora do país. A montadora alemã é uma das que mais investem em tecnologias de eletrificação de carros, condução autônoma e conectividade, apesar da empresa ter a rival BYD como parceria no mercado chinês, voltada para a produção de carros elétricos.

Mesmo que o controle acionário do grupo, que tem a Mercedes-Benz e a AMG sob sua guarda, fosse adquirido por Li Shufu, este ainda teria crédito suficiente para afastar quaisquer temores de uma transferência predatória de tecnologia e engenharia para a marca chinesa, já que isso nunca aconteceu com a Volvo sob seu controle.

É nesse ponto que aquisições da Geely como esta, não assustam o setor automotivo. Com a Daimler, agora o negócio é chegar a um acordo para compartilhamento de baterias, segundo fontes da marca, vitais para que a empresa não perca a corrida pelos carros elétricos e evite punições severas de Pequim.

[Fonte: Folha]

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  • No_Name

    Os chineses chegam como quem não quer nada, vão comendo pelas beiradas e quando os outros se dão conta eles já tomaram conta do pedaço. Fazem isso com tudo. Uma dominação totalmente pacifica. Tonto de quem não vê ou finge que não vê a movimentação deles.

    • Antonio

      E agora, passaram a comprar terras em vários países. Antes eram empresas, mineradoras, bancos e etc.
      Estão comprando fazendas na África, Brasil, Austrália e até na França.

    • Henrique

      É interessante: A Geely conseguiu o que queria da Daimler, mas não conseguiu ficar no Brasil. ao que parece, os corruptos atrapalham tudo no Brasil.

      • Cosi fan Tutti

        E qual interesse da Geely em um mercado como o brasileiro? Eles estão interessado em entrar nos Eua, Europa, pois Africa e Ásia em geral (inclusindo oriente médio) já estão. Os brasileiros acham o mercado local muito importante, mas mundialmente não é. E outra, quem perdeu foi a operação local da Geely, pois a representação não era oficial.

  • Alvarenga

    Agora ferrou, não vai sobrar uma !

  • Handlay P.B.

    Deveras, a Geely está avançando proficuamente no mercado ecumênico. É até louco saber que, doravante, 9,69% da Daimler será dos xing-lings. Conjecturo que, no porvir, os China sobrepujará o orbe suplantando os EUA em assaz áreas.

  • Thiago Maia

    10% (arredondando) das ações

    A Daimler continua do jeito que está e com uma grana a mais, com acionistas chineses interessados em.fortalecer a.marca em.um.mercado que, indiscutivelmente, é é será forte pela população.

    • Zetros1833

      Exatamente isso.

  • Luis Burro

    Como funciona o mercado de ações,a Daimler não pode vetar a compra?E qual ação influencia no controle acionário?

    • Louis

      Creio que não, pois não foi a Daimler quem vendeu, as ações já estavam no mercado nas mãos de outros investidores, pulverizado…Quem é dono da ação que decide se vai vender ou não.

    • zekinha71

      Bolsa de valores, qualquer um vai lá e compra.

    • Renato Duarte

      Pelo que eu entendi,, a Daimler disponibilizou essas ações na bolsa, ou seja,, abriu mercado para participação,, a Chinesa Geely teve o dinheiro e chegou primeiro,, e então até aí tudo certo.

  • Mauro Banqueiro

    Falta pouco para aparecerem chineses com motor v8 bi turbo AMG 🐴🐴🐴🐴🐴

  • Louis

    Os Chineses estão com “sede” de crescimento, se aprimoram e trabalham muito, por isso crescem.
    Enquanto isso, no Bananistão, só existe discursinho de “direito adquirido”… Desde os pobres, até o alto escalão do funcionalismo público, onde por exemplo os juízes vão cruzar os braços para manter o auxílio moradia acima do teto salarial, porque é “direito adquirido”…

    • zekinha71

      Até a hora que o huezil se resumir a um gigante nada, e daí todos terão direitos adquirido sobre o nada.

    • Antonio

      Dizem o seguinte: Brasileiro quer se aposentar sem trabalhar. Americano quer se aposentar após trabalhar. E o chinês não quer se aposentar. Daí a diferença atual.

  • Razzo

    Os chineses vão dominar o mundo.

  • Baralho

    Os chineses perderam a confiança no dólar, a ordem é se desfazer deste papel e comprar ativos mais reais.

    • Antonio

      E a partir do momento em que começarem a se desfazer dos títulos americanos…… Já era.

      • Baralho

        Primeiro o papel moeda, depois os títulos, a China está reforçando suas reservas de ouro, eles tem a intenção de ser uma opção ao dólar como moeda de troca interacional, devagar para não assustar o gigante em queda, eles irão assumir o papel de maior protagonista da economia mundial, e espero, sem necessidade de uma guerra.

        • Antonio

          É isso mesmo. Perfeito o comentário.

          • Baralho

            Valeu!!!!

  • zekinha71

    Mais uma prova que em um futuro próximo todos teremos um carro chinês.

  • Zetros1833

    A Geely também adquiriu 8,2% do capital e 15,6% dos direitos de voto da Volvo AB(Volvo Group).

    • Antonio

      O que dá praticamente no mesmo, visto que o Governo chinês controla (quando não participa) ativamente a vida de empresas e empresários chineses.

      • Zetros1833

        Tem diferença nos detalhes. Nesse caso, quem comprou as ações da Daimler foi a pessoa física, Li Shufu e não a pessoa jurídica Geely. Já no caso da Volvo AB, as ações foram compradas pela pessoa jurídica Geely.

        • Antonio

          Eu sei que há diferenças. Mas, quero enfatizar que a vida empresarial particular é estritamente controlada pelo governo.
          Ou seja, o Li Shufu nunca poderia comprar essa participação sem a aprovação do Governo.
          Não há total liberdade de ação dos empresários. Devem submeter suas ações aos planos gerais do Governo.

          • Zetros1833

            Sim, concordo contigo quanto a isso.

  • Quanto mais global, mais vantagem para a China – que, se não pode usar suas marcas, compra a imagem das outras.

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