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Daimler terá superesportivo elétrico da AMG

Mercedes SLS AMG Electric Drive Nurburgring 1

De acordo com o site L´Argus, o chefe da divisão AMG da Mercedes-Benz Tobias Moers confirmou que a marca terá um superesportivo elétrico baseado em elementos técnicos utilizados no cupê SLS AMG elétrico, apresentado em 2012.

Após a apresentação do primeiro conceito da nova submarca EQ, a Mercedes-Benz agora se volta para uma proposta de alta performance com um bólido plugado da AMG. A Daimler tem expertise na área, já que a AMG trabalha no desenvolvimento do hiperesportivo com a Aston Martin e Red Bull, além das tecnologias híbridas aplicadas na Fórmula 1.

Desde que a AMG decidiu partir para um superesportivo elétrico, o projeto foi evoluindo. Em 2012, o SLS AMG Fuel Cell entregava 533 cv e já em 2014 o SLS AMG Electric Drive oferecia 751 cv. De acordo com Moers, esse caminho é inevitável.

O chefe da AMG diz: “Nós estamos trabalhando em muitos projetos de eletrificação e de hibridização, em paralelo com o do nosso hiperesportivo. Por enquanto, nada está oficialmente registrado, mas se você me perguntar, eu responderia que, mais cedo ou mais tarde haverá um modelo AMG elétrico, porque ele acabará por acontecer.”

Mercedes SLS AMG Electric Drive Nurburgring 2

SLS AMG Electric Drive

Quando apresentado, o SLS AMG Electric Drive surpreendeu pela excelente performance, mantendo até hoje o recorde de tempo para carros de produção no circuito alemão de Nürburgring-Nordschleife: 7m56s. O que chama atenção é que esse feito foi realizado por um carro que já tem seis anos de desenvolvimento.

O Mercedes-Benz SLS AMG Electric Drive ia de 0 a 100 km/h em 3,9 segundos e tinha autonomia de 250 km. Para a época, era o máximo que se conseguia chegar. Mas hoje em dia, a AMG poderá muito bem superar a marca de 500 km de alcance com baterias de lítio mais possantes, tais como as do conceito EQ, visto em Paris recentemente.

Mas não é somente isso, o futuro AMG elétrico deve baixar o tempo de 0 a 100 km/h para algo entre 3,0 e 3,5 segundos. Provavelmente, se as previsões de mercado e se as movimentações político-ambientais continuarem sem alterações, é provável que não apenas um hiperesportivo plugado venha a fazer parte do lineup da AMG, mas pelo menos mais dois ou três com desempenhos mais fracos.

mercedes-generation-eq-1

EQ e o ponto de virada

A previsão de um AMG elétrico e quem sabe até de mais de um superesportivo movido por baterias não é exagerado. A própria Daimler já havia previsto que ocorreria um ponto de virada, uma inflexão no caminho dos automóveis elétricos.

Dieter Zetsche, CEO da Daimler, não sabia dizer ao certo quando ocorreria o momento em que o carro elétrico se tornaria um caminho sem volta em relação ao automóvel com motor a combustão. Em março de 2016, ele esperava por pelo menos dois anos, mas após Paris, a situação mudou radicalmente e a montadora já fala nessa curva ocorrendo no ano que vem.

Para Jürgen Schenk, chefe da divisão de elétricos da Mercedes-Benz, o tal ponto de inflexão tem até mês definido: fevereiro de 2017. Naquele mês, o mercado mundial será 1% abastecido por carros elétricos e isso significará seu estabelecimento definitivo.

Schenk explica que “um por cento é o ponto em que a tecnologia não pode ser interrompida e ela está aqui para ficar”. Na Europa, ele diz que a inflexão não está longe, pois atualmente os elétricos representam 0,4% do mercado continental, mas 1% de participação deve ocorrer já em 2018.

Quando a cota de elétricos atingir 50%, significará que o motor a combustão entrará rapidamente em declínio e desaparecerá por completo após menos de um século de produção do carro elétrico. Isso é uma previsão a nível mundial, diga-se de passagem.

A Daimler quer sua fatia do bolo elétrico e pretende colocar 10 modelos nativos da submarca EQ até 2025, onde contribuirão com entre 15% e 25% das vendas da Mercedes-Benz. No entanto, se o parlamento alemão aprovar a extinção do motor a combustão em carros novos a partir de 2030, a marca terá de subir esse percentual da linha EQ para 100% em apenas cinco anos. Pelo menos no mercado doméstico.

[Fonte: L´Argus/Autocar]







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