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De olho em 2018, importados têm nova queda no mês de novembro

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De olho em 2018, o segmento de carros importados, representados pela Abeifa, viu mais uma vez seus resultados mensais ficarem negativos. Com 2.614 unidades emplacadas, o mercado para veículos das marcas associadas foi 1,4% menor em comparação com 2016. No acumulado do ano, a entidade registra queda de 18,7% em comparação com o ano passado, tendo sido vendidos 26.427 unidades.



Mas, em comparação com outubro, houve alta de apenas 0,1%. Em realidade, os importados da Abeifa emplacaram apenas dois veículos a mais no mês passado. Esse pequeno equilíbrio indica que o recuo deve ser contido neste final de ano, mas as diversas marcas da associação estão mesmo é esperando que 2017 se encerre.

José Luiz Gandini, presidente da Abeifa, analisa o momento: “Felizmente, as vendas mensais se estabilizaram, mas sobre uma base muito fraca. Por isso, a menos de 30 dias do fim do Inovar-Auto, é um alento para o setor de veículos importados vislumbrar a possibilidade de retomar suas vendas, sem os 30 pontos percentuais do IPI e sem a cota-limite de 4.800 unidades/ano. Nossa previsão de fechamento de vendas para 2017 era de 27 mil unidades. Agora, chegaremos a 29 mil unidades, mas ainda muito aquém de nossas reais possibilidades”.

Essa é a expectativa do setor é que o Rota 2030 adiciona uma sobretaxa entre 10% e 15% de IPI para as empresas, mas agora em pé de igualdade com as montadoras. Por conta das exigências do novo programa, Gandini reafirma que não haverá redução de preços, podendo até os custos aumentarem para quem não cumprir as metas do governo. Nesse caso, seja importado ou nacional, uma parte da sobretaxa será imposta, mas de acordo com o que não foi cumprido e não como um todo, tal como ocorre atualmente no Inovar-Auto.

Land-Rover-Discovery-2018-10 De olho em 2018, importados têm nova queda no mês de novembro

Travado no Ministério da Fazenda, o Rota 2030 espera que a pasta libere suas regras para que entrem em vigor no mês que vem. No entanto, divergências com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, por conta da sobretaxa para montadoras e importadores, estão impedindo a aprovação da nova política automotiva, que no momento tem de esperar por outra ação do governo, o acordo de livre comércio com a União Europeia.

Ainda assim, fontes do MDIC dizem que embora haja uma embate entre as duas pastas, elas trabalham juntas na formatação das alíquotas de IPI do Rota 2030. A ideia é que não haja desoneração fiscal e nem que ocorra algum tipo de diferenciação que possa levar à uma nova denúncia na OMC, onde o Brasil já foi condenado pelo Inovar-Auto. O alvo dos dois ministérios seria um equilíbrio entre compromissos das empresas e incentivos fiscais ao setor. O compromisso do governo federal ainda seria aprovar o programa em dezembro.

Enquanto o Rota 2030 está em reparos na oficina ministerial, a Abeifa continua aguardando seu funcionamento correto, mas já sabe que pelo menos as duas principais barreiras que ceifaram as vendas do setor terão no dia 31 de dezembro, sua extinção. Nas vendas em conjunto com suas montadoras, a associação registrou 4.143 unidades emplacadas em novembro e 38.712 unidades no acumulado do ano, mantendo assim um market share de 2,10% e 2,18% no mercado nacional, respectivamente.

As marcas da entidade representaram também 12,45%  do total de veículos importados no mês passado, incluindo aí os que são trazidos pelas montadoras. No ano, o percentual é de 12,36%. Foram 20.994 importados no geral no mês passado e 213.830 desde janeiro.

Nas vendas de nacionais da entidade, que inclui as marcas BMW, Chery, Land Rover, Mini e Suzuki, elas fecharam novembro com queda de 16,4% em comparação com outubro, mas estão em alta de 34,1% em relação à 2016. Foram 1.529 unidades nacionais vendidas e no ano, um total de 16.428 veículos da associação vendidos no país. A alta chega a 51,5%.

 

  • Danillo Barros

    2018 vai ser um ano interessante, tanto politicamente quanto economicamente… Espero que ambos sejam bons…

    • Zé Mundico

      A gente só vai saber em 2019.

      • Cosi fan Tutti

        Se o nove dedos conseguir voltar, pode esperar outro programa “magico Inovar Auto 2.0 ultra power” de protecionismo em 2019 pra atender aos “cumpanheiros”.

        • João Cagnoni

          Se fosse protecionismo, mesmo eu sendo contra, pelo menos funcionaria para a indústria nacional. Infelizmente é pura roubalheira.

          • Cosi fan Tutti

            Qual industria nacional? kkkk

            • João Cagnoni

              Muito boa pergunta rsrs… Me refiro às montadoras que se instalam no país, não temos montadoras 100% nacionais.

              • Cosi fan Tutti

                Ah sim , pra elas continuarem fazendo seus carros inseguros para 3º mundo, e lucrando alto sem concorrencial externa mais moderna e barata ne

                • João Cagnoni

                  Em poucas palavras, sim. Isso favorece os empregos e desenvolvimento do país pois não temos competência para concorrer de igual pra igual no mercado externo.

                  • Cosi fan Tutti

                    Favorece empregos e desenvolvimento? Qual? Se as taxas de desemprego estão batendo recordes, e estamos ha 3 anos em recessão (a pior da nossa história)??? Isso so beneficia um grupo empresarial e alguns funcionarios deles, não se engane. Uma minoria lucra e vive bem sacrificando a maioria, como sempre, anestesiada.

    • João Cagnoni

      Não acredito em qualquer melhora antes do país quebrar de vez. A política não mudou e nem vai mudar.

  • nbj

    Se não abaixarem os preços o cenário não mudará.

    • leandro

      Que dúvida cruel… Abaixar os preços ou aumentar a margem??

      • Deadlock

        Dúvida que só existe para quem não tem fábrica no Brasil. Os importadores que têm fábrica no Brasil devem manter os preços, porque os produzidos por aqui já estão caros e eles não podem ter um portfólio incoerente.

    • Deadlock

      Vão ter que desovar o estoque comprado com o super-IPI antes de pensarem em abaixar os preços, se é que vai acontecer isso.

  • tjbuenf

    “Por conta das exigências do novo programa, Gandini reafirma que não haverá redução de preços, podendo até os custos aumentarem para quem não cumprir as metas do governo.”

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