
A Toyota está acelerando a reconstrução da fábrica de motores em Porto Feliz, no interior de São Paulo, destruída parcialmente por um vendaval que assolou a região em 22 de setembro de 2025.
De lá para cá, a montadora japonesa enfrentou dificuldades no fornecimento de motores para seus carros produzidos em Sorocaba e Indaiatuba, próximas da instalação afetada.
Com apoio de outras plantas da Toyota pelo mundo, a filial brasileira agora se concentra em reiniciar a fabricação de motores na unidade e para isso, mantém o fornecimento de propulsores em parte via importação.
Em Porto Feliz, segundo Evandro Maggio, presidente da Toyota no Brasil, a antiga fábrica teve de ser demolida e agora a empresa se prepara para erguer uma instalação completamente nova.
As obras da nova planta de motores já foram iniciadas e o complexo contará com áreas de fundição, usinagem e montagem.
Para dar conta da demanda local, ainda mais às vésperas da chegada do Yaris Cross ao mercado, a Toyota teve que alugar um galpão próximo para montar os motores do SUV compacto de modo provisório.
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Dessa forma, o Yaris Cross consegue chegar ao mercado com propulsores nacionalizados, ainda que contendo componentes da Indonésia e Japão, enquanto o Corolla e o Corolla Cross recebem seus motores do exterior.
Com previsão de reiniciar a produção de motores em sua nova fábrica de Porto Feliz, a Toyota só deve voltar a fazer motores por completo na instalação a partir de 2028, mas Maggio estima que algumas operações poderão ser antecipadas.
Já em relação ao pessoal de Porto Feliz, Maggio explica: “A Toyota não fez nenhuma rescisão de contrato em Porto Feliz. Nós realocamos as pessoas.”
Com isso, a Toyota alocou parte do pessoal no galpão alugado para montagem de motores, enquanto a outra parte foi para o processo fabril de Sorocaba.
Todas as três fábricas da Toyota na região são próximas e formam um triângulo com poucos minutos de viagem entre elas.
Do trio fabril, a Toyota está desligando Indaiatuba, onde fazia o Corolla, que passará para Sorocaba em uma planta maior, mais nova e sofisticada.
Maggio explica que a antiga continuará com parte dos equipamentos: “O que transferiremos são dispositivos, moldes e ferramentas. A linha de montagem em si será outra, nova”.
[Fonte: AutoData]
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