
Uma queda superior a 50% nas ações colocou a Lucid Group no centro do mercado, levando a fabricante de EVs a rebater informações sobre seu futuro financeiro.
A empresa classificou como “completamente falsa” uma publicação que apontava a possível retirada de suas ações do mercado ou um pedido de proteção pelo Chapter 11.
Segundo a Lucid, a liquidez disponível é suficiente para manter as operações por boa parte do próximo ano, reduzindo a pressão imediata sobre seu caixa.
A companhia também negou ter criado um comitê especial do conselho para avaliar as duas alternativas citadas pela publicação do blog Eletric-Vehicles.
Contratada para apoiar melhorias operacionais, a consultoria AlixPartners estaria concentrada na execução e no funcionamento da empresa, sem recomendar um processo pelo Chapter 11.

O blog havia informado que a AlixPartners apresentaria suas conclusões ao conselho da Lucid antes da próxima reunião prevista pela administração da fabricante.
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Entre os cenários supostamente avaliados estavam o fechamento de capital e a busca por proteção sob o Chapter 11, embora nenhuma decisão tivesse sido tomada.
A AlixPartners não respondeu imediatamente ao pedido de posicionamento enviado pela Reuters sobre as informações divulgadas e a descrição de seu trabalho na Lucid.
Negociações dos papéis foram interrompidas várias vezes depois das 13h, no horário da costa leste dos Estados Unidos, diante da forte oscilação registrada.
A cotação recuou até 57% durante a tarde, chegando a US$ 2,37 (R$ 13), antes de recuperar parte das perdas acumuladas.

Por volta das 14h45, também no horário da costa leste, as ações ainda apresentavam baixa aproximada de 13% na sessão.
Caso o recuo superior a 50% fosse mantido até o fechamento, ele representaria a maior queda diária da Lucid desde sua estreia no mercado.
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Os papéis já perderam cerca de 99% do valor desde a abertura de capital, ocorrida há quase cinco anos, refletindo dificuldades prolongadas para alcançar lucro.
A nova tensão aparece durante uma ampla reorganização conduzida pelo CEO Silvio Napoli, que assumiu o comando da Lucid em junho.
A fabricante anunciou no mês passado a redução de aproximadamente 18% de sua equipe nos Estados Unidos para cortar custos e aprimorar a execução.
O plano também eliminou o cargo de diretor de operações e simplificou a estrutura de liderança, concentrando responsabilidades entre menos áreas executivas.
Mudanças adicionais incluíram a escolha de Alexander De Bock como diretor financeiro e a nomeação de novos responsáveis por tecnologia, clientes, transformação e operações digitais.
A Lucid havia suspendido em maio sua projeção de fabricar entre 25.000 e 27.000 veículos durante o ano, após dificuldades relacionadas a fornecedores.
Esses entraves afetaram as entregas do SUV Gravity, levando a companhia a prometer uma estimativa atualizada depois da análise estratégica comandada por Napoli.
Mesmo contando com bilhões de dólares aportados pelo Public Investment Fund da Arábia Saudita, a Lucid continua enfrentando demanda limitada e consumo persistente de caixa.
Rodadas repetidas de captação também ampliaram as dúvidas dos investidores sobre a velocidade necessária para elevar a produção e aproximar a operação da rentabilidade.
A resposta pública da empresa tenta separar o trabalho da AlixPartners de qualquer preparação para o Chapter 11, reforçando que o foco atual permanece operacional.
