
O Macan a combustão chega ao fim de sua geração atual, com a última unidade programada para sair de Leipzig no fim de julho.
A informação apareceu de forma discreta durante a divulgação dos resultados de vendas da Porsche no primeiro semestre deste ano.
A decisão chama atenção porque o SUV tradicional ainda vende mais do que o Macan Electric em escala global.
Entre janeiro e junho, a Porsche entregou 35.315 unidades do Macan no mundo, somando versões a combustão e elétricas.
Desse total, 19.695 unidades foram de modelos a combustão, enquanto o Macan Electric respondeu por 15.620 veículos vendidos.

Mesmo assim, as vendas totais do Macan caíram 22% na comparação com o mesmo período do ano passado.
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A Porsche atribui o resultado a um ano de 2025 especialmente forte, à ausência de incentivos tributários para elétricos e híbridos nos EUA e ao avanço mais lento da eletromobilidade.
O plano original previa que o Macan Electric assumisse completamente o espaço do modelo a gasolina, mas a demanda persistente mudou o roteiro.
Por isso, a marca manteve as duas opções em oferta por um período maior, permitindo que clientes escolhessem entre combustível tradicional e recarga elétrica.
Essa convivência, porém, termina agora para a geração atual, sem que a Porsche tenha um substituto direto pronto para ocupar a vaga.

Um novo SUV com motor a combustão e opção híbrida já foi aprovado, mas só deve chegar em 2028, no mínimo.
O projeto usará a plataforma do Audi Q5, e protótipos de desenvolvimento já aparecem em testes associados à próxima geração desse produto.
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A troca também mexe com a identidade da linha, já que o nome Macan passa a ficar reservado apenas ao EV.
O futuro modelo a gasolina deverá adotar outra denominação, criando uma separação mais clara entre a família elétrica e a nova alternativa híbrida.
Até lá, as concessionárias terão de trabalhar com estoques remanescentes do Macan a combustão, o Macan Electric e outros modelos disponíveis nas lojas.

O contexto comercial torna essa transição ainda mais delicada, já que as entregas totais da Porsche recuaram 16% neste ano.
A marca passou de 146.391 unidades para 112.306 veículos entregues, mostrando uma retração relevante em sua operação global.
A China concentra a queda mais expressiva, com vendas recuando 32%, de 21.302 para 14.501 unidades no período.
Na América do Norte, o recuo também aparece nos números, com baixa de 13% e volume total de 37.712 unidades.
O desempenho de outros modelos reforça a pressão sobre a Porsche, mesmo com a ampliação de sua estratégia elétrica.
O Cayenne caiu 9%, para 38.141 unidades, apesar do início das entregas da versão totalmente elétrica.
O Panamera teve queda de 38%, para 9.308 unidades, enquanto o Taycan recuou 25% nos seis primeiros meses.
A situação do Macan Electric também ganhou atenção após um Macan Turbo Electric perder mais de US$ 33.000 (R$ 169.100) em valor com apenas 1.500 milhas.
O único destaque positivo relevante no período é o 911, que cresceu 19% e alcançou 30.534 unidades vendidas.
Para a Porsche, encerrar o Macan a combustão agora significa apostar no longo prazo dos EVs enquanto parte dos compradores ainda pede uma resposta mais tradicional.
