
Dezoito por cento da equipe nos Estados Unidos viraram o novo alvo da Lucid, que tenta ajustar custos diante de uma procura instável por seus EVs.
A Lucid Group Inc. informou em documento regulatório na segunda-feira que a medida atinge empregados em tempo integral, contratados e trabalhadores horistas de produção.
A empresa estima encargos em dinheiro de US$ 32 milhões (R$ 164,8 milhões) ligados à redução do quadro nos Estados Unidos.
A economia anual esperada daqui para frente é de US$ 158 milhões (R$ 813,8 milhões), segundo os números apresentados pela própria companhia.
Essa é ao menos a segunda redução de equipe anunciada pela Lucid neste ano, ampliando a pressão interna sobre sua estrutura de custos.

Em fevereiro, a fabricante já havia cortado 12% do quadro global para simplificar a organização e elevar a eficiência operacional.
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Na ocasião, a Lucid afirmou que preservaria os trabalhadores de produção de sua unidade no Arizona, ponto central de sua operação industrial.
A empresa tinha cerca de 9.000 trabalhadores em 31 de dezembro, o que indica impacto combinado próximo de 2.500 pessoas nas duas rodadas.
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O mercado reagiu de forma negativa, e as ações recuaram 3,5% às 10h49 de segunda-feira em Nova York.
Antes disso, os papéis da Lucid já acumulavam queda de 49% no ano até o fechamento da quinta-feira anterior.

A fabricante produz o sedã de luxo Air e o SUV Gravity, dois modelos que sustentam sua presença no segmento premium de EVs.
Apesar da proposta sofisticada, a companhia enfrenta desafios de produção, cadeia de suprimentos instável e custos mais altos em meio a tarifas.
Mudanças regulatórias também pressionaram as vendas, criando um ambiente menos favorável para uma marca ainda em busca de escala consistente.
No mês passado, a Lucid suspendeu sua previsão de produção para o ano inteiro, enquanto o novo CEO Silvio Napoli iniciou uma revisão operacional.
A nova rodada anunciada na segunda-feira faz parte de um plano para colocar a empresa em rota de lucratividade e geração positiva de caixa.
A estratégia inclui simplificar a estrutura organizacional, otimizar despesas operacionais e alinhar os planos de produção à demanda esperada.
Entre as medidas está o fim do segundo turno na fábrica do Arizona, criado no fim do ano passado para acelerar o volume.
A decisão mostra que a Lucid agora prefere calibrar a produção com mais cautela, mesmo após investir para ampliar o ritmo de montagem.
O plano também levou ao fim do cargo de diretor de operações, eliminando uma função executiva relevante dentro da companhia.
Marc Winterhoff, que ocupava o posto de COO e havia sido CEO interino, deixou a Lucid, informou a empresa.
A reorganização ocorre em um momento decisivo, no qual a marca precisa equilibrar ambição tecnológica, controle financeiro e demanda real por seus EVs.
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