Diante de uma forte queda nas vendas mundiais, a Toyota coloca toda a culpa na gasolina que está cara demais

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A pressão sobre a maior fabricante de veículos do mundo ficou mais evidente em maio, com a China puxando para baixo os números globais.

A Toyota informou que suas vendas mundiais, incluindo a marca Lexus, recuaram 7,2% ante maio do ano anterior, para 834.279 unidades.

Foi o quarto mês consecutivo em que a empresa registrou desempenho global inferior ao visto no mesmo período do ano passado.

A demanda permaneceu estável em mercados importantes como América do Norte, Europa e Japão, mas a China voltou a pesar no resultado final.

A montadora atribuiu parte do desempenho chinês aos preços mais altos da gasolina e ao ambiente competitivo cada vez mais difícil.

toyota bz3x (1)
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Na América do Norte, a Toyota vendeu 280.539 veículos, praticamente o mesmo volume de maio de 2025, com variação negativa de 0,1%.

Nos Estados Unidos, as vendas somaram 238.800 unidades, baixa de 0,6%, apesar da transição para a nova geração do RAV4.

A marca destacou que híbridos e EVs tiveram procura maior, ajudando a compensar parte da pressão sobre outros produtos.

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A alta da gasolina e a briga com EVs explicam a queda das vendas da Toyota na China?

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Na Europa, o cenário também foi relativamente estável, com 99.597 veículos vendidos no mês passado, 0,3% abaixo de maio de 2025.

A situação mais sensível apareceu na China, um dos maiores e mais estratégicos mercados globais da Toyota.

Por lá, as vendas de maio caíram 31,7%, para 102.299 unidades, em meio à pressão de rivais locais e custos de uso.

Segundo a empresa, o ambiente desafiador inclui alta da gasolina e levou a uma redução anual nas vendas.

Entre janeiro e maio de 2026, a Toyota vendeu 579.419 veículos na China, 15% abaixo do volume do mesmo período anterior.

A contradição é que novos EVs de joint venture, como o bZ3X, vêm encontrando boa recepção entre consumidores chineses.

O SUV elétrico Toyota bZ3X parte de cerca de US$ 15.000 (R$ 77.600) e virou referência recente entre modelos de parceria internacional.

Em abril, ele foi o EV de joint venture mais vendido da China, mantendo a liderança pelo sétimo mês consecutivo.

A Toyota também vende no país modelos elétricos como o sedã bZ3, o SUV bZ3X e o sedã topo de linha bZ7.

Esses produtos são competitivos, mas dependem fortemente de fornecedores chineses, incluindo a BYD, para componentes e tecnologias importantes.

Ao mesmo tempo, os veículos a combustão da Toyota perdem espaço não apenas pela gasolina mais cara, mas pela migração a EVs mais eficientes.

A mudança não se limita à China, já que o bZ atualizado também ganhou tração nos Estados Unidos.

O SUV elétrico, ainda vendido globalmente como bZ4X, foi o terceiro EV mais popular dos EUA no primeiro trimestre.

Como a Toyota não divulga mensalmente vendas por modelo nos Estados Unidos, os números do segundo trimestre ainda serão decisivos.

A linha elétrica da marca agora inclui três SUVs, entre eles o C-HR, também chamado C-HR+, e o bZ Woodland, conhecido como bZ4X Touring.

Ainda este ano, a empresa pretende acrescentar os SUVs elétricos de três fileiras Highlander BEV e Lexus TZ.

Mesmo assim, a Toyota mantém sua estratégia de múltiplos caminhos, com EVs, híbridos HEV, híbridos plug-in PHEV e motores a combustão.

A abordagem ainda pode funcionar em alguns mercados, mas a China mostra sinais claros de desgaste nessa combinação.

Outra frente de atenção é o Sudeste Asiático, onde a Toyota também começa a perder participação em uma disputa regional estratégica.

A BYD segue caminho mais direto, concentrada em híbridos plug-in e EVs, estratégia que ajudou a empresa a virar a sexta maior montadora global no ano passado.

Wang Chuanfu, CEO da BYD, afirmou neste mês que a companhia pode realmente se tornar a maior montadora do mundo em escala nos próximos cinco anos.

A pergunta que fica é se a Toyota conseguirá defender sua liderança global enquanto rivais chinesas avançam com preço, bateria, software e velocidade industrial.

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