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Diesel: custos com emissão devem elevar preço e compactos serão impraticáveis

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Mais vozes se levantam em alerta sobre a situação difícil que enfrentará o segmento de carros diesel na Europa nos próximos anos. Por conta da pressão ambiental sobre os propulsores movidos por óleo combustível, os fabricantes começam a considerar o aumento considerável dos custos, o que deve reduzir a oferta de automóveis com esse combustível no continente.

Herbert Diess, CEO da Volkswagen, alerta que os custos para que motores diesel atendam as normas de emissão de CO2 e NOx, em especial, deverão chegar a média de € 2.000 por carro. Esse acréscimo deve impactar diretamente na venda de carros compactos, tais como Polo, Fabia, Ibiza, Fiesta, Clio, Tipo, entre outros. O chefão da VW acredita que os clientes desse segmento não estão dispostos a pagar ainda mais para usar o diesel.

Para a Nissan, haverá um reequilíbrio nas ofertas de carros na Europa, onde mais opções a gasolina e híbridos estarão disponíveis para esse segmento. Com o atual crescimento da autonomia dos carros elétricos europeus, agora entre 400 e 500 km, especialmente no segmento de compactos, pode fazer muita gente migrar dos “queimadores de óleo” para veículo plugados.

Ainda assim, o diesel não vai perder muito, pois carros e utilitários esportivos de maior porte, além de veículos comerciais leves, médios e pesados, continuarão rentáveis com o combustível. Para a Nissan, o diesel ainda é uma opção viável em termos de consumo e emissão de CO2 para estes tipos de veículos, além de prover uma grande autonomia, o que os elétricos ainda não conseguem fazer.

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Dieselgate

Com o advento do Dieselgate, a pressão sobre os motores diesel cresceu enormemente nos dois lados do Atlântico. Na Europa, uma caça às bruxas foi iniciada por alguns países e os resultados não foram nada bons. Houve até mesmo certa “proteção” do estado, onde havia conflito de interesses.

Mas, sabe-se que mesmo modelos ditos com Euro 6 não estão isentos de emissão de óxido de azoto além de limite. O frio é o motivo alegado para a tal “janela térmica”, que permite a proteção do motor em climas com baixas temperaturas, desligando-se o controle de emissão de poluentes. Alguns estão funcionando por mais tempo que o estipulado por lei.

Outras questões relacionadas com o assunto, tais como o padrão de homologação desatualizado, omissão de autoridades, além é claro, de uma política voltada para o diesel – que não levou em consideração a emissão excessiva de óxido de nitrogênio – tornam a situação atual bastante peculiar.

O diesel é o principal combustível em muitos mercados da Europa. A BMW diz que sua oferta em alguns estados chega a 90% de modelos movidos por óleo. Mas, a empresa garante que qualquer mudança no cenário europeu, pode alterar suas ofertas para gasolina muito facilmente.

Agora, fabricantes e agências ambientais começam a rever seus programas de homologação para que o NOx seja contido. Alguns até estão trabalhando com instituições independentes para que estes avaliem seus carros na vida real, durante a condução do dia a dia, onde geralmente a emissão de óxido de nitrogênio acaba por ser detectada.

[Fonte: Auto News]







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