Direto do Japão Toyota Veículos Comerciais

Direto do Japão: Avaliação do Toyota Hiace Van

Toyota-Hiace-1 Direto do Japão: Avaliação do Toyota Hiace Van

No Brasil, quem é japonês ou descendente dele certamente já teve (ou tem) uma Kombi na garagem de casa. Até hoje a velha anciã faz parte da vida de muitas destas pessoas, ajudando a faturar o seu ganha-pão nas feiras, mercearias, tinturarias e vários outros negócios em que o nipônico ficou conhecido no país.



E não é à toa que o utilitário é relacionado com o japonês nas piadas (quem nunca escutou o famoso “Fujiro Nakombi”?) ou na fisionomia (aquele “japa” tem “cara de Kombi”), estes são alguns exemplos que confirmam o quanto que a perua da VW está enraizada na cultura japonesa em terras brasileiras.

Esta mesma consideração por um utilitário também pode ser vista no Japão com as vans de carga, ou “one-box van”, como elas são chamadas por aqui. Com vários modelos disponíveis (desde kei-cars até os derivados de caminhões leves), estes veículos trabalhadores fazem de praticamente de tudo – transportam passageiros e cargas, prestam serviços públicos, viram negócios próprios, se transformam em motorhomes, enfim, existe uma infinidade de usos em que as “Kombis” dos japoneses podem ser aplicadas.

Tanto é que para o trabalho e lazer elas praticamente substituem as picapes por aqui, que são vistas em bem menor quantidade e a maioria são vindas dos EUA trazidas por importadores independentes – a última picape comercializada oficialmente foi a Mitsubishi Triton, que parou de ser importada da Tailândia no mês passado.

Os kei trucks (350 kg de capacidade de carga) e os caminhões de pequeno porte (light trucks – 750/1000 kg de capacidade) também fazem o mesmo serviço das caminhonetes a um custo muito menor.

Toyota-Hiace-5 Direto do Japão: Avaliação do Toyota Hiace Van

Além dos preços desses carros serem mais baixos, as vans e os light trucks tem a vantagem de terem o imposto anual e a inspeção obrigatória bem mais em conta, porém com validade menor – 2 anos após o primeiro registro (0 km) e depois disso a vistoria é feita anualmente (nos carros de passeio são 3 anos quando novo e após esse período, inspeção de 2 em 2 anos).

Disparado a van preferida dos usuários deste tipo de veículo, A Toyota Hiace vem há 44 anos cultivando uma clientela fiel que vai desde famílias numerosas (de grosso modo, foi ela quem preparou o terreno para as tão apreciadas minivans no mercado interno), autônomos, orgãos públicos, empresas de todo o porte, praticantes de esportes de todo o tipo e pessoas que apreciam bastante o modelo e fazem questão de ter um, mesmo que não carregue nada – para estes consumidores existe uma variedade imensa de acessórios para personalizá-la.

Mantendo o simples formato monovolume mas com linhas modernizadas pelos traços retos, a 5ª geração (200 series) lançada em 2004 conseguiu ampliar ainda mais o sucesso da van, cujo modelo anterior (100 series – 1989-2004) foi o mais vendido em sua história, inclusive com versões inusitadas – como uma versão ambulância com motor 4.0 V8 do Lexus LS400 (com potência reduzida para 220 cv).

A nova carroceria também apresenta duas variações de largura, a narrow body (1,70m) e a wide body (1,88m) que combinadas com as opções de altura, comprimento, número de ocupantes e de portas, fazem o utilitário ter dezenas de configurações diferentes, para atender melhor a cada necessidade.

O interior repete a simplicidade externa. Com um desenho limpo, o painel feito em plástico rígido (mesmo material do forro das portas) tem remate em duas cores, dando um pouco de vida ao conjunto e a alavanca de transmissão no centro do conjunto facilita a desconfortável acomodação do 3º passageiro.

Toyota-Hiace-10 Direto do Japão: Avaliação do Toyota Hiace Van

Os parcos instrumentos tem fácil leitura, boa iluminação e o volante tem tamanho e pega adequados. Apesar do modesto acabamento, a qualidade da montagem do conjunto surpreende, pois o veículo avaliado estava com 96.000 km e apesar de bastante riscados por causa do uso, painel e portas não emitiam nenhum tipo de barulho e tampouco os tecidos dos bancos apresentavam deformações.

O banco do motorista é anatômico e não cansa o corpo mesmo em longos trajetos, o carona também tem o mesmo conforto mas quem senta no posto central sofre com a altura do assento e pode bater a cabeça no teto dependendo da sua estatura, além disso o encosto não tem regulagem e o cinto de segurança é do tipo sub-abdominal. Por ser usado ocasionalmente, o local tem mais serventia como console central, onde além de porta-copos e objetos, pode se transformar em uma pequena e prática mesa.

Da cabine para trás, é dada total prioridade para as cargas pois quase não há acabamentos (teto, laterais e chão possuem revestimentos bem rústicos) e o banco traseiro é baixo, bastante incômodo e não possui os cintos de segurança (são opcionais, as vans de carga tem essa brecha na sua legislação) – pois foi feito para uso apenas emergencial e ocupar o mínimo de espaço quando em desuso.

É preciso segurar com firmeza na alça de apoio interna (ou o conhecido PQP) e literalmente escalar a van para ter acesso ao interior, afinal são mais de 30 cm do chão até o primeiro degrau, depois mais um de quase 20 cm e pronto!

Depois deste pequeno exercício de alpinismo, senta-se em uma altura igual a de um caminhão leve e a visibilidade fica bastante favorecida. Os principais comandos estão à mão e são fáceis de ser operados – inclusive o freio de estacionamento é de acionamento praticamente igual ao da Kombi.

Toyota-Hiace-30 Direto do Japão: Avaliação do Toyota Hiace Van

Ao volante, pode se dizer que a Hiace é um carro agradável de conduzir (devido a posição alta), mas alguns detalhes não te deixam esquecer que está num legítimo carro de carga. Como o motorista fica em cima do eixo dianteiro, as irregularidades do terreno não são bem fitradas pela suspensão (double wishbone com barras de torção), deixando passar alguns solavancos para os ocupantes.

E na parte traseira (eixo rígido com molas semi elípticas), o carro “pula” um pouco quando sem carga – mesmo problema das picapes (no mercado paralelo há inúmeras opções para melhorar o conforto, desde molas e amortecedores mais macios e até suspensões a ar).

Contudo, a resistência dos componentes de suspensão (mesmo com quilometragem elevada o veículo se comportava como novo, pois o sistema ainda estava sólido e sem barulhos) e a direção leve e com bom diâmetro de giro deixam o carro com uma notável dirigibilidade.

Sua estabilidade é boa para um carro com o centro de gravidade alto – é firme, passa segurança e apesar do formato da carroceria, não sofre muito com ventos laterais. Mas obviamente, não é como um automóvel comum e convém não exagerar nas curvas.

O motor do modelo avaliado é uma versão reduzida do motor da Hilux à gasolina vendida no Brasil (há também disponíveis o motor 2.7 – 151 cv e 24.6 kgfm, destinado ao Hiace wide body e o 3.0 diesel turbo, com 144 cv e 30.6 kgfm – este aplicado em todas as carrocerias).

Toyota-Hiace-23-554x740 Direto do Japão: Avaliação do Toyota Hiace Van

Com 2.0 litros, 133 cv e relações curtas no câmbio, o propulsor garante uma boa agilidade para o uso na cidade e é relativamente silencioso em baixas rotações. Entretanto, na estrada a falta de torque e a demora para o mesmo ser entregue (18,6 kgfm a 4.000 rpm) fica evidente nas subidas, onde a transmissão automática de 4 marchas frequentemente engata uma marcha inferior, aumentando bastante o nível de ruído e o desconforto (sem carga a van vira uma câmara acústica devido aos poucos revestimentos internos).

Com uma aerodinâmica “de parede” e consideravelmente pesada (1.650 kg), não é de se esperar um desempenho espetacular, mas ainda assim é adequado ao uso que se propõe – 155 km/h de máxima e 0 a 100 km/h em 14 segundos (para efeito de comparação, o modelo com motor 3.0 diesel turbo faz 180 km/h e 12s respectivamente, devido ao diferencial mais longo e o torque bem maior e que chega mais rápido, aos 1.200 rpm).

Da mesma forma, o consumo médio durante a avaliação (400 km rodados) foi de esperados 8 km/l, um número não muito distante do informado pela fábrica – 9,6 km/l. Com diesel atinge os 11,4 km/l (números com transmissão automática).

Embora a versão avaliada (DX) seja a básica e bastante despojada, há uma variação mais bem acabada e com diversos itens de conforto, a Super GL, direcionada ao lazer. Neste modelo a van ganha para-choques pintados na cor da carroceria, itens com acabamento cromado na parte externa (grade, maçanetas, capa dos retrovisores, emblemas e régua da placa traseira), faróis de neblina, vidros escurecidos, interior totalmente revestido (acarpetado e com um tecido de melhor qualidade nos bancos), trio elétrico, um banco traseiro decente, asssentos dianteiros separados por um grande console e painel de instrumentos com tacômetro e iluminação optitron.

Toyota-Hiace-26 Direto do Japão: Avaliação do Toyota Hiace Van

No facelift que a linha recebeu em 2010 (apenas farois, grade e para-choque dianteiro levemente modificados), esta variante recebeu ar condicionado automático e com display digital (duplo, com saídas para os ocupantes de trás) e a opção dos faróis com luz Xenon.

Já a DX vem apenas com o essencial: Ar condicionado frontal, direção hidráulica, ABS e airbag para o motorista. Conjunto elétrico, duplo ar, aquecedor para a parte de trás da cabine, imobilizador do motor e quase todos os detalhes estéticos externos da Super GL são oferecidos como opcionais.

E para ambas as versões o airbag do passageiro, diferencial traseiro com diferencial autoblcante (apenas 4WD), rodas de liga leve, sensores de estacionamento, tomada 12V, som e GPS com câmera para manobras de ré são adquiridos à parte. A feia janela lateral da porta corrediça (parece uma janela residencial enxertada) pode ser trocada por um vidro inteiriço – com ele o visual externo melhora consideravelmente.

Como já escrito antes, com dezenas de variações desde os modelos “van” (carga) até os “wagon” (passageiros – este modelo até merecia um texto a parte, pois foi desta linhagem que surgiram as elogiadas minivans da marca), seus preços também variam muito, indo de ¥ 1.860.000 (R$ 43.880,00) a até ¥ 3.507.000 (R$ 82.730,00).

É vendida também com o nome de Regius Ace pela rede de concessionárias Netz (no Japão a marca tem 4 redes de revendedores e cada uma tem a sua própria linha de veículos), e tem como rival a eterna concorrente Nissan Caravan, que tem o mesmo conceito, mas vende 2 vezes menos.

Toyota-Hiace-34 Direto do Japão: Avaliação do Toyota Hiace Van

Incansáveis batalhadoras, tanto a van japonesa quanto a brasileira curiosamente foram criadas no mesmo ano (1967 – quando foi lançada na Alemanha a T-2, Kombi de 2ª geração equivalente ao modelo atual vendido no Brasil).

No entanto, enquanto uma está em evolução constante (ainda que lenta, pois estas linhas da carroceria ainda vão perdurar por um bom tempo), a outra literalmente parou no tempo – e há rumores de que vai continuar com o desenho inalterado (!) mesmo depois da adoção do airbag e ABS obrigatórios, previstos para 2014.

Um outro detalhe curioso é que ambas são adoradas pelos “amigos do alheio”, sendo um dos carros mais roubados de cada país. Enquanto as Hiace roubadas são enviadas para fora do Japão (é um carro com bastante procura na África e no oriente médio), a perua da VW abastece o mercado negro de peças usadas.

Assim como a “colega” brasileira, a Hiace é uma operária “pau pra toda obra” que ajuda a construir a nação (ou reconstruir, ainda mais agora com as recentes tragédias ocorridas por aqui) e a transportar a economia do arquipélago, seja numa obra, numa fábrica ou no comércio da esquina, sempre há uma robusta unidade disposta a trabalhar sem reclamar, sendo constantemente fiel ao seu dono.

E você, acha que a van da Toyota repetiria o mesmo sucesso da Hilux no Brasil? Seria um bom concorrente para roubar as vendas da veterana Kombi e competir com as vans das marcas europeias?

PS: Claro que estas questões teriam mais fundamento antes do aumento do IPI, mas bem que este utilitário poderia ser fabricado na Argentina, como a picape.

Ficha técnica – Toyota Hiace Van DX 2.0 gasolina 2WD

Quilometragem do carro avaliado: 96.050 km

Dimensões e capacidades:

carroceria: Van de carga monovolume/4 portas/3 (6) passageiros

comprimento/largura/altura: 4,70/1,70/1,98m (interno – área útil de carga: 3,00/1,55/1,34m)

entre-eixos: 2,57m

peso: 1.650 kg (relação peso/potência: 12,04 kg/cv)

tanque de combustível: 70 litros, gasolina comum

velocidade máxima: 155 km/h

aceleração de 0 a 100 km/h: 14 seg.

consumo médio: 9,6 km/l (norma JC08)

Motor:

tipo 1TR-FE, 1998 cm³, dianteiro, longitudinal, 4 cilindros, DOHC 16V com VVT-i

diâmetro e curso: 86,0 x 86,0 mm

taxa de compressão: 9.8

potência: 133 cv a 5.600 rpm (potência específica: 66.5 cv/litro)

torque: 18.6 kgfm a 4.000 rpm

Transmissão:

automática de 4 marchas, tração traseira.

relações de marcha: frente: 1ª: 2.826, 2ª: 1.493, 3ª: 1.000, 4ª: 0.730/ ré: 2.703/ diferencial: 5.125

Direção:

tipo pinhão e cremalheira com assistência hidráulica, 5,0m de diâmetro de curva

Suspensões:

double wishbone com barras de torção (D), eixo rígido com molas semi-elípticas (T)

Freios:

disco ventilado (D), tambor (T)

Rodas e pneus:

aço estampado 6Jx15 com calotas, 195/80R15 107/105 L LT

Tabela de preços:

a partir de ¥ 1.860.000 (R$ 43.880,00) até ¥ 3.507.000 (R$ 82.730,00)

preço da versão avaliada: ¥ 2.026.000 (R$ 47.795,00)

Por João Paulo Vizioli

4.0

  • MBK

    Modelo muito interessante para seu propósito, contando até com câmbio automático! Mas eu achei o preço meio salgado pro mercado nipônico (mas mais barato que nossa kombi).

    Acho interessante que praticamente todos os modelos que vendem por lá tem a opção de tela multimídia. Parecem ser muito populares.

    • rafthehay

      É notável a presença de câmbio automático, muitos carros no Japão possuem tal item (talvez o João Paulo possa trazer uns números mais concretos aí)

      • João Paulo Vizioli

        97% dos carros vendidos aqui são automáticos.

        • FaustoMoraes

          Eu tenho 18 anos, mas não tenho carteira ainda, mas já digiri um carro automático, um Corolla, e dirigi um manual, um Classic, e achei o manual um milhão de vezes melhor… O que me deixa curioso, por que eles gostam tanto de carros automáticos?

          • Julio_F

            Pelo visto você não dirigiu no trânsito real ainda.
            E, mesmo em uma viagem longa, o conforto do câmbio automático é infinitamente superior.
            Cambio manual é para performance, não combina com o dia a dia.

          • rafthehay

            Fausto, o carro automático é muito bom em trânsito de cidade congestionada, pois acredite, quando você começar a pegar muito engarrafamento ficar colocando e tirando da 1ª marcha será um pouco maçante :] Também curto carros manuais, a sensação de ter esse controle no carro é ótima, mas sei que pra muitos é um trabalho a mais e, podendo ser evitado, porque não evitá-lo?

          • jnasser

            Você dirigiu um Corolla automático e um Classic manual e preferiu o manual !?!?!? o.0

            • zeze

              Tem gente que gosta de morar em cavernas, não aceita o mundo moderno.

        • MeekeeB

          Aqui 97% são manuais… hahaha

          • FaustoMoraes

            Talvez quando eu pegar trânsito de verdade, eu mude de opinião… valeu pelo replay.

  • HenriqueAzevedo

    Pelo menos o acabamento, exceto o painel, na Van branca é semelhante à Kombi.

    JPV, parabéns pela avaliação e mais um post no N.A., um abraço.

    • João Paulo Vizioli

      Obrigado à vc e todos que gostaram! Abraços!

      • lucasfs87

        Muito boa avaliação!

      • YukiOhashi

        Muito boa avaliação! [2]

        Parabéns pela homenagem a veículos importantes como estes e que, infelizmente, não são apreciados pela "grande" mídia.

        Por essas e outras, sou mais NA!

  • expresso222

    Anos-luz à frente da Jurássica Kombi! A VW daqui não pensa em substituir este caixão sobre rodas (kombi) por nada, afinal tem quem compre!

  • lipealfano

    Todo filme ou filmagem da africa aparecem uns 20 ou 30 desses usados como taxi ou carga. Interessante a avaliação. Andei ja em alguns usados como taxi coletivo. Forma boa e mais barata de ir pra balada

  • Fla3D

    Essas avaliações do João Paulo são muito legais pra gente ver um pouco como as coisas são diferentes do outro lado do mundo.

    Agora se essa van fosse fabricada aqui ou na Argentina, pra fazer sucesso a ponto de desbancar a Kombi, só dependeria de uma coisa: preço! Ninguém compra kombi porque gosta (eu acho), compra pq é barata. :D

    • Matheus_Ferreira_94

      tambem concordo, quem gosta mesmo é só quem usa há muito tempo, e já se tornou "fã"…
      se viesse por um preço competitivo venderia bem sim, já que Toyota tem um nome "inquebrável" para o povão…

  • adriel7441

    Adeus kombi velha, bem vindo hiace van !!!!

  • rafthehay

    Aquele espaço traseiro lá com banco de hospital e acabamento estilo Azera (em madeira :] j/k!) são curiosamente simplistas. Realmente parece que aquele espaço todo é feito pra pessoa tirar da loja e depois customizar de acordo com o uso que for dar para o veículo.

    Achei bem pesadinha até.

    • Matheus_Ferreira_94

      o acabamento de madeira tambem pode ser comparado a alguns carros americanos… rsrsrsrrss
      realmente ela é meio gorda mesmo.

  • O_Corsario

    Digo e repito, incrível como nenhuma fabricante dá a devida atenção à este segmento aqui no Brasil, oferecendo um rival à altura da Kombi.
    A Toyota deve achar que oferecer um bom utilitário aqui poderia fazer com que fosse vista como "carro de peão".. Uma pena! Esta van, por preço similar à Kombi, certamente enterraria a velha sra…

    • Fla3D

      Mas será que conseguem fazer algo que rivalize com a kombi em preço? Se não fizer algo que custe pelo menos o mesmo que a velha sra o povo vai continuar comprando o que for mais barato.

      • Romulo_Max

        Eu não considero uma missão tão impossível assim, até pq a kombi é um bocado cara pra um carro tãoooooo velho que já pagou o investimento de produção há pelo menos umas 4 décadas atrás, o que pega é a falta de opção. Um modelo mais moderno, ainda mais de uma marca como a Toyota, mesmo que fosse de 10 a 20% mais caro que a kombi já daria um bom baque nas vendas da anciã, a kombi ainda teria vantagem na zona rural, cidades do interior, etc, mas acho que pra mta gnt que precisa de um utilitário uma opção mais moderna é mto mais desejada, vamos concordar que não pega bem um buffet, casa de eventos, hoteis, locais de certo status terem uma kombi na "frota", apesar de "status" não ser nenhuma prioridade nesse segmento.

    • Julio_F

      A Kombi tem rivais no mercado, entre eles a vacina anti-tetânica.

  • lucaslfbsb

    Muito bacana! É realmente interessante ler análises de veículos distantes de nosso país. Para os entusiastas de carros, isso enriquece de sobremaneira!

    e, alguém avisa à Toyota que esse veículo é um ótimo concorrente para a Kombi (quem sabe uma substituta em 2014?)

    • Julio_F

      Além de interessante, é fundamental para que criemos entre os indivíduos a noção de como os mercados automobilisticos lá fora são diferentes dos daqui de dentro.
      Parabéns aos que colaboram.
      Daqui a alguns anos planejo mandar minhas análises dos USA.

  • marcossadalamuller

    Com quase 100 000 km e está quase que em estado de 0 km, ainda mais de um carro que é usado sem dó. Vejam o estado do acabamento, simplesmente perfeito. Isso sim que é qualidade e durabilidade de Toyota. E ainda têm um monte de gente que não sabe nada de automóveis, reclama da Toyota elogiando carro chinês. Aliás, esse Toyota Hiace, é um dos modelos mais copiados e pirateados por marcas chinesas.

  • Avantimes

    Vi centenas na Africa e ate bastante em Portugal! Torço para que mesmo as Topic desbanquem a Kombi aqui, que já virou desaforo, chacota. Mas uma Toyota seria mais fácil de emplacar com preço justo. Pois náo adianta custar R$ 80 mil se a Kombi custa R$ 45 mil não é?

  • Thorngeen

    A Toyota produz veiculos no Brasil à mais de 40 anos e menos assim nunca ofereceu carros que realmente agradariam o consumidor exceto o Corolla que só chegou nos anos 90, está empresa não nunca gostou de estar por aqui, foi uma luta para que o Corolla mais moderno fosse oferecido, e depois de tanto tempo ainda só este modelo é oferecido, e caro por sinal, está van seria uma ótima opção, mas custaria uns 100mil, é toyota né.

  • Sei não típico bateu morreu, e ainda é pelada, não é flex… se viesse seria mico rsrsrsrs (ironic mode off)
    Parabéns pela avaliação JPV, suas avaliações são excelentes, mas completas e bem detalhadas do que muitas "avaliações de jornalistas de grandes veículos de comunicação que passam na TV brasileira nas manhãs de domingo".

    Eu pago um pau, admiro mesmo a objetividade, eficiencia e honestidade dos japoneses.
    Um carro básico, que serve bem ao seu propósito, eficiente e bem construido. Mesmo as ruas no Japão provavelmente sendo um tapete, os nipônicos sabem fazer veículos resistentes. Dependendo do preço seria sim uma Kombi e Topic killer, pena que aqui no Brasil a Toyota queira manter status e aura de carro de luxo.
    PS: quando era mais novo gostava de desenhar uns carros, e algumas vans saiam bem nesse estilo, para se ter uma idéia de como essas linhas da Hiace são simples :D

  • lndnfsu2

    belissima materia, como sempre muito bem detalhada e com muitas curiosidades

    bem que a Toyota poderia colocar a Hiace aqui para rivalizar com Kombi, Ducato, Transit e etc… (do mais pelado ate o mais refinado)

  • landocar

    a kombi deles é melhor e mais legal q a nossa. e olha q a daqui nao tem nem o basico necessario pro dia a dia (terço pra rezar e antitetanica). repararam q o volante é o mmo q o da hilux?

  • Edson Roberto

    Isso que vocês viram apenas na matéria sendo falada da versão mais simples.

    A versão "Top" é mais exclusiva e tem um acabamento bme diferenciado.

    Bem, falar o que das matérias do meu amigo João Paulo? Eu sou fã dele! Como sempre com otimas materias com muitos detalhes que MUITOS jornalistas metidos a "técnico" ou "conhecidos" não escrevem metade do que ele faz. Esse era o prazer de um Qautro rodas em 1990: Dar o gostinho de andar em um carro e ao mesmo tempo ter o desejo de ao menos fazer um test drive.

    O JP, consegue passar todas essas impressões. O combinado de fotos e reportagem ficou fantastico! parabens!!!!

  • lucasfs87

    Se uma van dessas vem pro Brasil por 5 mil a mais que a kombi, ia vender igual pão quente! esse painel da show em classic, palio Fire, Gol G4…. na kombi então, nem se fala!
    E o cambio automático, nunca imaginei uma van dessas automatica!!

  • luiz claudio

    muito bom o carro já andei na quando fui para o equador e bolivia,,, e andei em parecido na europa… aqui so existe copia do chinês importada pela cnauto uma porcaria tudo copia da copia não e de marca conhecida como Toyota…

Quem somos

O Notícias Automotivas é um dos maiores sites automotivos do Brasil, trazendo todas as novidades sobre carros por mais de 11 anos. Saiba mais.

Notícias por email

Send this to a friend