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Dirigindo de maneira econômica

buick_lacrosse_e-assist_2012 Dirigindo de maneira econômica

Economia de combustível é um assunto muito polêmico em qualquer roda de amigos, alguns dizem que a média de km/l ou MPG estipulada pelas companhias é um fracasso, outros dizem que é otimista demais e outros até dizem que é uma margem pessimista, mas a grande verdade disso tudo é que nenhum carro será econômico se seu motorista não contribuir para tal coisa.



Cerca de dois meses atrás eu usava um Honda Civic EX (1998, EJ8) diariamente para ir e vir da faculdade, além de outros passeios à esporte e diversão, os gastos mensais de combustível dele eram previstos perfeitamente toda semana, já que em média a cada 5 ou 7 dias era necessário fazer uma visita ao posto de gasolina. Não era porque o carro gastava demais, consumo era até razoável para um sedan com câmbio automático convencional, mas as constantes visitas se davam pelo minúsculo tanque de combustível do carro.

O motor 1.6L 16V VTEC é bastante econômico, com seus 125cv é capaz tranquilamente de atingir a marca dos 11 ou 12 km/l na cidade, isso com câmbio manual, no automático essa marca literalmente cai bastante. Com pouco torque em baixa rotação e o regime esportivo focado nas alturas, é um motor bastante amigável para aqueles que esquecem a hora certa de trocar a marcha com intuito de economizar combustível, embora não tivesse o melhor rendimento dentro da cidade ele era um excelente “motor bipolar”, duas faixas bem definidas de comportamento.

Atualmente utilizo um Ford Focus GL, com seu tímido motor 1.6L 8V de 102cv. Os números começam a se diferenciar desde as características do motor até economicamente quando se reúne as contas do mês. Pra começar, o Zetec 8V conta com uma imensa quantidade de torque em baixas rotações e seu comportamento lembra bastante um motor diesel de carro popular europeu, ao piscar dos olhos é necessário subir marcha caso esteja buscando desempenho, caso contrário esbarrará no súbito corte de giro à 6200rpm, bem abaixo dos 7.400rpm do Civic.

Não é um motor ruim, mas não me agrada tanto assim, mesmo dando conta tranquilamente do papel de carregar a imensa carroceria do Focus hatch. O tanque do Ford é outro número que diferencia enormemente do Civic, tirando a reserva, a quantidade de gasolina que o Focus carrega é quase o dobro do pequeno Honda.

São carros bastante diferentes, isso já deve ter notado, mas o quanto isso faz diferença no final do mês que é o ponto interessante disso tudo. Antes de entrar nesse tópico, preciso deixar claro que minha condução não é das mais econômicas e eu não sou aquele tipo de pessoa aficionada em salvar combustível, apenas gosto de algumas estatísticas curiosas.

O fato do tanque do Honda ser pequeno faz com que a quantidade de dinheiro para enchê-lo seja levemente menor que a do Ford, mas o intrigante disso é ver a distância – autonomia – que o Focus consegue comparado ao Civic, cerca de 200km por tanque. Caso ainda não tenha entendido, vou simplificar: em regime urbano, o Honda consegue andar em média 240km com um tanque cheio de combustível.

Já o Focus, consegue uma média de até 450km por tanque, uma diferença absurdamente grande principalmente se formos comparar em regime rodoviário, números que infelizmente não pude averiguar ainda, mas para ter uma breve noção a autonomia em estrada do Civic é a mesma do Focus na cidade. Essa vantagem do Ford no dia-a-dia é algo que faz dele um carro bem diferente de se lidar do que o Civic, uma vez que ao encher o tanque o dono pode esquecer de visitar o posto de gasolina nos próximos 10 ou 15 dias, algo que está diretamente ligado ao projeto do carro.

Criando uma comparação esdrúxula, o Civic seria como um carro esportivo e o Focus como um gran-tourer, pois o desenvolvimento do Civic o obrigou a usar um tanque bastante compacto e achatado, diferente do Focus que utiliza algo que em algumas casas poderia ser chamado de caixa d’água.

Em alguns casos esses números estão diretamente ligados ao modo como o motor é configurado, ou a medida dos pneus/rodas, peso bruto e até o modo de direção que o motorista utiliza normalmente, mas creio que aqui infelizmente a diferença esteja somente no câmbio que ambos os carros tem: um manual com 5 marchas e o outro extremamente convencional automático de 4 marchas.

Somente pelo fato do Civic contar com as pouquíssimas 4 marchas já seria desculpa o bastante para o seu consumo de combustível ser tão baixo comparado ao câmbio manual de 5 velocidades convencional da Honda, no ritmo de trânsito que temos no Brasil é necessário uma configuração mais esperta, pois o modo como o tráfego se desenvolve aqui é bem diferente de países como EUA ou Canada, lugares em que tradicionalmente se utiliza as versões automáticas.

Hoje em dia isso mudou bastante com a adoção do sistema CVT ou da dupla-embreagem e outros câmbios com 6 ou até 8 marchas, mas o que manda no consumo de gasolina aqui no Brasil continua sendo o câmbio manual. Interessante o bastante, ele também é culpado pela fama de “beberrão” que alguns carros tem por aqui.

Pergunte a qualquer motorista convencional qual é a faixa de torque e potência máximo de seus respectivos carros, se 3 em cada 10 disserem o correto eu já consideraria um dia de sorte. Esses dois aspectos são importantíssimos para quem deseja utilizar o motor de maneira mais eficiente, ainda mais quando o carro vem equipado com o conta-giros, aparelho esnobado por pessoas que se consideram superiores ao funcionamento do carro, infelizmente, mas não vou falar de performance nesse texto, somente de eficiência, por isso voltemos ao assunto.

O Focus é um exemplo claro de que se o motorista não conhecer seu carro, ele nunca conseguirá economizar o tanto de combustível que o carro foi desenvolvido para conseguir, isso por um motivo simples: o torque máximo do motor chega à breves 2.750 rpm. Ok, mas qual a importância disso ? É simples, em condições normais de via (rua plana e fluxo constante) não é necessário nem 50% da quantidade máxima de “potência” que o motor produz para mover o carro, isto é, se você não necessita de força (o que consequentemente significa mais gasolina sendo injetada), mude de marcha!

Tirando o excesso de giro que as pessoas normalmente impõem no carro, há também aquele famoso hábito de descer o pé no acelerador em marcha alta por pura preguiça de escalonar o câmbio, isso significa que mais gasolina está sendo injetada no motor e mais ineficiente está sendo sua direção, ou seja, novamente, mude de marcha!

Sou a prova viva do quanto a conduta do motorista pode significar economia de dinheiro, antes de conhecer o carro eu trocava marchas entre 2800 e 3500rpm, mania que adquiri pela experiência de dirigir o pegajoso Ford Ka 1.0L 2009, com o Focus esse padrão de condução me resultou em tímidos 8.5km/l com máximos 9.3km/l na cidade, razoável para um motor 1.6L em um carro consideravelmente grande para o motor, mas nem perto do melhor consumo do possível.

Após algumas leituras, comecei a trocar marchas entre 2.300rpm e 2.800rpm, ação que resultou em uma melhoria de quase 1km/l na cidade, com médias entre 9.8km/l e 10.3 km/l, em outras palavras: economia de até 50 reais por tanque. Vale ressaltar novamente alguns pontos importantes: não sou a pessoa mais disciplinada que existe, em alguns momentos eu abuso do giro do motor.

Uma outra coisa, tais índices de rotação só são possíveis quando se está em uma via plana e com fluxo de tráfego constante, sem o famoso “acelera e para” dos constantes sinaleiros não-sincronizados ou trânsito caótico. Em alguns momentos (e.g. subidas, retomadas) é necessário “encher” mais o motor, mas nada que vá comprometer muito os números finais de consumo do carro. Está ai uma das vantagens gritantes entre um câmbio manual e um automático convencional, escolher o padrão de direção. É possível no AT ? Sim, mas é comprovadamente menos eficiente e mais trabalhoso.

Há de se deixar claro que não estou desmerecendo o Civic ou endeusando o Focus, nada disso, são apenas dois exemplos recentes que posso utilizar sem medo algum de estar falando besteira. Alguns carros contribuem para que certas economias sejam feitas, outros isso já fica um pouco mais complicado, mas acima de tudo é a conduta do motorista que vai permitir ou não que o verdadeiro potencial de eficiência do carro seja atingido.

Trabalhar as marchas é preciso, ter o “pé leve” também é preciso, conhecer o carro é ainda mais preciso. Caso conheça as origens da frase “Navegar é preciso” dos portugueses, esse trecho acima fará mais sentido ainda. Não resta dúvidas de que estou sendo insuportavelmente “avô” nesse texto que sinto já estar enjoativo com todo esse assunto de economia de combustível e “dicas de direção”, algo que reprovo totalmente, mas creio que hoje em dia o preço da gasolina anda tão alto e esse “hobbie” de dirigir um carro está se tornando tão caro que algumas medidas amenizadoras tem que ser tomadas.

Não conheço ninguém que tenha dinheiro sobrando a ponto de gastar 500 reais de gasolina por mês a puro gosto e prazer, mas para as pessoas que dirigem diariamente para trabalho/faculdade e durante esse período precisam diminuir gastos, economizar gasolina é algo tão fácil que se torna até prazeroso algumas horas, bater recordes não é só dentro das pistas de corrida e saber dirigir não é somente ver quem tem coragem de ficar com o pé fundo no acelerador por mais tempo.

Saber dirigir, na minha opinião, é saber dominar a máquina seja em qual for a situação. Eu desejaria e muito que um dia eu tivesse condições de ter um carro “gastador” e utilizá-lo de forma indiscriminada sem me preocupar com “direção eficiente” no dia-a-dia, mas por enquanto, com orçamento limitado, há de se criar um bom senso entre prazer e economia de dinheiro. Dá pra se divertir com o carro e na rotina da semana salvar gasolina ? Obviamente, basta saber dirigir.

Por Julio Cesar Molchan de Oliveira

  • Renan21

    Antigamente procurava em sites consumos de algum carro, mas agora nem me preocupo mais, pq cada um dirige de forma diferente, nao adianta ficar pegando opinioes.
    Cada cidade tem um transito, subidas, descidas, quebra-molas, etc..
    Tinhamos um fusion aqui 2007 2.3. Ele fazia 8,5 km/l gasolina / cidade / com ar
    Vejo comentarios ai falando que carro 1.0 tava fazendo tambem 8,5 km/l gasolina / cidade / com ar

    Depende muito do pé da pessoa.
    Matéria interessante.

    • ThiagoLMC

      Eu tinha um 'Siena 99/00 6 marchas 1.0' que fazia média de +- 8,5km/l na cidade e +- 11,5km/l na estrada (não tinha ar condicionado)

      Mudei para um 'Astra 2009 2.0' que faz média de 8,5km/l na cidade e pouco mais de 11,5km/l na estrada, dependendo do "pé" faz uns 13km/l.

      Qual carro é mais econômico?… rs… Um carro 1.0 nunca teve e nunca terá nada de economia… alguns podem ate ser econômicos na cidade.. mas quando precisar de viajar com segurança, sem chance!

      • Archimedes

        Nunca são economicos também não… ja fiz várias vezes mais de 13,5km/l com meu cliozinho 1.0, na cidade, mais ou menos metade do tempo com AC ligado. Algumas vezes cheguei nos 14… isso é muito bom, até onde eu sei. MAAAAS também ja tive fiesta pra mal fazer 10km/l, andando da mesma forma que ando no clio. 1.0 também.

        • Gabriel Ln

          Vdd o clio é bem econômico,ainda mais esse ultimo modelo, geralmente faço 20 kml quando vou e volto da praia, acompanhado de mais uma pessoa, com um pouco de bagagem, mas varia muito do modo de condução.

      • TvaxQuivax

        peso/potência.. e também claro o pé e se o carro é monofuel.. (pensanod em consumo de gasolina)

      • Hoosier 559

        Discordo amigo, faço médias de 16~18 Km/l no meu corsinha 1.0 8v (modelo antigo) a 110 ou 120, na cidade ele bebe um pouco mais, faz uns 12 ou 13, mas no consumo na estrada acho excelente.

        • ThiagoLMC

          18km/l…??? ahhh.. eu duvido em!… seu carro ta melhor que o Prius hibrido que o NA ta mostrando… putz

          • Hoosier 559

            Sim é isso mesmo! Pode perguntar a qualquer um que tenha um carro semelhante. Lembrando que é um motor 1.0 do milênio passado, bem regulado, a gasolina e sem ar condicionado.

            Isso é pra mostrar ao pessoal que costuma falar mal desse motor.

          • andre_0102

            Eu não duvido, o máximo que consegui até hj foi 17.2 medido no contador e na bomba(trajeto 300Km Santa Maria- Porto Alegre/RS), no meu Fit 1.5 16v EX na estrada, detalhe que a estrada não era plana, tinha muitos impedimentos(pardais, PRF, trânsito), mas a verdade é que p/ mim o tráfego ficou arrastado, acelerando devagar, poucas ultrapassagens, mantendo dentro do possível velocidade e giro constantes(vel. entre 90-100 85% do tempo), acaba ficando chato e adotei que um bom rendimento é 16Km/Lt que permite uma condução gostosa sem exageros. Pior rendimento que tive foi 13.9 mas pisei sem perdão levando a condução meio tensa, embora ainda longe do limite do carro, entre 120 – 130 80% do tempo com algumas aceleradas a 140km não é compatível com o trajeto e não pretendo repetir, mesmo pq levei uma multa p/ casa.
            Ou seja depende do pé do motora mesmo e conhecimento das características do carro…
            Não vou falar da cidade pq ai iriam me chamar de pescador, meu trajeto é bastante singular e no dia-a-dia gosto de ser econômico e digo p/ vcs a economia é absurda, ainda não vi ninguém que tenha feito melhor, mas como disse o trajeto é singular, difícil de comparar.
            PS Condução econômica p/ mim não é só dinheiro(embora importante), mas preocupação ecológica também. Ainda terei um elétrico ou movido a biodissel.

          • Francisco Gabardo Cruz

            Até carro híbrido aqui é piada! A Spacefox que bebe muito na cidade (ultimo tanque deu 8,8km/l) na estrada já fez 17km/l!

          • Mateus Matucuma Teixeira

            Eu também não duvido nada dos 18km/L, pois no meu Celta 2004 sem nenhum opcional, meu recorde foi 16,7km/L e média 16,4km/L em rodovias a 110~120km/h. Agora estou com um 2013 flex, não passa dos 15,6km/L….
            Apesar de ser postagens velhas, quem ler pode adquirir alguma informação.

    • Herumor_

      realmente nao tem cmo levar como base a media dos outros… vejo o forum do clube do Ka do pessoal dizendo que um Ka 1.6 faz 7,5km/L na cidade (0.o) e eu consigo fazer 11,5km/L na cidade (andando de boa sem ser uma senhora de 70 anos)…
      média mesmo pra acreditar só de carro 0km testado por alguem sério (não a montadora nem a 4 patas) ehehehe

      • andre_0102

        Mesmo uma avaliação "séria" esta sujeita a variações grandes, cada carro tem seu tipo de condução, que traz mais resultado, colocar carros diferentes em situação igual nem sempre é o melhor teste… Por exemplo quando eu quero economia mantenho meu Fit a 2200RPM em 5a 70km/h, nessa faixa ele é muito econômico, mas em outro carro o faixa de economia poderá ser bem diferente.

  • edubarbosa

    Texto no mínimo confuso…

    Edit: Li de novo, e o resumo do texto é "acelere menos e reduza o consumo". OK… mas não precisava enrolar com as comparações entre o Civic e o Focus.

    • thales_sr

      Perfeito… Ficou enrolando demais, falando de tamanho de tanque, que "gasta menos pra encher o tanque do civic", sendo que isso não é um fator importante.
      A importante mensagem (e dica) que se quer passar fica meio "nublada" em meio a tanto texto desnecessário.

    • JulioCMO

      Realmente ficou um pouco confuso, mas boa parte do discurso extra foi só para ilustrar mesmo. Vejo muitas pessoas que reclamam do quanto custa encher o tanque de seus carros mas não percebem que tamanho preço se compensa no final do mês quando há menor necessidade de ficar indo e vindo para o posto de gasolina, só um exemplo de caso.

    • ruback

      Achei que ia falar sobre como dirigir economicamente em geral, mas depois que soltou que focus tem torque em baixa eu parei de ler.

      • pablo

        motor 8v

        • ruback

          Tenho um Focus, 1.6 flex zetec rocam (112.6 cvs no alcool/106 na gasolina), e falo com convicção que alem de no geral ele não ser um motor torcudo, o torque dele só aparece de verdade em rotações mais altas.

          Definitivamente não da pra usar o abjetivo "imensa" pra quantidade de torque dele…..

          • pablo

            Entendo. Não conheço o 1.6, mas talvez em comparação com um 16v o torque poderia ser interessante. Mas como você conhece melhor do que eu, e como realmente "imenso" é provavelmente um exagero, ficou engraçado o texto.

  • rafthehay

    Excelente. Se as pessoas tivessem interesse em conhecer mais a fundo o carro que elas dirigem todos os dias, aproveitariam muito mais esse bem tão valioso e apaixonante que tem nas mãos.

    De modo geral minhas médias de consumo ficam iguais ou levemente melhores que as de fábrica. Meu último carro, um Vectra 2.0 8v '95 registrava médias entre 11 e 13 km/L (medição por hodômetro e bomba travando no "automático"), lembrando que as vias da minha cidade contribuem em fornecer um circuito "misto" de estrada e cidade.

    Muitos dizem que ficar dirigindo pra economizar é fazer miséria, mas você deixou bem claro no texto como existe espaço para tudo: dominar o carro é saber tirar dele exatamente o que se quer, quando se quer. É um relacionamento complexo e muito gratificante para quem gosta de máquinas. Também dirijo de maneira tranquila e econômica ao longo da semana.

    Belo texto!

    • Alec_T

      Quando digo que faço 10~11 km/l no Astra (monzatech) daqui de casa ninguem acredita. O Toque máximo dele é em 2600 rpm, o segredo está justamente na minha troca de marchas: pra cima quando passa de 2000rpm e pra baixo quando está abaixo de 1500. Sou conhecido como pé de bailarina pelos familiares e amigos. Mas aí vem os "manolos" que só andam acima dos 4000 rpm aí ele bebe mesmo.

      • MecanicoDigital

        Eu acredito.
        Eu possuo um Astra hatch 2008/2009 (aquele com as rodas do SS e aerofolio) com 65000KM rodados (muito bom carro, comprei zero e estou pensando em trocar ele entre este ano e no ano q vem), estou fazendo no trânsito caótico de SP entre 6,5 e 7,0 km no álcool, e entre 8,5 e 9,0 de gasolina. Na estrada, consigo entre 10,5 e 11,5 no álcool, e 14,5 e 15,5 na gasolina. Eu também não sou um exemplo de economia, do tipo vozinho, e o motor empolga quando eu acelero, mas eu costumo, quando estou de boa, sempre andar dentro da faixa de torque do motor (2400rpm no álcool e 2600rpm na gasolina). Eu acho o consumo razoável, considerando que é um motor 2.0, e que eu ando com o ar ligado quase o tempo todo (não dá pra ficar vacilando com os vidros abertos).

      • Stark

        eu tambem creio nos seus resultados pois tambem tenho um e ele realmente é econômico em rodovia, mas aqui na minha cidade na ta dando jeito nao rapaz, ta dando 7.8 na Gasolina e 5.9 no Alcool, pode ser pq aki tem muito morro e ser do interior (sul de minas) mas na cidade nao to gostando do consumo. Já em Rodovia me surpreendo, ta sendo muito economico.

    • GuiCastro

      Saber o torque é importante… com 2000 RPM, o meu VTR já está com 85% do torque, ou seja, já até passou da hora de trocar a marcha..

    • thales_sr

      "dominar o carro é saber tirar dele exatamente o que se quer, quando se quer"
      Falou tudo…
      Além do mais, VALORIZAR O DINHEIRO NÃO É MESQUINHARIA, É INTELIGÊNCIA.
      Afinal de contas, você TRABALHOU pra ganhar esse dinheiro. Jogar ele fora à toa é não se dar valor.
      O que nunca devemos fazer é colocar o dinheiro acima das pessoas, mas economia é inteligência e não burrice.

      • rafthehay

        Valeu. Gosto de guiar o carro tranquilo, mas quando dá na telha posso muito bem subir um pouco mais o giro, me "divertir" mais com o carro. A graça de conduzir um automóvel não está somente em andar rápido com ele, gosto de manobrar bem, saber antecipar manobras de outros motoristas e colaborar com um trânsito ágil e racional.

        Numa comparação "mais ou menos", seria como conduzir um cavalo: a graça da coisa não está só em chutar o bicho e correr como um louco. Guiá-lo com precisão e maestria em qualquer velocidade que você deseje também é muito legal.

        • Hoosier 559

          É isso aí camarada, pena que poucos praticam a direção defensiva dessa forma. Nosso trânsito seria muito melhor se todos fossem assim, parabéns!

        • KzR

          Faço minhas as suas palavras. Comporto-me no trânsito de forma bem semelhante a sua. Ultimamente tenho dirigido mais calmamente a fim de tentar conseguir obter médias de consumo melhores. Mas como os carros aqui são compartilhados, com gente conduzindo de forma própria, acaba interferindo nos meus cálculos. De toda forma, procuro fazer minha parte e tentar conseguir economizar uns trocados com combustivel.

          Agora tem hora que a vontade de subir o giro fala mais alto hehehehe.
          Abraço.

      • andre_0102

        Além de economia é preocupação ecológica tb, não consigo me sentir bem dirigindo uma banheira que bebe litros p/ Kilometro, gosto de saber que estou fazendo o possível p/ poluir e desgastar menos o planeta, sem ter de abrir mão da minha qualidade de vida(andando em meios de transporte públicos deficientes) infelizmente não temos muitas opções de carros realmente econômicos e eficientes, mas não desisto ainda terei um EV, nem que tenha de construir um…

        • KzR

          Além do rafthehay, também concordo com você, andre. Sempre acho que posso fazer melhor se tiver um carro que proporcione obter boas medias de consumo. No meu caso, fiz por cima alguns cálculos, e cheguei a conclusão de que é mais barato para mim usar o carro (e andando de boa, com o pé leve) do que usar o transporte público.

          Acredito que a melhor opção para o uso na cidade é um EV. E assim como você ainda quero ter um… nem que precise adaptar ou construir do zero. É triste pensar que o Saturn EV1 não conseguiu iniciar essa mudança de motorização em automóveis.

  • pauloomota

    As pessoas tacam o pé no acelerador sendo que o sinal ta vermelho a 500metros por exemplo. Isso ai é um gasto desnecessário. vejo muito isso. ou então descendo nas ladeiras, o cara acelera na ladeira e logo em seguida freia. sendo que existe o chamado freio motor que ajuda a economizar bastante.
    Pelo menos no Pálio economy quando desço uma ladeira o econometro cai

    • Herumor_

      essa é a maior besteira que eu vejo todo dia ¬¬ quando eu vejo um sinal fechado eu jah tiro o pé do acelerador e deixo o carro ir, direto vejo uns animais acelerando pra passar pela direita só pra chegar no semaforo vermelho primeiro que eu ¬¬
      pessoal acha que se a via é 60km/h tem que andar nessa velocidade até 2mt antes do sinal vermelho…

      • pauloomota

        pior é quando você tira o pé, e o cara atras fica dando luz alta sendo que o sinal ta fechado. é pra ficar puto ou não é ?

  • mauricar20

    "…Tirando o excesso de giro que as pessoas normalmente impõem no carro, há também aquele famoso hábito de descer o pé no acelerador em marcha alta por pura preguiça de escalonar o câmbio, isso significa que mais gasolina está sendo injetada no motor e mais ineficiente está sendo sua direção, ou seja, novamente, mude de marcha!…"

    E isso?
    http://bestcars.uol.com.br/servico/consumo-1.htm

    Utilizo há muitos anos e tenho conseguido médias excelentes! E nenhum problema com nenhum dos meus carros. Usando bom senso, sempre!!

    "…Após algumas leituras, comecei a trocar marchas entre 2.300rpm e 2.800rpm, ação que resultou em uma melhoria de quase 1km/l na cidade, com médias entre 9.8km/l e 10.3 km/l…"

    Eu sempre procuro trocar as marchas entre 1700 e 1900 rpm giros… sem forçar o motor em subidas, etc. O carro trabalha suave…

    Outro ponto que você esqueceu de citar: as pessoas que aceleram bastante para parar logo em seguida, em um farol ou lombada. A melhor coisa a se fazer é manter velocidade constante sempre com uma marcha alta e confortável para o motor….

    polêmica em 3…2….1…..

    • GuiCastro

      Concordo!

      Eu, mesmo com um carro 16V, uso muito as rotações baixas e marchas altas. Heheh dependendo do lugar, eu to a 40km/h, já cheguei na 5ª.

      A diferença de consumo pra rotações altas e marcha baixa é absurda.

      • andre_0102

        Problema nenhum amigo, em descidas e planos é possível e aconselhável, o único porem é que tem escalonar bem as marchas p/ baixo quando necessitar de força, ou seja retomadas, subidas, até pequenos aumentos de velocidade…

    • thales_sr

      O "método carga" funciona, principalmente pra quem está acostumado a fazer o motor girar alto o tempo todo.
      Mas à medida que se vai conhecendo o carro (e se tiver um computador de bordo com consumo instantâneo, melhor ainda), dá pra procurar o "sweet spot" do consumo, que não é exatamente onde o "método carga" apregoa.

      • mauricar20

        Rapaz, tu leu o teste prático?
        http://bestcars.uol.com.br/servico/consumo-1.htm

        • thales_sr

          Já li, e já comprovei que funciona melhor do que andar com o giro alto. Mas essas não são as duas únicas formas de se dirigir um carro, correto? Por isso que falo, com meu carro já testei outros métodos e dá pra ser mais econômico que o "método carga". Não é absurdamente mais econômico, mas dá.

      • Edson Roberto

        Thales, mas o metodo carga, é justamente o contrario. Vc joga a maior marcha possivel e dependendo da necessidade, enche o pé. Isso claro, pensando que aquela marcha vai ter força adequada para superar aquele momento. de dificuldade.

        Se vc subir os giros até o limite, é ai que vc esta gastando.

        • thales_sr

          Novamente, não existem só duas formas de dirigir o carro: "Método carga" e "Cortando giro".
          Dirigir com o "método carga" é mais econômico do que dirigir "cortando giro", mas não é a maneira mais econômica que existe.

          • mauricar20

            Quais os outros? :)

            • thales_sr

              O método carga prega que você deve dirigir em marcha alta, e sempre que precisar de força é só socar o pé embaixo e deixar o carro ganhar velocidade no seu tempo.
              Porém, ao meter o pé, a central interpreta que você precisa de mais força e enriquece mais a mistura. Com isso, a depender do carro, o melhor talvez seja reduzir uma marcha e não precisar pisar tudo. Mas como disse, isso vai variar de carro pra carro.

              Fiz esse teste numa ladeira que eu pegava todo dia. Dava pra subir ela em quinta marcha, com o pé embaixo. Giro em torno de 1400 rpm. Mas subindo de quarta marcha, com o giro a 1800 rpm, o consumo era menor.
              Algumas outras vezes repeti o teste, em outros caminhos que eu pegava costumeiramente, e na maioria deles isso se confirma.
              Mas claro, melhor subir na quinta marcha com o método carga do que usar a segunda marcha. E com o "meu método" o consumo era um pouco melhor que o método carga, nessa situação que citei.

              • GuiCastro

                Isso é verdade. O feeling é importante para definir quando vale a pena trocar a marcha ou montar mais o pé na tábua.

                No final das contas o melhor é conhecer bem a máquinas que temos nas mãos. E isso é só com o tempo…

          • Edson Roberto

            Sim sem duvida. Tanto que se olhar o meu comentário final, verá que falei algumas coisas a respeito.

        • ven020dez

          O melhor metodo e' intermedio dos dois, ou seja metodo 3/4 (tres quartos).
          Acelerador a 75% e rotacao um pouco abaixo ao torque maximo.
          Podem procurar no google graficos do consumo especifico (g/kWh) e vao ver que os graficos sao bastante semelhantes independentemente do motor.
          Por exemplo: http://www.aveoforum.com/forum/f106/top-mpg-10490

    • JulioCMO

      Mauricar20, esclareci seus questionamentos em um comentário mais abaixo, só no aguardo da moderação aprovar. Realmente na primeira parte você tem razão, foi uma falha minha não especificar onde isso não funciona, fator que até o BCWS citou nas Observações Finais dos testes. E sim, eu tinha ciência desse teste. Obrigado !

  • Paulo_Aralde

    "famoso hábito de descer o pé no acelerador em marcha alta por pura preguiça de escalonar o câmbio, isso significa que mais gasolina está sendo injetada no motor e mais ineficiente está sendo sua direção".

    Você definitivamente sabe do que está falando? Leia essa matéria (http://bestcars.uol.com.br/servico/consumo-1.htm) e depois veja se faz algum sentido essa expressão utilizada. Uso esse método indicado pelo BCWS e não raro bato 750 km com um tanque do meu Celta na cidade.

    • GuiCastro

      É que o meu é mais beberrão por natureza mesmo… Citroën 2.0 16V, pesadão, com roda 18 e filtro esportivo, faço em média 12,5 km/l 70% estrada e 30% cidade (em Campinas, que é um saco dirigir)…

      Só rotação baixa e marcha alta.

      • thales_sr

        Tá beberrão mesmo… As rodovias de Campinas são uma maravilha pra economizar combustível, porque dá pra manter uma velocidade constante e quase não tem buracos.

        • GuiCastro

          É que na cidade eu acabo pegando muito trânsito…

          Esse é o meu segundo C4 VTR, a média de consumo está 1,5 km/l melhor que a do anterior, por que eu fui melhorando o jeito de dirigir. Além disso, comparando com as médias do pessoal do C4Clube.com, eu ainda estou com uma boa marca, pra um carro com 1400kg.

          • thales_sr

            Uma pergunta, você participava do fórum CDR? Seu nick me é familiar…

            O consumo do seu carro não está ruim também não, mas essa roda grande (com o pneu largo) deve atrapalhar o consumo.

            • GuiCastro

              Não participava não, até entrei nesse fórum pra ter certeza, mas nunca participei.

    • JulioCMO

      Paulo, respondi brevemente à sua questão nos comentários abaixo, foi um engano meu não especificar a situação, mas você está correto nesse caso !

  • alyalysson

    com um polo 08 1.6, cheguei a marcar 17,1km/l (computador de bordo) num trecho de deslocamento entre cidades, mantendo velocidades entre 50 e 80km/h.
    na volta, pelo mesmo trajeto, tinha menos movimento, entre 80 e 100km/h, computador apontava 15km/l.

    é óbvio que a velocidade que vc trafega + a marcha mais alta possivel, interferem no consumo.

    • Edson Roberto

      Interessante, mas achei relativamente um consumo comum. Nessa velocidade, tudo bem que aqui vale o tamanho do motor e aproveitamento de potencia, mas faço até 22km/~l com um C3 1.4. Lembrando que consigo manter ritmo em quinta marcha em ambas as velocidades. Sempre utilizo nesse caso o metodo carga.

      • h1ghland3r

        Verdade, mesma coisa com meu Megane, consigo em 5 marcha consumo de 20 a 22 km/l em velocidades estáveis e lentas (50 a 70 km/h por exemplo). Pisando mais (80 a 100 km/h), o consumo já aumenta para 18 km/l. etc e etc..

  • Herumor_

    falou muito mas nao disse muita coisa…

  • Tempero

    Que quadro de instrumentos magnífico!

  • MaverickV81974

    Faço 9km/l com meu Megane 2.0 16v 2008 a gasolina 6 marchas, na cidade. E 12km/l (carro cheio e ar ligado direto) na estrada. Acho ótimo pelo conforto e segurança que oferece. Isso em Curitiba (PR).

  • Analfa

    Galera, um monte de comentário bacana e de bom senso.
    Sério, fico feliz.

    Pena que na prática, no dia a dia do transito somos a minoria, bem minoria mesmo.

  • pauloreis

    Eu tenho um Focus 1.6 Flex 2008, consigo fazer média no tanque de 14.8km/l na gasolina (já cheguei a 15.4km/l). Isso andando a 120KM na maioria das vezes. Uso-o para trabalhar e minha rota é a via Dutra, 2/3 na estrada, com Álcool consigo 10,5km/l no tanque. Médias ponderada fazendo aquela conta de zerar o hodômetro a cada tanque cheio, depois, fazendo continha. Óbvio que o consumo esta relacionado com o condutor e, carro 1.0 nunca foi sinônimo de economia… na mão de alguns bebe tanto quanto carro 1.8. Enfim, sem querer puxar o saco do meu carro e, vendo alguns relatos de donos de outros carros aqui NA, fica a dica, o meu Focus esta virando 100 mil KM e eu nunca gastei mais de 850 conto na revisão mais cara, faço as religiosamente a cada 10000KM, e lógico, após a garantia, não compensou mais ir na ford. Algumas vezes sim, nas outras somete as peças compro lá. Eu vi gente com Punto e Sentra dizendo que trocou os amortecedores, bandeja, com 60000KM… É um ótimo carro, uns melhores custo/benefício do mercado, se valoriza ou não, tanto faz…

    • h1ghland3r

      Gostei do seu comentário. Focus é um ótimo carro, e tem um ótimo cxb, se pagam pouco por ele, em compensação se tem vários anos andando confortavelmente e sem maiores gastos de manutenção. Quem compra carro pensando em vender quase nunca leva essa conta para o papel.

  • feliippe

    Legal cara gostei… Uma coisa diferente de se ler, eu também sua adepto a uma condução mais econômica, acho que faltou só mencionar em seu texto que quando se atinge uma velocidade boa e vai parar no sinal ou diminuir numa lombada ou então está trafegando numa descida, o ato de retirar o pé do acelerador ajuda muito no consumo, é uma questão de costume que acaba virando hábito. Valeu.

  • odirrr

    Eu sou uma véia para dirigir, já sigo essas regras um tempo.

    Só um detalhe já posto por vários membros, que manter a marcha mais alta mesmo com o pé mais afundado no acelerador é mais econômico. Isso ocorre pq as centrais são inteligentes o suficientes para saber o qto de combustível tem que injetar considerando o torque. Mas claro que dentro de um limite, andar em 5a a 30/h já fica fora do bom senso.

  • MecanicoDigital

    Adorei o texto, muito bom :)

  • JulioCMO

    Ao pessoal que citou o teste do BCWS, realmente eu tinha ciência dele, acontece que muitos também não leram o finalzinho do mesmo, aonde dizem que "velocidades e percursos podem diferenciar essa média". Por essas e outras esse assunto é delicadíssimo de se discutir, esse trecho do texto que citei sobre o "pisar em marcha alta" acontece principalmente em carros mais fracos e equipados com ar-condicionado.

    Aqui em Goiânia eu fiquei quase 1 mês andando com um Ford Ka 09/09 1.0L com ar-condicionado, por ser uma cidade com bastante subida e descida e o calor de Julho-Agosto ser insuportável, eu não conseguia fazer mais de 6km/l com o carro à gasolina. Só fui conseguir médias melhores quando passei a escalonar o câmbio, algo assim não seria tão eficaz no caso do Focus que tem muito mais potência disponível para se utilizar o carro. Entendo perfeitamente o ponto de vocês e da matéria do BCWS, foi uma falha minha não especificar exatamente n exemplo que eu me referia quando citei no texto.

    Só uma última coisa, esse era um dos textos que utilizava em meu blog pessoal e por isso os exemplos tão focados nos dois carros em si.

    • thiagolamim

      Não acredito muito no metodo carga e outra coisa, pelo que li, fazer isso faz com que o carro fique com lubrificação ruim e acabando com a vida util do motor.

      • Stark

        Eu sempre adoto o metodo carga (passando a marcha abaixo dos 2.000 giros (sem forçar o motor né)) e obtenho um consumo um pouco melhor sim, porem é 8V,

  • Edson Roberto

    Só algumas correções:
    – O método carga, que consiste em justamente manter quinta marcha (manual) e dar mais pressão ao acelerador, é o método de maior economia. Diferente do texto, esse método faz a central eletrônica dar mais riqueza na mistura e claro, fazer o carro ganhar velocidade. Jogar uma marcha abaixo, ajkuda consumir mais devido ao auimento do giro. Isso só deve ser feito caso algum aclive não seja suficiente para aquela marcha.
    – Troca de marchas em giros baixos. Se for um carro que entrega torque a altas 3750rpm (geralmente motores 16v), não adianta trocar abaixo de 2000rpm. Trocar em giros muitos baixos que trabalham abaixo da capacidade ideal de uso do motor, além de diminuir a vida util das peças contribui para o alto consumo, pois a central vai entender que o motor precisa de mais potencia e vai despejar gasolina. O ideal é sempre saber qual é a faixa de torque e trabalhar de maneira que ao subir de marcha vc esteja correto que ele vai conseguir manter desempenho.
    – Por fim, trocar marchas em uma subida é super comum e DEVE ser feita com giro maior. Para aclives, caso esse seja acentuado, o ideal é manter um giro que consiga extrair potencia suficiente do motor para ele ao menos se manter sem perda de torque. Ao acelerar, lembramos que um carro tem geralmente 7000 rotações. Tudo bem que não há necessidade de chegar a esse limite, mas em um aclive acentuado atingir 3500~4500 rpm não fará do seu carro um consumo absurdamente alto, esse aclive tende a terminar e logo em seguida seguir em uma rotação comum de uso. Portanto, subir giros não explode motor, não estraga e em determinadas situações deve ser explorado.

    • JulioCMO

      Exato Edson, como eu havia dito acima, o método de carga funciona perfeitamente a partir do momento que o motor consegue manter a mesma velocidade com marcha alta comparada à marcha baixa. Alguns carros (por inúmeros motivos) não conseguem manter certa quantidade de potência/torque e a teoria do M.C vai por água abaixo, é como comparar a retomada em 6ª marcha Civic Si e de um Audi A3, dependendo do modelo há diferenças absurdas.

      Sobre as faixas de rotações eu dei a margem de erro no texto, concordando contigo em 100% no que disse, pois lá eu disse que o mais importante é dono conhecer o mapa do carro e assim obter melhor rendimento do mesmo. É impossível trabalhar na cidade com 2 mil rotações em um Civic VTi ou até mesmo no Ford Ka sem atrapalhar o trânsito. Vale o bom senso nessas horas.

      No caso dos aclives tudo tem seu porém, continuo defendendo a tese de que o mapa do carro deve estar acima de qualquer teoria. Um carro com motor biturbo de torque em baixas-médias rotações só vai perder rendimento caso a faixa de rotação dele comece a decair. Tudo depende do carro e foi exatamente isso que me preocupei em deixar claro no texto.

      De qualquer forma, obrigado pela contribuição, muito bom saber que existem pessoas com conhecimentos vastos na área e que mantem uma discussão saudável :)

      • Hoosier 559

        Acho necessário colocar o motor para trabalhar de vez em quando, hehehe…
        O método carga é bom para o consumo de combustível, mas é péssimo para o motor… A fórmula para a desgraceira é nítida: Muito combustível e baixas rotações é um belo convite para a carbonização, o motor não respira e a mistura fica sempre rica, o óleo superaquece, o motor trabalha sempre forçado e a transmissão sofre com a carga.

        O método é bom para a economia? É sim, mas fazer disso um estilo de vida não faz bem à saúde do motor.

        • JulioCMO

          Eu sou desses também, só estava tentando justificar o caso para nosso colega ali acima, mas para ir e vir do trabalho/faculdade eu uso o necessário do motor, um misto entre quantidade de potência necessária e saúde do motor, já aos finais de semana eu "abro a porteira dos cavalos" rsrs'

          Pessoalmente eu não faço uso do método do carga por não achar seus pontos positivos satisfatórios o bastante, mas se o pessoal leva ao pé da letra toda pesquisa…

          • KzR

            Julio, eu antes cambiava as marchas para cima antes de atingir os 2000 rpm porque acreditava que assim o carro trabalhava mais economicamente. Mas comecei a perceber que o carro ficava sem força em marcha alta e, dessa forma, para tentar manter a velocidade, mais combustivel desnecessário é gasto. Mudei meus hábitos. Agora troco na maioria das vezes na faixa de giro onde o motor apresenta maior torque, no meu caso entre 2500 e 3000 giros. O consumo melhorou (apesar de eu não poder realizar um cálculo preciso já que o carro é de uso compartilhado), e percebo que o motor fica trabalhando num regime bom, sem forçar ou faltar força. Claro que mantendo o pé bem leve nas acelerações.

  • adilson05

    Gostei dessa materia e do dialogo dos caros colegas.

  • X11auto

    Pois é Julio Cesar, boa dica, sem contar que calibrar pneus ajuda, também se completar seu tanque pela metade, deixara de carregar um peso extra de combustível que conta na economia, quanto a ter um carro gastador, melhor assim, desse jeito o nosso nariz agradece!

    • Tocou no ponto chave: calibrar pneus.
      Junto com o uso consciente da troca de marchas de acordo com a necessidade e um "raciocinio lógico" na hora de dirigir sem socar o pé de semaforo a semaforo já reduz muito o consumo.
      Muito bom o tema e os comentários com conhecimento, isso só enriquece o site e nos ajuda.

    • JulioCMO

      Esse é um ponto que confesso que esqueci completamente ! Hahahaha
      Bela colocação X11auto !

  • Caio_Ferrari

    Na verdade há pontos polêmicos e contestáveis.

    Em primeiro lugar, andar a 40km/h constantes em 2a marcha ou em 5a marcha, você está produzindo a mesmíssima quantidade de potência. A diferença entre um e outro é qual é o mais eficiente para se conseguir tal potência. Sabe-se que motores ciclo otto tem eficiência máxima POR VOLTA do seu pico de torque (isso não é uma lei, é uma generalização) com cerca de 80% do pedal pressionado. Bem diferente de andar só na lasquinha do acelerador como algumas pessoas pensam.
    Quem conseguir manter o motor por mais tempo na região de máxima eficiência, que é uma combinação de giro E pressão no acelerador, consumirá menos para fazer exatamente a tarefa.

    Sei lá cara, algo que justamente pelo assunto ser complicado você poderia ter se poupado de ter mexido nesse vespeiro.

    A bem da verdade, há um método universal para se dirigir poupando combustível. Dá para se idealizar tudo isso lembrando de física do primeiro colegial.
    A análise não envolve nenhuma particularidade de cada carro, como ponto de troca de marcha, giro de motor etc. Só física simples e bem aplicada.

    • JulioCMO

      Eu meio que pensei nas consequências quando escrevi esse texto mesmo, mas acho que pelo calor do momento e por querer conhecer e explorar mais sobre o assunto, meio que deixei de lado os lados negativos de se abordar o assunto. Pelo texto ser "base" no assunto fica parecendo que estou sendo dono da verdade ou coisa do tipo, mas pelo contrário, a cada vez que comento com alguém sobre o assunto há uma troca mútua de conhecimento :)

  • h1ghland3r

    No meu carro que tem motor 16V com torque a 3750 rpm, realizo a troca das marchas na faixa de 2700 a 3000 rpm. Com isso não me sinto forçando o motor e consigo até boas médias. Claro que depende da situação e às vezes posso trocar com 2500 RPM ou até pouco menos. É engraçado como muita gente tem contador de giro e não usa ! Sabe nem pra que serve rs

    • Romis_gtr

      Hhaushaush pra esse tem o econometro da Fiat!:p

      • h1ghland3r

        Uma bosta por sinal aquele trambolho colorido ao invés de um conta giro de respeito XD

  • oliveirajc

    Dirigir economicamente basta usar a menor rotação possível, como o que ficou conhecido como método carga. Mas ficar bitolado em consumo o tempo todo é desagradável. Saber o consumo é bom apenas para ver se há algo de errado com o carro. Ficar se arrastando pelas ruas para menor consumo só atrapalha o fluxo, que acaba atrapalhando o consumo de todos. Vamos curtir o carro!

  • duhehe

    Eu não sou encanado com economia de combustivel.
    Afinal é o carro que deve usar sua eletronica e sensores para não desperdiçar o combustivel, não eu .

    Eu acelero forte, pois meu carro é AT com 4 marchas … então toda vez que libera o sinal ou um algum lerdo sai da frente acelero sem dó, até uns 5000… 5200 RPM e depois o cambio troca .. ao menos q eu esteja com o pé na tabua ai ele vai ate cortar nos 6500.
    Na saida do pedagio eu sempre acelero tudo na 1º, 2º e 3º marcha … pois fico muito no transito … ai tem que fazer o motor '' trabalhar'' pelo menos 1 ou 2 vez por semana

  • Stark

    eu sou um que efetuei varios testes com e sem pelo metodo carga mas nao adianta, os melhores resultados obtive usando o metodo carga mesmo, trocando as marchas emcima da faixa de torque maximo (19.7kgfm@2.500rpm) ( em leves morros ) e trocando abaixo dos 2.000 giros em retas. Aí vem os pes pesados e pegam um motor 8V e dirigem trocando as marchas pra cima dos 3.500 giros e depois reclamam do alto consumo.. é importantissimo cada um saber a faixa de torque maximo de seus carros.

    Pra quem quer fazer os testes, é muito importante ter um PC de Bordo com consumo instantaneo pois numa reta vc testa 2 marchas e analisa qual tem menor consumo.

    exelente texto.

  • JonathanAbud

    Do meu ponto de vista, a economia vai muito mais além do que controlar o pé no acelerador, começa a partir de um planejamento de rota. Pensar em uma rota alternativa (menor fluxo de carros), um horário menos movimentado, já é um fator que influencia. Planejou a rota? Tira do carro o que não precisa levar, menor peso, menor esforço. Final de semana, sai com o carro direto para um posto ou borracharia e dá uma calibrada com os pneus frios, pois o ar que está no pneu não vai estar tão agitado e não vai causar falsa impressão de pneu calibrado corretamente. É só comparar a andar de bicicleta, com pneu vazio você se esforça mais para movimentar a bicicleta. Outros fatores que muita gente esquece ou se quer sabe: Abastecer carro no inicio da manhã. Com a temperatura do combustível mais fria, teoricamente menos vapor será produzido ao abastecer o carro e consequentemente, mais combustível vai efetivamente para o tanque. Se morar perto de posto ou não necessitar andar com tanque do carro cheio, deixar pela metade, afinal, combustível também pesa. Até a viscosidade do óleo influência no consumo. Um óleo mais fino, como o 5W30, acaba ajudando no consumo do carro, já que é um óleo feito com intuito de reduzir o consumo do carro e emissão de poluentes. Manter o carro revisado, com as velas bem reguladas e bicos injetores limpos. Todos esses fatores que citei, como podem ver, não mencionei nada sobre maneira de conduzir o carro. Além disso, tem, é claro, as boas práticas de direção. Carros com injeção eletrônica economizam mais se você deixar de acelerar o carro do que deixar em marcha neutra (ponto morto, banguela). Numa descida, deixar o carro na mesma marcha que você usaria para subir é uma boa prática de economia, além de deixar o carro firme no chão. Não esticar as marchas sem necessidade (no meu caso, troco entre 1800 e 2200). Parou o carro em uma ladeira? Freio de mão. Nada de ficar mantendo acelerador e freio. Bebe mais e gasta embreagem. Ao ver que a frente vai ter um semáforo fechado, desacelerar e ir reduzindo as marchas, além de economizar os freios, vai economizar combustível também. Semáforo abriu? Ok. Você não está em um circuito de F1. Acelere o carro gradativamente. Economiza combustível e pneu. Saber o quanto seu carro consome de gasolina e de álcool (flex) é importante. Não me refiro ao que tem no manual. Me refiro ao SEU modo de conduzir. Saber o seu consumo e saber o preço de cada combustível pode ajudar a fazer uma boa escolha. Claro que álcool consome mais, mas as vezes (dependendo do carro), é mais barato abastecer mais vezes, porém o gasto sai bem menor. Saber escolher o carro também ajudará a economizar no futuro, por exemplo. Aqui minha mãe tem um prisma 1.0 e eu um Vectra 2.0. Quando dirijo o carro dela, não passo de 9km/l de gasolina.
    No meu carro, faço média de 8.5 km/l no álcool e 10.5 km/l de gasolina. Enfim, sei que disse muita coisa, vocês podem concordar ou discordar, afinal estamos aqui para debater e aprender mais uns com os outros. Bom final de semana a todos!

    • JonathanAbud

      Lembrar também de abastecer em postos de sua confiança e, se possível, em apenas um e pedir sempre o comprovante de abastecimento, pois caso no futuro seu motor apresente problemas devido a uso de combustível de baixa qualidade, você poder recorrer em juizado contra o posto. É bom se atentar sempre a todos esses detalhes e manter a saúde do seu veículo em dia.

  • Romis_gtr

    Cavalo anda, cavalo bebe, se você forçar o carro (aumentar giro) ele vai gastar mais e ponto, é fato….era meio cantado que o método carga é o mais apropriado pra economia, mas mesmo assim é bom tirar a prova…..

    Coisas como conhecer o carro, aceleração/desaceleração gradativa, manutenção da pressão dos pneus, manutenção do motor (num geral) ajudam pacas e mais ainda, um bom combustível que permita uma queima perfeita e sem deixar resíduos….mas com isso não é obrigação abastecer com pódium ou v power racing, veja a que mais se adequa à sua taxa de compressão…..e por aew vai….tirar um om consumo na minha opinião é uma arte!

  • KzR

    "Saber dirigir, na minha opinião, é saber dominar a máquina seja em qual for a situação."

    Eu assino em baixo.

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