
Um simples vazamento de líquido de arrefecimento pode parecer detalhe, mas uma ação coletiva recém-protocolada diz que isso virou ameaça séria para uma parte grande da linha Audi.
O processo acusa os motores V6 biturbo da família EA839, nas versões 2,9 litros e 3,0 litros, de usarem bom bas d’água com defeito que falham cedo demais.
Segundo a alegação, a falha pode provocar vazamento, contaminação, superaquecimento e, em situações mais graves, dano no motor.
A lista de veículos citados é extensa e inclui A4, A5, A6, A7, A8, Q7, Q8, SQ5, S6, S7 e RS5, todos entre os anos-modelo 2018 e 2024.
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O foco não seria um “pinguinho” ocasional, e sim a degradação prematura de vedações, carcaça e peças internas do módulo de arrefecimento.
Os autores afirmam que esses componentes se deterioram sob temperaturas totalmente normais de uso, abrindo caminho para o líquido migrar para o sistema de vácuo e áreas vizinhas.
A crítica central é que o dono dificilmente percebe o início do problema, porque o vazamento tende a ser pequeno no começo e não gera sinal evidente na hora.
Quando a luz de alerta aparece ou o nível baixa a ponto de chamar atenção, a tese é que o estrago pode já estar em andamento.
O processo ainda sustenta que o defeito pode atingir também turbocompressores, justamente uma das partes mais caras de qualquer carro moderno.
Dois proprietários lideram o caso e colocam números na mesa para reforçar a gravidade do prejuízo.
Um dono na Califórnia diz que seu Audi A6 2019 precisou de troca de bom ba d’água, válvula PCV e componentes do vácuo após um mecânico encontrar líquido nos tubos.
Com o carro fora da garantia, ele afirma que a Audi negou assistência e a conta chegou perto de US$ 6,000 (R$ 32.400).
O segundo autor, dono de um SQ5 2021, relata que o aviso de arrefecimento surgiu por volta de 62.000 milhas e que, após o fim da cobertura, pagou mais de US$ 1,400 (R$ 7.600).
A ação alega que a Audi sabia do problema ao menos desde novembro de 2018 e teria ocultado o defeito enquanto continuava vendendo os veículos afetados.
Agora, cabe à Audi e ao grupo Volkswagen responderem ao processo ou tentarem derrubá-lo, enquanto proprietários observam se o caso vira recall, extensão de garantia ou nada disso.
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