
Uma recarga de apenas 4,91 kWh acabou associada a uma conta de aproximadamente US$ 16.000 (R$ 84.500) para o proprietário canadense de um Kia EV9.
O valor apareceu mais de um ano depois de o motorista utilizar uma estação da Hypercharge Networks e chamou atenção pela duração registrada eletronicamente.
Segundo a fatura publicada pelo usuário IntelliDev no Reddit, a sessão começou às 18h57 de 17 de maio e só terminou às 13h09 de 25 de agosto.
Entre os dois horários passaram-se mais de 15 meses, período totalmente incompatível com a pequena quantidade de energia efetivamente transferida para o SUV elétrico.
O EV9 está entre os EVs de recarga rápida da Kia e pode receber aproximadamente 319,5 cv de potência quando conectado a equipamentos compatíveis.

Caso realmente tivesse levado 15 meses para receber somente 4,91 kWh, a taxa média calculada ficaria abaixo de meio watt por hora.
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Um participante do Reddit ironizou a situação ao comparar o resultado com o Chevrolet Bolt 2017-2023, conhecido por aceitar aproximadamente 74,8 cv durante recargas.
A própria fatura oferece uma pista importante ao informar que a sessão aconteceu anteriormente em um terminal que estava sem comunicação com a rede.
Isso indica que a transferência de energia provavelmente terminou muito antes, mas o encerramento da sessão não chegou corretamente aos sistemas responsáveis pelo faturamento.
Como a estação aparentemente calculava o preço pelo tempo conectado, em vez de considerar somente a energia entregue, o contador continuou acumulando horas.

A tarifa equivalia a aproximadamente US$ 1,44 (R$ 8) por hora, valor que, multiplicado pelo período registrado, aproxima-se bastante da cobrança apresentada.
Outro detalhe reforça a inconsistência, porque o documento informa duração de apenas sete dias, 18 horas, 12 minutos e 40 segundos.
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Apesar dessa indicação reduzida, o cálculo financeiro aparentemente considerou também o ano e os três meses anteriores que ficaram ausentes do campo dedicado à duração.
IntelliDev afirmou que enviou uma mensagem por e-mail à Hypercharge para contestar a cobrança logo depois de receber o documento com o valor elevado.
Até sua atualização mais recente, ele ainda não havia recebido resposta da empresa explicando como a sessão permaneceu aberta por tanto tempo.

Também não havia manifestação pública da Hypercharge esclarecendo se o valor seria cancelado, recalculado ou tratado como um erro do sistema de cobrança.
A situação destaca uma característica pouco percebida das redes públicas, nas quais o preço pode depender não apenas dos kWh recebidos, mas também do tempo.
Nesse caso, porém, a diferença entre 4,91 kWh efetivamente registrados e mais de 15 meses contabilizados transforma uma recarga comum em uma conta desproporcional.
O episódio também mostra como uma interrupção de comunicação entre carregador e servidor pode produzir registros incoerentes mesmo depois de o veículo deixar o local.
Para o proprietário do EV9, a questão agora depende menos da eletricidade utilizada e mais da correção de uma sessão que aparentemente nunca foi encerrada digitalmente.






