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Durabilidade dos LEDs em automóveis

novo-chevrolet-cruze-sport6-avaliação-NA-21 Durabilidade dos LEDs em automóveis

Uma questão interessante foi levantada pelo leitor Renato Andrade sobre a durabilidade dos LEDs em automóveis. Pesquisando mais sobre o Chevrolet Cruze Turbo, ele descobriu que as luzes diurnas compostas por diodos emissores de luz, disponíveis apenas na versão LTZ do sedã da GM, não podem ser substituídas independentemente se queimarem.



Ou seja, se isso acontecer, o proprietário terá que pagar R$ 4.952 pelo conjunto de farol completo. Esse é o preço de apenas um dos lados e já vem com regulagem elétrica de altura dos projetores. No entanto, de acordo com Andrade, pode-se encontrar o farol completo por R$ 2.074,77, mas sem LEDs diurnos ou regulagem de altura manual, que seria mais indicado para a versão LT.

O leitor então questiona o argumento dos vendedores da rede Chevrolet, que dizem que os LEDs possuem alta durabilidade, embora a garantia para iluminação seja de apenas seis meses. Andrade faz uma comparação com lâmpadas de LED domésticas, que duram de 25 mil a 50 mil horas, segundo um estudo sobre o assunto.

Considerando vibração a bordo do veículo e o fato de permanecerem acesas durante todo o tempo de funcionamento do carro, ele estima que durem em torno de um ano e dois meses. O argumento do leitor é baseado em informações da internet, onde indicam que a durabilidade de um LED automotivo é de cerca de 5 mil horas. Seu cálculo leva em consideração 15 horas de uso diário durante seis dias por semana. A Philips, por exemplo, divulga que seu LED automotivo tem vida útil de 5 mil horas ou 250.000 km rodando a 50 km/h.

mercedes-benz-c200-avantgarde-avaliação-NA-99 Durabilidade dos LEDs em automóveis

Andrade comenta que, de acordo com os cálculos acima, o proprietário de um Cruze Turbo LTZ teria que bancar R$ 9.904 na troca de todo o conjunto ótico do modelo. Ele lembra que os LEDs diurnos também são integrados aos faróis de outros modelos da Chevrolet, como o Prisma, por exemplo. Ele cita o caso de uma proprietária de Volkswagen Golf GTI que teve LEDs diurnos queimados.

Mas será que é isso mesmo? Um LED automotivo dura bem menos que um doméstico? Os LEDs a bordo de automóveis não são novidade, visto que os diodos emissores de luz já existem há muitas décadas. Quem lembra das luzes de equalização agregadas aos antigos toca-fitas nos anos 80? Agora, essa tecnologia saiu da decoração e passou a ter uma função mais prática e segura, a iluminação.

Algumas marcas têm mesmo LEDs diurnos agregados ao conjunto de lente e projetor de seus modelos. Outras, porém, decidiram coloca-los em separado, como no caso dos Citroën C3 e Aircross, por exemplo. O Volkswagen Polo 2018 é outro que não terá as chamadas DRLs em LED nos faróis, mas sim no para-choque, ao lado dos faróis de neblina. Isso de fato facilita sua substituição e, melhor, sua introdução como acessório.

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Modelos mais caros ampliam o uso dos LEDs, tanto com projetores de foco baixo quanto com os chamados full LED. Indicadores de direção (Mercedes-Benz) ou com dupla função (DRL também) também são usados, tais como no Peugeot 3008, por exemplo. As lanternas traseiras também utilizam LEDs individuais ou em feixes, também presentes em faróis, como no Peugeot 208, por exemplo. Mas os LEDs já não se limitam aos carros. Hoje estão presentes em motocicletas, caminhões e ônibus, incluindo os urbanos convencionais.

No setor doméstico, por exemplo, existe uma variedade de lâmpadas de LED com durabilidade muito variável, dependendo disso vários fatores, entre eles a origem do produto ou mesmo a instalação elétrica. Basta ver que neste momento, existe um recall para um tipo de lâmpada de LED de 9 watts que interfere – através de alterações eletromagnéticas – em aparelhos domésticos, podendo até queima-los.

citroen-c3-puretech-avaliação-NA-17 Durabilidade dos LEDs em automóveis

No caso de faróis automotivos e as tecnologias que são atribuídas a eles, um componente automotivo passa por um processo de testes de durabilidade bem extremo, as montadoras exigem ao máximo das empresas fornecedoras, pois se der problema, as montadoras tem sua imagem “queimada”. De qualquer forma, todo equipamento elétrico ou eletrônico pode sim falhar e, dependendo do caso, gerar um custo considerável.

Ainda assim, muitos carros já bem rodados mantém seus LEDs em pleno funcionamento. Em busca pela internet, verificamos que há poucos relatos sobre queima de LEDs de fábrica, sendo a maioria dos casos de LEDs adaptados em faróis de carros que originalmente não os possuem, algo que virou moda recentemente. E você, conhece algum caso de LED diurno queimado?

Agradecimentos ao Renato Andrade.

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