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E se surgisse um novo Gurgel?

novo-gurgel-br-800-620x409 E se surgisse um novo Gurgel?

Um homem movido por um sonho e muita iniciativa, marcou a história automotiva brasileira. João Gurgel sonhava em construir carros genuinamente brasileiros e que tivesse diferenciais em relação aos concorrentes da época.



Tanto que na sua formatura no curso de engenharia, apresentou um pequeno veículo de dois cilindros batizado de ‘Tião’. Seu professor reprovando a ideia disse: “Gurgel, carro não se fabrica, se compra”. Logo depois disso, Gurgel foi fazer pós-graduação nos Estados Unidos. Lá pôde trabalhar na Buick e na GM.

Com o capital inicial vindo de sua empresa de moldagem de plásticos, Gurgel realizou em 1969 seu sonho: Fundou a Gurgel Motores S/A. No começo produzia apenas utilitários esportivos e veículos fora da estrada. Em 1981 lançou o primeiro veículo elétrico da América Latina, o Itaipu, e em 1988 realizou o que sonhava desde a sua juventude, e criou o BR-800, o primeiro carro genuinamente brasileiro.

Infelizmente a Gurgel Motores veio à falência em 1996, por questões financeiras e falta de incentivos do governo. As multinacionais também colaboraram para o encerramento das atividades da marca. Logo após esses acontecimentos, Gurgel caiu em grande depressão.

Cerca de oito anos depois do fechamento da fábrica, o registro da marca se encontrava expirado. Um empresário decidiu adquirir a patente da marca, sem nem mesmo consultar a família Gurgel, por um valor de R$ 850,00. A marca que era o orgulho para cada Brasileiro apaixonado por carros, virou fabricante de equipamentos e máquinas agrícolas. Os mais recentes lançamentos da marca são os tratores G6 e G12. Não está nos planos da empresa voltar a fabricar carros no futuro.

joao-gurgel-620x583 E se surgisse um novo Gurgel?

COMO SERIA A GURGEL ATUALMENTE?

Isso é algo que muitas pessoas questionam até hoje. É um pouco difícil imaginar a marca nos dias atuais, mas talvez os carros ainda fossem feitos em fibra de vidro e os chassis provavelmente seriam monoblocos. Os motores possivelmente seriam fabricados pela própria marca, assim como os que equipavam os BR-800. Os desenhos dos modelos seriam modernos e mais arredondados. Os faróis e lanternas teriam exclusividade para cada modelo.

A marca teria um modelo para cada categoria de carro. Desde compactos até sedãs grandes. Os utilitários seriam os mais robustos do mercado. Haveria carros esportivos com motores de alto desempenho e opções de câmbio automático para os modelos oferecidos pela Gurgel Motores. E o atributo que mais agradaria os brasileiros, seria os preços baixos de cada modelo, deixando os concorrentes de “cabelo em pé” e agradando todos os consumidores. Pois é, se tivesse sido assim a história da marca, o mercado automotivo nacional seria bem diferente do que vemos atualmente.

E SE SURGISSE UM NOVO GURGEL?

O mercado automotivo nacional está cada vez mais aquecido. Aqui temos mais de vinte marcas de carros e dezenas de modelos diferentes de todas as categorias e preços. Como seria se nesse mercado atual surgisse uma marca totalmente nacional novamente? Será que teria sucesso? Os carros seriam exclusivos? Há pessoas que gostariam. Há pessoas que acham melhor tudo do mesmo modo que está.

Muitos brasileiros acreditam que não existirá mais uma pessoa com a iniciativa e garra que João Gurgel teve. Enfrentar tantas dificuldades e sofrer tanto para realizar um sonho? Ou é melhor não ter sofrer tanto e desistir desse sonho? Gurgel com certeza foi um exemplo para muitos brasileiros, sejam eles apaixonados por carros ou não. Se algum dia surgirá alguém com a mesma garra e coragem que ele teve não sabemos. Mas o que podemos saber é que existem pessoas com a mesma capacidade que o empresário tinha.

Uma nova marca de carros nacional possivelmente teria sucesso. Porém teria que ter atributos que a tornassem destaque entre todas, como por exemplo, carros com aparência de carro conceito, preços bem baixos e tecnologia. Muita tecnologia.

É necessário muita coragem, paciência e investimento. A Gurgel Motores deixou dividas no valor de R$ 280 milhões após falir. Mesmo com a venda do terreno e da fábrica, as dividas ainda não puderam ser liquidadas. Mal deu para pagar os funcionários. O lucro de uma montadora é alto, se ela tiver bons produtos em sua linha e uma boa administração.

A cada dia que vejo um carro da Gurgel Motores rodando pelas ruas, me emociono muito. Pode parecer bobagem, porém só um grande apaixonado por carros sabe como é essa emoção. Ver rodar pelas ruas modelos que surgiram com muito esforço, dedicação e sofrimento, é ver também que nada disso foi em vão.

Na cidade em que resido há algumas unidades dos carros da marca. Também pretendo ter um modelo Gurgel na primeira oportunidade que tiver. Não quero somente ser um grande entusiasta da marca. Quero também colaborar para a preservação da marca que marcou a história automotiva brasileira.

E se algum dia realmente surgir uma pessoa com a mesma iniciativa e coragem que João Gurgel teve com certeza meu carro será dessa marca. Pois é mais justo incentivarmos a indústria automotiva nacional que incentivar as grandes montadoras multinacionais, que colocam preços altos demais devido a impostos e margens gordas de lucro. E você, concordaria com uma nova marca?

Por Jefter Marcos

  • Felipe_Henrique

    O modelo base para a imagem foi um Fiat 500?
    Se houvesse um incentivo do governo tão bom quanto há para as grandes montadoras "de fora", uma montadora brasileira poderia surgir em meio às americanas, francesas, japonesas, coreanas, chinesas, alemã e italiana… Mas talvez não daria certo por um dos motivos que levaram a Gurgel à falência: Falta de crença dos próprios brasileiros na marca.

    • Lokarro

      Parece que a dianteria sim, mas a traseira esta me lembrando o UP!

    • Pedro_Rocha

      Quando se aborda o assunto Gurgel, as análises descambam mais para o chauvinismo do que para o pragmatismo. Os carros da Gurgel eram bastante econômicos, mas a carroceria em fibra ficava frouxa em nossas estradas mal-conservadas e permitiam a entrada de água e poeira no habitáculo (algo semelhante acontecia com a tampa do motor da Brasília, que não conseguiu suplantar o Fusca). Meu pai trabalhou com carros da Gurgel na extinta Companhia de Eletricidade do Rio de Janeiro (CERJ), que comprou vários desses veículos (ajuda dos Governos estaduais não faltou à Gurgel) e para cargas veículos com motores traseiros não eram eficientes, por conta da altura da carroceria e dos danos aos calços do motor que sofriam exageradamente por conta dos golpes da carga (mesmos problemas sofridos pelas picapes Kombi).

      Quando a Gurgel começou a amadurecer seus produtos (Gurgel Carajás e o BR-800), a Fiat deu um forte golpe na Gurgel com o Uno e esta, que tinha investido pesadamente no mercado de populares de entrada perdeu a batalha.

      • DCald

        A historia foi muito mais escura do que vc imagina! Com direito a Unica Ferrari F-40 da america latina no meio da novela, e a promessas assinadas, mas não cumpridas, por governadores de SP e CE…

        Acredite, a Gurgel não faliu pq não vendia carro (pelo contrario, teve carro vendido que nem foi fabricado! tinha fila de espera)… a falencia veio por causa de um baita puxão de tapete!

      • Felipe_Henrique

        Pois é, como eu disse, falta de crença foi apenas um dos motivos que levaram a Gurgel à falência. A essa altura (do Carajás e BR-800) a "fama" da montadora não era das melhores justamente pelos veículos de carga com motor traseiro. Houveram outros motivos, claro… Mas me referi a apenas esse.

    • DCald

      Sim, usou um Fiat 500… e, em muitos aspectos o 500 lembra bastante o BR800… qdo aluguei um na europa, lembrei muito do meu BR 800 89

    • afonso200

      se voltar o gurgel, eu mudo de pais, vou lá p/ somalia

      • EDZTV

        Palmas, faz todo o sentido, quer um narizinho de palhaço?

  • Marcio_Miller

    acho que seria curioso ver um rodando pelo brasil

  • luizcrjr

    Seria um orgulho enorme para essa nação que precisa tanto de industrias nacionais e tecnologia própria.

  • CharlesAle

    A grande questão que poucos falam na imprensa,é que Gurgel sofreu uma traição enorme por parte de politicos e do governo,que estenderam o beneficio do carro mil ter redução de imposto as demais montadoras,o que foi fatal para a Gurgel,pois no caso,o Uno Mille à época ficou muito mais interessante a o BR 800,,Gurgel foi o idealizador do carro popular(1.0) como conhecemos hoje,com redução de impostos,mas foi justamente isso que o liquidou financeiramente,resumindo,ser empreendedor no Brasil tem de ser muito corajoso,e jamais,jamais confiar em politicos,pois eles mesmos podem te entregar aos lobos,como fizeram com a Gurgel….

    • Juniorfillingam

      fora q o Itamar franco ressuscitou o fusca para os Brasileiro terem um carro com preço de popular. olhas os verdadeiro planos da Vw para o fusca são os de hj nada haver com popular.

      • CyborgPilot

        Bem lembrado, eu já ia comentar isso. O Itamar incentivou a VW a voltar a fabricar um caro pré-histórico em detrimento de incentivar um carro popular e genuinamente nacional.

      • Mc_

        Vale lembrar que o governo deu isenção de imposto para os carros 1.0 mas que "curiosamente" também contemplava o Fusca 1.6.

    • Long_life_tobigcars

      Ser empreendedor no brasil é ter muito estômago para suportar as vicissitudes de um Estado canibal e de um leque de donos do setor sedentos por poder e lucro.
      É muito difícil. Acho muito mais fácil um brasileiro ir para África e com o dinheiro que tem abrir uma fábrica de carros por lá. Resta saber se o ditatorial sistema tributário brasileiro iria permitir que você com US$ 100 milhões de dólares poderia emigrar com esse dinheiro. Caso tentasse, você seria enquadrado como criminoso por evasão de divisas.
      Por isso que ODEIO ESSE PAÍS DE MER….

      • roberto_araujo

        Pra mim, empreendedor brasileiro é masoquista, pois paga impostos como um servo medieval, tem que contratar segurança e comprar carros blindados pra família para evitar sequestros, uma vez que os impostos que ele paga não tem retorno, e ainda precisa aguentar a inveja e a mentalidade tacanha do povo nojento e invejoso que habita o Brasil, pois aqui nessa terrinha, quem trabalha, prospera, e gera empregos é visto pelo povão como um "burguês explorador dos coitadinhos".

        • Long_life_tobigcars

          Isso mesmo Roberto. O povo brasileiro além de majoritariamente asqueroso, é invejoso e não admite que um nativo progrida. Caso cresça, ele é combatido pela mídia podre se auto intitulada "especializada". Além disso soma-se a ignorância simiesca do brasileiro em evitar um produto nacional criada por um brasileiro. O que existe no brasil é uma mentalidade tacanha de atribuir um feito de uma pessoa ao coletivo, uma cultura nojenta onde tenta roubar a prosperidade de uma pessoa e elevar a comunidade como um todo.
          Por isso que não serve ser empreendedor nesse lixo de país. Gurgel ainda teve a sorte de sua empresa automobilística durar por um tempo. Em tempos, antes do seu falecimento, a ultima vez que o vi foi em uma avenida daqui de Fortaleza lá meados dos anos 90 onde passeava em seu automóvel Opala Diplomata ano 89. É triste ver um empreendedor ser jogado assim na lata do lixo tupiniquim.

    • SilenceBass

      Cara, mesmo o Mille sendo a "bomba" que é , o BR800 JAMAIS poderia competir com ele. Eu vejo os Gurgel's como 'mini buggy pra adulto', é louvável o ideal, etc. mas os modelos são precários. Não tinha jeito nenhum de competir, a não ser que o produto fosse competitivo, coisa que nem era…

      • Long_life_tobigcars

        O problema de projetar um carro é o custo altissimo. Na casa de centenas de milhões de dólares. O pobre Gurgel dificilmente conseguiria um financiamento dessa magnitude. Por isso que seus carros eram de fibra e aço, mais baratos de serem produzidos mas inseguros.

    • X11auto

      Na época o governo de SP e do Ceara, deram corda para que Gurgel se enforcasse, prometeram uma fábrica no Ceara e ajuda, quando ele entrou com aparte dele, eles simplesmente, caíram fora e deixaram ele quebrar, claro que isso aconteceu a mando de interesses que sabemos quais. Se não tivessem feito isso, talvez, sua empresa estivesse ai, não tão grande, mas crescendo por outros meios . É como digo, se Gurgel tivesse sua empresa hoje, seria mais fácil, éra só fazer como os as outras montadoras, comprar tudo da China e fazer o carro com sua cara!Mesmo porque hoje o mercado , esta escancarando e ele nem seria mais um perigo iminente, diante de tantos que estão hoje ai.

      • Hellvins

        Não concordo, não foi culpa do governo a gurgel ter falido, o modelo era meio fraco perto de outros que já andavam por aqui, claro que o governo não tinha a mesma visão que hoje, com certeza se a gurgel tivesse sobrevivido o governo ajudaria, o problema é se a gurgel se tivesse sobrevivido a fiat ou a VW não comprariam para acabar com a concorrência!

        • rgmmelo

          O pessoal poem toda a culpa no governo, mas será que na época o BR 800 era tão vendido assim? tão competitivo assim pra culpa ser do governo? Também não concordo com esse papo.

        • X11auto

          Esclarecendo o golpe, culpa de governador mancomunados com grandes montadoras para quebrar o Gurgel de vez.
          O golpe foi qdo Fleury e Ciro Gomes prometeram um emprestimo, que seria usado para pagar maquinario comprado da Citroen para a nova fabrica no Ceara… qdo o maquinario chegou (e o boleto junto) a promessa de emprestimo não foi cumprida e o rombo no orçamento da Gurgel a levou a falencia.

          Palavras do amigo Dcall.

          Foi golpe sim.

    • Pedro_Rocha

      A Gurgel não conseguirira suplantar a Fiat com o Uno, que, convenhamos, era bem superior ao BR-800.

    • DCald

      Na verdade, o carro popular da Gurgel era 0.8, quem inventou esse papo de 1.0 foi a Fiat, que já tinha essa bala na agulha…

      O golpe foi qdo Fleury e Ciro Gomes prometeram um emprestimo, que seria usado para pagar maquinario comprado da Citroen para a nova fabrica no Ceara… qdo o maquinario chegou (e o boleto junto) a promessa de emprestimo não foi cumprida e o rombo no orçamento da Gurgel a levou a falencia.

    • kikofar

      Muito bem lembrado! Sem falar no Itaipu, modelo elétrico… Os carros eram feitos com fibra de vidro, o que os tornavam muito leves o que os dava boas médias de consumo… Enfim, traziam muitas boas soluções modernas para a época.

      Uma pena é que o estado brasileiro enxergue no empresário um "vilão" que "come trabalhadores"!!!

  • edy_caceres

    Se em 1988 ja havia carros elétricos, imagina como seria hoje se o governo tivesse dado mais atenção a essa industria nacional?
    Ainda é possivel basta algum bilionario brasileiro querer

    • TvaxQuivax

      Vocês tem que aprar que o governo devia ter dado, o governo isso aquilo, cara a melhor q coisa q o governo poderia fazer é sair da frente e tirar cargas triburárias e deixar o setor privado fazer a mágina dele.. quanto menos poder o governo tiver melhor, pois ele sempre será manipulado pelos "grandões"..

      • zemarreta

        Está correto camarada, dinheiro público é para educação, segurança e infra-estrutura de qualidade, o resto o mercado cuida de separar as embraers dos picaretas.

        • X11auto

          Deveria ser assim, mas até hoje o governo federal e os estados, dão apoio as montadoras, redução de IPI, terrenos, isenção de impostos, etc, etc. Essa é a verdade.

        • edy_caceres

          Há voce esquece de mencionar que o dinheiro publico tambem é para fazer estadio, copa do mundo, olimpiada, e tantas outras coisas pois pra esses devidos fim citados pro voce até agora é dificil ver.

          • Hellvins

            Novamente eu falo se a gurgel tivesse dado lucro ela teria sido vendida, brasileiro é bobo, quando tem uma coisa no pais que faz sucesso ele vende, vide Extra-supermercado e mais recente a Rapidão Cometa comprada pela Fedex, empresario brasileiro não é fiel a nação quer ganhar dinheiro!

            • riccorreasp

              O Extra pertence ao Grupo Pão de Açúcar e hoje o francês Casino detém seu controle.

              Mas por muitos anos não deteve e sequer houve qualquer participação estrangeira. Na realidade, o Abílio Diniz quando procurou o Casino pensava em fazer algo que não deu certo, e acabou por perder o controle acionário.

        • roberto_araujo

          Bela porcaria essa Embraer. Uma mera montadora de teco-tecos e jatinhos de pequeno porte. Boeing, Bombardier, Airbus, isso sim são empresas de aviação.

          • riccorreasp

            Não é bem assim. A Bombardier chegou a ter problemas financeiros em razão da concorrência da Embraer que abocanhou parte de seu mercado.

      • edy_caceres

        Descordo e concordo penso pelo lado social da coisa, o governo ajuda tanta empresa estrangeira porque não ´´estender as mãos“ ha uma empresa nacional?

    • livecajo

      e pq vc acha que ela faliu?

      • edy_caceres

        Por falta de incetivos e cooperação do governo, voce ja parou pra pensar se esse veiculo-so pra citar um- eletrico desse certo será que estariamos a merce desse exploradores multinacionais?

        • livecajo

          Fato se ele lanço seu motor eletrico a anos atraz e nao foi p\ frente foi por um motivo obvio, imagina agora onde petróleo é o ouro negro, enquanto consumimos e nao fizermos algo quanto a isso os eletricos ou a ar como o da psa vao ser sim montados mais a preços tao fora da realidade que so os podres de ricos vao compra p\ dizer que compro, e a nossa realidade mundial o maximo que vamos ter é híbridos eletrico + gas, pelo simples fato das montadoras poderem dizer que tao montando, ve os eletricos no eua super caros, vc acha mesmo que brasileiro vai pagar 80mil ou mais num carro teoricamente inferior e cheio de bla bla bla podendo pagar os 40 que ja é um absurdo no orgulho nacional que vc arruma peça em qualquer lugar e manutenção e mao de obra é barata?

    • DCald

      O primeiro eletrico da Gurgel data de 1973!
      O Br 800 faz até 25,5km/l (isso eu agarantio, pois o meu fez isso)… passam tranquilos em enchente, são seguros (já capotei com o meu) e a manutenção é simples e barata…
      Com um pouco mais de recursos, teriamos um carro brasileiro muito proximo a perfeição… pois o que faltava aos Gurgel era apenas conforto…

  • harfangdneiges

    Um dos grandes culpados, sem dúvida nenhuma, foi o próprio governo que não ofereceu nenhum tipo de incentivo à fábrica nacional. E hoje em dia, a gente observa aberrações como a baixa do IPI para aumentar as vendas que já são boas para níveis absurdos de lucratividade.

    O segundo ponto foi a própria concorrência. Salvo engano, elas fizeram de tudo para boicotar o aço, principal matéria-prima do automóvel. Quando a Gurgel ia comprar, diziam que não tinham à disposição (foi tudo comprado).

    Curiosa a projeção lembrar a do Fiat 500, porque se ele estivesse "vivo" até agora seria mais ou menos aquela cara que ele teria. Neste ponto, não podemos negar que ele acabou, mesmo sem querer, sendo um vanguardista.

    Patriotismo à parte, os carros deixavam muito a desejar, eram pelados e o conforto era espartano. O que não ficava muito longe das carroças da época, mas era ainda um pouco inferior.

  • apneto

    Se surgisse, quebraria logo. Pois faltaria confiança dos próprios brasileiros nos carros fabricados pela marca.
    Aliás, muita gente acha que chevrolet, fiat, vw e ford são brasileiras.

  • AniBALL1975

    João Augusto Conrado do Amaral Gurgel foi um visionário alem de seu tempo! pena que o governo como sempre em conluio com as na época 4 " grandes" jogaram a pá de cal no seu projeto ,seja este carro urbano ou os off roads que alias ainda enfrentam muito bem o interior do Brasil e trilhas por ai !

  • juninho1000

    Há poucos dias vi um Gurgel rodando em minha cidade. Que pena que o governo brasileiro não investiu em um brasileiro.

  • Juniorfillingam

    as diversas barreiras para isso acontecer, mas "se" ao mesmo não houve -se quebrado a primeira industria acredito sim q poderia haver mais montadoras 100% nacionais, outra as pessoas ficam falando tanto de carro nacional etc, sabem pq vende tantos gol e uno e palio, pq os mesmo tem um monte de peça paralela e mecânica barata. Não há um sentido nisso carro de industria capital nacional não presta e as peças são todas boas e muito bem vendidas. Pões a mão na consciência.

  • birchip

    É uma vergonha ainda não termos nenhum fabricante de veículos genuinamente brasileiro.
    Somo o único país do BRIC (Brasil, Russia, India e China) a não possuirmos uma montadora 100% nacional.
    <img src="http://img252.imageshack.us/img252/8996/gurgelsupermini.jpg"&gt;

  • sparcos_ds

    E o Eike Batista? não iria construir uma montadora para fabricar carros elétricos? bem que ele poderia "Ressusitar" o Gurgel heheheh (isso se as 4 montadoras pilantras deixar hehehe)

    • riccorreasp

      Aí seria uma briga de pilantras, já que o Eike Batista pertence a mesma "espécie".

    • O_Corsario

      Eike já mostrou seus dotes empresariais com a JPX…

      • Pedro_Rocha

        E teve o mesmo destino da ENGESA e da Hummer: ficou à espera de boquinha do Exército mas se ferrou quando FHC começou o processo de destruição de nossas FFAA.

    • DCald

      O Eike teve a oportunidade dele de ajudar a Gurgel… mas deixou o Eng. Gurgel esperando…

    • rgmmelo

      Errado, Eike iria construir nada. Ia fazer um projeto, ena fase pré -operacional iria colocar a CARX na bolsa e vender pastel de vento….

      • riccorreasp

        Coisa que, aliás, ele como magnífico especulador o faz como ninguém.

        • kikofar

          Tá aí as "empresas" de exploração de petróleo dele com seus portos produzindo milhões de barris/dia! kkkkkkk

  • Readgis

    Gostava muito do BR800 quando criança, se houvesse apoio de um governo federal de verdade a Gurgel poderia estar em primeiro lugar nas vendas no país hoje, como acontece com a Fiat na Itália, VW na Alemanha e o Grupo Hyundai na Coréia e outras fabricantes em seus respectivos países desenvolvidos.

    O fim da Gurgel foi encomendado pela Fiat, Ford e a "antiga" GM, esta, aceita pelo governo do exmo mafioso doutor Sarney, o intocável de Lulla. A única a oferecer algum apoio, mesmo que só vendendo os chassis e os motores boxer para transformação no Enertron 2 cilindros do BR 800.

    Nenhuma fabricante mundial sobreviveu sem a ajuda do governo do seu próprio país,

    BRESIL, um país de tolos.

  • fkas

    Sem sentimento patriotico, e analisando bem friamente: O que era a Gurgel? Seus carros eram umas "bombas" de engenharia; os jipes eram mecânicas de Fusca montados em uma estrutura de fibra de vidro toscas, com problemas sérios de corrosão na estrutura tubular do chassis (com o tempo a fibra que revestia os tubos se enchia de fissuras e deixava entrar água, o que apodrecia tudo, ao menos próximo ao litoral), sem acabamento, sem ergonomia, sem segurança; o BR800 era um projeto ridículo, com níveis de conforto, segurança, ergonomia, desempenho e soluções de engenharia compatíveis com o que se fazia na Europa na década de 40 (pós-guerra em um continente devastado)… Usar meio motor de Fusca, com uma "gambiarra" para refrigerá-lo a água, um câmbio longitudinal e tração traseira com eixo rígido, vidros de correr, uma carroceria que era pouco mais que um "caixote"… Falando sério, aquilo nasceu fadado ao fracasso! Carros elétricos? De novo, pegar um "trambolho" e enchê-lo de baterias chumbo-ácido e acoplar um motor elétrico numa caixa de câmbio VW era tão "tecnológico" quanto os carros elétricos do início do século 20 (quando eles eram mais comuns que os carros a gasolina).
    Podem me malhar, mas o brasileiro precisa deixar de ser tão pouco exigente, e achar que qualquer coisa que lhe seja oferecida está bom. E em termos de automóveis ninguém vai para a frente fazendo gambiarras.

    • Rafael_rec

      Concordo extamente com tudo. A Gurgel quebou pelo fato de conseguir fazer veículos bem inferiores as carroças que eram vendidas na época.

    • zemarreta

      Concordo em gênero, número e grau. Não é porque é brasileiro que temos de engolir a seco. O importante é ser seguro e de qualidade. Onde é fabricado é secundário.
      O interessante é que brasileiro, quando tem que competir no mercado internacional, faz coisa (muito) bem feita, vide a Embraer (ou mesmo nossos sapatos). O problema é quando esses produtos só são vendidos aqui no Brasil, aí qualquer pressão dos importados faz os fabricantes brasileiros começarem um mimimi sem fim, até o governo fazer um protecionismo a la anos 70 para aquele setor.

      • luizcrjr

        Comentário sem noção. deveria o governo dos EUA ter deixado a GM e a Chrisler quebrar? o governo da frança dexar a PSA quebrar? claro que não… só tem idiotas que deixam isso acontecer no Brasil.

        • zemarreta

          Nem vou responder grosseria. Apenas relatar sua mensagem para a moderação.

          • luizcrjr

            não foi grosseria, peço desculpas. Muitos falam de protecionismo, mas a verdade é que ele tem que existir no Brasil por que simplesmente não estamos preparados e nem no mesmo nível da concorrência externa. Também sei que isso gera um circulo vicioso e empresários acomodados…

            • SilenceBass

              Meu caro ,compare o produto Gurgel com o pior modelo das marcas citadas por você. Verás que não existe protecionismo nenhum. Simplesmente os Gurgel não podiam sequer SONHAR em competir com o que tinha por aqui, e olha que estamos falando de Mille, Fusca, Fiat 147 … quem dirá hoje.

              E olha que citei carros nacionais. Se tomasse como exemplo os modelos/marcas americanas, que sabemos ter a concorrência ferrenha porque disponibilizam bons produtos, o buraco seria mais embaixo…

      • roberto_araujo

        "Embraer faz coisa muito bem feita".

        auhsahsaoshuoahusahusa AHAM! A Embraer é só uma montadorazinha de aviões de pequeno porte, aviões estes que são montados usando turbinas e equipamentos de navegação importados da Europa ou dos EUA, pois a indústria "brasileira" é incapaz de produzir qualquer coisa minimamente sofisticada. Se não fossem os financiamentos do BNDES ou os contratos com as forças armadas brasileiras, que dão prioridade aos teco-tecos da Embraer, ela já teria quebrado há muito tempo.

    • thales_sr

      Ok. Mas, e Hyundai e Kia, quando começaram, batiam de frente com VW, Ford, Fiat? Lembro bem das jabiracas que vendiam por aqui.

      • fkas

        Ainda que fossem horríveis, eram vastamente superiores a qualquer produto que a Gurgel tenha fabricado. Sinto, mas os produtos da Gurgel eram mais que simplesmente sofríveis…

      • SilenceBass

        Compare um Accent 1995 completo com um Gurgel "completo".

        É comparar carro com mini buggy.

        • thales_sr

          Quando o Accent foi feito a Hyundai já tinha muito mais anos de experiência (e dinheiro injetado) que a Gurgel. É fácil bater e falar que era uma porcaria, mas talvez com auxílio, pudesse ter dado certo. Os carros japoneses também eram outras porcarias no começo. Matar uma indústria no começo é mole mole. O governo japonês não matou, incentivou. O coreano também. Já o brasileiro…

    • SilenceBass

      Comentário irretocável.

    • marcossadalamuller

      Muito fácil ficar aqui no conforto do computador condenando uma fábrica que mal tinha recursos financeiros e políticos. Gurgel foi muito mais além do que qualquer outra fábrica, mais até que suas possibilidades. Que fábrica conseguir fundir e construir o seu próprio motor no cenário político, financeiro da fábrica e da concorrência de multinacionais? NENHUMA.O Enertron, pode até ser uma inspiração do motor de fusca, mas era o início e não pagava royalties pra VW. Ninguém começa um motor já fazendo coisas grandiosas, ainda mais sem dinheiro e apoio do governo NINGUÈM. Falar que o carro é ruim comparando com carros de marcas multimilionárias? Ah, dá um tempo vai. E o outro comparando com a Embraer????!!!! Nada a ver!!!!!!!! Embraer já nasceu grande como estatal…Gurgel saiu do nada e no fim, ainda acabou conseguindo contruir uma tecnologia própria e vendas até consideráveis Gurgel foi sozinho até o fim. E o cara me vêm falando umas barbaridades como essa, não é nada pessoal, mas acho uma puta sacanagem desqualificar este homem que no mínimo foi ousado.

      • CyborgPilot

        Marcos, o teu comentário está perfeito e tem meu total apoio. Muitos dos que criticam nem sequer se deram ao trabalho de conhecer a fundo a história da empresa e do visionário que foi João Amaral Gurgel.

      • Pedro_Rocha

        Gurgel cresceu em um mercado fechado e os Governos Estaduais compraram carros dele à mancheia. Concordo que Gurgel foi um visionário, mas quando os projetos dele realmente amadureceram (Carajás e BR-800) era tarde demais, pois ainda assim não tinham condições de concorrer com F-1000 e Uno, por exemplo.

      • thiagomgandrade

        Acho que ninguem está questionando a atitude e a história do Gurgel, só estão expondo a realidade que os produtos dela estavam em nível inferior ao mercado e por isso não conseguiu prosperar.

    • Castle_Bravo

      Concordo na plenitude, por mais que haja fãs por aí, os Gurgel eram sofríveis, que fora o fato de serem nacionais e ter um preço artificialmente mais baixo, não tinham vantagem alguma ao consumidor frente à concorrência.

    • Pedro Evandro

      É isso aí, fkas!

      Esses dias mesmo falei da "tosquisse" dos carros da Gurgel e teve gente me criticando:
      https://www.noticiasautomotivas.com.br/de-tomaso-p

    • Pedro_Rocha

      O melhor comentário sobre a Gurgel que já li até agora. Parabéns pelo pragmatismo.

    • roberto_araujo

      Mas porque foi assim? Justamente porque, com todos esses empecilhos governamentais, é praticamente impossível desenvolver tecnologia aqui no Brasil.
      Imagine: ele vai comprar alumínio pra produzir um protótipo de um motor, e tem que pagar impostos altíssimos. Pra importar um computador de testes de sistemas de injeção eletrônica ou algo do tipo, tem que pagar imposto, esperar dias até o produto chegar, pagar o altíssimo preço do frete, etc.
      Isso sem contar que, depois da "redemocratização", o poder de lobby das grandes montadoras aumentou muito, pois elas que bancaram a campanha eleitoral dos políticos, que, depois de eleitos, fazem tudo que elas mandam.

    • DCald

      Cara, vou ter que discordar. Tenho um Br 800 100% original e unico dono na garagem, e não é essa porcaria que vc relata… muito pelo contrario.
      É um carro seguro! Sim, capote com qualquer popular e pergunte se os 4 ocupantes saem sem nenhum arranhão, e, se o carro, depois de tudo isso, sai andando normalmente? O Br 800 faz isso. (e isso é comprovado fisicamente se estudar a estrutura dele).
      Sobre o "meio motor de fusca"… outra balela. Apesar de compartilhar muitas peças com o VW, o projeto tem muitas diferenças… diferenças suficientes para fazer um BR 800 fazer 25,5km/l de gasolina. tente colocar um motor de fusca no Gurgel e veja se passa dos 12km/l.

      Sobre a tração traseira, apesar de ser menos eficiente, garante ao BR 800 acesso a onde outros populares com tração dianteira não chegam. Lembre-se, o BR 800 foi projetado para motorizar o Brasil, não só os grandes centros. Veja na epoca, qto era asfaltado nesse Brasil afora.

      Sobre os problemas de conforto, ergonomia e os vidros corrediços, foram resolvidos na evolução do BR 800: o Supermini.
      Mas, vc queria o que? que a Gurgel começasse a construir um "Mini Cooper S" e vende-se a preço de uno mille?

      Sobre os carros eletricos.. 80km/h de maxima e 80km de autonomia num veiculo do porte de uma Kombi, a 30 anos atras não é surpreendente pra vc? vai ver qual o desempenho dos eletricos de fabricantes multinacionais quase centenarias no começo desse milenio, ou seja, de 15 a 20 anos apos o "trambolho com baterias da gurgel"

      Sobre problemas serios de corrosão na estrutura tubular, sabe qdo começou isso? Depois de 20 anos de uso na beira da praia! E isso pq muito retardado entrava com o carro na praia e não tomava os mesmos cuidados que se tomam com carros de lata, pois achavam que era indestrutivel.

      Agora, coloque qualquer ecosport ou duster da vida, 1 mes estacionado de frente para o mar e veja o que acontece!

      • Matheusbio

        Espero q seu comentario cale essa galera

        (Y)

      • CyborgPilot

        Taí o testemunho de um proprietário de um Gurgel desde zero KM. É bom pra calar a boca de muito falastrão que critica sem nem ao menos conhecer e ter contato com o produto.

        • kikofar

          Vibrei aqui!!! Tive 2 vizinhos, um teve o Supermini e outro tinha um Carajás e pela "convivência" que tive com aqueles carros, eles eram no mínimo, interessantes.

          Na minha humilde opinão, não se pode comparar empresa da Coréia do Sul, onde a educação virou prioridade nos anos 60, estudantes foram mandados às toneladas para cursar engenharia nos EUA e Canadá e onde o governo praticamente subsidiou todo o início da indústria automotiva deles, a mesma que hoje nos apresentam como "maravilhas tecnológicas" nas propagandas da Hyundai aqui no Brasil. Nos anos 80 a Coréia do Sul já era um país transformado pela educação de ponta. Era rotulado de "Tigre asiático" não era à toa. Enquanto isso, no Brasil, hiperinflação, preços galopantes, políticas econômicas que mudavam tudo como se fosse tabuleiro de Banco Imobiliário, desigualdades social-educacional-econômica absurdas, falta de segurança jurídica, legislação engessante e por aí vai…
          CONTINUA…

      • kikofar

        Pra mim, o Sr. João Gurgel conseguiu foi uma proeza, de fazer vender 7 modelos, sendo 2 deles utilitários que atualmente são febre no nosso mercado, já naquela época. Teve erros, claro que sim, como todos que arriscam, como qualquer empresário num ambiente tão pouco propício à aventura como é o Brasil.

  • ninjacar

    Igual o fiat 500

  • rafael_rtg

    Por isso que eu disse em um comentário, se eu fosse um empresario, tivesse a ideia d e produzir um bom produto nacional, eu iria querer vender 100 unidades a R$ 20.000, ou 1.000 un a R$ 2.000,00??? Ninguém é bonzinho em dizer, a vou trabalhar mais para ajudar o povo brasileiro a ter melhores condições, por isso vou vender 1.000 un a R$2.000,00…. Seu produto vai ser a nova sensação do mercado, você a vai se matar de trabalhar para atender a demanda, sua qualidade vai caindo devido ao ritmo de produção alto , seus custos vão aumentando e o governo não vai te dar apoio nenhum… Isso resume a Gurgel…..

  • rattrap587

    Texto muito bom. Parabéns ao autor. Eu apoiaria uma futura marca nacional. Por que não?!? As montadoras estrangeiras só sabem nos explorar.

  • LeoWing82

    Po se fosse igual ao da projeção acima eu comprava

  • zemarreta

    Se surgisse um novo Gurgel, provavelmente seria mais inseguro que "nossos" inseguros já em produção. E pior. Era capaz do Governo, numa patriotada, dar algum jeito de subir o preço dos demais carros para esse Gurgel poder ser competitivo.

    Infelizmente (ou felizmente) carro bom é carro global, que dá para ter certeza que tem muito mais testes antes de ser vendido (e que se tiver problemas, os fabricantes vão encontrar solução muito mais rapidamente).

    • luizcrjr

      veja bem nós temos aviões (embraer) que são vendidos no mundo todo, por que não poderíamos arriscar na industria automobilística?

      • zemarreta

        Já respondi isso algumas linhas acima.

    • DCald

      Pq seria mais inseguro se os Gurgeis são mais seguros que os carros da epoca dele?

      Alias, vc sabia, que, em 89 o BR 800, veiculo popular, feito para ser barato, vinha equipado com brake light? nem o Diplomata SE vinha com isso de fabrica! um pequeno detalhe, mas que faz diferença. Alem disso, vc pode capotar um gurgel e seu habitaculo continuará completamente integro, o que não acontecia com nenhum outro nacional da epoca.

      • zemarreta

        Dcald,
        Vc já reparou que na maioria das vezes (senão em todas elas) os carros feitos apenas para o Mercosul são mais frágeis no crash test do que os modelos globais do qual derivaram? Desconheço um caso em que eles sejam melhor que o desenho original.
        A realidade é que para vc fazer um carro seguro, que resista aos mais rigorosos crash tests vc precisa de muito, mas muito dinheiro. Dinheiro para testar exaustivamente cada mínima alteração no projeto. Assim, a menos que vc tenha essa montanha de dinheiro, vc não tem como testar, simular e certificar cada peça e como eles interagem entre si.
        A menos que a Gurgel dispusesse dessa montanha de dinheiro, não vejo como ela possa fazer um carro mais seguro que os outros.

        • DCald

          Não é pq os outros fabricantes fazem modelos mais frageis para os emergentes que signifique que, automaticamente o gurgel fez mais fraco.

          Qtas pessoas vc conhece que se machucaram num acidente com um Gurgel? Já parou para olhar a estrutura de um gurgel? já parou para analisar o comportamento de um gurgel?
          Então, eu conheci varias pessoas que sofreram acidentes a bordo de um gurgel (e nunca por culpa do carro), e, a unica pessoa que se machucou foi um senhor que machucou a mão qdo bateu com a mesma no radio do carro (não original)… e isso só aconteceu pq estava sem cinto de segurança!

          A fibra de vidro é boa para dissipar energia, a estrutura metalica é resistente o suficiente para garantir o habitaculo intacto, e sim, o carro possui barras de proteção deformaveis na dianteira. Assim como, nos pós-90, um sistema em que o motor vai para baixo em caso de colisão.
          E, "crash tests reais" provaram que o carro é resistente até mesmo onde eu achava ser seu ponto fraco (a lateral).

          É possivel fazer carro seguro sem gastar montanha de dinheiro sim! É só ter noção do que se esta fazendo! Alem disso, a velha formula do Isaac (F=m.a) colabora e muito para a segurança dos Gurgel

    • EDZTV

      Ah sim, O governo q sempre abraçou a gigantes bilionárias? faz favor, seja realista e deixe desse achismo barato

  • MecanicoDigital

    Acho que o autor da imagem foi meio irônico, usando o 500 como base, já que o principal algoz na derrocada do BR800 foi o Uno Mille….

  • Freaky_Boss

    Curto e grosso:

    Como seria a Gurgel hoje?
    Resposta: Teria sido vendida para um grande (como a Troller) ou teria falido.

    Para surgir uma nova Gurgel hoje:
    Iniciar do zero uma nova marca no ramo automobilístico exige um capital ALTO , em um investimento de ALTO RISCO.
    Tudo o que a iniciativa privada não quer.

    Portanto, deveria ter fundo do governo , o chamado "dinheiro a fundo perdido", num misto público/privado.
    Talvez , e só assim, desse certo.

    A pergunta é: vale a pena?
    O Brasil não teria outras prioridades?

    Essa é minha opinião apenas.

    • luizcrjr

      Então nossas opções são… vender nossas industrias a grupos estrangeiros e depender totalmente deles? os chineses foram inteligentes forçando as grandes montadoras a se associarem com grupos locais, resultado é que estão surgindo montadoras chinesas que já estão investindo no Brasil… só nós não temos força pra nada… deitados eternamente em berço esplêndido!

      • Pedro_Rocha

        A China é um caso à parte, pois possui 200 milhões de "brasileiros" para comprar e 1,1 bilhão de chineses para trabalharem a US$300,00 para os fabricantes.

    • X11auto

      Neste pais, prioridade é o que você pode dar para o governo, se fosse estatal, com certeza iriam querem, pois seria mais uma galinha dos ovos de ouro. Agora, um brasileiro pedir ajuda para fazer uma montadora, com tantas ai que ja controlam o governo, ai fica impossível. O certo é abrir uma montadora num país vizinho aceitável, e depois de alguns anos caso tenha sucesso, ai abrir uma planta aqui, como uma multi nacional de um brasileiro, é o que viraria.

  • CyborgPilot

    Gostei bastante do texto. Aos colegas acima que criticaram veementemente a qualidade dos Gurgel vendidos na época, eu pergunto: Já viram algum Gurgel semi-novo soltando a roda, o eixo traseiro, decepando dedos, fundindo motor com 5 mil km rodados apenas, pegando fogo do nada, etc…? Ficar com a bunda sentada numa cadeira e metendo o pau num dos maiores empreendedores que esse pais já teve é fácil. Eu quero ver é ter culhões pra fazer tudo o que ele fez, passando por todas as dificuldades que ele passou.

  • Diggo

    Seria show, e falando nisso o desenho deste ai ficou legal.

  • Castle_Bravo

    Pobre de nós se a Gurgel ainda existisse! certamente mendigaria migalhas ao governo que taxaria mais ainda a concorrência nos deixando poucas opções: ou o caro carro "popular" da Gurgel ou caríssimo não-Gurgel.

    Empresa que precisa de auxílio estatal para aleijar a concorrência como a Gurgel, não merece ir para frente. Sinto por quem trabalhou lá ou por que investiu na empresa, mas fora isso, o consumidor seria o maior prejudicado em caso de sucesso.

    • DCald

      Pois eh… coitadinho dos alemães, ingleses, italianos, franceses, estadunidenses e chineses.

    • EDZTV

      AH sim, Não foi governo americano que comprou boa parte da GM? ou eu vi coisas?

      Bom, Aqui abrem as pernas pras montadoras estrangeiras, dando isenção de IPTU pro terreno da fabrica de 10 a 25 anos ,mandam e desmandam, fizeram birra recentemente quando o governo não as quis ajudar ameaçando de saírem do Brasil e em troca de tudo isso, recebemos ÓTIMOS carros né? de todos de boa qualidade. ¬¬

      • Castle_Bravo

        Um erro não justifica o outro, o fato de "abrirmos as pernas" aos estrangeiros não torna menos errado "abrirmos as pernas" aos nossos compatriotas. Não temos carros de boa qualidade porque protegemos a indústria que produz aqui da concorrência, simples assim, colhemos o que plantamos, se a Gurgel estivesse por aqui ainda, ela seria a protegida e os carros seriam um lixo tão grande quanto, se não piores.

        • EDZTV

          Cara, veja o que vc comentou anteriormente estou analisando exatamente o que vc disse:

          Ah protegemos a indústria automobilística sim, claro, entrando vários carros Chineses, Mexicanos e Argentinos quase q na camaradagem claro, claro

          Não temos mais fábricas nacionais, temos? Temos lixos ainda, não temos? feitos por todas essas montadoras gigantes e pra terminar de ferrar essas chinesas é ou é?

          Vc falou de empresa que precisa de auxílio do governo e tal não merece ir pra frente: Então segundo seu raciocínio , a GM era pra ter falido mais o governo americano comprou não comprou? Tudo q é empresa pega dinheiro do governo, ou não é? Quando o governo daqui ameaçou não ajudar as montadoras estrangeiras ela ameaçaram bater o pé e venho ganha, e o que dizer o Itamar q deu um caminhão de grana pra ajudar a WV pra ajuda-la voltar com o FUSCA ? engraçado que vc nem falou nada sobre isso no seu segundo comentário

          E a questão dos carros não serem tão evoluídos é a questão daqui ser um pais q é péssimo de se desenvolver tecnologia, por vários motivos taxas de importação de matéria prima, falta de mão de obra qualificada e etc. e a Gurgel mesmo assim tava evoluindo o Supermini é uma prova disso.

          E ainda assim temos exemplos de produtos fabricados aqui que mesmo protegidos tem uma qualidade superior a produtos importados.

          • Castle_Bravo

            Todo teu comentário resume-se basicamente ao que me opus acima, o fato de um governo ajudar uma empresa (seja qual for) não torna mais correto fazer isto. A GM deveria ter falido? sim, deveria, afinal ela se afundou por conta própria.

            "Tudo quanto é empresa pega dinheiro com o governo", não necessariamente, apenas as quem tem o lobby mais forte, mas de novo, isto não torna mais correta a prática.

            Não preciso falar do Itamar ter "ajudado" a VWB a ressuscitar o Fusca, pois quando o Fusca renasceu (1994) a Gurgel já estava moribunda, e de novo, o fato de "abrirmos as pernas" com teu dinheiro aos estrangeiros, não torna mais correto "abrirmos as pernas" aos empresários nacionais.

            E desculpa cara, perto do que havia no mundo à disposição (e até mesmo no Brasil) o Super Mini não era um primor de tecnologia, nem de longe. Um carro quadrado, de fibra de vidro, com mecânica Volkswagen lá da década de 30 e nenhum item de conforto, sem falar na segurança inexistente, custando o mesmo preço de veículos "de verdade" vendidos no Primeiro Mundo.

    • Long_life_tobigcars

      Na condição que você frisou sobre o protecionismo a favor do Gurgel seria a parte nojenta em obrigar a todos a comprar carros genuinamente nacionais. Se Gurgel realmente tivesse seguido o sucesso, podiamos sim ter carros genuinamente nacionais mas, a política podre protecionista brasileira iria elevar mais os impostos de outras marcas afim de proteger a empresa "100% nacional". Seria mesmo pior para nós e Gurgel iria achar ÓTIMO se o desgoverno o protegesse.
      Realmente a tacanha cultura coletivista brasileira não dá lugar ao empreendorismo.
      O destino reservou ao brasil o subdesenvolvimento em termos próprios e um povo medíocre.

  • gcarlos

    Tanto o Gurgel quanto o autor do texto são sonhadores. Dificilmente uma empresa hoje será grande se não conseguir investidores, capital de outros. …….

    • X11auto

      Hoje parece mais difícil entrar neste mercado, se bem que com dinheiro é só comprar da China, que ta fácil.

    • DCald

      A resposta do sr. Gurgel: "Só no Brasil, alguem que fabricou mais de 40mil veiculos e os exportou para dezenas de paises é chamado de sonhador." (não exatamente com essas palavras)

  • yagogabriell

    E a Tac Motors?
    O Tac Stark me parece ser um bom carro.
    Procurem sobre a marca, vale a pena. O NA podia fazer um post sobre a marca brasileira.

    • Matheusbio

      Caríssimo!!!!

  • X11auto

    Na época o governo de SP e do Ceara, deram corda para que Gurgel se enforcasse, prometeram uma fábrica no Ceara e ajuda, quando ele entrou com a parte dele, eles simplesmente, caíram fora e deixaram ele quebrar, claro que isso aconteceu a mando de interesses que sabemos quais. Se não tivessem feito isso, talvez, sua empresa estivesse ai, não tão grande, mas crescendo por outros meios . É como digo, se Gurgel tivesse nascido anos depois e tivesse sua empresa hoje, seria mais fácil, era só fazer como, as outras montadoras, comprar tudo da China e fazer o carro com sua cara! Mesmo porque hoje o mercado , esta escancarando e ele nem seria mais um perigo iminente, diante de tantos que estão hoje ai.

  • Dcyno

    Parabéns a esse grande brasileiro que foi João do Amaral Gurgel, ele só errou numa coisa : investiu no país errado, se tivesse ficado nos U.S. provavelmente teria dado certo fabricando carros em algum nicho de mercado, lá ainda é um país que dá muito mais oportunidades que aqui pois é um país democrático e capitalista, aqui somos comunismo disfarçado em democracia .

    • SilenceBass

      Lançando esses modelos ?!

      Iria vender bem no dia das crianças…

      • Dcyno

        Óbviamente não esse tipo de carro, como eu sitei acima, fabricando um produto para algum nicho de mercado.

  • FrankOff

    Sem apoio do governo nao existirá nunca uma marca nacional. A china tem centenas de marcas que devem-se em parte as leis que obrigam as multinacionais a compartilhar tecnologia com as locais se quiserem se instalar no país, isso da competitividade a industria deles. Percebe-se tambem que nao ha interesse por parte dos empresários brasileiros em investir nesse mercado, pois existem muitos outros investimentos com retorno maior para explorar.

    • Hellvins

      A Culpa não é do governo e do empresario que prefere pegar pronto, pois é mais pratico, o governo no máximo pode apoiar, mas como não existe industria 100% nacional para que! O gurgel não tinha um produto bom isso é fato, o negocio não era nem perto de seguro!

  • Hellvins

    João do Amaral Gurgel, ele errou, o produto dele não era melhor que os importados, se ele fosse, bem ele teria vencido! Parem e pense se o gurgel tivesse sido sucesso, vocês acham que não teria sido vendido,para FIAT OU VW, ora tá cheio de exemplo de empresários brasileiros que quando tem um negocio prospero aqui dentro, eles vendem para os estrangeiros sem dô nem piedade, não adiante pegar a bandeira do brasil, tranta-se de capitalismo, sua bandeira é o dinheiro!

  • duhehe

    A gurgel tem um pouco de culpa de ter falido !

    Não investir no coração do mercado e fabricar alguns modelos de gosto duvidoso é complicado.

    A gurgel deveria ter feito o seu ''Gol'' e o seu ''monza'' se quisesse sobreviver, mas decidiu focar em outros produtos e deu no que deu.

    • DCald

      Foi exatamente o contrario… enquanto a Gurgel fabricava jipes e furgoes, ninguem ligava pra ela. Qdo entrou no mercado dos populares, dai a coisa apertou e se uniram para puxar o tapete.

      • duhehe

        Dessa eu não sabia.

  • livecajo

    So nao foi p\ frente pq ele queria por um motor eletrico, isso ja iria desperta desinteresses futuros e pelo fato de que ele nao teve apoio do governo, ele entro no jogo da forma errada tinha que fazer dinheiro e depois ser revolucionário com o motor eletrico, mais foi boicotado antes mesmo de chegar la, coisas de brasil. Agora realmente o brasileiro presisa de uma marca automotiva para fazer com que o preço desses gol da vida seja posto no seu devido lugar, afinal com uma fabriaca 100% brasuca quero ver a desculpa de altos preços, e é por isso que nao existe e nao vai existir uma fabrica automotiva 100% brasuca, poucos vao entender e muitos vao falar que é bestera o que disse mais a realidade e nua e crua estamos a mercer desse governo

  • poiopoio

    Os colegas que comentaram sobre a inferioridade do carro em relação aos concorrentes têm razão mas, como já foi dito por outros, o fato de o homem ter realizado seu sonho e ter tido bolas pra ir em frente é o centro da questão. Hoje é difícil que apareça uma pessoa assim, disposta a por tudo em risco por um sonho!
    Ah! Eu sempre quis ter um BR-800! O Motomachine também seria um belo brinquedo!

  • Henrique_Mafra

    putz…lembra muito um sketch que fiz certa vez, como seria um novo gurgel…na verdade o que eu fiz era mais quadradinho, com inspiração no olhar de um leão…( herança da paixão pelo tigra)….como faço pra enviar pra galera aqui do NA ?

  • roberto_araujo

    A Gurgel não deu certo devido ao fato do Brasil ser um ambiente hostil aos negócios e ao empreendedorismo. Seus carros não eram um primor, mas isso se deve a extrema dificuldade de se desenvolver tecnologia nesse país.

    Quantos aos analfabetos que citam a Embraer como um exemplo de empresa, sugiro que se lembrem que ela é e sempre será um micro-negócio se comparada as verdadeiras companhias do ramo aeroespacial, como Boeing, Airbus, Bombardier, etc. Essas sim são verdadeiras fabricantes de aviões, pois desenvolvem suas tecnologias e montam suas máquinas usando componentes fabricados localmente, não é que nem a Embraer, que precisa importar até os parafusos dos seus teco-tecos.
    Além disso, a Embraer estaria quebrada se não fossem os contratos com a Força Aérea e os financiamentos do BNDES.
    Embraer=montadorazinha de aviões de pequeno porte.

    • Hellvins

      E por incrivel que pareça e eu concordo com você a Embraer é sim uma montadora de aviões, ainda sim ele tem valor no mercado, seus produtos são de fora por que o brasil gosta disso o brasileiro gosta disso é vende muito bem, obrigado! Se a gurgel tivesse pegado o exemplo, acho que ele estaria no jogo!

  • Edufos

    Amigos, tem um documentário bem bacana feita por alguns alunos da USP… vale a pena dar uma olhada. http://www.youtube.com/watch?v=gUzIT9v7ssQ

  • alexsandroscob

    Três documentários muito bons sobre carros elétricos:
    Tesla Model S – National Geographic: youtu.be/fmVtfBBYdZA
    Quem Matou o Carro elétrico: youtu.be/izc4Cfw2oiQ
    A Vingança do Carro elétrico: youtu.be/4_7c9kPncnk

  • EDZTV

    O Bob's foi fundado por um americano
    muito coerente comparar a manufatura de lanches com as de carro, parabéns mesmo!

  • Acho que a melhor maneira de começar uma marca de automóveis seria primeiro buscar o respaldo do "inimigo" para fazer algum produto que não seja uma pedra no sapato dos grandes que ditam as regras mas que ao mesmo tempo traga um volume satisfatório de vendas, um carro que tenha muitos componentes essenciais já disponíveis no mercado, exemplo, uma parceria com a Ford para fazer um carro sobre o Fiestinha ou trazer o Laser, o Aspire, que têm um desenho desconhecido do mercado e não demandaria investimentos desnecessários em moldes para a lataria, ou então o Swift antigo da Suzuki nos tempos que ela era da GM, ou o Baleno… isso se as grandes se dispuserem a contribuir, normalmente fazem, mas podem se negar também…

    Um carro não tão novo, mas ainda assim interessante pela economia de combustível e facilidade em se encontrar peças de marcas já consagradas como Bosch, Cofap, etc… ajudou bastante a Daewoo a emplacar o Prince e o Espero, ajudaria muito para uma marca novata:

    _"Ei, você já viu aquele carrinho de marca tal? Será que é bom?" _Deve ser, a "mecânica" dele é do Corsinha, deve ser fácil de achar peças, a suspensão dele é a mesma do Fiesta… O mercado consumidor de carros de volume preza muito esses detalhes;

    Isso levaria uns 7 a 10 anos para firmar-se e consolidar-se no mercado, tempo suficiente para se criar relações mais fortes e sólidas com diretores dessas montadoras, participar de associações comerciais, se aproximar de fornecedores importantes, criar vínculos e assim se estabilizar nesta sociedade;

    A partir daí pode-se começar a pensar em modelos próprios, a alçar voos mais altos. Isso é o que eu penso.

    Quem já chega "do nada" querendo lançara superesportivo, carro revolucionário que vai dispensar o uso de gasolina ou de peças padrão, ameaçando a estabilidade dos gigantes só vai se quebrar, isso é uma regra da humanidade, é como surgir em um grupo já querendo dar as tintas ou se sobressair sobre os influentes daquele grupo / sociedade, isso nunca acaba bem para o inovador / entusiasta, não só no ramo automotivo com em qualquer outro.

    Ou pode ser que eu esteja errado e tenha teclado um monte de besteira, hehehehe afinal, quem não arrisca, não petisca, há muitos exemplos de empresas que começaram do nada, enfrentaram processos dos grandes do mesmo ramo e estão aí, firmes e fortes…

    • leandrocn

      É uma forma de abordagem, não bater de frente com o mercado é importante no início, pra não morrer na praia… concordo com teu comentário…

  • Kezcot

    A receita ideal para um carro ser vencedor no Brasil é disputar um nicho não explorado pelas outras montadoras, o do Smart.
    O Smart é pequeno, econômico, design agradável e seguro. Mas é muito caro.
    Se um empresário convencer o governo das vantagens de carros pequenos em grandes cidades, (p/ os que não querem usar o transporte público),
    terá incentivos, tornando-se competitivo.
    A Caoa e a Tak já poderiam estar explorando este nicho.

    • leandrocn

      to contigo Kezcot.

      Comentei da Caoa agora há pouco, se a Hyundai fez o hb20 todinho para o Brasil, só faltou ele ter nascido sob a bandeira de uma marca nacional… to errado?

      É utopia imaginar uma empresa com 100% de trabalhadores Brasileiros… mas que tivesse uma diretoria e uma identidade com o nosso povo, já seria um ourto tipo de produto, engenheiros, desenhistas, traga-se o que o dinheiro pode pagar (brasileiros ou não). Estamos acostumados a achar que só é nacional se o cara fizer com fibra de coco, ou com bagaço de cana, ou com banana prensada, enfim… temos que pensar como os demais países, se propor a um nicho e iniciar por algum lugar…

  • TONY_SHARKS

    seria bom se isso ocorrer, bem como ter várias opções de modelo, desde carros para passeio, pick up´s, suv´s e utilitarios de pequeno/ medio porte

  • pegadasdamarcha

    o Eike Batista não pensa em criar uma marca de carro popular genuinamente nacional?

    Então, corre atrás para adquirir o nome. Aposto que ele vai se dar bem ressuscitando/homenageando a Gurgel

  • PEDRO_HAWK

    Se a LADA que se originou na URSS (onde beleza não tinha vez, utilidade era tudo) hoje faz carros bonitos e modernos, acho que a Gurgel também chegaria lá. Realmente foi uma pena ter acontecido assim…

  • Carlosr2011

    Se surgisse Gurgel assim, a FIAT iria processar por plágio. Igualzinho o 500.

    • João Victor Oliveira

      Foi só uma progessão no Photoshop que eu fiz, cara. Só um exemplo. Não é pra seguir à risca, é só pra ter uma ideia.

  • Renan21

    Não seria o melhor ou mais bonito carro.
    Mas com certeza iria aumentar o mercado brasileiro e poderia servir de incentivo e inspiração para o surgimento de outras marcas brasileiras.

  • GuilhermeTUF98

    Tinham que fazer um novo X-12 ou Tocantins,carro bom demais

  • LeandroBalmant

    Não sou da época da Gurgel mas gostaria muito que ela voltasse já que a maioria que tem não se arrepende de ter comprado. Senhor Gurgel se orgulharia muito!

  • jkpops

    O saudoso paulo emilio lemos que surrupiou a marca gurgel dos herdeiros do Sr. gurgel hoje importa empilhadeiras triciculos e tratores desgraçado cadê o novo gurgel prometido há uns 4 anos ???????

  • macaense

    Meu vizinho da frente tinha um Gurgel, vendeu recentemente. Todo dia bem cedo ele usava o carro, que quando era ligado fazia um barulho absurdo na rua inteira, tipo bugre, só que 2 vezes mais alto.

  • Cafefilosofico

    Faltou incentivo a Gurgel, e nao estou falando de bilhoes e bilhoes que estas montadoras aqui instaladas pegam anualmente no BNDES, estou falando de incentivo tecnologico, tipo: USP, UNICAMP, COPPE UFRJ, UFSC e por ai vai. Qtos alunos e professores teriam feito seus trabalhos em cima dos projetos e modelos de producao do Gurgel? Hoje teriamos tecnologia de ponta, engenheiros bons, (e nao uns bobalhoes que ficam depenando carro p/ "adapta-los a realidade brasileira"). Enfim, deixamos passar o bonde, agora, e' colocar-nos os arreios……

  • MitsuGyn

    Ficou legal a 1 foto

  • tbramos

    Quem sabe se a Gurgel ainda sobrevivesse teríamos uma concorrencia melhor do que esses chineses, algo desenvolvido para o nosso mercado, não adaptado.

  • vntoledo

    Queremos carros brasileiros de verdade!
    #voltagurgel

  • KzR

    Apoiado! E dou o maior apoio a uma indústria nacional. Mas dessa vez o governo tem que dar apoio e a sociedade tem que fazer sua parte.
    É… saudades dos Gurgels.

    Tem problema não. Com o sucesso do NA aumentando cada vez mais, quem sabem não vira uma marca? rsrsrsrs
    Eu compraria um NA 1.6 ou um NA Elektron.

  • CeloSurf_

    Na época da faculdade de engenharia mecânica, eu tive a oportunidade de visitar a fábrica da Gurgel e o privilégio de ter conversado por 1 hora com ele, que na ocasião reclamou muito do governo sobre altos impostos,taxas, pró álcool, ele era totalmente contra, e o que vimos posteriormente foi exatamente o que ele temia, a industria de veículos 100% nacional ser engolida pelo próprio governo.

  • leandrocn

    Não acredito em fabriquinhas de réplicas, ou empresas de um único modelo esportivo, estamos falando de uma montadora de verdade.

    E neste conceito, eu acredito que quem teria mais condição de desenvolver e enrtegar um carro nacional seria o grupo CAOA (que tá no ramo representando um monte de marcas, além da Hyundai). Se eles são picaretas, se são gente boa, aí é ooooooutro tópico.

    E havendo um grupo forte com grana pra tocar a produção, acho que o cabeça mais indicado seria o Carlos Goshn como CEO, esse é outro que entende do assunto, e é da nossa terra.

    Se vamos ter carros baratos ou bons ou competitivos é outra história, mas na minha opinião são as pessoas/grupos econômicos com mais bagagem pra tentar esta empreitada.

  • harfangdneiges
  • Luiz Carlos Baena

    Minha ideia e` unirmos uns 100 cidadaos interessados em ver a marca voltar e reabrir novamente a fabrica. Cada um se compropmeteria a comprar um veiculo brasileiro por 20.000,00 e se comprometeria a comprar uma cota-parte em acoes, no valor de R$ 15.000,00, tornando-se socio e podendo receber cota do lucro extra, obtido anualmente. Levantariamos o valor de R$ 3.500.000,00 inicial, que daria para pagar a materia-prima e sobraria algo em torno de R$2.500.000,00, para investir na industria. E tambem poderiamos levantar verba do BNDES para complementar. Ai sim, o GURGEL voltaria. So um sonho… Tem alguem ai que gosta de sonhar?

    • dediel gomes

      o que ta esperando vai ser sucesso total so por em atividade nao pense muito

  • Maria do Carmo

    Luiz Baena, a ideia não é ruim não, gostei, agora o negócio é juntar as pessoas para comprar essa ideia.
    A Coréia antes de 1950 não era nada, e veja os carros que ela tem e abarrotam o nosso mercado, por que não investir em nossos produtos.
    Será que vamos ficar a vida toda dependendo de carros de fora? Enquanto mandamos navios e mais navios abarrotados de soja, o que recebemos em
    dinheiro comprar alguns carros da Coréia do Sul. Já passou da hora, precisamos fabricar coisas de mais valor, até quando iremos ficar na agricultura?
    É até piada, uma amigo da Espanha esteve aqui no Brasil, e queria levar algo genuíno, e levou um par de Havaianas, é triste…

  • Nícolas Lancaster

    Copiei sua reportagem e imprimi, colei uma cópia na parede da minha oficina onde desenvolvo instrumentos científicos
    e nas horas vagas corretinhas ( Trailer).
    Foi uma reportagem inspiradora
    Tenho um esboço no qual trabalho
    Mas nem de longe se compara ao gurgel, mas é o que eu posso construir no momento
    Caso tenha interesse pode ver esse link:
    http://www.4x4brasil.com.br/forum/outros/128037-p

  • will moura

    SEria uma ótiam idéia, a princípio seria fabricado por encomenda pela internet.. seria um modelo de vendas e marketing totalmente diferente, este é meu sonho! e estou disposto a fazer isso em breve.. aguardem amigos!Mas tendo em vista que um empresario comprou a marca "gurgel" eu li a um tempo atrás uma reportegem, ele disse que fabricaria um futuro próximo, o que ele fabrica hoje em dia são veículos para produtores rurais eu acho, procure só no google!

  • Marcio Charles Moura Santana

    Lindo carro, apesar de fiel ao modelo original,
    mas não sei se o público se interessaria muito por um carro de 0.8 l, já que muitos estão trocando o 1.0 pelo 1.4…

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