
Uma oportunidade de baixo custo rapidamente se transforma em um projeto bem mais caro, após a desmontagem revelar uma sequência de falhas difíceis de resolver.
O canal britânico OGS & Mechanics compra um Tesla Model S de 2016 que não funcionava por £ 4.500 (R$ 33.500), apostando numa possível recuperação.
O hodômetro já marcava 184.000 milhas, equivalentes a aproximadamente 296.000 km, sinal de que o sedã havia acumulado uma rotina bastante intensa.
Tratado como Model S 70 ao longo do projeto, o carro também aparece identificado como 70D em algumas legendas ligadas ao vídeo original.
Essa geração pertence ao grupo que muitos proprietários chamam de Model S “legacy”, produzido antes de uma ampla reorganização promovida pela Tesla.

A fabricante altera a linha Model S e Model X em 2019, simplificando versões, nomes e parte da estrutura de software usada pelos veículos.
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Desde então, as opções passam a ser apresentadas como Standard Range, Long Range e Performance, abandonando uma combinação extensa de números e letras.
Até aquela mudança, a linha incluía denominações como 60, 70, 75, 85, 90 e 100, além das letras P e D.
Os números indicavam, em teoria, a capacidade da bateria em kWh, enquanto P representava Performance e D identificava o sistema Dual Motor.
A atualização também torna os modelos anteriores a 2019 mais trabalhosos para reparar, especialmente quando componentes eletrônicos precisam ser substituídos ou reprogramados.

Logo nas primeiras verificações, o Tesla não ligava e apresentava diversos códigos de erro, indicando que a recuperação iria muito além de uma manutenção simples.
A equipe remove então o motor traseiro e encontra uma quantidade relevante de líquido de arrefecimento dentro do inversor e do alojamento do conjunto.
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A troca do motor resolve apenas parte da tarefa, pois o sistema ainda exige a reinstalação do firmware e sua adaptação ao novo trem de força.
Depois dessa etapa, o Model S volta a rodar, mas o funcionamento expõe outro ponto crítico na parte dianteira do veículo.
A suspensão frontal estava seriamente comprometida e precisou ser substituída antes que o sedã pudesse ser utilizado de maneira considerada adequada.
Somando o novo motor, os demais componentes e a mão de obra, o proprietário investe mais US$ 8.000 (R$ 44.600) na recuperação.
O custo total chega, portanto, a US$ 14.000 (R$ 78.100) para um Tesla com cerca de dez anos e quilometragem elevada.
Esse valor não parece totalmente fora da realidade para um Model S funcional, mas reduz bastante a vantagem sugerida pelo preço inicial.
Na configuração 70, a bateria possui 70 kWh, enquanto a potência original de 315 hp corresponde a aproximadamente 319 cv.
A versão 70D, equipada com Dual Motor, entrega 329 hp, equivalentes a cerca de 334 cv, ampliando levemente o desempenho disponível.
O Model S 70 acelera de zero a aproximadamente 97 km/h em 5,5 segundos, enquanto o 70D completa a mesma marca em 5,2 segundos.
A velocidade máxima informada é de 225 km/h na versão 70 e de 230 km/h para a configuração 70D.
Pelo ciclo da EPA, a autonomia chega a 370 km no Model S 70 e alcança 386 km na variante 70D.
A experiência mostra que um Tesla antigo e barato pode esconder despesas expressivas, principalmente quando software, propulsão e suspensão exigem atenção ao mesmo tempo.






