
A explicação apresentada pela concessionária ainda depende de confirmação oficial, já que a origem das chamas sob um Lynk & Co 900 permanece sem conclusão definitiva.
O caso aconteceu por volta das 16h06 de 9 de setembro, em uma rua comercial de Hangzhou, na província chinesa de Zhejiang.
Imagens feitas por pessoas próximas mostram fumaça e chamas concentradas sob o SUV estacionado, posteriormente controladas por equipes que atenderam a situação.
As gravações disponíveis, porém, não permitem concluir se a bateria de tração de alta tensão participou do início ou da propagação do fogo.
A Hangzhou Lingyue Lynk & Co Centre divulgou uma declaração oficial em 10 de setembro e contestou a hipótese de que a bateria principal tenha entrado em combustão.

Segundo a concessionária, o proprietário relatou que uma pessoa deixou cair um carregador portátil, posteriormente chutado para baixo do veículo, onde teria começado a queimar.
Essa versão ainda não representa uma conclusão técnica, pois nenhuma telemetria da bateria, informação térmica ou resultado de análise especializada foi divulgado publicamente.
A própria loja afirmou que a definição final dependerá do certificado oficial elaborado pelas autoridades municipais responsáveis por investigar a origem das chamas.
O Lynk & Co 900 é o SUV híbrido plug-in de três fileiras mais sofisticado da marca e chegou ao mercado chinês em 2025.
Construído sobre a arquitetura modular SPA Evo, da Geely, o modelo ganhou em abril uma configuração de cinco lugares, ampliando a gama originalmente formada pela versão de três fileiras.
Na estreia, o 900 teve preço anunciado de US$ 39.780 (R$ 202.900), enquanto a configuração de cinco lugares chegou posteriormente por US$ 37.328 (R$ 190.400).

O utilitário também passou anteriormente por um teste duplo envolvendo a terceira fileira conduzido pelo China Automotive Engineering Research Institute, conhecido pela sigla CAERI.
Enquete
Entre bateria, carregador e materiais sob a carroceria, qual frente merece prioridade no caso do Lynk & Co 900?
Vote e veja o resultado em tempo real.
13 votos
A linha utiliza baterias de 44,9 kWh e 52,4 kWh fornecidas, respectivamente, por CALB e CATL, sendo a maior equipada com a tecnologia Freevoy da CATL.
A suspensão pneumática com ajuste de altura permite variar a distância livre do solo entre 18 cm e 23,4 cm, dependendo da configuração selecionada.
O conjunto de baterias possui uma estrutura própria de proteção, enquanto a parte inferior também reúne componentes não metálicos, incluindo coberturas aerodinâmicas e proteções contra respingos.
Uma fonte externa de calor pode, em determinadas condições, atingir materiais ao redor sem provocar descontrole térmico na bateria de tração, mas não há prova disso neste caso.
Um carregador portátil comum de 10.000 mAh armazena aproximadamente 0,037 kWh, valor muito inferior aos mais de 40 kWh presentes na bateria principal do 900.
Essa diferença de capacidade, isoladamente, não define a possibilidade de um dispositivo externo iniciar ou sustentar chamas, algo que depende de sua condição, posição e materiais próximos.
A norma obrigatória chinesa GB 38031-2025 para segurança de baterias entrou em vigor em 1º de julho, substituindo o conjunto de regras adotado em 2020.
O cumprimento dessa norma nos processos de homologação, entretanto, não determina qual componente iniciou as chamas em uma situação específica registrada durante o uso cotidiano.
Até agora, o que se sabe é que houve fogo sob o Lynk & Co 900, enquanto a concessionária atribui a origem ao carregador portátil com base no relato do proprietário.
A investigação municipal deverá determinar se a bateria de tração, algum objeto externo, materiais instalados sob a carroceria ou outra fonte esteve realmente na origem do episódio.










