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Elétricos: BYD se junta com Toyota e Honda vai de GM

Elétricos: BYD se junta com Toyota e Honda vai de GM

Apesar da pandemia do coronavírus, as montadoras continuam trabalhando entre si para quando os mercados voltarem ao normal.


Com os olhos nos carros elétricos, quatro delas decidiram se unir para reduzir custos com baterias e avançar na tecnologia de células de energia.

Na China, a BYD fechou um acordo com a Toyota que criou uma joint-venture, a BYD Toyota EV Technologies, que visa o desenvolvimento de futuros carros elétricos para as duas empresas.

Com 300 funcionários e 50% das ações para cada lado, a sociedade prepara o terreno para um avanço nas vendas de eletrificados no país.

Como se sabe, recentemente a BYD apresentou um novo tipo de bateria, batizada de Blade. Sem os pacotes de células de energia, usados por todos os fabricantes do setor, esta dispensa essa pacote, tendo apenas um revestimento exterior.

Elétricos: BYD se junta com Toyota e Honda vai de GM

Sendo 50% mais fina que as baterias de lítio usadas nos carros elétricos de hoje, a Blade permite não só mais leveza e espaço interno ao carro, como também maior densidade de energia, o que permitirá alcances cada vez maiores. Além disso, a célula também é mais segura quanto ao vazamento de líquidos tóxicos ou explosão.

A outra parceria envolve Honda e GM. Com certo atraso, a montadora japonesa precisa acelerar a chegada de carros elétricos, mesmo que a administração da empresa não veja esse tipo de propulsão como viável. De qualquer forma, para ter emissão zero, não há outra opção com as mesmas vantagens.

Para ter dois carros elétricos até 2024, a Honda fechou parceria com a GM para utilizar uma ou duas plataformas elétricas da montadora americana, que deverá ceder ainda a nova bateria modular Ultium.

A japonesa deverá ajustar o estilo e a dinâmica de condução, enquanto a americana entrará com a base e as baterias. Honda e GM já trabalharam juntas no passado, envolvendo células de combustíveis, entre outros.

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Tosca16

    Toyota aparentemente fez a melhor escolha, não que a gigante americana não possa junto da Honda ser uma concorrente a altura, mas a BYD tem muita expertise no mercado de elétricos.

    • 😎.

      Com essas baterias os ônibus brasileiros da BYD teriam um salto enorme de autonomia .O atual tem 250 km apenas.

    • Vinicius LMS

      O que acho mais curioso nisso é que a BYD clonava carros da Toyota no passado, acho que até rolou processo e tudo em alguns países, quem diria que se juntariam.

      • Tosca16

        Porque se duvidar hoje a BYD é maior que a Toyota, é claro, no mercado de elétricos hehe.

      • T1000

        BYD, não é aquela empresa do Eduardo Paes? Hummm

  • Será que, no futuro, haverá a possibilidade de se fazer upgrade de bateria? Ou seja, quando ela começar a ficar “viciada”, bastaria o cidadão comprar um novo tipo de bateria (mais leve e eficiente) e o kit adaptador e instalar no carro. Não duvido que surjam empresas especializadas nesse tipo de serviço.

    • zekinha71

      Com as baterias ficando menores, logo vai ser igual a troca das baterias que os carros usam atualmente, vc percebe que está ruim, passa no auto elétrico, solta dois plugs, uns parafusos e já está trocado pela nova, e a velha já vai pra reciclagem, coisa de minutos, nada de ter que desmontar o carro inteiro igual aos primeiros elétricos, isso se era possível trocar.

    • Samluzbh

      Creio que sim, isso já me aconteceu ha algum tempo com notebook importado, a bateria pifou, não achei e um “técnico” se ofereceu pra trocar as células, deu muito certo, durou ate mais que a original.

  • th!nk.t4nk

    Honda arregou e vai usar tecnologia da GM. Ford arregou e vai usar tecnologia da VW. E assim o mercado vai se consolidando.

    • passis

      No caso da japonesa, acho que o “Honda e” de fato não tem muita condição de gerar um gama completa de carros elétricos. Mas no caso da aliança VW/Ford me parece que o quadro não é bem assim como você coloca. Ambas têm diversas plataformas elétricas para cobrir todo seu espectro de veículos (Volks: MEB, J1 e PPE; Ford: G1/2, uma para veículos grandes e o skateboard da Rivian), com novos modelos chegando ao mercado este ano (ID.3 e Mach-E). Vejo essa aliança como uma maneira da VW repartir custos mas sem dar tecnologia de bandeja; é cada vez mais evidente que, financeiramente, o modelo da alemã necessita de alto volume, que não será atingido nem mesmo com suas muitas marcas; é melhor trazer a Ford, que já tem a tecnologia, pra dentro de casa do que uma FCA, por exemplo, que é considerada mais atrasada nesse ponto. Repartir infra-estrutura da VW na Europa é um ganha/ganha para ambas, já que a Ford pode focar no desenvolvimento de modelos para mercados que lhe são mais rentáveis, fora da Europa. Num mundo sem CoViD-19 apostaria que não haveria consolidação com esses exemplos mencionados. Mas a coisa mudou…

    • T1000

      tomara que não peguem fogo

  • Sino Weibo

    Não entendi, segundo alguns comentaristas aqui os chineses são meros manufatureiros, e como essa BYD…

    • Ernesto

      Você não entende por causa dos comentários de alguns? Se fosse da maioria eu entenderia, mas de alguns, não.

      • Sino Weibo

        Meu comentário foi irônico, de como alguns comentadores aqui pelo seu ódio gratuito e xenofobia gostam de esconder o óbvio, ou por desconhimento ou má fé mesmo, e ficam batendo nessa tecla.

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