
O avanço dos EVs ganhou ritmos muito diferentes entre os principais mercados, apesar de as vendas globais terem superado 2 milhões de unidades em junho.
Segundo a Benchmark Mineral Intelligence, o acumulado do ano chegou a 9,6 milhões, com alta anual de 2% após junho crescer 7%.
Na comparação mensal, o volume global avançou 11%, impulsionado principalmente pela Europa, que registrou seu melhor resultado desde o início da série.
George Whitcombe, analista sênior de EVs da Benchmark Mineral Intelligence, classificou a região europeia como o principal motor do crescimento atual.
As vendas europeias alcançaram 530 mil unidades em junho, aumento de 31% sobre o mesmo mês anterior e de 28% diante de maio.

O acumulado regional atingiu 2,5 milhões de EVs, resultado 27% superior ao observado durante o período equivalente do ano passado.
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França, Dinamarca, Espanha e Portugal estabeleceram recordes mensais, apoiados por incentivos governamentais, combustíveis caros e uma oferta crescente de modelos acessíveis.
Marcas francesas mantêm força entre os consumidores locais, com a Renault respondendo por 20% do mercado de EVs da França em junho.
Quatro dos cinco EVs mais vendidos no país eram da Renault, enquanto o recém-chegado Twingo já ocupava a terceira posição nacional.
O Grupo Volkswagen também começou a distribuir sua nova família de modelos acessíveis, formada por Volkswagen ID.Polo, Cupra Raval e Skoda Epiq.
A produção dos três veículos já está em andamento, ampliando as opções de menor preço que podem gerar retorno financeiro para as fabricantes.
Outro cenário aparece na América do Norte, onde junho terminou com 130 mil unidades, queda anual de 13% e recuo mensal de 9%.
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O total acumulado ficou em 730 mil EVs, redução de 20%, atribuída principalmente ao enfraquecimento do apoio federal nos Estados Unidos.
A perda de ritmo se intensificou desde que o Congresso encerrou, em setembro passado, o crédito tributário federal destinado aos compradores de EVs.
As vendas de modelos totalmente elétricos da GM e da Ford caíram mais do que o conjunto do mercado norte-americano durante a revisão de suas estratégias.
O Canadá, porém, recebeu no início de julho os primeiros SUVs Lotus Eletre produzidos na China sob um novo acordo tarifário.
O programa permite a entrada de até 49 mil EVs chineses com tarifa de 6,1%, substituindo a sobretaxa anterior de 100%.
A China vendeu 1 milhão de EVs em junho, alta mensal de 5%, mas queda anual de 11% diante da demanda doméstica mais fraca.
O acumulado chinês chegou a 4,9 milhões de unidades, ficando 14% abaixo do resultado registrado no mesmo intervalo do ano anterior.
Diante dessa desaceleração interna, fabricantes chinesas exportaram quase 500 mil veículos de nova energia em junho, estabelecendo outro recorde mensal de embarques.
A Europa continua entre os destinos mais relevantes, embora tarifas aplicadas pela União Europeia aos EVs chineses tenham alterado a composição dessas exportações.
Após as medidas de 2024, várias empresas priorizaram híbridos plug-in, cujas vendas europeias continuam crescendo sem a mesma cobrança adicional.
Essa estratégia poderá mudar caso a Comissão Europeia decida ampliar as tarifas também para modelos híbridos plug-in fabricados no território chinês.
Fora dos três grandes mercados, junho somou 300 mil EVs, alta anual de 98% e avanço mensal de 16%.
Esses países acumulam 1,4 milhão de unidades, crescimento de 91%, reforçando a expansão acelerada de regiões antes menos representativas.
Jilles van Gurp, em comentário apoiado por 23 leitores, destacou que EVs já começam a custar menos para comprar, produzir, abastecer e manter.
Os números mostram uma divisão crescente: a Europa amplia sua liderança, a China depende mais das exportações e os Estados Unidos perdem impulso sem incentivos.
