Em alguns dias, VW Fox deixará a linha de montagem após 18 anos

Em alguns dias, VW Fox deixará a linha de montagem após 18 anos

O Volkswagen Fox finalmente encontrará seu repouso eterno na história automotiva brasileira. O hatch compacto da marca alemã, um projeto “oculto” da filial da Anchieta, deixará a linha de montagem da montadora em São José dos Pinhais, Paraná, após 18 longos anos de mercado nacional.


Vendido atualmente em duas versões (Connect e Xtreme), o Fox cumpriu sua missão e agora em outubro, encerra sua carreira, tendo sido um dos carros populares mais apreciados e vendidos do mercado nacional, estando ainda hoje presente firmemente entre os 20 automóveis mais vendidos do mercado.

Em alguns dias, VW Fox deixará a linha de montagem após 18 anos

Para quem quer um, é melhor correr. Segundo o Estadão, as concessionárias VW vendem somente o que há no estoque, não recebendo mais encomendas de mais unidades. Além disso, o cliente terá de aceitar o que tiver em cada loja, visto que algumas cores e pacotes de opcionais já acabaram.

Com sua saída, a VW terá então dois produtos populares apenas na linha de entrada, sendo eles Gol e Voyage, mas ambos com prazo de validade indicado no rótulo interno da Volkswagen. Assim como o Up!, o Fox encontrou seu fim sem nunca ter recebido, por exemplo, uma merecida transmissão automática.

Em alguns dias, VW Fox deixará a linha de montagem após 18 anos

Ele, ao contrário do pequenino, nunca viu o 1.0 TSI, mas pelo menos viu o EA211 de quatro cilindros entrar sob o capô inclinado, chegando a 120 cavalos e ainda com seis marchas, em seu ápice. Com gaveta debaixo do banco e assento traseiro ajustável em longitudinal, inovou mesmo por ser “altinho”, quase como uma minivan mesclada com hatch.

Mais moderno que o Gol da época e o sucessor, o Fox seguiu seu curso com a PQ24 e gerou a minivan, quer dizer, perua SpaceFox. A argentina viveu bem aqui e se foi.

Em alguns dias, VW Fox deixará a linha de montagem após 18 anos

Foi de um projeto escondido, como aqueles da época de Heinz Nordhoff diante de modelos à água, para um produto de sucesso, chegando mesmo a vender na Europa e influenciar duas gerações do Golf (Plus e Sportsvan), provando mais uma vez que nem sempre Wolfsburg tem razão.

[Fonte: Estadão]

 

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 25 anos. Há 14 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.