
A Li Auto inicia uma mudança importante em sua cadeia de baterias ao expandir tecnologia própria para toda a linha e reduzir gradualmente a dependência da CATL.
A empresa confirmou que suas baterias proprietárias passam a ganhar espaço em todos os modelos a partir de 7 de setembro, seguindo um cronograma escalonado.
Li L8, Li L6 e Li i8 já utilizam essa tecnologia, enquanto outros veículos receberão os novos conjuntos ao longo do quarto trimestre.
No caso do Li Mega Home, a mudança começa após a fabricante informar que os estoques de baterias ternárias 5C da CATL estão praticamente esgotados.
Pedidos confirmados a partir das 15h de 7 de setembro passarão a receber baterias ternárias 5C próprias da Li Auto.

As primeiras entregas dessa nova configuração do Mega Home estão previstas para novembro, segundo o planejamento divulgado pela companhia.
O Li i9, novo SUV familiar topo de linha previsto para estrear em meados de setembro, ainda chegará inicialmente equipado com baterias CATL.
A substituição ocorrerá depois, quando a capacidade produtiva das células próprias aumentar o suficiente para atender o volume planejado pela fabricante.
Já o Li i6 2026 será lançado no quarto trimestre com bateria proprietária 5C e o chip Mach desenvolvido internamente pela empresa.
As reservas desse modelo começam no fim de setembro, enquanto as primeiras entregas estão programadas para o início de novembro.

A estratégia também envolve uma aproximação maior com a Sunwoda EVB, subsidiária da Sunwoda Electronic e parceira da Li Auto desde 2017.
A fabricante anunciou investimento estratégico de 2,65 bilhões de yuans (R$ 2,02 bilhões) na empresa de baterias no início deste mês.
Após a conclusão da operação, a Li Auto terá participação direta de 8,79% na Sunwoda EVB e participação indireta total de 11,17%.
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Que consequência a bateria própria 5C traz à transição da Li Auto após o esgotamento das células CATL?
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Com isso, a empresa se tornará a segunda maior acionista da fornecedora, aprofundando uma relação que já envolve desenvolvimento conjunto há vários anos.
O modelo chamado de bateria própria não significa que a Li Auto fabrica fisicamente todas as células dentro de suas instalações.
A empresa define especificações, lidera o desenvolvimento dos materiais, estrutura das células e sistema de gerenciamento, enquanto a Sunwoda atua como fabricante contratada.
Liu Zhimin, diretor sênior de baterias da Li Auto, afirma que a empresa considera essa tecnologia estratégica demais para ser tratada apenas como componente comprado no mercado.
Segundo ele, controlar desenho e padrões de fabricação ajuda a garantir segurança de fornecimento e acelera a capacidade de introduzir novas soluções.
A transição indica uma perda de espaço da CATL dentro da Li Auto, que até abril figurava como seu quarto maior cliente de baterias para EVs.
Mesmo assim, a ruptura não será imediata, já que o primeiro lote do Li i9 continuará usando células fornecidas pela CATL.
A movimentação segue uma tendência já vista em outras fabricantes chinesas, que vêm diversificando fornecedores ou ampliando o controle sobre seus próprios sistemas.
A Xpeng já reduziu sua dependência da CATL anteriormente, enquanto os novos Xiaomi SkyNomad N70 e N90 também utilizam baterias de outros fornecedores.
Ao mesmo tempo, a CATL continua conquistando novos contratos, como no caso da Leapmotor, que passou a usar suas células em toda a linha premium da série D.
Para a Li Auto, porém, a prioridade agora é aumentar controle sobre custo, disponibilidade e evolução técnica de um dos componentes mais importantes de seus veículos eletrificados.










