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Encontro de Carros Antigos de Águas de Lindóia: confira 130 fotos

Encontro de Carros Antigos de Águas de Lindóia: confira 130 fotos

Neste ano o XVII Encontro Paulista de Autos Antigos de Águas de Lindoia aconteceu entre os dias 27 de Abril e 1o de Maio. E eu fui. Pela segunda vez. E digo por que vale a pena.


Belezas do Caminho

Águas de Lindoia, vizinha de Lindoia, a cidade de onde vem a água de mesmo nome, é uma estância hidromineral e fica próxima também a Socorro, Amparo, Serra Negra e Monte Alegre do Sul, cidades que fazem parte do chamado Circuito das Águas Paulista. No meu caso, saí do Vale do Paraíba, segui pela Via Dutra, depois pela D. Pedro I e nesta peguei a entrada para Itatiba. Então segui rumo a Águas de Lindoia, pensando nos carros que ia ver!

Existem outros caminhos, dependendo de onde você vem. Na volta fiz outro itinerário, seguindo até Monte Sião e Jacutinga e de lá enveredando pelo Sul de Minas Gerais – Ouro Fino, Borda da Mata, Pouso Alegre, São Bento do Sapucaí (estado de SP), Sapucaí Mirim (MG de novo) e Santo Antonio do Pinhal até Campos do Jordão, estas duas últimas, estâncias climáticas paulistas, na Serra da Mantiqueira.


Apenas pelo tour já valeria a pena. E para quem gosta de comprar roupas, malhas, tapetes, pijamas, doces, licores, sabonetes, andar numa Jardineira como a da novela Chocolate com Pimenta (Serra Negra), provar águas minerais consideradas medicinais e comer uma boa comida feita no fogão à lenha e doces típicos, seu roteiro é este, tanto na ida quanto na volta.

E os carros? Ah sim, os carros! Já que tudo que falei é acampanhamento. O prato principal da viagem são eles! Veremos a seguir, depois do tópico sobre o local do encontro de carros.

Estrutura do Evento

Encontro de Carros Antigos de Águas de Lindóia: confira 130 fotos

Fui à Exposição no domingo. Ponto positivo: A entrada é franca. Ponto negativo: Meu Deus, quanta chuva! Aliás choveu em todo o trajeto, tanto na ida quanto na volta. E pra “melhorar”, durante todo o evento. Mas, sem querer bancar a Poliana, pode ter sido melhor do que um sol muito quente, visto que lá tudo acontece a céu aberto, dentro de um parque com muito gramado, à beira de um belo lago com patos e gansos e com ponte japonesa para cruzá-lo.

As atrações continuam nas ruas internas do parque, de paralelepípedo, e também numa área de chão de terra ao fundo mais voltada à exposição de carros para compra, venda e troca. A praça de alimentação, perto dali, é ampla e coberta e lá se encontram espetinhos, hot-dogs, pratos feitos, yakissoba, doces portugueses e sírios, entre outras opções.

Ao lado da praça de alimentação um amplo playground. E em volta os WCs estilo contêiner. A estrutura é boa. Mas com tanta chuva, acaba-se por molhar os pés na grama, que naturalmente fica encharcada e por sujá-los de lama na área dos negócios, de terra batida. Nesta, talvez mais pedregulhos ou pó de pedra poderia resolver bem o problema.

Os Carros

Encontro de Carros Antigos de Águas de Lindóia: confira 130 fotos

É muito interessante poder encontrar num lugar só cerca de 600 carros fabricados desde os anos de 1920 até os anos de 1990. Tanto nacionais, que têm marcado cada vez mais presença, quanto importados. Entre os nacionais, esportivos como Willys Interlagos Berlineta, Bianco, Romi Isetta, Santa Matilde, Miura,VW SP2, Karmann-Ghia, Puma GTB e curiosos como o Mini-Dacon estavam lá.

Queria ter visto um Brasinca Uirapuru. Entre outros ainda, estavam a série Rallye do Fiat 147 e a rara série CSS do igualmente raro Fiat Oggi. Da Chevrolet, Opalas, Picapes Marta Rocha, C10, C14, C1416 (Veraneio) e D10 eram os representantes mais ilustres.

Da Ford, os Maverick em versões como GT e 4 portas, Del Rey. Belina 4X4, Corcel e picapes como F75 e F100 e o utilitário Rural, linha Galaxie e Landau e até um simpático trator, marcavam presença. A Volkswagen foi em família com toda a linha VW a ar (Fusca, Kombi, Variant, TL 2 e 4 portas) e os mais contemporâneos Passat e Gol.

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De outras marcas, AeroWillys e Rural, da Willys Overland e, claro, linha Dodge quase completa, como Dart, Magnum, Charger R/T e Picape D100. Não vi o Polara. E entre os importados, belos representantes da Ford, como o Thunderbird, AeroWillys importado, Fairlane e os Ford 1929. 1937 (incluindo picape), 1942, F100 importadas dos anos 1940, e muitos outros dos anos 1950 a 1970. Incluindo Mustang Boss e Maverick dos EUA.

Também havia modelos das marcas Mercury e Lincoln, pertencentes à Ford. Muscle-Cars do grupo Chrysler-Dodge-Plymouth-DeSotto, como Charger, Dart e Barracuda estavam lá. Bem como picapes do grupo e, num dos stands de autopeças, um Dodge Viper vermelho.

Lindos para a época – e até para os dias de hoje -, os arredondados Studebaker, com designs inspirados em aviões e foguetes exibiam-se no parque. A marca também possuía caminhonetes, belas e cheias de cromados. E um protótipo arrojado, chamado de Excalibur, com os canos de escape individuais aparentes.

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Carros norte-americanos da Chevrolet, como Impala, Nova, Camaro, Corvette e Bel Air não poderiam faltar, não é mesmo? E não faltaram. Bem como exemplares de carros identificados pelo ano como 1941, 1951, 1954 e por aí vai. Outras marcas da General Motors como Buick, Pontiac, Oldsmobile e Cadillac trouxeram cupês, sedãs e conversíveis. Destaque para um longo Cadillac preto ainda maior que um Landau!

Da GMC havia um furgão verde Oliva de 1941 ao estilo Doces Neusa e Bela Vista, com as propagandas pintadas na carroceria. Da Alemanha, além de Porsches reais, havia as réplicas da Chamonix New Generation dos Spyder, Roadster e Speedster, com mecânica VW.

Muito Raros no Brasil

Tempo Matador – Com carinha de Kombi picape, estava lá um exemplar de uma pequena marca alemã. Igualmente alemão e raro, o Borgward Isabella cupê atraía olhares e flashes. E o inusitado anfíbio Schwimmwagen de 1944, produzido pela VW, que já realizou demonstrações no lago.

Vários Mercedes-Benz SL, um BMW Série 3 e ingleses ilustres como Jaguar E-type V12, Rolls-Royce, Bentley , Morris Garage e Mini Cooper podiam ser vistos ali também. Não menos Ingleses, mas nem tão ilustres, modelos da Austin também estavam em exibição.

DMC De Lorean – Sim, aquele do filme De Volta para o Futuro. Da antiga Checoslováquia, o Raríssimo Tatra dos anos 50 chamava a atenção por sua traseira que lembra um Batmóvel. Packard – marca americana de prestígio devido à boa engenharia e confiabilidade sobretudo, foi representada por alguns exemplares. Nash-Rambler – marca norteamericana que já se preocupava com aerodinâmica, espaço interno e soluções mais modernas como tração dianteira. Vi dois exemplares na feira.

Também americano, repousava numa plataforma um misterioso e enorme carro, coberto por uma capa preta com logotipo da Cadillac. Representando a Itália estavam um antigo Fiat 500 e modelos Alfa Romeo, Ferrari e Lamborghini das décadas de 1960 e 1970.

E do Japão, nada? Sim, havia! Um Datsun Turbo de 1981 e um Toyota Celica GT 1975 na área de negócios. Este último por R$ 19.900,00 ou melhor oferta. Uma pechincha em um ambiente onde a maioria dos modelos tinha preços médios de R$ 150 mil, podendo chegar a R$ 400 mil conforme a raridade do carro. E assim me aproximo de uma das saídas do Evento, próximo à rua.

Aliãs, nas ruas externas, fora do parque, os carros de particulares à venda ou apenas estacionados formam uma mostra paralela. Ali estavam uma El Camino ao estilo Dub americano com motor preparado, um Shelby Cobra americano, um DKW Vemag originalíssimo e uma réplica do VW Fusca como veio ao mundo, com portas suicidas e farois saltados.

Sem contar motos com sidecars, lambretas e caminhões antigos de marcas como Fiat, Mercedes, MACK, Fargo, International e Ford. Os brutos também são uma atração à parte pela beleza, robustez e até por uma certa atualidade.

Palavras Finais

Um encontro de carros como este é um prato cheio não apenas para quem ama carros, mas para quem gosta de curtir a família e os amigos e ver gerações pré e pós-internet confraternizando, trocando informações, relembrando o passado e imaginando o futuro.

Numa conversa informal um expositor me contou que o Encontro de Águas de Lindoia foi idealizado por um casal de antigomobilistas, Nilson e Edenise Carratu em 1996 com o objetivo de criar uma cultura de carros antigos. No primeiro ano, 35 mil visitantes marcaram presença. Em 2009, ano com maior público contabilizado até então, 350 mil visitantes compareceram.

Quem acompanha o evento há mais tempo diz que cada vez mais o foco tem se voltado para negócios e menos para exibição de acervo particular. De qualquer modo, todo um século pode ser repassado através dos carros, brinquedos antigos, máquinas de tocar música tipo jukebox, minicarros, lambretas, bicicletas, réplicas, pôsteres e dvds de filmes e séries antigos à venda. Ainda é possível tirar uma foto com Carlos Miranda, o Vigilante Rodoviário e ver o cão Lobo na foto. Se precisar de peças para seu carro, terá muita chance de encontrá-las na Feira, onde há dezenas de stands comercializando-as.

No mínimo, garanto, você terá um dia diferente e agradável, tomando um sorvete e apreciando as crianças jogarem pipoca para os patos em meio a centenas de belos carros!

Por Gerson Brusco Gonzalez

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