Estudo aponta que marcas chinesas devem conquistar 1/3 do mercado mundial em 2030

china porto
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Um estudo da Alex Partners aponta para uma mudança brusca no mercado mundial daqui a sete anos, quando as marcas chinesas terão nada menos que um terço das vendas globais, indicando o domínio do gigante asiático também no setor automotivo.

Enquanto EUA e Europa desacelerarão as vendas de carros eletrificados, a China irá avançar rapidamente nesse mercado e suas marcas conquistarão uma boa parcela do mundo, segundo o estudo.

Com uma guerra de preços também fora da China, as marcas europeias e americanas vão tirar o pé do acelerador, deixando que os chineses assumam com seus carros modernos e preços competitivos.

Ainda que o estudo não se refira diretamente ao Brasil, veremos isso acontecer ao passo que as chinesas venham a competir mais entre si para ver quem prevalece.

O documento diz que as montadoras tradicionais precisam “reinventar urgentemente o Modelo Operacional Automotivo atual, pois uma rápida mudança de poder da China está prestes a interromper a indústria global”.

O estudo é enfático ao afirmar que “até 2030, as marcas chinesas serão uma força dominante em todo o mundo, vendendo 9 milhões de unidades fora da China, para uma participação global de 33%”.

Boa parte disso, sem dúvidas, virá de mercados como o Brasil, onde o país já soma mais de uma dúzia de marcas chinesas de renome.

Mark Wakefield, co-líder da Alex Partners, observa: “A indústria automobilística global foi moldada por vários pontos de inflexão ao longo do último meio século, incluindo o surgimento das técnicas de produção japonesas na década de 1970, depois a ascensão dos coreanos e a disrupção mais recente causada pela Tesla”.

Wakefield alerta: “A China é o novo disruptor da indústria – capaz de criar veículos essenciais que são mais rápidos para o mercado, mais baratos para comprar, avançados em tecnologia e design e mais eficientes para construir. Para os fabricantes tradicionais, manter o ritmo com as marcas mais fortes da China exigirá mais do que uma correção de curso.”

O modelo de negócio dos fabricantes chineses, com sua enorme escala de produção, não possuem paralelos entre os fabricantes tradicionais e o estudo sugere que se estes continuarem a insistir no modelo atual, eles serão fadados a obsolescência em 2030.

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Autor: Ricardo de Oliveira

Com experiência de 27 anos, há 16 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz testes e avaliações. Suas redes sociais: Instagram, Facebook, X