
A durabilidade das baterias de EVs voltou ao centro das atenções após uma análise reunir dados de 500.000 unidades durante um período de cinco anos.
O levantamento foi realizado pela Aviloo, empresa especializada em diagnóstico de baterias, e considerou 20 modelos elétricos populares de diferentes fabricantes.
A classificação mostra qual porcentagem da capacidade utilizável original ainda permanecia disponível ao final do período avaliado em cada estágio de utilização.
Os veículos foram comparados em três marcos diferentes de uso, depois de 50 km, 100 km e 150 km, revelando diferenças crescentes entre os modelos.
Na primeira medição, a liderança ficou com o Hyundai Ioniq 5, cuja bateria preservou capacidade mediana equivalente a 97% do nível original.

Logo atrás apareceu o Mercedes-Benz EQA, com 96,56%, diferença pequena diante do resultado obtido pelo Hyundai nessa etapa inicial da comparação.
Todos os modelos avaliados nesse ponto registraram medianas superiores a 90%, indicando retenção elevada de capacidade mesmo entre os veículos posicionados mais abaixo.
Apenas Renault Zoe e Nissan Leaf ficaram abaixo de 94%, enquanto todos os demais participantes atingiram ou superaram essa marca no levantamento da Aviloo.
Segundo a empresa, modelos equipados com baterias menores, como Zoe e Leaf, tendem a apresentar redução de capacidade mais rápida ao longo do uso.
A explicação apresentada é que essas baterias precisam de mais recargas para percorrer distâncias equivalentes, acumulando maior quantidade de ciclos ao longo do tempo.

Na comparação seguinte, o Ioniq 5 continuou na primeira posição e manteve mais de 95% da capacidade utilizável originalmente disponível em sua bateria.
O Mercedes-Benz EQA marcou 95%, enquanto Hyundai Kona Electric e BMW i4 apareceram empatados em 94,3% nesse mesmo estágio de utilização.
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O Ford Mustang Mach-E também ficou entre os destaques, preservando 93,45% da capacidade original segundo os dados compilados durante o estudo.
Desconsiderando os dois modelos anteriormente apontados como exceções, todos os EVs avaliados nessa etapa permaneceram com pelo menos 90% da capacidade disponível.
A disputa mudou na medição final, quando o Mercedes-Benz EQA ultrapassou o Hyundai e assumiu a liderança por uma margem extremamente pequena.

O modelo da Mercedes-Benz terminou com 93,97% da capacidade original, apenas 0,18 ponto percentual acima dos 93,79% registrados pelo Ioniq 5.
Apesar da troca de posições, a proximidade dos resultados mostra que os dois modelos permaneceram praticamente empatados em retenção de capacidade durante o período observado.
O BMW i4 apareceu logo depois, com 93,62%, seguido pelo Hyundai Kona Electric, que manteve 92,95% de sua capacidade utilizável original.
O Volvo XC40 Recharge também ficou próximo dos primeiros colocados ao alcançar 92,79%, reforçando a pequena distância entre diversos modelos na parte superior.
Os números sugerem que a disputa pela longevidade das baterias está bastante equilibrada, especialmente entre EVs equipados com conjuntos maiores e sistemas mais recentes.
Mesmo após cinco anos, vários modelos mantiveram mais de 90% da capacidade original, contrariando a percepção de que baterias de EVs necessariamente perdem desempenho rapidamente.
Dentro da amostra analisada, Hyundai Ioniq 5 e Mercedes-Benz EQA foram os principais destaques, alternando a liderança conforme aumentava o estágio de utilização considerado.










