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EUA: Carros por assinatura tentam salvar estoques dos concessionários

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Quando se fala em compartilhamento, carro elétrico e até condução autônoma, um ponto importante do setor automotivo é esquecido, inclusive pelos próprios fabricantes, o revendedor. Nos EUA, o debate sobre o futuro dos concessionários é de tamanha importância que até soluções, consideradas mais modernas, buscam aliviar a tensão sobre os lojistas e tentar salvar o futuro do comércio tradicional de automóveis.

Por lá, as empresas Cox Automotive e Holman Enterprises resolveram se unir para encontrar uma saída para manter os revendedores rentáveis em época de mudança no panorama do mercado americano e também mundial. A primeira criou um serviço de assinatura para automóveis, chamado FlexDrive. Trata-se de uma alternativa ao leasing e à locação tradicional, já que se paga semanalmente ou mensalmente por um serviço que fica disponível para quem precisa de um carro eventualmente.

A diferença nesse caso é o custo, menor que o oferecido pelos fabricantes. Aqui entra o concessionário. Ele funciona como ponto de entrega e retirada de um veículo do serviço, mas não se trata de um carro exatamente novo, como em muitos serviços de compartilhamento. Usando também aplicativos, o usuário sabe onde tem um veículo mais próximo para usar e a disponibilidade é alta, já que são carros seminovos dos estoques das lojas.

Esses carros geralmente são modelos de pouca saída e que acabam se acumulando nos pátios por falta de interessados, ainda mais agora nos EUA, onde a venda de usados sofre um impacto por conta dos preços dos carros novos, que desencoraja ir atrás de um seminovo. Além disso, muitos clientes tem propostas de financiamento barradas por baixa pontuação de crédito, o que acelera o processo de aumento dos estoques.

Com isso, a ideia por trás do FlexDrive é usar esses carros que ninguém quer ou não pode ter. Um Fusion 2013, por exemplo, sai por US$ 219 por semana. Do mesmo segmento, Acura TL 2013 e Toyota Avalon 2013 custam US$ 259 e US$ 279, respectivamente. Todos com seguro, manutenção e sem compromisso contratual.

Quem quiser, pode trocar de carro quando e onde desejar, tendo sempre a milhagem livre. A chinesa Lynk & Co anunciou que focará nesse tipo de serviço, mas na prática, o mercado americano só viu até agora a Cadillac com assinatura mensal de US$ 1.500, que dá direito a qualquer modelo da marca. No compartilhamento, a abordagem tira o concessionário da jogada, ligando fabricante e usuário de forma direta. Mas, para Cox e Holman, o concessionário ainda é um caminho natural para quem quer um carro. Com a iniciativa, espera-se até que atraia novos compradores, que até então não estavam interessados na aquisição de um carro.

A união das duas empresas promete expandir o FlexDrive para mais cidades dos EUA. Até o primeiro trimestre de 2018, a rede pretende ter 500 concessionários. Com as vendas online ganhando força em marcas como Tesla e o compartilhamento (mais os serviços de transporte pessoal) ganhando terreno e conseguindo quem não quer ou não pode ter um carro, as redes de revendedores já estão preocupadas com o futuro. Ainda mais com o carro elétrico, que promete reduzir em muito a manutenção, o pilar de sustentabilidade de muitos revendedores.

[Fonte: Automotive News]

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