EUA começam a reescrever regras para robotáxis e abrem caminho a carros sem comandos tradicionais, com o Tesla Cybercab podendo rodar sem pedal de freio

waymo taxi destruido
waymo taxi destruido

Robotáxis sem motorista podem ganhar caminho regulatório mais livre nos Estados Unidos, começando por uma peça básica: o pedal de freio.

O Departamento de Transporte dos Estados Unidos avança para retirar a exigência desse componente em veículos projetados exclusivamente para operação sem condutor humano.

A proposta foi apresentada pela National Highway Traffic Safety Administration, a NHTSA, em atualização das Federal Motor Vehicle Safety Standards divulgada na quinta-feira.

A mudança não alcança automóveis convencionais, que continuariam obrigados a trazer pedal de freio dentro das normas federais americanas.

O ajuste pode beneficiar empresas como Waymo e Tesla Inc., interessadas em colocar mais robotáxis nas ruas dos Estados Unidos.

tesla cybercab
tesla cybercab

A medida faz parte de uma iniciativa do governo Donald Trump para modernizar regras voltadas a carros sem motorista.

Um dos modelos diretamente favorecidos seria o Tesla Cybercab, EV de dois lugares sem volante e sem pedais para os pés.

O mercado de robotáxis também reúne nomes como Zoox, da Amazon.com Inc., e Waymo, da Alphabet Inc.

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A Waymo é atualmente a principal operadora de corridas pagas com robotáxis nos Estados Unidos, em um segmento cada vez mais disputado.

As regras atuais criam obstáculos para fabricantes que querem lançar veículos autônomos sem alguns comandos tradicionais de direção.

Ainda não está claro se os reguladores também pretendem alterar exigências ligadas a volante ou outros equipamentos presentes nos carros atuais.

Essa incerteza já pesou sobre projetos como o Origin AV, da General Motors Co., encerrado há dois anos.

Parte da decisão da GM veio das dúvidas regulatórias envolvendo a ausência de determinados comandos manuais no veículo.

Mesmo com a possível flexibilização da NHTSA, a expansão dos robotáxis ainda depende de tecnologia, investimentos e aceitação dos passageiros.

A proposta confirma planos revelados antes pela Bloomberg News e integra um esforço mais amplo para reduzir barreiras consideradas desnecessárias pela agência.

Outras mudanças devem vir depois, à medida que a NHTSA tenta atualizar normas criadas décadas antes dos sistemas de condução automatizada.

Elon Musk, CEO da Tesla e um dos maiores doadores de Donald Trump, defende mudanças federais para acelerar veículos sem motorista.

Musk também pede uma estrutura nacional para carros autônomos, em vez de um ambiente fragmentado entre regras estaduais e federais.

A Autonomous Vehicle Industry Association, que representa empresas como Waymo e Zoox, pressiona parlamentares por um marco federal semelhante.

No ano passado, Musk atuou junto a legisladores em Washington e opinou sobre revisões de um projeto para estruturar regras básicas.

A Tesla lançou sua esperada rede de robotáxis no ano passado em Austin, usando número limitado de SUVs Model Y.

Desde então, a operação cresceu gradualmente para Dallas e Houston, mas ainda soma menos de 100 veículos no Texas.

A empresa também mantém uma rede de corridas não autônomas na região da Baía de San Francisco, na Califórnia.

A Waymo opera milhares de robotáxis com corridas para clientes em 11 cidades e planeja chegar a 20 até o fim do ano.

Segundo a NHTSA, a proposta sobre pedais não altera requisitos de desempenho de frenagem, incluindo padrões rígidos de distância de parada.

As normas existentes também permanecem iguais para veículos com sistemas automatizados que ainda tragam comandos manuais de condução.

Jeff Farrah, CEO da Autonomous Vehicle Industry Association, elogiou a decisão como avanço para a liderança americana em veículos autônomos.

Cathy Chase, presidente da Advocates for Highway and Auto Safety, afirmou que o desempenho dos AVs deve ser regulado antes da retirada do pedal.

William Wallace, diretor de defesa de segurança da Consumer Reports, criticou exceções regulatórias em vez de padrões abrangentes para veículos autônomos.

Historicamente, fabricantes precisavam pedir isenções à NHTSA para operar veículos autônomos que contrariavam normas federais antigas.

A agência diz que, ao fim da modernização, empresas talvez não precisem mais buscar essas isenções para certos projetos sem motorista.

A NHTSA afirma que seguirá criando requisitos para cenários reais e usará sua autoridade para examinar comportamentos inseguros de ADS e supervisionar recalls.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio. Sua rede social: Facebook