
A situação entre os EUA e o Canadá continua nebulosa e entra em mais uma fase de atrito, com o atual governo americano prometendo aumento de tarifas a partir de 2027.
O chefe de Estado dos EUA prometeu que, a partir de 1 de janeiro, aço, alumínio, veículos e peças oriundas do Canadá terão de pagar uma taxa de importação de 50%.
O anúncio da Casa Branca se deu após o fracasso das negociações comerciais bilaterais, ocorridas durante o fim de semana.
Anteriormente, as duas partes haviam chegado a um consenso sobre uma redução de tarifas a favor do Canadá, com os carros e comerciais leves passando de 25% para 15%.

No caso do aço e do alumínio canadenses, a alíquota baixaria de 50% para 25%.
Todavia, houve pontos de divergência em assuntos como se a redução tarifária de comerciais leves se aplicaria também aos médios e pesados.
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Com as discussões não seguindo um caminho que Washington não considerou aceitável, a atual administração decidiu por ampliar as tarifas sobre o Canadá.
Segundo a Reuters, no ano passado, o comércio de bens e serviços dos EUA com o Canadá totalizou US$ 872,3 bilhões, com 3/4 da produção canadense tendo como destino o vizinho do sul.

O Canadá é o maior parceiro comercial dos EUA e o aumento do imposto de importação deve afetar fortemente a indústria automotiva americana.
Isso porque a cadeia de suprimentos das montadoras instaladas nos EUA está fortemente conectada com os dois principais vizinhos dos EUA: Canadá e México.
Tendo produções que se complementam, as linhas de montagem e de autopeças, outro setor afetado pelo aumento da tarifa, serão fortemente impactadas em custos.
O aumento deverá forçar um reajuste nos preços dos automóveis nos EUA, uma vez que quem pagará a taxa será o recebedor, nesse caso, as empresas nos EUA.
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Da mesma forma, uma redução no número de peças e componentes, assim como de veículos exportados, deve prejudicar fortemente a economia canadense.
