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EUA: Lynk & Co pretende entrar com um modelo de negócios bem diferente

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Desde os anos 50 – 80 no caso dos sul-coreanos – o mercado americano vem sendo em grande parte por marcas do Japão e Coréia do Sul, que desembarcaram com carros baratos e que, com o tempo, se tornaram confiáveis ao ponto de dominar certos segmentos e até a liderar as vendas nos EUA através de alguns best sellers bem famosos.

Quando a China iniciou sua motorização, o consumidor americano – assim como de muitos outros países, incluindo o Brasil – se mostrou averso à ideia de comprar um carro oriundo do país da Grande Muralha. Qualidade e segurança eram os pontos que mais pegavam para os produtos daquele país.

Uma invasão chinesa no mercado americano foi esperada, mas não ocorreu. Nada de compactos ultra baratos e muito menos clones de marcas famosas. Enquanto o americano esperava, os chineses avançavam rapidamente da cópia para o desenvolvimento próprio. Aprenderam, botaram em prática e evoluíram até o ponto em que os EUA deixaram de ser uma prioridade. Porém, não mudaram de foco.

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Acima de US$ 100.000

Com a ascensão do carro elétrico, especialmente após a crise econômica de 2008, a China não conseguiu evoluir rapidamente nessa tecnologia e até hoje não consome o volume projetado há algum tempo. No entanto, com empresas como a Tesla no horizonte, o país asiático produziu várias startups para atuação dentro e fora do mercado. Porém, o custo de mão de obra na costa da China já superam às de México e Brasil. Por conta disso, carros de qualidade e tecnologia podem agora chegar com preços mais altos do que o esperado.

Nos EUA, ao invés de carros superbaratos, a China agora está preparando carros caríssimos, rápidos e tão sofisticados quanto os da Tesla. Marcas como Faraday Future, NIO, Karma e Lucid Motors, por exemplo, possuem capital chinês de forma parcial ou total. Todas terão base e fábricas nos EUA, mas há ainda outras no gigante asiático esperando a hora de entrar na “América”. Todas vêm com propostas de US$ 100.000 para cima.

Agora, parece que o americano vai mesmo comprar carro chinês, porém, ao invés de pagar menos de uma dezena de milhar de dólares, pagará mais de uma centena. Mas, não serão somente os consumidores ricos que terão sua chance de andar em um carro chinês de alto luxo. A Lynk & Co, por exemplo, vai chegar aos EUA em 2018 com um novo modelo de negócio.

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Com compras online e show-rooms no melhor estilo Tesla, a Lynk & Co quer que o americano não compre o carro, mas tenha uma assinatura que lhe permita rodar com um carro por algum tempo. É quase semelhante ao leasing praticado por lá. Porém, o “dono” pode ganhar um dinheiro extra com o compartilhamento de seu carro, quando não está em uso. Isso já acontece e dá até para custear as prestações do leasing com o aluguel do carro.

A Lynk & Co promete ir além com um carro totalmente conectado a serviços remotos. A empresa pretende ter o carro mais plugado à rede no mundo. Criada pela Geely e gerenciada pela Volvo, a nova marca de fato não quer vender carros, mas serviços atrelados a eles. Apesar de ainda não ter ocorrido, a venda de carros elétricos ou híbridos da Lynk & Co não será a primeira de chineses nos EUA.

A Volvo havia prometido o S60L ou S60 Inscription importado da China e cumpriu a promessa. Mas se alguém ainda duvidava da qualidade do sedã sino-nórdico, pode ter passado despercebido diante do Buick Envision. O SUV da marca americana pode até enganar muitos americanos, mas uma olhada em sua plaqueta de origem, mostrará que ele é um legítimo “made in China”.

Todos estes exemplos poderão ser menos impactantes que o da GAC, que abertamente quer vender crossovers, SUVs e elétricos nos EUA, atuando anualmente em Detroit e outras mostras americanas, mas seu modelo de negócio ainda adota a velha filosofia chinesa do baixo preço. Isso deve assustar muita gente por lá e só o tempo dirá se a Guangzhou terá sucesso ou não.

[Fonte: Auto News]

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