Argentina Europa Finanças Governamental/Legal

Europa quer abertura de importados em 10 anos para livre comércio acontecer

bmw-x1-paranagua-2 Europa quer abertura de importados em 10 anos para livre comércio acontecer

Após duas semanas de reuniões em Bruxelas, Bélgica, as comissões governamentais da União Europeia e Mercosul não fecharam qualquer acordo referente ao tratado de livre comércio entre os dois blocos, que vem sendo costurado há mais de 18 anos. O próximo encontro está marcado para Assunção, Paraguai, no dia 19 de fevereiro.



Por ora, a comissão regional do acordo tem uma novidade indigesta na mão. Embora não tenham avançado e nem recebido proposta de ambos os lados, o tratado continua sem uma data para sua definição, pois existem alguns pontos importantes que ainda precisam ser acordados em mais negociações.

O principal ponto para os europeus aceitarem um acordo com o Mercosul é a abertura do mercado automotivo regional para os produtos do bloco continental. Antes, o Brasil colocou como condição, que a liberação de tarifas (atualmente em 35%) para os automóveis fosse feita em 15 anos. Mas agora é de comum acordo entre os membros do bloco local que haja liberação abertura em doze anos.

bmw-x1-paranagua-2 Europa quer abertura de importados em 10 anos para livre comércio acontecer



Porém, os europeus bateram o pé e colocaram como condição para o fechamento do acordo a abertura do mercado de veículos em dez anos. Sem esse ponto aceito pelo Mercosul, a União Europeia não assinará o tratado. Para o governo brasileiro, essa condição é prejudicial para a política do setor e para a indústria nacional, pois esta não terá tempo de se modernizar para oferecer produtos equivalentes aos da UE, apesar de algumas exceções atuais (fotos).

Uma abertura em 10 anos significará uma redução considerável nos investimentos do setor no país, visto que os fabricantes europeus ou que possuem fábricas no continente, passarão a importar para ocupar as plantas que hoje estão com baixo nível de produção. Nesse caso, haveria uma concorrência entre a produção europeia chegando em peso e a nacional, ainda em processo de modernização. Até 2022, fim do primeiro período – de três – do Rota 2030, as montadoras investirão R$ 16,7 bilhões.

No segundo período, os investimentos ainda não foram calculados, pois dependerá dos resultados dos próximos cinco anos, mas no terceiro período, com o mercado aberto aos europeus, provavelmente o volume será muito menor. Como compensação, a União Europeia promete ampliar o acesso à carne do Mercosul, aumentando a cota anual de 70 mil para 99 mil toneladas. Porém, dentro da UE, alguns países com produção agropecuária elevada farão pressão para que isso não aconteça.

Então, como se pode ver, dificilmente o acordo de livre comércio será fechado ainda esse mês, o que até dezembro havia se tornado uma condição para aprovação posterior do Rota 2030, ainda aguardado pelas montadoras.

[Fonte: AutoData]

COMPARTILHAR:
  • celso

    Que bela troca: carne por automóveis.
    Chega a ser vergonhoso.

    • Rodrigo Santos

      Pensei a mesma coisa.

      • th!nk.t4nk

        Vão dizer que há países que trocam leite e minérios por coisas de maior valor agregado, mas vão citar países de população minúscula e que têm um investimento altíssimo em educação, focando no futuro em inovação. A situaçao do Brasil é o total oposto: população gigante e nenhum planejamento pro futuro. Não há como fazer essa comparação.

    • VeeDub

      A Nova Zelândia troca LEITE por tudo ? estaria ela mal ? sugiro ler Mises !

      • Renan

        O Chile troca minério de ferro, a Austrália acho que turismo e outros serviços , além de matérias primas .
        Antes isso do que trocar carroças.

        • Deadlock

          Também não entendi, talvez tivéssemos que trocar os carros por bananas, afinal, somos a bananalândia. O fato é que se isso se tornar realidade, vamos ter carros melhores por aqui (ou não, talvez venham mais carros do leste europeu). A Austrália também troca por minérios e abdicou da industria automobilística (mesmo caso do Chile que vc citou) e mesmo assim eles crescem ininterruptamente há mais de 23 anos. Mas, aqui a indústria automobilística é vaca sagrada, precisa de proteção, mesmo que o consumidor seja prejudicado.
          Existe uma regra econômica chamada vantagem comparativa, que pode ser absoluta ou relativa, e decorre do fato de que nenhum país consegue produzir de tudo, por isso as trocas comerciais, que criam uma sinergia econômica, com efeitos positivos para todos os países participantes, gerando renda e produtos para consumo.

          • ricmoriah

            no passado, a banana era tão valiosa que chegou-se a criar companhia de estrada de ferro para seu transporte e até os produtores tinha mini ferrovias dentro de suas propriedades para levar a produção até as balsas para embarque nos navios. essas maquininhas eram as francesas da Decauville…

            • celso

              No passado a indústria de transformação não era tão engenhosa e tecnológica quanto a de hoje, que exige mais e mais investimentos em capacitação humana, tecnológica, digital etc, mas o cultivo da banana é praticamente o mesmo.

          • Antonio

            Não viaja. Imagine um país do tamanho do Brasil importando 3, 4 , 5 milhões de carros.
            Bom. Isso se vc tiver renda exportando banana, café e soja.
            Bizarro.

            • Renan

              3 ou 4 milhões não, até porque pelo tamanho do Brasil sempre vai haver demanda de fábricas por aqui , achar que todas vão embora daqui com uma abertura econômica é errado , falo em importar em quantidade suficiente para competir com nacionais que vão melhorar pela concorrência, do jeito que tá atualmente com importados vendendo míseras 3,000 unidades de carros de fora do mercosul e México por mês não é benéfico para nós consumidores, estamos em um mercado quase que completamente fechado , um mercado equilibrado entre nacionais e importados é o mais justo , como era antes do inovar auto com concorrentes de China e Coréia concorrendo com os nacionais.

              • celso

                Ninguém é contra o mercado fechado. A questão é que com investimentos corretos, o Brasil poderia ser competitivo no setor automotivo, inclusive com a Europa.
                O câmbio, por exemplo, nos é favorável. Basta uma política séria e focada em produtos que geram riquezas, e não usar produtos primários como agropecuários, minérios como moeda de troca.

                • Renan

                  Mercado fechado é prejudicial
                  não tem nem o que discutir , se pagamos 50,000 reais num carro 1.4 8v sem tecnologia e sem segurança em parte é por culpa da limitação de importados causada pelo inovar auto que apesar de ter acabado causou estragos, vivemos em um mercado fechado regido por um cartel , não se deixe enganar pois um equilíbrio entre importados baratos e nacionais seria ideal é benéfico para nós consumidores.
                  Todas as mazelas do mercado automotivo são frutos em parte desse fechamento , ou você acha que um Onix ou um hb20 são interessantes em um mercado variado como o europeu?
                  , Só sobrevivem aqui graças essa limitação.

                  • celso

                    Concordo com tudo que você expôs. Na verdade eu cometi um erro quanto escrevi “ninguém é contra o mercado fechado”. Queria ter escrito “ninguém é contra o mercado aberto”, mas acabei escrevendo o contrário.

                • Antonio

                  Acho que, agora, nem assim. O que o Brasil poderia fazer a China, a Coréia e outros estão fazendo há muito tempo.
                  O problema é que o Brasil ficou para trás (muito para trás) em ensino, pesquisa e até formação profissional.
                  Aqui, nada se cria,. Tudo vem de fora. Esperamos as boas graças do estrangeiro para podermos realizar qualquer coisa.
                  Sem contar os empresários nacionais fracos (em todos sentidos: pesquisa, produtos, capital) que se especializaram em uma política predatória às custas do Estado.
                  Deu nisso.
                  Sigamos com a soja e o café.

            • JOSE DO EGITO

              Nao interessa o produto que se troca entre paises e sim o CAMBIO entre esses produtos!

              • Antonio

                Vai nessa. Vc vai plantar a Amazônia inteira com bananeiras e não vai pagar nem 1/10 disso.

                • Deadlock

                  Vc sabe o que é ironia?

                  • Antonio

                    Pois então, desculpe-me.

              • celso

                Quer dizer então que produzir carne gera as mesmas riquezas que produzir automóveis ?
                Era só o que faltava.

            • Renato Duarte

              O Brasil já foi a quarta maior potência mundial plantando cana e café,, e só. Falta gestão administrativa e econômica pra voltarmos a ser competitivos.

              • celso

                Naquele tempo “da cana e do café”, a indústria de transformação não era como a de hoje.
                Hoje, a indústria necessita de capacitação humana cada vez mais especializada, tecnologia etc.
                Por isso que os produtos produzidos por ela são chamados de alto valor agregado.
                A cadeia para se chegar ao produto final exige inúmeros investimentos em diversas áreas, humanas, exatas, biológicas etc. Isso é que gera riquezas. Os EUA, por exemplo, podem se dar ao luxo de exportar o melhor dos produtos para essa finalidade, a que mais gera riquezas: tecnologias.
                Enquanto isso, a cana e o café não podem evoluir tal qual a indústria de transformação.

              • D136O

                Naquela época café era um produto de alto valor agregado. A questão é que o @disqus_IGXqzkVidL:disqus traz é balança comercial, se vc gasta mais do que ganha fica “pobre”, o país também.
                Produtos primários, não industrializados, tem baixo valor agregado, pense, se o pais vende minério de ferro e importa aço paga mais caro pelo aço do que recebe do minério, o mesmo com a carne e os carros.
                Em resumo a proposta parece absurda pq o bloco do euro diz “nos vamos vender caros modernos à vcs e vcs continuem criando vacas”

          • celso

            A Austrália não abdicou da indústria automobilística. A indústria automobilística é que abdicou da Austrália.

            • Antonio

              Fato!

          • Lauro Agrizzi

            Lêdo engano seu achar que a Industria automobilistica brasileira quer proteção. Elas são as mesma europeias na sua maioria. Quem quer proteção é o governo corrupto e atrasado que acha que proteger o mercado é sobretaxar o produto estrangeiro. As fabricantes vão produzir onde for mais barato não adianta proteção.Fabricante de automóvel não tem nacionalidade.

      • Antonio

        A Nova Zelândia é uma titiquinha com 4,5 milhões de habitantes.
        Sugiro vc ler von Mises e abrir o mercado brasileiro para China.
        O Brasil acaba em um ano.
        Acorde! Volte para o mundo real!

        • CrazyEarl

          Se seguir Mises de verdade, é o governo brasileiro que acaba em um ano, aí pode abrir o mercado pra qualquer país. Sugiro você ler Mises.

          • Antonio

            Eu estudei isso. Sou formado em Economia.
            Mises é mera curiosidade acadêmica.
            Só isso.

        • Emanuel Schott

          A China precisa da nossa soja, da nossa carne e do nosso minério de ferro da mesma forma que precisamos dos eletrônicos deles.

          Você provavelmente é especializado em alguma coisa e troca isso por bens que você não é especializado. Países agem da mesma forma. Forçar uma industrialização sem ser especialista nisso só faz produtos serem mais caros. Ao invés de trocar um notebook por uma saca de soja, precisa de cinco pra isso.

          • Antonio

            Só que para vc importar comprar uma televisão, vai ter de vender toneladas de bananas.
            Esse tipo de divisão do trabalho não interessa aos países mais pobres.
            Só eterniza as diferenças.

            • CrazyEarl

              Amigão, você é formado em Economia, tudo bem, mas me desculpe, essa sua frase me lembrou da Dilma, ela também era formada nessa área também não é mesmo? Como a Austrália consegue ser um país desenvolvido? As toneladas de ferro, cobre e trigo que exportam não eternizam uma “diferença”? https://atlas.media.mit.edu/en/profile/country/aus/
              Faculdades de hoje em dia servem principalmente para encher a cabeça do aluno de ideologias, continue achando que Mises é uma curiosidade acadêmica e avante intervencionismo e protecionismo em peso, livre mercado pra que né? Não há problema algum em trocar soja por carros, o problema está no estado, os sabichões que com uma canetada nos importados acomodam a nossa industria em um mercado protegido incentivando a ineficiência e com outra canetada de impostos surreais tornam o nosso carro um item excessivamente caro, e quem se ferra nesse protecionismo? Nós! É por isso que um livre comércio com a EU na realidade do Brasil de hoje seria o fim de nossa indústria automobilística, simplesmente porque ela nem ao menos merece estar viva graças ao papai estado.

              • Lauro Agrizzi

                Nossa Industria automobilística? Vocês fumaram o que? Só temos estrangeiros fabricando aqui porque o estado não quer importar carro nenhum. Aliás não é somente com os carros. Sobretaxam até pensamento que vem para cá. E a incompetência e o sub desenvolvimento esta assegurado para o futuro. Esse papo de proteger o mercado é velho protegem e nunca desenvolvem.

              • D136O

                Tem sim problema amigão, balança comercial. O Brasil só não é pior do que é pq investiu em industrialização e quem bancou isso foi o governo lá atras. Não to defendendo corruptos ou intervencionismo que eles fazem em troca de conchavos, mas livre comercio também é uma utopia assim como o comunismo.
                Vc acha que a China chegou onde está como, dumping roubando fábricas do mundo todo para produzir lá em sociedade com o governo, a que custo, ser o país que mais polui no planeta e escravizando operários. Mas agora eles tem dinheiro e know-how e vão ser a maior potência econômica do planeta.
                A mão invisível que regula o mercado é a de quem tem mais dinheiro,

                • CrazyEarl

                  O governo só banca algo porque ele rouba de quem produz primeiro, então o correto é dizer que o Brasil só está na pior pois o governo roubou MUITO e sufocou muito quem estava disposto/produzia, a sua frase deu a entender que devemos agradecer o grande governo por ter feito um investimento infraestrutura, o que é no minimo ilógico, mas ao menos você não defende intervencionismo mesmo sendo de uma forma seletiva, hehe. Interessante a sua analogia de utopia de livre mercado, concordo em partes mas é inegável que o quanto mais próximo do livre mercado o país está, mais desenvolvido ele é e a população local progressivamente tem acesso a melhores produtos pagando menos por isso, melhores salários e etc. Enquanto a China chegou onde está ao custo de esfolar a população local, espero que não esteja dizendo que precisamos disso aqui também para alcançarmos um patamar de desenvolvimento aceitável, pois isso é perfeitamente possível aliviado a carga tributária, diminuindo o governo, fim da CLT, eliminar 99% das agências reguladoras e sindicatos, privatizações e etc… Loucura é continuar insistindo nesse modelo do Brasil, esperando que um Inovar Auto, Rota 2030 ou algo algum outro plano mirabolante vindo da caneta de algum gênio iluminado que comenta que Mises é mera curiosidade acadêmica salve o mercado.

                  • D136O

                    Me referia a politicas de industrialização em meados do seculo passado nas poucas vezes que o governo brasileiro pensou no futuro, foi investido em infraestrutura e criadas estatais estratégicas, mas não estou endeusando ninguém.
                    O ponto é que o problema não é o protecionismo exagerado ele é somente sintoma uma consequência da nossa ineficiência, principalmente por causa do estado gigante.
                    Por isso remover todo protecionismo e agencias reguladoras pode gerar outros problemas.
                    CLT não é o problema sim o estado que leva 15-27% IR, 10% de INSS e outro tanto do empregador. Ainda paga juros de metade poupança no FGTS.

      • celso

        A população da Nova Zelândia não chega a 5 milhões.
        Nenhum país tem condições de ter uma indústria desenvolvida com o mercado interno tão pequeno.
        Veja o exemplo do Chile, que tem 3 vezes a população da Nova Zelândia, e depende exclusivamente das exportações de cobre, molibdênio, prata, ouro, celulose, madeira, salmão, vinho, frutas etc. Já os produtos de alto valor agregado são praticamente todos importados.
        O Brasil é completamente diferente destes países. O nosso mercado interno é grande o suficiente para o país ser uma potência industrial de produtos de alto valor agregado.
        Como exemplo temos o setor automotivo, que deveria estar na casa dos 5, 6 milhões de automóveis/ano.

        • Lauro Agrizzi

          Mas mesmo o imposto sobre o produto nacional é mais abusivo, o que mata a ideia de produzir aqui e se proteger do importaado. Ou seja não funciona uma coisa nem outra.Com esse imposto o produto nacional nunca será competitivo. OU seja matam as duas opções com um único discurso.

      • Tiago Mascarenhas

        Mises????
        O modelo quase inexistente de estado que Mises prega não é aplicado em lugar nenhum do mundo.
        Esse tipo de troca em nada ter a ver com Mises, isso é básico até da história da humana, remetendo até mesmo ao escambo.
        Não viaja não cara que Mises não tem nada a ver com esse tipo de comercio.

        • Antonio

          Perfeito comentário!
          Alguns ‘experts’ em economia ficam falando essas baboseiras na rede.
          Mises não passa de curiosidade acadêmica nos cursos de Economia.
          Algo que se aborda em meio período.
          Inexequível.

          • CrazyEarl

            Talvez seja por isso que temos uma economia tão boa nesse Brasil em que vivemos, não é mesmo? Avante protecionismo e intervencionismo, está dando muito certo sim!

    • Alvarenga

      Não passamos de extrativistas em termos de mercado mundial. Sem valor agregado é como jogar riqueza fora !

      • Renan

        Se não fizermos do jeito certo , sim , vamos terminar assim , o Brasil sempre teve pavor de abertura de mercado , estamos pagando hoje esse preço , se tivéssemos uma maior abertura talvez não seria tão impactante essa concorrência .
        Há algum tempo estava lendo que em 1994 o governo baixou o imposto de importação para 20% … não Demorou nem 6 meses para subir para 70% no início de 1995 , se tivessem deixado como estava a situação hoje poderia ser melhor , menos traumática para a indústria que só sobrevive aqui graças a subsídios e fechamento de mercado.
        Em 2011 passou o mesmo , correram para Brasília para que o governo colocasse um freio (IPi extra) nos coreanos e chineses que chegavam aos montes e muito mais baratos e completos que as carroças nacionais.

      • Lauro Agrizzi

        Vocês não perceberam que essa tática (sobretaxar importações e sobretaxar a produção nacional é o verdadeiro objetivo de um governo corrupto e incompetente. Tudo sob o discursos de proteger a produção nacional. Se isso fosse verdade os impostos sobre a produção seriam do mesmo nível dos outros países, visando competitividade. Mas o custo Brasil inviabiliza tudo.
        Em suma O estado tem que ser demolido e esvaziado. Eçle nunca será a solução para nada, mas apenas um grande entrave.

    • Antonio

      Então, que tal soja? Ou café?

      • celso

        KKKKKKKKKKK.

      • th!nk.t4nk

        Só sobra soja. Café a África tomou a dianteira faz tempo. Os caras produzem com alta qualidade e custos baixíssimos. O Brasil não tem futuro com café, pode esquecer.

        • Antonio

          E a nova, que demonstra o fundo do poço: Exportação de boi-vivo. Baixinho (ou nenhum) valor agregado.

    • invalid_pilot

      Isso acontece porque desenvolvemos pouca tecnologia e pesquisa. Esperava algo diferente ?

    • Diego

      Celso, isso não é um problema, vou exemplificar:.

      Não se define o lucro pelo valor unitário da mercadoria, se for analisar o Brasil sairá na vantagem tendo em vista que o Euro é muito valorizado , isto levará a poucas vendas de automóveis na américa latina como um todo e já a carne é um produto de baixo custo e contribui a questão cambial ( Real desvalorizado, maior demanda ) , fora o enorme potencial de venda natural que este tipo de produto carrega consigo.

      Existem outras questões como desinteresse do automóvel no mundo, as novas gerações tem forte identificação com itens tecnológicos e menos com carro, olhando o prazo que estabeleceram deve aumentar a rejeição, por outro lado ainda que pese o fato de um ideal focado no bem estar recomendar uma menor ingestão de carne, fica restrito a pessoas de maior renda, quem tem menos renda vai manter o consumo acentuado de carne.

      Vai vender 1000 automóveis por 10 milhões de Dólares enquanto vai ser exportado 90 mil toneladas a 30 milhões de dólares.

      São cenários para refletirmos.

      • D136O

        Só de Jeep Compass foram vendidos 49.187 unidades em 2017
        49.187 x R$ 100.000 = R$ 4,9 bi
        90.000.000kg de carne x R$30,00 = R$2,7bi

        São cenários para refletirmos.

        • Diego

          Compass ????????? Este é produzido no Brasil. Ok!
          Seus cálculos não tem fundamento, a considerar o valor da carne, não é algo fixo, meu exemplo é apenas para exemplificar, varia conforme a qualidade e outras variáveis como tributos distintos, frete, seguro….No tocante a quantidade de carros esses números não procedem, do mesmo modo o quantitativo de carne, o Brasil é o nono mercado automotivo do mundo e o primeiro da america latina, por aqui o total que vc citou não equivale a 1/10 do total tendo em vista a crise, isso com diversas marcas, se tem duvidas acesse os dados da abeifa. Refletir é diferente de inventar.

          • D136O

            Não entendi, ele é produzido em Goiana PE, era uma ironia?
            Usei um valor médio pra carne até generoso, a arroba do boi gordo (vivo né) é cotada a menos de 1/3 disso.
            Vc afirmou que não era um problema trocar carne por carro!
            Usei, como vc disse, nem 1/10 dos carros vendidos usando um modelo especifico pra ter referencia de valor.
            Usei o montante total de exportação de carne nem fui criterioso suficientemente para usar apenas o aumento do volume proposto.
            Isto tudo para exemplificar um cenário simples onde a balança comercial seria desfavorável, bastante desfavorável.
            Pense pq UE quer abrir mercado, daqui alguns anos a indústria automotiva ATUAL deles vai estar obsoleta com os elétricos, vc acha que vao fazer o que com a capacidade instalada de produção de motores a combustão, jogar tudo fora? Pq não vender para um pais sem restrições ambientais pesadas? que comporta um preço final elevado.

            • Diego

              Não, foi uma constatação que você fez uma comparação com Brasil importando Compass por um valor maior e vendendo carne a um valor menor, agora após uma breve pesquisa na internet vejo que temos até a localização precisa, seria ironia negar o inegável.
              O mercado do boi Gordo não pode ser objeto de comparação com a exportação de carne, são atividades distintas, o primeiro diz respeito ao pecuarista, ( criador de gado ), exportação de carne visa o consumidor final, pessoas comuns, prova disto se chama mercado futuro, há índices na Bovespa que trabalham em cima da projeção de cada um deles.
              Cara, você não conhece o mercado, eu que tenho uma pequena participação acionária numa empresa do ramo conheço muito pouco, mas certamente são dados não tem fundamento, vou exemplificar com os dados de exportação de carne apenas com o mês de outubro:

              “As exportações brasileiras de carne bovina registraram alta de 39,72% no volume embarcado em outubro (144.615 toneladas), na comparação com o embarque realizado
              no mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).”

              Fonte: http://www.abiec.com.br/download/release-101117.pdf

              Sobre o Compass:

              “Não entendi, ele é produzido em Goiana PE”

              Sobre a diferença de importação de carros e carne:

              “Isto tudo para exemplificar um cenário simples onde a balança comercial seria desfavorável, bastante desfavorável”

              Se constatou que o veículo era produzido no Brasil qual a finalidade de voltar a utilizar este dado comprovadamente errado ? Aguardando o próximo texto.

              • D136O

                Ta difícil, mas vamos lá:
                Sempre soube que o Compass é feito no Brasil, montei apenas um cenário HIPOTÉTICO com 49 mil carros importados a 100.000 uma fatia bem pequena do mercado, ia usar o Onix para comparar mas alem de um volume bem maior ele não tem o perfil de carro que seria importado da UE competindo com os fabricados aqui .
                Ano passado em “crise” foram importados pouco menos de 30mil carros, com inovar auto e suas sobretaxas condenadas pela OMC.
                Que valor vc quer considerar para carne exportada?
                Mesmo considerando valores bem mais altos para a carne e volumes de importação de veículos bem mais baixos é obvio que sempre que exportar commodities e comprar itens de tecnologia terá deficit na balança comercial!
                A UE tem segundas intenções, possivelmente ligadas a troca de tecnologia para os elétricos desovando aqui carros a combustão que não terão mais mercado lá.

                • Diego

                  Eu já imaginava mais um texto prolixo e vazio.

                  Entra com outro assunto na mais natural atitude com a esperança de confundir e se furta aos questionamentos.
                  por puro desconhecimento.

                  A última frase proferida não foi e nunca será senhora da razão quando o alicerce for a ignorância.

                  • D136O

                    Que bom amigo, Abraço!

    • Renato Duarte

      Eu não penso negativamente sobre. Até penso que o Brasil é potencialmente estratégico na questão agropecuária, possuindo terreno bastante apropriado para essa atividade. Se nós não somos autossuficientes na produção nacional de automóveis, deveríamos pelo menos valorizar mais os alimentos que produzimos.

      • celso

        A questão agropecuária deveria prioridade para o mercado interno, não como moeda de troca. É isso que os EUA fazem. Eles são os maiores produtores agropecuários do mundo, mas na hora de exportar, os produtos são os de alto valor agregado, ou mesmo exportação de tecnologias.

        • CrazyEarl

          Isso porque eles tem uma industria altamente desenvolvida e são capazes de fazer isso, uma carga tributária simples que cabe em um livro e não em uma bíblia como a nossa. O que o Brasil tenta fazer é proteger uma indústria ineficiente com impostos absurdos nos importados e ao mesmo tempo sufoca a essa própria indústria com uma carga de imposto igualmente absurda, é muito difícil ser competitivo e eficiente nesse cenário. Enfim, na minha visão não há nada de errado em exportar produtos sem valor agregado, a Austrália faz isso e tudo bem.

    • Alexandre

      Quem diria a Inglaterra, que segundo estudos recentes diz que a segunda maior parcela do PIB é proveniente do Ingles… Isso mesmo, tudo que envolve o idioma gera a segunda maior riqueza no país.

    • José Barbosa

      Na verdade, o Estado brasileiro morre de medo da abertura do mercado, não o brasileiro médio. E embute isto na nossa cabeça há décadas.

  • Cosi fan Tutti

    Livre comercio com a UE? Fim da “industria automotiva nacional”. Sinto dizer mas isso não é a solução para acabar com o protecionismo exagerado. O Brasil sempre tem estes extremos, ou fecha tudo, ou abre tudo. Tem de ter um equilibrio, se nem com o México conseguimos ter livre comércio, a balança estava favoravel a eles, imagina com a UE! Mais uma utopia desse governo.

    • Fanjos

      A resposta e simples: Menos Estado e reforma tributária

      • truco

        Sim.. faça algo para tornar-se atrativo e assim preferirem produzir aqui ao invés da Europa.
        Diga-se tributação, infraestrutura , mão de obra … ao invés de ficar reclamando que os europeus são injustos.

    • D136O

      Finalmente alguém sensato, o protecionismo é só um sintoma não o problema.

  • Renan

    Perdemos a chance de ficarmos modernos e competitivos com os anos de protecionismo exagerado, agora vão ter que fazer tudo correndo para recuperar o tempo perdido por essa industria que sempre sobreviveu de subsídios para fabricar carroças a preço de ouro , ou então podemos continuar como está , fechados para o resto do mundo com nossos gols,foxs, palios e onixs a preço de ouro e que no máximo chegam até a Argentina (que também é extremamente protecionista).
    Depois não reclamem dos preços e da qualidade dos carros por aqui , já tô vendo um monte de gente chorando com um possível fim de nossas carroças substituídas por importados.
    Chile por exemplo não fabrica uma porta de carro e tem um parque automotor muito mais interessante que o nosso e a preços muito mais competitivos, lamento pela indústria Brasileira , mas é a vida … ou nos reciclamos e mudamos para o mundo ou ficaremos condenados a andar de carroça motorizada pelo resto da vida.

  • Davi

    Cada vez que eu leio balelas como “indústria automotiva nacional”, que todos sabemos que nunca deslanchará por motivos óbvios, me dá um certo enjoo. E dá-lhe protecionismo! Voa Brasil! (pro fundo do poço).

  • tjbuenf

    Como assim 10 anos não da tempo de se modernizar? O setor recebe isenção fiscal há décadas dizendo estar investindo em “tecnologia” automotiva…

  • JCosta

    Mas a indústria aqui não é competitiva exatamente pelo protecionismo…

    Até quando esse papo de ficar defendendo quem só mama no Estado?

  • Marcus Vinicius

    Para os nacionais ficarem mais competitivos perante os importados vão ter que ficar mais baratos e com uma redução de impostos !

  • yurieu

    Uma década, vai levar uma década? Essa é a prova de que o Estado é o nosso dono, não chegaremos a lugar algum sem a permissão dele.

  • Ander33x

    Só vou comentar a foto, e que bela foto essa ein!
    Quantas X1… barbaridade! Um mar de BMW X1.

    • th!nk.t4nk

      X1 é um dos carros mais comuns nas ruas aqui na Europa. Um carro de 30 mil, meio que padrão da classe média. Mas absolutamente qualquer um pode dirigir, pega-se no meio da rua com o aplicativo de compartilhamento de carros da BMW (DriveNow), pagando centavos por minuto (com tudo incluso: combustível , estacionamento, etc). Bom demais. Infelizmente no Brasil vira “carro de rico”.

      • Cosi fan Tutti

        Em qualquer lugar vira carro de rico, somente pelo fato de não termos uma BMW nacional. Por isso que na China eles querem ter montadoras próprias, pq ae fazem seus proprios carros sem depender de ninguem, como na Coreia do Sul ocorreu.

  • Adriano Feroli

    Precisa abrir o mercado sim e 10 anos parece bastante razoável.

  • Léo Faria

    Brasil caminha pra se tornar uma grande empresa de telemarketing.
    Já não se investe em pesquisa e produção, temos praticamente só montadoras. Agora não teremos nem isso e provavelmente perderemos as fábricas de peças também.
    Uma beleza pra indústria nacional

  • pedro

    Bom, primeiro tem que ter livre comércio automotivo entre os próprios membros do Mercosul, coisa que não tem.

  • Luiz Henrique

    Banana hj em dia ja nao eh mais moeda de troca, simplesmente pq o Brasil esta importando bananas do Equador, nem Republica das Bananas nao somos mais, que dureza…

Quem somos

O Notícias Automotivas é um dos maiores sites automotivos do Brasil, trazendo todas as novidades sobre carros por mais de 12 anos. Saiba mais.

Notícias por email

receber-noticias Notícias por email