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A experiência de um leitor com um Volkswagen Golf GTI 2004

A experiência de um leitor com um Volkswagen Golf GTI 2004

Por cinco anos fui um feliz proprietário de um Golf GTI. Nas minhas buscas nos classificados, lembro que fiz questão de ser purista e eliminar todas as opções com bancos em couro e câmbio automático. Queria um GTI preto, com bancos de tecido e câmbio manual.


Depois de muito tempo de busca, eis que surge uma unidade 2004, com apenas dois anos de uso e pouco mais de 20 mil km rodados. Na negociação acertamos em R$ 43.000,00. O icônico carro era exatamente o que eu buscava e eu não hesitei em fechar a compra.

O carro

Não é preciso falar muito das qualidades do motor 1.8 turbo de 180hp e do câmbio de engates curtos e precisos. Você já teve a experiência de dirigir o mesmo carro por cinco anos seguidos e não se cansar um dia sequer? Talvez isso o defina.


Andando na cidade, em quase toda esquina alguém me provocava para dar uma esticadinha. E foram muitas! Mesmo querendo andar devagar, o assovio da turbina enchendo a partir das 2.000 rotações sempre me instigava a colar o pé direto no assoalho.

A experiência de um leitor com um Volkswagen Golf GTI 2004

Entre estilingadas e momentos de parcimônia o GTI era tão amigo que não conseguia nem cobrar a conta: cumpria rigorosos 9,5km/l na cidade. Naquela época, o Brasil ainda não havia difundido a “mágica” tecnologia flexível e a gasolina rendia mais pra todo mundo.

Além das acelerações causarem vertigem nos desavisados, o Golf era extremamente equilibrado nas curvas. Nunca passei vergonha diante das BMW e Audi que me acompanhavam na descida da serra, mas a diversão mesmo acontecia nas retas! E mais uma vez o companheiro de aventuras me divertia na estrada fazendo 11 km/l.

Também sempre fiz questão de ter muita segurança embarcada nos carros que queria e nisso ele não fazia feio. Eram quatro air bags, ABS e controle de estabilidade – tudo de série. Tive a sorte de nunca precisar ver nenhum air bag me encarando!

A experiência de um leitor com um Volkswagen Golf GTI 2004

A conta

As manutenções foram poucas e programadas, com exceção de uma quebra da bomba d’água que me custou pouco mais de R$ 300,00. Sem usar uma hipérbole, posso dizer que só gastei menos com manutenção no meu primeiro carro, um Gol 1.0 16v.

O que pegava mesmo era o valor do seguro, que a cada ano me tirava entre 2 e 3 mil da conta. Mas quer saber? O prazer de ter um GTI na garagem compensava cada centavo gasto.

Conclusão

Depois de cinco anos de diversão, a quilometragem já chegava aos seis dígitos. Começava também uma nova etapa na minha vida, onde passava a ser mais importante ter um imóvel do que um bom carro.

Infelizmente, na vida tudo tem um fim e em 2010, mais por conjuntura que qualquer outra situação, decidi colocá-lo a venda. Às vezes é preciso tomar decisões importantes para seguir adiante, mesmo que pese no coração.

O Golf GTI fez parte da minha história e por isso ele é um ícone para mim. Sempre me pego pensando qual carro de hoje em dia custa pouco mais de 57 mil (valor da NF que estava no porta luvas quando o comprei), entrega 180 cavalos com muito conforto e segurança e ainda não cobra a conta no posto? E pensar que hoje em dia há quem compre Hyundai HB20X pagando isso.

O novo GTI está chegando e eu mal posso esperar. Pés no chão para não se render ao ágio dos concessionários, paciência para esperar baixar a poeira do lançamento e lá vamos nós!

Por augustrehl

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