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F250 Cabine Dupla: história, anos, motor, equipamentos (e detalhes)

F250 Cabine Dupla: história, anos, motor, equipamentos (e detalhes)

A F250 Cabine Dupla foi a última picape grande a ser produzida no Brasil. O modelo marcou o fim de uma era desse tipo de veículo no Brasil.


Pouco antes, existia a Chevrolet Silverado como rival, sendo ambas herdeiras das clássicas Ford F-1000 e Chevrolet D-20, sendo esta a única que existiu nos anos 80 com cabine dupla.

Por conta de seu porte e peso, a F250 Cabine Dupla era considerada um caminhão leve e por isso exigia carteira de habilitação de categoria “C”.

Em quase oito anos de mercado, a F250 Cabine Dupla teve dois motores de fabricantes independentes e feitos no Brasil.


Como representante de uma espécie em extinção por aqui, chegou a ter variações fora de série, feitas por empresas como a Tropical Cabines, por exemplo (confira o vídeo de detalhes no final da matéria).

F250 Cabine Dupla

F250 Cabine Dupla: história, anos, motor, equipamentos (e detalhes)

A F250 Cabine Dupla se originou da F250 que foi lançada pela Ford no Brasil em 1999, em substituição à clássica F-1000.

Era uma resposta da marca americana para a General Motors do Brasil, que tinha a Chevrolet Silverado, bem mais moderna que a antiga F-1000.

A F250 chegou inicialmente apenas com cabine simples e tinha duas opções de motores. Um deles era o Cummins 4BT 3.9 de quatro cilindros, que tinha 145 cavalos a 3.000 rpm e 47 kgfm a 1.500 rpm.

O outro motor era um Ford V6 4.2 a gasolina, que dispunha de 205 cavalos a 4.500 rpm e 35,7 kgfm a 2.250 rpm.

Era o mais potente feito no Brasil, na ocasião. No entanto, seu consumo era elevado.

Então, em 2003, a Ford finalmente colocava no mercado nacional a F250 Cabine Dupla. Ela não trazia esse motor V6 a gasolina, apostando apenas no diesel.

F250 Cabine Dupla: história, anos, motor, equipamentos (e detalhes)

Já na linha 2004, a F250 Cabine Dupla era uma picape imponente e que exigia respeito na estrada.

Oferecida na versão XL e na XLT, a F250 Cabine Dupla chamava atenção pela grade ampla e cromada, tendo duas entradas de ar menores no conjunto.

Além disso, ela trazia ainda o para-choque dianteiro cromado, assim como o traseiro.

Os faróis eram grandes, mas de lente simples com repetidores de direção e lanterna, mais abaixo.

Dotada de capô alto e frente proeminente, a picape grande da Ford tinha ainda maçanetas pretas verticais e retrovisores de mesma cor, mas com bom tamanho.

F250 Cabine Dupla: história, anos, motor, equipamentos (e detalhes)

A F250 Cabine Dupla XLT vinha com antena elétrica e estribos para acesso dos ocupantes.

Na traseira, a caçamba de 1.742 litros, não tinha proteção plástica, o que hoje é oferecido no mercado como acessório, tendo um preço médio de R$ 1.000.

As lanternas eram de design e aparência agradáveis, enquanto a tampa era grande e pesada. O para-choque tinha proteção plástica nos apoios de pé.

As rodas de liga leve eram de 16 polegadas e seis raios cromados, tendo enormes pontas de eixo.

Elas eram calçadas com pneus todo-terreno 265/75 R16.

Apesar desses detalhes, a F250 Cabine Dupla era simples. Ela nem tinha santantônio ou rack no teto. Também não vinha com capota marítima, que podia ser comprada no mercado como acessório.

Grade na vigia traseira também não havia.

F250 Cabine Dupla: história, anos, motor, equipamentos (e detalhes)

Por dentro, a picape da Ford tinha um visual bem simplificado. O veículo de 2,8 toneladas, tinha um painel bem largo e dotado de quatro difusores de ar.

O volante era simples e de dois raios, sem ajuste de altura. O cluster era bem completo, com conta-giros tendo faixa de economia, além de velocímetro.

Também havia medidores de nível de combustível, temperatura da água, manômetro do óleo e voltímetro, algo bem a la anos 80.

Comandos dos vidros e retrovisores ficavam sobre a moldura das portas.

Havia um sistema de som com CD player em formato 2din na parte central, onde ficavam os comandos do ar condicionado.

A F250 Cabine Dupla tinha alavanca de câmbio longa e inclinada na direção do condutor. Quando havia tração 4×4, o seletor de mudanças era um botão próximo do A/C.

A cabine era ampla e tinha bancos para seis pessoas, sendo três na frente e três atrás.

Havia bastante espaço para as pernas de quem ia atrás e pouco para o sexto passageiro na frente, por causa do túnel da transmissão e da própria alavanca de câmbio, quase entre as pernas…

MWM Sprint 4.2

F250 Cabine Dupla: história, anos, motor, equipamentos (e detalhes)

Quando surgiu em 2003, a F250 Cabine Dupla tinha motor nacional MWM Sprint turbo diesel com intercooler, 4.2 litros e com seis cilindros em linha.

Este propulsor entregava 180 cavalos a 3.600 rpm e 51 kgfm a 1.600 rpm, sempre oferecendo muita força em baixas rotações.

Pesando 2.850 kg na versão 4×2, sendo que havia a opção 4×4 com reduzida, a F250 Cabine Dupla ia de 0 a 100 km/h em 13,4 segundos e tinha máxima de 164 km/h, mas limitada em 160 km/h.

O câmbio era manual de cinco marchas da ZF e a suspensão era duplo eixo em “I” (Twin I-Beam) com molas helicoidais, enquanto na traseira, ostentava eixo rígido com feixe de molas.

A F250 Cabine Dupla media 6,243 m de comprimento, 2,031 m de largura, 1,950 m de altura e 3,968 m de entre eixos.

Todo esse tamanho para uma capacidade de carga de apenas 1.020 kg, tendo ainda um tanque de 98 litros. No consumo, fazia 7,1 km/l na cidade e 9,2 km/l na estrada.

A F250 Cabine Dupla tinha versão 4×4 com reduzida nos modos 4×2, 4×4 High (até 80 km/h), 4×4 Low (baixa velocidade) e 4×4 Auto, para fora de estrada menos radical.

Atualização e Cummins MaxPower 3.9

F250 Cabine Dupla: história, anos, motor, equipamentos (e detalhes)

Em maio de 2006, a Ford decidiu renovar a linha F-250 e a F250 Cabine Dupla ganhou alguns diferenciais. A picape grande teve atualização visual e melhoramentos mecânicos, incluindo novo motor.

Este passou a ser o Cummins Maxpower 3.9, que era mais moderno que o anterior MWM Sprint 4.2.

Ele tinha quatro cilindros com 16V ante as 18V (3 por cilindro) do MWM, incorporando ainda a injeção eletrônica Common Rail, mais eficiente.

Já sob a norma Euro III, o Maxpower 3.9 entregava 203 cavalos a 2.900 rpm e 56 kgfm a 1.500 rpm.

F250 Cabine Dupla: história, anos, motor, equipamentos (e detalhes)

Com câmbio ZF de cinco marchas teve suas relações alongadas, assim como o diferencial traseiro. Mantinham-se as versões 4×2 e 4×4.

No mais, a F250 Cabine Dupla mantinha a mesma configuração mecânica de antes, mas agora com freios ABS nas rodas traseiras, que mantinham os tambores. A suspensão foi reforçada também.

O tanque passou a ter 110 litros, o que ajudou na autonomia de quase 1.000 km. Ela fazia 8,7 km/l na estrada e 6,6 km/l na cidade.

Visualmente, a F250 Cabine Dupla ganhou nova grade, mais imponente e com barras cromadas, assim como faróis atualizados de dupla parábola, mas ainda simples no facho alto/baixo.

F250 Cabine Dupla: história, anos, motor, equipamentos (e detalhes)

O para-choque passou a ter parte superior em preto. As rodas de liga leve aro 16 e a traseira, não mudaram, com exceto do badge “4×4 Maxpower” nas laterais.

Por dentro, ela recebeu um cluster novo, com mostradores principais separados por um display digital e os medidores de água e combustível.

O sistema de áudio era novo e podia reproduzir arquivos MP3, além do CD player.

F250 Cabine Dupla: história, anos, motor, equipamentos (e detalhes)

Passou a oferecer bancos dianteiros individuais e console central com compartimento interno e porta-copos. A F250 Cabine Dupla 2007 também oferecia novo revestimento acústico.

No conteúdo, vinha com airbag para o motorista e coluna de direção ajustável, bem como travas com controle remoto, imobilização eletrônica, além de ar condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, entre outros.

A F250 Cabine Dupla 2007 custava R$ 135 mil na versão 4×4 e deu continuidade ao modelo até 2011, quando a produção da Ford, em Taboão, encerrou não somente a F250, mas também a F350 e a F4000.

Estas, porém, retornariam algum tempo depois.

F250 Cabine Dupla: história, anos, motor, equipamentos (e detalhes)
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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Rodolfo Deo

    Monstrão

  • El Gato!

    Esteticamente, um dos piores interiores que já vi. Mas é inegável, deve ser um conforto para rodar na estrada!

  • Robinho

    sou apaixanado por esta picape!

  • Senna ever

    Se a Ford ntivesse investido nela, mantendo o chassi antigo e dado a cara da ranger nova, estaria vendendo bem mais, e com uma margem de lucro maior. Mas a Ford tem uma incompetência no nosso mercado que Deus me livre.

  • Marcus Vinicius

    Até a venezuela fabricou a F-250 mais moderna que a versão feita no Brasil, quer dizer o índice de nacionalização dos componentes lá é bem baixo com maioria das peças vindas dos EUA !

  • Alcemir Carvalho

    Tem um erro nesta reportagem a F250 quando foi lançada tinha 2 opções de motor Diesel MWM e Cummins (a grande maioria MWM, tive uma cummins), e com estes motores nunca teve opção de versão 4×4, apenas quando foi lançado com o Cummins Max Power

    • TijucaBH

      percebi esse erro também!!

  • Dod

    Fico imaginando o quanto deve ser maravilhosa uma viagem longa feita com uma Tropivan.

  • RicardoVW

    Os Agroboy mais raiz piram!

  • TijucaBH

    Esse carro nunca ia vender grande volumes, mas acredito que se a cabine dupla tivesse a caçamba um pouco menor (uns 30 cm a menos entre a roda traseira e a porta traseira- assim como acontece com uma S10 cabine simples e cabine dupla), além de um regime pra perder alguns kg e possibilitar uso de carteira B e também de tração 4×4 que só foi oferecida no final, com essas mudanças ela teria uma venda significativamente melhor.

  • Marcos Paulo

    Sou vendedor de Peças Ford e a pior coisa que tem é quando alguém procura peça pra F250, fumo do fumo, sem contar que 85% das peças a Ford não fornece mais…

    • Janduir

      Ford é sempre um fumo… tenho um Vectra 2010 AT e minha esposa uma Ecosport 2.0 2011 AT, é incrível a diferença nos valores das peças. Valvula termostática do Vectra paguei 59,00 na Css e eu mesmo troquei. A da esposa, apesar de sempre usar aditivo, está travada aberta. Pra trocar tem que desmontar um monte de coisas (me pediram 400,00 de mão de obra) e a válvula é eletrônica, deve custar quase o mesmo que a mão de obra…

  • Fernando Orlandi

    Tá errado. Motor MWM sprint só existia 4.2, não tinha 4×4.
    E no Motor Cummins tinha 4×2 e 4×4, mas o cambio é Eaton!

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