Chery Mercado Montadoras/Fábricas

Fábrica da Chery pode fazer carros da conterrânea Changan

Fábrica da Chery pode fazer carros da conterrânea Changan

Jacareí terá carros de uma nova marca chinesa. A cidade do Vale do Paraíba, no leste de São Paulo, terá a produção de automóveis ampliada no complexo industrial montado às margens da rodovia Presidente Dutra.


Ali, a fábrica da Chery poderá fazer carros da conterrânea Changan. Após a desistência do negócio de aquisição da fábrica da Ford, em Taboão, no ABC paulista, o grupo CAOA não parece abalado pela saída da disputa, que agora tem outras duas montadoras interessadas, sendo uma delas a BYD.

Quando foi anunciada sua saída da disputa pela fábrica de São Bernardo do Campo, através do governador João Dória, o mesmo afirmou que a CAOA mudou o foco e planeja um grande investimento em outra fábrica já existente no estado, que no caso é em Jacareí.

Fábrica da Chery pode fazer carros da conterrânea Changan

A planta iniciada pela Chery tem capacidade para 150 mil carros por ano, mas apenas 8.640 carros foram feitos lá no ano passado, sendo quase a totalidade dos modelos Arrizo 5 e Tiggo 2, sendo que o New QQ foi descontinuado em 2019.

Ocupar esse espaço ocioso é o objetivo da CAOA, que negocia com um parceiro chinês. Segundo se comenta no mercado, este é o fabricante Changan, que inclusive enviou representantes ao Palácio dos Bandeirantes, quando o grupo brasileiro anunciou sua intenção de compra em Taboão.

De acordo com o jornal O Vale, a CAOA apenas confirmou o que o governador de São Paulo já havia adiantado. Analistas de mercado também indicam que a Changan é a parceira da empresa brasileira no futuro negócio.

Fábrica da Chery pode fazer carros da conterrânea Changan

Dória havia dito ainda que o sócio chinês de Carlos Alberto de Oliveira Andrade queria mais espaço para produção. Com isso, a unidade paulista acabará como a goiana, onde a CAOA faz carros de Hyundai e Chery, em Anápolis.

Caso a Changan seja feita de fato em Jacareí, a planta da Chery terá sua produção bastante elevada, porém, ainda não se sabe o que será fabricado lá e se estes novos produtos terão receptividade suficiente para as duas marcas alcançarem a capacidade plena do local.

[Fonte: O Vale]

 

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Fábio Peres – Conta Prof.

    CAOA Changan (antiga Chana), CAOA Chery… e assim vai se criando uma marca…

    • leomix leo

      CherY Chana.

  • Paulão

    Boa noticia para o Vale do Paraíba, só espero que o sindicato local, o pior do BR, não estrague tudo mais uma vez…

  • Cesar

    Off.

    Especula-se por aí que o Carlão pode virar presidente do Líbano. Neste caso, o que será dos japoneses que querem mandá-lo de volta para a gaiola.

  • Matuska

    Pausa para: “A planta tem capacidade para 150 mil carros por ano, mas apenas 8.640 carros foram feitos lá no ano passado”
    Mano, WTF, imagina o custo de investimento e manutençao de uma fábrica com produção inferior a 1% da capacidade instalada.

    • Raimundo A.

      Bem, acredito que a preocupação dele é a fábrica não fechar e me questiono até que ponto é válido produzir mais veículos aqui sem antes ter a oferta como importado para ver a aceitação.

      Se importa, só vai gastar com a estrutura para fornecer componentes e armazenar/distribuir os produtos a grosso modo. Produto A ou B sendo bem aceitos, quantitativo de vendas conhecido e permitindo estimar aumento com uma produção local, se os custos e ganhos forem bons, traz nacionaliza o produto que vende bem e faz a unidade fabril crescer.
      Agora, não traz importado e considera, presumo através de pesquisas/clínicas, que marca A e determinados produtos desta podem ser produzidos aqui e vão vender bem é apelar para a sorte.
      A maioria dos brasileiros prefere pagar caro por marcas conhecidas há muito produzindo aqui a apostar numa marca desconhecida, que vira conhecida por excesso de marketing, mas nenhuma credibilidade comprovada pelo mercado que o produto não será problemático com o tempo, e a produção local é uma falsa garantia disso embora ajude.

      • Fernando Bento Chaves Santana

        O CAOA deve confiar que sua rede é capaz de vender qqr coisa – e até o momento ele não está errado.

    • Tosca16

      Pelo que sei a fábrica é modular, não que isso mude muita coisa, mas o que tem hoje instalado de fato deve passar bem longe do seu total, 150 mil unidades ano.

      • PinPortal ✔️

        Também acho isso. Se não me engano a instalação da fábrica atualmente tem capacidade para 50 mil carros e não 150 mil, porém pode expandir até 150 mil. Independente disso, ela está super ociosa e com certeza é mais racional investir lá do que comprar uma nova fábrica, se eu fosse a CAOA.

        • Tosca16

          O maior problema é quanto a concorrência visto que as marcas lá fora se bicam hehe, mas aqui, pelo que fora dito, Dr. Caoa vai por a que leva seu nome, Chery (Caoa Chery) acima em valores e percepção de qualidade, deixando a Changan, como marca de acesso. Agora independente disso, ambas focarão em SUV’s.

          • PinPortal ✔️

            Então, isso é que é estranho. A Caoa Chery foca em SUVs, sendo o mais barato o Tiggo 2 iniciando em 60 mil. Ai vai aumentando e vai ultrapassar os 100 mil nos Tiggos mais caros, arrisco em dizer que vai chegar até 120 mil.

            Agora pensa na Changan, qual faixa de preço ela vai entrar? O SUV deles mais barato é o CS15, que deve chegar por 70 a 80 mil. Mas vamos fingir que eles pressionem o preço para baixo, no máximo vai iniciar em 60 mil, como o Tiggo 2 já está. Com 60 mil na versão manual e 70 mil na automática.

            Acho muito difícil essas marcas não brigarem pelo mesmo mercado.

    • Cromo

      Conta errada amigo, é 5,76%.

      • Zé Mundico

        Puxa, ainda bem….

    • Thiago

      1% seria 1500 unidades por ano

  • Tosca16

    Conterrânea e concorrente hehe .

  • Zé Mundico

    Tem que fazer alguma coisa com esse monstrengo parado. Isso é investimento bilionário que parado só dá prejuízo. Mesmo que a sua capacidade seja planificada conforme a produção estimada, não se admite uma empresa manter uma estrutura industrial ociosa pagando manutenção, serviços de limpeza, vigilância, etc e tal. Sem falar no maquinário ocioso e na perda de espaço entre fornecedores, que sempre vão ficar com um pé atrás.

  • Fernando Bento Chaves Santana

    Será que a CAOA vai fabricar aqueles mini-VUC da Changan? Eram veículos interessantes para uso urbano e fizeram relativo sucesso devido ao preço baixo (eram bem mais baratos do que as picapes pequenas) porém foram comprometidos pela má qualidade dos produtos e do do pós-venda.

    Se for fabricado aqui com boa qualidade de construção, bom pós-venda e motores flex poderão voltar a fazer sucesso.

    • PinPortal ✔️

      Acho que vão investir nos SUVs mesmo. Todas essas fabricantes chinesas mais conhecidas acabam atuando em muitos setores, agora temos que analisar o que a CAOA acaba trazendo da Chery. Pode ser uma dica do que ela vai trazer da Changan também. Ou vai investir nos mesmos seguimentos que a Chery, ou em seguimentos inferiores (uma marca mais barata, com carros de menos de 60 mil, para não brigar com Chery) ou ainda, vai investir em carros elétricos (outro seguimento que a Chery não atua. Ou ainda, pode ser que ela atue em outros seguimentos que não sejam carros (caminhões, vans, etc).

      • Fernando Bento Chaves Santana

        Realmente o nicho dos SUV é mais receptível para marcas novatas. E observando portfolio da Changan os modelos são parelhos aos Chery.

        • PinPortal ✔️

          O estranho é a Chery aceitar de boa essa nova concorrente no nicho que ela já atua, porque como sabemos a Chery chinesa ainda é dona de 49% da operação local (o que inclui, salvo engano, a fábrica em Jacareí, SP).

          O mais interessante seria a Changan investir em públicos diferentes da Chery, para que elas não competissem entre elas. Mas é aquilo, só a CAOA sabe qual é a melhor estratégia.

          • Fernando Bento Chaves Santana

            Acho que a fábrica pertence integralmente a CAOA. E Chery detém 49% da empresa CAOA-Chery

            • PinPortal ✔️

              Ai já não sei. A fábrica da CAOA em Goias em sei que é 100% da CAOA, agora a de SP era da Chery e eu não sei o que se manteve com os chineses.

      • Sino Weibo

        A Changan não tem modelos mais baratos que a Chery, aliás a Changan entrou no top 10 chinês ano passado com seu ótimo CS75.

        • PinPortal ✔️

          Então a CAOA poderia inverter, lançar carros mais baratos da Chery e focar no premium com a Changan, mas pelas recentes atitude da empresa (parar de fabricar o Chery QQ e focar em SUVs mais caros), acho que a tendência vai ser focar no premium com ambas as marcas.

          • Sino Weibo

            Sim, eles não tem intenção de vender nada barato. Querem agregar valor às marcas, até pq já vem por ae outras marcas ótimas chinesas que são a Geely, GAC, Haval e SAIC-MG-Maxus.

            • PinPortal ✔️

              Você se refere a essas empresas venderem no Brasil em breve (Geely, GAC, Haval e SAIC-MG-Maxus)?

              Acho difícil, sem um bom gestor local elas não vêm. Vão fazer que nem a Chery e começar a vender aqui por conta própria sem nenhum experiência no mercado local? Ou se aliar a algum grupo nacional com pouca experiência? Os grandes são CAOA e Grupo SHC, o resto é pequeno para comandar uma grande operação aqui no país.

              Teve um rumor ano passado que a Geely voltaria pelas mãos do grupo HPE, que faz carros de Mitsubishi e Suzuki, mas é aquilo, já ouvi rumores assim várias vezes.

              Eu, particularmente, torço para que venham. Quanto mais concorrência, melhor. Mas acho difícil. O mercado brasileiro não está mais como era em 2010~2012.

              • Sino Weibo

                Sim ha alguns grupos de empresários interessados, como lá em 2011, quando 12 marcas estavam pra entrar no Brasil, e como eles ja tem experiência na America Latina, a SAIC por ex. inaugurou uma nova rota de exportação pela America do Sul.

  • Triton

    Ótima notícia!

  • Sino Weibo

    Podem fazer os modelos CS15, CS35, CS55, CS75, CS85 e CS95.

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