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FCA aposta em Fiat 500 elétrico para se aproximar da Renault

FCA aposta em Fiat 500 elétrico para se aproximar da Renault

A Fiat Chrysler decidiu investir pesado no segmento de carros elétricos na Europa. Vendo o movimento da eletrificação passar rápido pelo continente, a empresa agora quer apostar num Fiat 500 elétrico, a fim de não perder terreno para a Renault, que atualmente lidera esse mercado na região.


Serão € 700 milhões a ser aplicados na operação de Mirafiori, na Itália, de onde sairá o Fiat 500 eletrificado. Com o plano de fusão com a Renault fracassado, a FCA busca se fortalecer sozinha, ainda mais quando está pagando créditos de carbono para a Tesla, com o objetivo de reduzir sua média de emissão de CO2 no continente.

Pietro Gorlier, presidente da FCA para a Europa, confirmou que o investimento será mesmo feito e faz parte de um plano originalmente divulgado, quando a empresa estava propondo se unir à marca francesa. O Fiat 500 elétrico não vai demorar muito para aparecer.

Gorlier disse que ele surgirá no segundo trimestre de 2020. Diferentemente da versão a gasolina, que continua a ser feita na Polônia, em Tuchy, o Fiat 500 E será produzido em Mirafiori, como plano da FCA de investir € 5 bilhões até 2021 em suas operações italianas.


FCA aposta em Fiat 500 elétrico para se aproximar da Renault

A Fiat não deu detalhes se o Fiat 500 E 2020 será vendido nos EUA ou China, grandes mercados para carros elétricos. Também não revelou o preço ou especificações técnicas do produto.

Entretanto, se o cinquecento quer brigar com força no segmento na Europa, precisará de no mínimo 200 km de autonomia no ciclo WLTP. Em 2013, o anterior tinha alcance muito menor (foto acima).

Assim, ele poderá rivalizar com o Honda E e o MINI Cooper SE, embora este último alcance 270 km. Isso significa uma bateria de 33 kWh e uma performance mais focada no uso urbano. A capacidade instalada na planta é de 80.000 carros por ano.

Por ora, apenas o Fiat 500 será eletrificado, embora o Fiat 500X tenha potencial para eletrificação. Aliás, o crossover ainda não ganhou uma versão híbrida plug-in como o Jeep Renegade. A marca italiana está sendo reduzida na Europa, centrando as atenções sobre esse modelo e o Panda.

[Fonte: Auto News Europe]

FCA aposta em Fiat 500 elétrico para se aproximar da Renault
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Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • 4lex5andro

    Em um futuro próximo, 500 e Twingo poderiam compartilhar plataforma, seria vantajoso no sentido de dar maior escala (e assim, depender menos de subsídio) a um produto (carro elétrico) que ainda é caro.

    • Marcio Souza

      Com certeza, vc só precisa avisar a FCA e a Renault sobre isso.

  • THM

    O 500X terá versão híbrida somente.

    Essa plataforma foi desenvolvida para veículos 100% elétricos, mas só comporta carros pequenos. Tanto que falaram em carros do segmento A e B. É a mesma plataforma inaugurada com o conceito CentoVenti

    A FCA carece de uma plataforma modular. Precisaria de fusão ou acordo para desenvolvimento mútuo.

    As plataformas FCA mais modernas são todas de nicho (essa BEV subcompacta, Giorgio, RAM, a do Wrangler) e não contemplam o grosso do mercado 4, 10 metros a 4,70 em carros comuns, de tração traseira. Para Isso eles dividem os modelos em várias plataformas adaptadas, sem economia de escala.

    Lembrando que até a PSA, apesar de 208 e Corsa 100% elétricos, adaptaram Isso em uma plataforma originalmente p veículos de combustão, o q resulta em perda de espaço interno e vai central desnecessário.

    • Vae Victis

      modular = medíocre em todas as aplicações

  • THM

    Lembrando que foi dito que o 500 atual seria mantido em produção na Polônia, a combustão e c uma versão vídeo de leve, enquanto outro modelo difere te seria feito em Mirafiori nessa plataforma BEV subcompacta.

    A expectativa na imprensa italiana é que o 500e cresca ao menos para o tamanho do Mini Cooper 2 portas.

    A linha FIAT na Europa ficaria assim:

    100% Elétricos:

    500e
    Modelo derivado do CentoVenti (almeja ser o eletro o mais barato da Europa)
    500Giardiniera (ainda com informacies escassas)
    Ducato elétrica

    Modelos à combustão e/ou híbrido leve

    .Panda convencional (segue em linha)
    .500 convencional
    .500X
    .500L (provavelemnte substituído por um Crossover em alguns anos)
    .Tipo
    . 124 slides
    . Doblo

  • Romulo’

    Perder terreno pra Renault? Oi?
    A FCA já perdeu terreno há muito tempo. É das montadoras mais atrasadas nesse quesito. Por isso está correndo tanto atrás de fusões.

    • daRio

      e pense que a fiat no ano de 1990 tinha um panda elétrico a venda e depois acabou se perdendo

      • Mike Milankovic

        Que custava o triplo do preço de um Panda básico a gasolina,era manco e por vários anos deu prejuízo a Fiat.

      • Vae Victis

        Naqueles anos havia a ilusão de que a energia nuclear traria energia de baixo custo, de modo que todos os carros se tornariam elétricos. Em vez disso, o preço triplicou e todos os projetos de eletrificação foram abandonados.

    • Rodrigo

      Pra mim o erro da Fiat foi ter comprado o Grupo Chrysler e tentar implantar a força o mindset europeu de construir carros acreditando que daria certo na América do Norte. Agora que o Marchionne virou adubo estão revendo essa decisão equivocada.
      Tanto que ele mesmo afirmou categoricamente que carro elétrico não era o futuro e que o 500 elétrico dava prejuízo (por ele já tinha eliminado).

    • Murilo Soares de O. Filho

      A fusão é para dividir custos, como não deu certo, o plano estratégico continua normalmente. Acho que a FCA deveria perseguir uma parceria nos moldes Renault-Nissan ou VW-FORD, fusão é sempre difícil, apesar de render mais sinergias do que parcerias…Talvez seja hora de se concentrar no plano estratégico em vez de procurar uma fusão a todo custo…Fusões acabam por ser complicado, pois ninguém quer perder sua independência.

  • Cesar

    E nego aqui achando que a Renault ia trocar o certo pelo duvidoso.

    • Murilo Soares de O. Filho

      A Renault tem um grande problema na mãos, caso a Nissan não quiser aprofundar a parceria, a tempos os Japoneses vem querendo rever a aliança. Ou ela compra a Nissan de vez, que eu acho improvável, ou fundi. Fusão a Nissan já disse não ter interesse, vamos ver…

  • Natán Barreto

    O 500 não vai ganhar nova geração? O carro tá com 12 anos nessa geração e ainda tão falando em versão elétrica pra ano que vem?? Depois a FCA não sabe porque tá morrendo

    • lucas de jesus

      Esse novo 500 elétrico É a nova geração.

    • Murilo Soares de O. Filho

      O 500 elétrico será a nova geração, maior que o atual, não se sabe ainda se haverá versões a combustão ou hibridas.

  • Mike Milankovic

    A versão a combustão vai continuar em cena?

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