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FCA-PSA: Vans podem acabar com fusão antes dela começar

FCA-PSA: Vans podem acabar com fusão antes dela começar

Elas possuem nomes diferentes, mas todas compartilham peças e componentes. Elas também são feitas num mesmo local, Atessa, uma comuna italiana da região dos Abruzos.


Essa fábrica é a da Sevel, uma joint-venture entre Fiat (agora FCA) e a PSA (Peugeot Citroën). Lá são feitos comerciais leves, furgões e vans, que alimentam as linhas das três marcas europeias.

Ducato, Boxer e Jumper são produtos que os brasileiros conhecem bem, já que o primeiro foi feito no Brasil junto com os outros dois, até que a produção voltou ao exterior.

FCA-PSA: Vans podem acabar com fusão antes dela começar

A chamada Sevel Sud, onde a planta de Val Di Sangro produz os três modelos, pode ser a pedra no sapato da fusão entre FCA e PSA. O motivo é que o trio é responsável por 34% do mercado de vans na Europa.

De olho nisso, a Comissão Europeia estaria pressionando por um argumento das duas empresas sobre um possível desequilíbrio da concorrência no mercado de comerciais leves do continente após a fusão.

Segundo uma fonte da Reuters, com a fusão, as duas montadoras quebrarão as regras de concorrência da União Europeia. A informação fala ainda que FCA e PSA têm dois dias para responderem e convencerem as autoridades de Bruxelas, que a fusão não trará prejuízo ao mercado de vans.

FCA-PSA: Vans podem acabar com fusão antes dela começar

Sabe-se que após o prazo, se as empresas não conseguirem provar que a Sevel Sud afetará o mercado de comerciais leves na Europa de alguma forma, a Comissão Europeia iniciará uma investigação de quatro meses mas, sem antes suspender o as negociações de união das montadoras.

O temor é que o trio de Atessa ponha as demais concorrentes em uma situação de desvantagem, já que a joint-venture simplesmente estaria agora sob um mesmo grupo industrial. Se ficar comprovado e ambas não resolverem a questão, a fusão não deverá ocorrer.

Especialistas acreditam que a UE exigirá a dissolução da Sevel Sud, algo que não deverá ser acatado pelos fabricantes, devido a “questões técnicas”. Sozinha, Atessa produzia nada menos que 1.200 vans por dia antes da pandemia.

Com a retomada dos mercados, a joint-venture quer acelerar novamente a produção, num momento em que, qualquer vacilo nos volumes entregues, significará uma redução na liderança.

[Fonte: Reuters]

Ricardo de Oliveira

Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 23 anos. Há 12 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações. Também trabalhou nas áreas de retificação de motores, comércio e energia.

  • Lucio Adriano Mendonça

    Se abrirem uma fábrica na Inglaterra acaba o problema?

    • Guilherme Batista

      Pensei nisso.
      Ou até mesmo se forem para algum outro pais que ainda está no continente, tipo, Polônia, Hungria, República Checa e etc.

      Talvez pode ser uma brecha.

      • Victor Freire

        todos esses países são parte da união europeia. talvez dê pra transferir a produção pra zastava, na sérvia, que até o presente momento ainda não faz parte da união. ou então negociar com turquia, ou ainda algum outro país no norte da áfrica, tipo marrocos, argélia, tunísia.

        • Guilherme Batista

          Você tem toda razão.
          Bem que eu consultei aqui a lista de países membros aqui pra ter certeza mas ela estava desatualizada, era antes de 2004.

          Então esqueça os países que falei

    • th!nk.t4nk

      O contrário, aí que morre de vez, já que irá pagar 10% de imposto pra exportar pro dezenas de países continentais.

  • Raimundo A.

    Eu acho interessante esse negócio de analisar mercados.

    Se dois grupos se juntam para numa local fazer três produtos de um mesmo projeto reduzindo custos, isso já é uma ameaça a concorrência que ou melhora o que tem ou também se une para projetos conjuntos. A VW optou em ratear custos de desenvolvimento com a Ford para combater desta veja Renault, Nissan e Mitsubishi no segmento de picapes.

    PSA pretender fundir com a FCA pra mim não muda nada no segmento de vans que já havia união e o mercado convive com isso. Problema será em outros segmentos para novos produtos e atualizações dos existentes que terão continuidade. Já pensou no segmento de SUV ocorrer unificação dos projetos do Compass, SUV de 7 lugares novo numa futura geração, 3008, 5008, 2008, Renegade, 500X, além dos modelos da Citroen?

    • Luis Burro

      Mas buscar soluções de diminuição de custo é proibido??? Então como iria ter concorrência se ela se baseia em um diferencial como valor ou qualidade q está diretamente ligado ao custo?

  • Rafael Morozini

    Se a produção já era conjunta , o que vai mudar com a fusão ? Isso tem cara de pressão externa de outras montadoras …

    • Matafuego

      O lucro vai para o mesmo grupo e não para empresas distintas. Hoje, apesar de ser o mesmo produto, há competição entre PSA e FCA. Após a fusão, esta competição não existirá mais.

    • th!nk.t4nk

      Muda tudo. Nao há mais negociaçao dali pra frente, pois será a mesma empresa. Quando se trata de apenas um acordo ainda há competiçao, pois apenas a fabricaçao é unificada, mas todo o resto é separado (formaçao de preços, estratégia de mercado, negociaçao com grandes frotistas, etc).

      • Rafael Morozini

        É simples , se começar a aumentar o preço , não vai vender , o mercado de vans na Europa tem uma variedade impressionante , Psa-Fca não controlam mais do que 50% dele nunca !

  • Murilo Soares de O. Filho

    Hum, ter uma vantagem em um segmento não é monopólio, caso contrário haverá outras empresas nesta mesma situação, isso é lobby de algum concorrente da UE.

  • Rogério R.

    Xiiiii… Parece com a história de quando a Volvo Trucks quis comprar a Scania e não lembro se foi o governo suéco ou a UE que não autorizou a fusão por causa dessa questão que poderia criar uma concorrência desleal. Sei não, mas acho que a UE jogará sal no suco da FCA e da PSA.

    • mjprio

      E acabou que a VW (que já era dona da MAN) comprou a Scania e a Volvo comprou a Renault Trucks se nao me engano.

      • Rogério R.

        Verdade, parece que naquela época as duas marcas suecas eram fortíssimas na Europa e por isso o governo sueco e a UE não gostaram nada da ideia, a DAF que agora dá bastante trabalho para as duas ainda estava naquela época se reestruturando após sua venda para a Paccar. Ainda que a VW deixou a Scania com independência nos seus projetos, já a Volvo que comprou a Renault Trucks e a Mack Trucks do Grupo Renault, transformou os caminhões Renault em Volvo com o logo do losango. Os Renault Magnum além do design bem diferenciado tinham motores Mack, pelo que leio dizem que era um baita caminhão, uma pena que a Volvo Trucks acabou com isso.

        • mjprio

          Verdade. Eu me lembro que quando estava na França em 2003 fiquei vidrado nesses caminhões Magnum. São quadradões, grandes e imponentes. E vinham com o motor Mack. Depois acho que passaram a vir com os D13 da Volvo. O VM de fato nada mais e que um antigo Caminhão Renault, que agora tem a carroceria T ( e motor D13).
          A DAF também evoluiu nas mãos do competente grupo Paccar e seus motores MX. So falta ter uma carroceria nova e ser mais divulgada aqui no Brasil

  • Compro Vidro de Perfume Vaziou

    Politica, pressionando para dar o que eles querem, 2 dias para FCA e PSA justificarem a fusão sem abalar o mercado de Vans? claro que vai abalar, corte de custo vai ser monstruoso para a nova gigante, vai explorar isso em preços melhores e por ai vai, o Governo esta querendo algo em troca e se valer apena para FCA e PSA essa troca a fusão vai acontecer !!!

  • Racer

    A incompetência das outras em não desenvolverem algo para concorrer….e o desgoverno dá força.

    • Chap

      O Ford Transit é o líder desse mercado na Europa.

      • Racer

        Então não tem com o que se preocuparem…..

  • A produção já era conjunta antes da fusão, não muda nada. Mais uma vez, políticos querendo atrapalhar empresas privadas, mesmo elas tendo participações de governos.

  • Guilherme Batista

    Além de ser mais uma burocracia boba, tem cheiro também de politicagem.

    Como que dão um prazo tão curto assim? Ainda mais em tempos de pandemia.

    Não me parece algo justo

  • Raphael P

    Acho que tem nipo-francês puxando tapete de quase italo-francês em! Tem cara de pressão de concorrente.

  • Só pra lembrar que a UE é mais socialista do que qualquer outra coisa. É um “socialismo light”.

    • th!nk.t4nk

      Bom, é a regiao do planeta com maior qualidade de vida. Alguma coisa certa nesse modo de governo tem.

  • FrankTesl

    eurocratas vão ferrar a união das empresas e entregar de presente para a china.

  • Luis Burro

    Ñ entendo esta coisa de monopólio mas ñ vejo este caso aqui, quer dizer então q se uma empresa ñ pode ter mais q uma determinada porcentagem do mercado msmo q o produto seja reconhecido pelo mercado e por isto msmo tenha participação? Onde está a liberdade de concorrência pra esta empresa???

    • Luis Burro

      Isto sim é retrocesso, querer prejudicar aquele q encontra uma solução q é boa pra ele e pro consumidor só pq o resto ñ quer correr atrás e se sente prejudicado por suas baixas vendas!

  • Luis Burro

    Eu meio concordo só, qm define a participação de um modelo é o mercado e se estes modelos chegaram a isto foi pq os concorrentes ñ oferecem melhor ou equivalente… só concordo o fato desta fusão fazer as fabricantes forçaram os mesmos valores aos três modelos pra tdo em peças de reposição e manutenção , mas pra isto basta fazer uma analise do q é hj e obrigar a manter esta diferença entre as 3 , multar pesadamente caso o conglomerado transgrida esta regra!

  • andrevilsonpereira

    não vai mudar nada no segmento de vans isso porque a maioria das vans no mercado europeu ou são derivados de projetos PSA ou FCA com exceção da Transit e das vna da Volkswagen

  • Vitor Meireles

    O anúncio da parceria Ford+VW nas vans é um bom contra-argumento.

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