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FCA revela em Viena motor GSE “MultiAir II” turbinado com até 180 cavalos

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Quando a Fiat lançou a nova família de motores GSE no Brasil, que foi batizada de Firefly (foto abaixo), ficamos sabendo que haveria versões turbinadas e mais potentes no futuro. De fato, não era a primeira vez que o fabricante italiano prometia algo assim, visto que no site da própria FPT (Fiat Powertrain Technologies), o criticado E.torQ estava apto a ganhar uma versão turbinada, como era no passado o Tritec 1.6 de 160 cavalos que era feito pela Chrysler (ainda sem a Fiat) e BMW.


Aqui, com foco na busca por torque em baixas rotações, a FCA aplicou o velho conhecido cabeçote de duas válvulas por cilindro, que proporciona esse efeito, mas a engenharia comentou que as versões turbinadas seriam equipadas com cabeçotes de quatro válvulas por cilindro. Obviamente, a injeção direta de combustível faria parte do pacote para alcançar números bem superiores aos 77 cavalos do 1.0 de três cilindros e 109 cavalos do 1.3 com quatro pistões.

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Como o nome diz, a família Global Small Engine foi apresentada no Simpósio Motor de Viena, Áustria, nas esperadas versões turbinadas e injetadas como se deve. Identificados como T3 e T4, respectivamente 1.0 e 1.3, os novos motores GSE terão a designação “MultiAir II”, que proporciona comandos variáveis de válvulas no cabeçote. Diferente dos N3 e N4 (usados aqui pela Fiat), os motores orientados para maior desempenho e eficiência energética terão sistema de injeção direta com 200 bar de pressão e coletor de escape integrado ao cabeçote. Os comandos são acionados por corrente ao invés de correia e o virabrequim tem rolamentos de menor atrito e maior suavidade.


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Confeccionados em alumínio, a dupla GSE “MultiAir II” pesa 91 kg na versão 1.0 e 110 kg no 1.3 litro. O peso reduzido ajuda na obtenção de melhores resultados em consumo e emissão. Mas e a cavalaria? No caso do GSE T3, o propulsor de três pistões terá 120 cavalos e 19,3 kgfm, enquanto o T4 alcança 180 cavalos e 27,5 kgfm. Embora não reveladas, as rotações de torque máximo devem ser baixas e a curva muito plana. O gerenciamento eletrônico das válvulas permitirá adicionar os ciclos Atkinson e Miller, além de sistema híbridos, especialmente o de 48 volts.

O turbocompressor é do tipo monoscroll inicialmente e os GSE T3 e T4 podem ser abastecidos com gasolina ou gás natural, mas é evidente que a tecnologia flex se fará presente quando foram utilizados no Brasil. Chama atenção o fato da engenharia da FCA não ter considerado o denvolvimento do T3, mas vantagens termodinâmicas sobre o T4 garantiram o projeto, mesmo com ambos compartilhamento diâmetro (70 mm) x curso (86,5 mm), bem como taxa de compressão de 10,5:1.

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“Global”

Lá na Europa fala-se no uso do GSE T4 no Alfa Romeo Giulia. Mas também é certo que o mesmo irá equipar boa parte da gama global da Fiat Chrysler e a lista de candidatos não é pequena. No velho continente, além do sedã de tração traseira, o GSE MultiAir II deve seguir para o Alfa Romeo Stelvio e os sucessores de Giulietta e MiTo atuais. Na Fiat, o modelo 500 e derivados devem se beneficiar do 1.3, especialmente quando este for modificado pela Abarth. Um Panda 1.0 Turbo MultiAir II pode ser outra realidade, mas não com 120 cavalos, já que a FCA deverá ajustar potências diferentes nos dois motores para atender vários segmentos.

O Jeep Renegade deve ficar bem mais eficiente com o GSE turbinado, mas é pouco provável seu lançamento nos EUA, exceto se a FCA tiver de baixar emissões, o que não parece viável no momento com a administração Trump. Mas, logicamente o pequeno 500 e seus irmãos devem levar o MultiAir II para a “América”. E por aqui? A nova dupla sentencia o E.torQ ao desaparecimento, pois versões mais fracas do 1.3 turbinado deve preencher a lacuna entre 130 e 160 cavalos, onde a concorrência colocará rivais no mercado.

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O 1.0 Turbo MultiAir II com 120 cavalos ou pouco menos, faria um bem enorme ao Uno, assim como aos Argo e Cronos diante dos rivais da VW. Imagina a briga entre 1.0 turbinados? Outro ponto é a Fiat Toro com o 1.3 de 140 ou 150 cavalos, assim como uma versão de 180 cavalos para eliminar o gastão Tigershark 2.4. Até o Jeep Compass Flex pode trocar o 2.0 pelo 1.3 Turbo com cavalaria semelhante ou maior. Na China, a FCA deve empregar essa nova linha em toda a gama, incluindo o Cherokee.

 

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  • TijucaBH

    daqui a 3 anos chega aqui na bananalandia

    • vicegag

      O 1.0 e sem multiair e injeção direta, ou na melhor das hipóteses o multiair I, e somente para versões mais caras.

      • Car Xpert

        Aposto que venha antes disso

    • Mario

      Tijuca é um cara otimista!! 3 anos é ‘muito’ breve. Não acredito que venham. O texto, que está meio confuso, diz que os motores que temos aqui, são diferentes destes novos, portanto acredito que a FCA fará com o 1.0 e 1.3 daqui, o que fizeram com o e-torq, ou seja, espremer até não dar mais.

      • Raimundo A.

        O Fire é base do T-Jet e esses novos T3 e T4 são baseados nos aspirados, só que agregam mais tecnologia como foi dito no planejamento que a FCA divulgou em 2013 válido para até 2018, vide link abaixo. Logo, não são motores diferentes, mas com acréscimo de tecnologia e, claro, o nome mudou como a Fiat chama os Fire Turbo de T-Jet correndo por fora o TwinAir, aspirado (65cv) e turbinado (80cv e 105cv).

        O que a FCA fez com os E-torq foi revisão de promessa do planejamento, salvo engano, divulgado em 2009 para o período (2010-2014). Este planejamento previa Air-torQ 1.6 com 125HP e 1.8 com 140HP. Os E-torQ receberiam o MultiAir, mas cerca de três anos depois, disseram que essa tecnologia seria cara para um motor de concepção simples, fora que já tinha em mente os GSE como sucessores do Fire e permitiria também substituir os E-torQ e, pode ser, Tigershark, que recebeu o MultiAir apenas o 2.4.

        De toda a forma, a FCA trabalhou em melhorias nos E-torQ instalando recursos mais simples que o MultiAir tem como o variador de fase. O 1.8 EVO 4 pode chegar aos quase 140HP por ser flex aqui, além de ganhar o Start/Stop.

        Em suma, vai depender do Rota 2030 e evolução do mercado, mas a tendência é os E-torQ serem substituídos pelos GSE Turbo, até porque poderia reduzir custos uma vez que o bloco é o mesmo dos aspirados, bem com elevaria a competitividade de certos produtos.

        https://www.allpar.com/photos/mopar/four-cylinders/Hurricane/engine-technologies.jpg

      • Matthew

        Cara, a redação do site é bem fraquinha e as informações ficam bem confusas. No texto é dito: “Diferente dos N3 e N4 (usados aqui pela Fiat), os motores orientados
        para maior desempenho e eficiência energética terão sistema de injeção
        direta com 200 bar de pressão e coletor de escape integrado ao cabeçote.
        Os comandos são acionados por corrente ao invés de correia e o
        virabrequim tem rolamentos de menor atrito e maior suavidade.”. Até onde eu sei, os FireFly usados aqui têm o coletor de escape integrado ao cabeçote e usam corrente de sincronismo. Deste modo, não consigo entender a qual motor eles estão se referindo para fazer a comparação. Pra mim era simplesmente o FireFly em sua versão turbinada e injeção direta de combustível.

        • Fábio Fernandes

          Textos confusos. Além disso, não há critério: imaginem um Stelvio, SUV concorrente de BMW X5 e Audi Q5, com o “T4″…

          • Matthew

            Pois é. Quanto muito acho que eles não utilizarão a tecnologia Multiair na versão brasileira, recorrendo à uma solução mais convencional de cabeçote multi-válvulas de duplo comando e algum recurso de variação. Mas a base em qualquer um dos casos é o FireFly.

          • Junio

            Q5 e X3 ne?

    • fssantos

      é bem dessa mesmo, pois falam que na nova geração do Uno teremos uma versão 1.0 Turbo acredito que tenha ligação com esses motores…

  • Eduardo T. Küll

    As questões, para mim, são: 1) quanto tempo teremos que esperar; 2) vários sites disseram que, aqui tais motores teriam alguma simplificação e, colateralmente, 3) a Alfa volta ou não ao Brasil?

    • Thiago Maia

      A alfa romeo voltará, com os modelos novos apenas( so tem dois ate agora, Giulia e Stelvio).

      Ha um mês, estreou na China, bem depois de Europa e depois dos EUA.
      Deve chegar ano que vem, nas concessionárias Chrysler( que na vdd so vendem Jeep, RAM e Dodge)

    • Emanuel Schott

      Baseado no que li por ai:

      1) Ano que vem.
      2) Terá um comando de válvulas mais simples que o MultiAir, o resto é idêntico.
      3) Não por enquanto. O novo presidente da Fiat afirmou que pra AL só está previsto Argentina e Chile por enquanto. As regras de importação no BR tornam a importação desses carros muito cara.

  • Thiago Maia

    O Mito nao terá sucessor. A alfa Romeo nao atuara mais no segmento B, assim como BMW, Mercedes e outras marcas

  • th!nk.t4nk

    No Uno acho exagero o 1.0 turbo, mas cairia bem no Argo/Cronos. É motor mais do que suficiente pras versões de topo destes modelos. E por sua vez, o 1.3 turbo seria interessante no Renegade, Compass e nos Alfa Romeo.

    • Seria um Uno 1.0R? rsrsrs
      Zueira a parte, acho que poderia dar uma ‘revitalizada’ no Uno, se fizerem direito.

    • Raimundo A.

      Não seria exagero no Uno considerando que o produto estaria em ganhar nova geração em dois anos e poderá mudar de categoria, tipo um crossover como é o Panda. Assim, com possível novo posicionamento, os motores poderiam ser o 1.3 aspirado e o T3.

      No caso do Argo/Cronos, como tenho questionado, por motores turbo não seria tão simples com a atual oferta. Veja que o T3 entregaria potência acima do 1.3 GSE, mas abaixo do 1.8 E-torQ, e o torque é pouco maior. O T3 poderia entrar como nova oferta ou teriam que convencer, se a referência for o que a VW fez no Polo/VIrtus, o T3 ser melhor que o 1.8, isso precisando rever a potência aqui porque o TSI da VW chega próximo aos 130cv com etanol.

      O T4, vendo o disponível nos T-Jet, poderia ter potência de 135cv a 140cv substituindo o 1.8 aspirado em potência, com muitos mais ganhos(torque, consumo, peso menor). Por outro lado, dizem que o agora denominado T4 já está em testes internos no Cronos e a potência seria de 160cv. Esse nível de potência não serviria para substituir o 1.8, mas ser uma oferta acima deste aspirado, se valer a pena, nos compactos. Seria mais útil em versões para o Renegade, o Toro e, substituiria diretamente o 2.0 aspirado do Compass.

      • th!nk.t4nk

        O Panda nao é crossover. É um Uno encolhido, um carrinho exclusivamente pra cidade, pra ser barato e econômico. Esses carrinhos nem segurança têm pra andar rápido, nao faz sentido colocar um 1.3 turbo num Uninho. Esses valores de potência sao grandes demais até pra Argos/Cronos (que no fundo também sao carros populares em termos construtivos). Um 1.0 turbo tá excelente pra todos eles, com grande folga.

    • Pedro Mello

      O turbo 1.3 cabe na Toro também.

  • Calibra vermelho 95

    Excelente notícia! Pelo menos temos algo um pouco mais concreto a respeito dos Firefly Turbo. O Argo e o Cronos ficaram ótimos com o T3 no lugar do 1.8, bem como Renegade, Toro e até Compass com o T4.
    Como o Argo está com as vendas medianas, quem sabe a Fiat acorde e adiante esse motor já pra ano que vem como aconteceu com o Mobi.

    • Djalma

      Problema é que esses carros já são caros, acima do que valem, então teria que fazer uma mágica para não precisar aumentar muito os preços.

      • Debraido

        Não vejo essa relação de preço com motorização. No Brasil preço não tem nada a ver com custo, somente com o posicionamento de mercado.

        • Allysson Santos

          Ainda mais que já estão saindo notícias afirmando a mudança do IPI de litragem para eficiência energética. Logo o custo poderia ser o mesmo ou até diminuído.

    • Car Xpert

      Se refletir com os sucessivos lançamentos de Mobi, Toro, Argo, Cronos além dos Jeep Renegade, Compass e do altíssimo investimento na fábrica em Goiânia e na Argentina, tudo isso demanda muito tempo e investimento, Fiat está arregaçar as mangas aos poucos…

  • leitor

    O motor do carro pode ser até bom. Mas os carros, principalmente o primeiro ao estilo anos 1990 ficou muito feio. A mesma sensação de ver uma TV de tubo CRT ou celular com antenas externas e tela verde de calculadora antiga.

    • VINÍCIUS FREITAS DE SOUZA

      Ironia ou idiotice ? Isso nunca saberemos

  • Rafaelprado

    HAhahahha já to vendo os haters reclamarem, “Onde já se viu pickup com motor 1.3”, “Quem gosta de motorzinho é dentista”

  • Emanuel Schott

    Com 180 cv a dupla da Jeep e a Toro dispensam até as versões diesel.

    • Raimundo A.

      Aqui, acho difícil. É bom lembrar que pessoas que realmente usam picapes e SUVs no campo, preferem o motor a diesel por ser mais fácil de ter já que é usado para os veículos agrícolas da propriedade. Veja, poucos fabricantes desenvolveram o motor flex (diesel/etanol) para uso em canaviais, onde o etanol é produzido, mas a massa dos veículos usados nesses locais é movida a diesel.

      Outra, o torque disponível nesse T4 ainda é inferior ao Multijet 2.0 de 170cv, que é de 35kgmf. O T4 é mais potente, como é o 2.4 Tigershark de quase 190cv, mas tem menos força que o Multijet diesel.

      • Emanuel Schott

        Nada.. usam diesel por ser mais barato econômico mesmo.

      • Lareiro

        Vc pode estar certo, mas, se eu fosse produtor agrícola e precisasse de uma caminhonete, iria pegar uma com maior capacidade, como uma S10, Ranger ou Hilux, e não uma Toro.
        Já o Renegade é SUV para diversão, assim como era a TR4, que era a gasolina.

        • VINÍCIUS FREITAS DE SOUZA

          Mas a Toro tem a mesma capacidade que elas

    • beto

      Imagina esse motor no Renegade. Estou sonhando?

      • Emanuel Schott

        Ta não.. Renegade terá esse motor mesmo.

  • Joaquim Grillo

    Ja passou da hora né Fiat, porém eu deixaria o fire 1.4 para carros populares ja que é um motor duravel e de baixo custo de manutenção

  • MIN💀S

    Correção!!!!
    O TRITEC nunca teve versão turbinada.
    Esse motor, na época, tinha um compressor tocado por correia. Tipo Supercharger.

    • Nnoitra

      Correto.

  • Daniel Plainview

    Qual o nome do Alfa Romeo da foto? Coisa mais linda…

    • Fernando Bento Chaves Santana

      É o Giulia

    • Unknown

      Design by Alfa Romeo, meu caro amigo!

      • Daniel Plainview

        Ninguém bate italianos em design…

        • Unknown

          Eu gosto bastante de algumas alemãs (Porshe e BMW) e até algumas americanas com seus muscle cars, mas realmente o design dos italianos são acima da média!

          • Daniel Plainview

            Sim, podemos dizer que a Porsche é a mais italiana das alemãs…

    • Nnoitra

      Giulia.

  • Debraido

    Isso fará um bem enorme à linha Jeep aqui no Brasil.

  • Fernando Bento Chaves Santana

    Sou cético quanto a chegada destes motores por aqui – em especial a tecnologia Multiair. Penso que a FCA aproveitará até o berro dos motores E.Torq.

    • dallebu

      Não vai ter Multiair, vai ter duplo comando variável, assim como aconteceu com o novo 2.0 GME de 280CV da Alfa que perdeu o Multiair para ser lançado no novo Jeep Wrangler.

  • Razzo

    “Os comandos são acionados por corrente ao invés de correia e o virabrequim tem rolamentos de menor atrito e maior suavidade.”

    –> Virabrequim com rolamento ? É isto mesmo ?

  • Razzo

    “Mas, logicamente o pequeno 500 e seus irmãos devem levar o MultiAir II para a “América”. E por aqui? A nova dupla sentencia o E.torQ ao desaparecimento, pois versões mais fracas do 1.3 turbinado deve preencher a lacuna entre 130 e 160 cavalos, onde a concorrência colocará rivais no mercado.”

    –> E-Porc, já vai tarde !!!

  • Car Xpert

    Esses motores vão ser incríveis, concorrência vai sofrer..

  • Augusto

    Fiquei imaginando o 500 com esse motor 1.3

  • Pedro Mello

    Se vier para cá, será um duro golpe na concorrência. A FCA sobe de patamar.

  • Felipe José Duarte do Nascimen

    Vai ser o de sempre. Quando o maquinário não for mais útil na Europa, eles mandam pra cá e montam a fábrica aqui e dizem que é investimento em tecnologia.

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