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FCA terá picape média feita em Pernambuco

FCA terá picape média feita em Pernambuco

O presidente Michel Temer visitará na tarde desta sexta (23) o complexo industrial Fiat-Jeep, localizado em Goiana-PE. A visita oficial terá ainda a participação de Stefan Ketter, presidente da FCA para a região, que deve anunciar um terceiro turno na planta. Porém, de acordo com o jornalista Fernando Calmon em publicação no site UOL, o chefe de estado brasileiro se reunirá reservadamente com os executivos da Fiat Chrysler.


Neste encontro fechado, deve ser apresentado ao presidente um projeto de picape média a ser feito em Goiana. O modelo seria o quarto a ser feito no complexo pernambucano e deve suprir a deficiência atual do grupo em relação ao segmento, que a Chrysler deixou há alguns anos após o fim da picape Dodge Dakota no mercado americano.

O projeto a ser elaborado poderia contar com as marcas Fiat, Dodge e RAM, mas obviamente a última tem força maior por conta das picapes RAM 1500 e 2500 no mercado americano, embora a Fiat emplaque bem sua Toro no Brasil e venda a Fullback na Europa, apesar desta última ser uma Mitsubishi L200 Triton atualizada.

No Brasil, tanto Fiat – por causa da Toro – quanto a RAM possuem boas chances de fixar seus logotipos na nova picape, porém, em mercados como México e EUA, o modelo acabará sendo RAM mesmo, como acontece com a Strada no país latino. Na Europa, Marchionne já disse que a Fiat perderá em importância, mas lá a marca americana não tem uma penetração tão forte assim, por isso há alguma chance da Fiat ainda embalar a sucessora da Fullback. Isso saberemos em junho, quando a FCA divulgará seu plano estratégico para os próximos cinco anos.


FCA terá picape média feita em Pernambuco

Assim como o Jeep Compass, essa nova picape média deve nascer inicialmente no Brasil, mas seu potencial é grande o suficiente para ser feito no México ou mesmo EUA. A FCA é a única das Big Three que não tem picape média no mercado americano e, diante do volume crescente de vendas, isso é quase como um pecado diante do cliente americano. Assim, o projeto nascido em Goiana deve tomar proporções globais, ainda com vistas ao mercado australiano, europeu (com a saída da Fullback) e chinês.

E como será? Estruturalmente, a nova picape da FCA não poderia seguir o caminho da Toro com um monobloco, visto que o consumidor americano aprecia mais a robustez do chassi de longarinas. Aliás, com exceção da Honda Ridgeline, todas as demais, inclusive as mais recentes Renault Alaskan e Mercedes-Benz Classe X, também usam esse esquema estrutural. Por isso, equipada com esse conjunto, a picape média da “Fiat-RAM” não terá problemas com motores, especialmente diesel.

A oferta do grupo ítalo-americano é grande, podendo a nova picape usar tanto o Multijet 2.0 com 170 cv ou 200 cv, como poderia também exercitar seus músculos com o F1C da Iveco, que tem 3.0 litros e potências similares, mas com torques mais elevados. Isso sem contar a VM Motori, que pode trazer seu V6 3.0 EcoDiesel da RAM 1500 com 240 cv e colocar a picape pernambucana para brigar com Amarok V6 e Mercedes X350d.

Isso tudo apenas com motores diesel. Com gasolina, ou melhor, flex, o Tigershark 2.4 com 186 cv no etanol deve ser uma solução, mas no mercado americano, o novo 2.0 Turbo da FCA pode entregar uma cavalaria acima de 310 cv, fazendo a RAM (lá) brigar com Colorado e uma eventual Ranger EcoBoost 2.3. Então, em termos de motor, o produto estará bem servido. Já no câmbio, por ser longitudinal, a caixa ZF 8HP da RAM 1500 deve ser a escolha, tendo outra manual com seis marchas.

[Fonte: Fernando Calmon/UOL/Projeção: Kleber Silva]

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