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Ferrari não usará mais transmissões manuais em seus bólidos

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A Ferrari anunciou uma bomba para os amantes de carros esportivos dotados de câmbio manual. A marca italiana de Maranello diz oficialmente que não irá mais comercializar bólidos equipados com mudanças puramente manuais.

Com isso, a marca do cavalino rampante passa a fazer parte de um seleto grupo de fabricantes de carros que não disponibiliza mais câmbios manuais, apostando tudo em sistemas automatizados de alta performance.

De acordo com Michael Hugo Leiters, diretor de tecnologia da marca, “A Ferrari é design, desempenho e estado da arte das tecnologias. Não há nenhuma transmissão manual que pode bater esse desempenho e, portanto, decidimos ficar na caixa de velocidades de dupla embreagem.”

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O que a Ferrari está fazendo, apesar de ir contra os puristas, é o caminho inevitável da tecnologia. Hoje em dia as caixas automatizadas de dupla embreagem se popularizaram não só pela menor perda, mas também pela rapidez nas trocas e economia de combustível.

A Porsche, por exemplo, utiliza em grande escala sua caixa de dupla embreagem PDK, embora seja a única que ofereça um câmbio manual de sete marchas. Mesmo marcas com carros esportivos mais tradicionais estão aderindo ao câmbio automático. O BMW M5, por exemplo, só teve opção manual recentemente para atender os entusiastas americanos.

O sistema de dupla embreagem proporciona um tempo de volta melhor que uma caixa manual com um bom piloto. Ainda assim, a opção Porsche em termos de alta performance será um refúgio para os amantes da alavanca e embreagem, pois a marca garantiu a opção por um longo tempo.

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Tripla embreagem

A caixa automatizada de dupla embreagem pode ser encontrada desde um Polo 1.2 até hiperesportivos. Mesmo alguns carros híbridos trocaram o tradicional CVT pelo sistema. Mas, exatamente um dos que fizeram essa mudança, aposta que ainda dá para tirar mais dessa tecnologia.

A Honda, que adota o DCT no lugar do CVT em alguns de seus modelos híbridos, está preparando uma caixa automatizada de tripla embreagem com nada mens que 11 marchas, quase que praticamente como um câmbio de caminhão.

Alguns fabricantes dizem que o limite para a eficiência é nove marchas, como no caso da ZF. A Volkswagen tentou uma DSG de 10 marchas e desistiu, embora não por capacidade técnica.

Em superesportivos, a dupla embreagem tem ajudado a ganhar mais segundos de 0 a 100 km/h e a obter retomadas melhores. A performance de modo geral é maior, garantindo assim mais prazer ao dirigir – pelo menos para quem não faz objeção à tecnologia empregada – recebendo inclusive modos de condução que permitem ir da frugalidade ao track day em segundos.

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Problemas

Apesar do uso cada vez maior, a caixa de dupla embreagem será uma unanimidade futuramente no segmento de esportivos, salvo aqueles que já partirem para a propulsão elétrica ou fizerem como a Koenigsegg, que dispensará qualquer transmissão.

Nos demais segmentos, o chamado DCT está ganhando mais espaço a cada dia, embora o CVT tenha voltado com força por conta da pressão ambiental sobre as emissões e dos custos.

Com trocas imperceptíveis, rapidez e economia, a caixa de dupla embreagem permite uma condução mais esportiva em muitos carros comuns, além de maior conforto. Mas, nem tudo são flores.

Um dos problemas recorrentes dessa tecnologia é o superaquecimento, que faz a transmissão falhar, assim como trepidação e ruídos. Casos como do Powershift no Brasil e do DSG na China são notórios. Ainda assim, a DCT chegou para ficar.

[Fonte: Motor Authority]

Agradecimentos ao Ricardo Rangel.







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